2018 começa com o RN perdendo a sua área de livre comércio e o aeroporto de Mossoró

Ex-deputado federal Ney Lopes faz alerta importante

POR NEY LOPES

Só restar sonhar e continuar acreditando, que um dia (não se sabe quando), o RN aproveitará economicamente (a esperança é a última que morre) a sua posição geográfica estratégia e privilegiada, de ser o ponto mais próximo nas Américas, do continente europeu, África e Canal do Panamá.

Há mais de uma década perdemos sucessivas oportunidades nesse sentido.

A OPÇÃO PELO FEIJÃO COM ARROZ

Os governos  optaram pelo “feijão com arroz”, sempre favorecendo grupos pé escolhidos (“endereço certo) e próximos ao poder, para receberem incentivos, isenções, favores diretos e indiretos.

Ações impessoais, nas quais não fosse possível privilegiar “pré-escolhidos”, jamais foram sequer tentadas.

Por exemplo: os governos estaduais colocaram sempre na “lata do lixo” (com desprezo) a proposta de uma área de livre comércio (ALC) no “Grande Natal”.

POR QUE O DESPREZO PELA ÁREA DE LIVRE COMÉRCIO?

Por que isso?

Porque uma área de livre comércio (polo exportador e turístico) seria “impessoal”, pois estimularia a livre competição, o livre mercado, a competência, a qualidade final dos produtos.

Uma ALC não poderia “dirigir” negócios para “pré-escolhidos”.

Trata-se de um mecanismo típico do livre mercado, da economia aberta, onde ganham os capazes, operosos e criativos.

Na ALC não haveria lugar para “favorecidos de véspera” nos “combinemos” tradicionais e usuais nos governos do RN.

Sendo assim, nunca interessou lutar por esse mecanismo de incremento da nossa economia.

GALHOFA & DESPREZO & ISOLAMENTO

O editor, que luta por uma ALC no “Grande Natal” há mais de 10 anos, sempre foi levado na galhofa, desprezo e ações indiretas de isolamento.

Jamais foi sequer ouvido.

“Doutos salvadores da Pátria” optaram pela mesmice, que deu no que deu: o estado faliu.

Enquanto isso, o Ceará avança (e muito).

CEARÁ DÁ PRIMEIROS PASSOS

Após a chegada de uma empresa alemã para administrar o aeroporto de Fortaleza, os primeiros passos já foram dados para uma área de livre comércio na “Grande Fortaleza”.

Somente o aeroporto (independente de porto marítimo) já justifica a implantação dessa área livre.

O polo exportador planejado para a Grande Fortaleza deverá registrar taxa média anual de 5,5% de alta, com 78 mil toneladas transportadas em 2037.

RN PERDE OPORTUNIDADE

O crescimento da economia cearense será maior do que Salvador e Recife, que devem ter avanços anuais de 3,93% e 4,17%, respectivamente.

O movimento estimado no aeroporto de Fortaleza será de mais de 10 milhões de passageiros, em curto prazo.

O mesmo ocorreria no Grande Natal, se a área de livre comércio tivesse sido instalada, ao lado aeroporto de São Gonçalo do Amarante.

Esse seria o lugar mais indicado tecnicamente, pela proximidade dos continentes europeu e africano.

Entretanto, a oportunidade foi perdida para nós potiguares.

Como sempre ocorreu!

O Ceará chega à frente, com méritos.

O RN recolhe-se a insignificância de um estado, sem vozes, ações ativas e impessoais para defesa do interesse público da sua população.

EMPRESA ALEMÃ ASSUME HOJE FORTALEZA

A empresa alemã FRAPORT assume hoje, 2 de janeiro, em caráter definitivo, a concessão do aeroporto Pinto Martins, de Fortaleza.

Já anuncia ações imediatas, que incluem Wi-Fi de alta velocidade, melhorias nas sinalizações e na iluminação do terminal.

Mudanças que os passageiros poderão sentir já no 1º trimestre de 2018.

Inicialmente, a Fraport deve investir cerca de R$ 600 milhões nas obras do Pinto Martins, que incluem a ampliação da pista de pouso e decolagem, cercamento do Aeroporto e alargamento das vias de acesso de taxiamento de aeronaves.

Durante o período de concessão (35 anos), a empresa pretende investir mais de R$ 2 bilhões.

O Aeroporto Internacional Pinto Martins deve ter um crescimento de 82%, em vinte anos.

MOSSORÓ A VER NAVIOS

Uma meta já anunciada pela Fraport e governo do Ceará é aumentar em 35% a aviação regional no estado, com aeroportos em cidades chaves.

Uma delas é Aracati, próxima a Mossoró.

O aeroporto já em ampliação inviabilizará, com certeza, o de Mossoró, por não se justificarem investimentos tão próximos.

Resultado: Mossoró será apenas um ponto de apoio para abastecer Aracati com passageiros e cargas.

Nenhuma ação objetiva e clara (até protesto se fosse o caso) ouviram-se do governo do RN e da sua bancada federal.

Silencio e comodismo, apenas.

RN PERDEU!  COM A PALAVRA O ELEITOR

Final da ópera: o RN ficou no “ora veja”!!!

Os concessionários do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, ao invés de investimentos futuros, reclamam recompensas de bilhões de reais, alegando prejuízo na exploração do aeródromo, que conheciam e sabiam as condições de operações, após ganharem a licitação.

O mais grave: não há protestos de parte de quem tem responsabilidades com o futuro do RN.

Todos de “bico fechado”.

Realidade trágica, porém verdadeira.

Até quando?

Somente o povo poderá responder nas urnas de 2018.

Se desejarem, realmente responder.

Do contrário é deixar com os “mesmos”, sem perigo de avanços ou mudanças.

Com a palavra o eleitor!

Fonte: Blog de Ney Lopes

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

catorze + 1 =