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PAULO LINHARES: “QUANDO A GENTE PENSA QUE JÁ VIU TUDO APARECE UMA MARMOTA”

JURISTA EXPLICA QUE CANDIDATURA – OU PRÉ – NÃO TEM SEXO

POR PAULO AFONSO LINHARES

Quando a gente pensa que já viu tudo aparece uma marmota: matéria de capa de um jornal local traz o título “Sargento Regina assume pré-candidatura homossexual”.

Ora, candidatura (ou pré), a exemplo dos anjos, não tem sexo.

Claro, sargento Regina tem todo direito de levar as bandeiras do movimento LGBT, sem que isso possa qualificar sua candidatura de homossexual, mesmo porque a defesa dessas mesmas questões podem, também, ser parte de plataforma eleitoral de um(a) pré-candidato(a) marcadamente heterossexual.

JUSTIÇA

AS VÍSCERAS ABERTAS

POR PAULO AFONSO LINHARES

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Complexo de vira-lata à parte, uma propensão natural da sociedade brasileira, em todos os níveis, é avacalhar conceitos e instituições. Leia-se o “avacalhar” no sentido clássico do “corromper”, de mudar características, adulterar, alterar, misturando-se com outra acepção, que é a de depravar, perverter, viciar, tudo conforme se aprende no Aurélio. Nestas paragens tupiniquins nem sempre em se plantando tudo dá, mas, tudo que possa parecer sério é factível de avacalhação.

Em tempos recentes, depois de avacalharmos o ciclo de governos militares 1964-1985, partimos para deixar na lama todos os governos democráticos posteriores, de todos os matizes políticos e ideológicos. Claro, tudo isso muito facilitado pelos vícios históricos do patrimonialismo e do paternalismo que inevitavelmente deságuam na apropriação da coisa pública por grupos privados em detrimento de toda uma coletividade que é chamada a sustentar os privilégios enormes de poucos.

Depois da passagem de muitas instituições pelo inefável moinho da avacalhação, eis que se posta nos seus umbrais a mais sisuda e (atualmente) poderosa de todas – o Poder Judiciário – que, a partir de imprecisos desenhos constitucionais se propõe como dianteira política, ponta de lança, algo assim como um ‘ centro-avante’ da estupefata nação brasileira, a despeito de sua origem não ser a soberania popular exercida através do voto direto e secreto.

O último episódio a envolver o Judiciário, em dias recentes, teve a ver com esse monstrengo que atende pelo nome de “Operação Lava-Jato”, capitaneada pela máquina da Justiça e secundada pelo Ministério Público e a Polícia Federal, que, a pretexto de esvurmar o tumor da corrupção sistêmica firmemente arraigada em toda a estrutura do Estado – o que não deixa de ser um bom e justo anseio de uma sociedade cada vez mais depauperada e sem esperança – tem lançado mão de fórmulas garantidoras de uma hegemonia incontrastável não apenas para pautar politicamente a Nação, mas, também, para acessar uma série de privilégios antirrepublicanos.

Ocorre que, estando o Brasil cabisbaixo com o fracasso da participação de sua seleção de futebol na Copa do Mundo, derrotada que foi na sexta-feira, 6 de julho de 2018, no domingo seguinte trombetearam os meios de comunicação a surpreendente notícia da concessão de uma medida liminar da lavra do desembargador federal Rogério Favretto, do Tribunal Federal da Quarta Região, que determinava a imediata libertação do ex-presidente Lula, encarcerado em Curitiba, na sede da Polícia Federal para cumprimento de pesada condenação imposta pelo juiz federal Sérgio Moro e corroborara por uma das câmaras daquele mesmo Tribunal.

Embora questionável juridicamente sob diversos prismas, a decisão do desembargador Favretto, mandava a liturgia processual – certo ou errado esse despacho, não importa – fosse-lhe dado cumprimento imediato em homenagem à tão difundida e sacrossanta parêmia de que “decisão judicial não se discute, cumpre-se”. Ora, dos órgãos públicos judiciários brasileiros saem diariamente centenas de milhares de decisões que, em grande medida, são verdadeiros aleijões jurídicos – ou “teratológicas”, como dizem os operadores do direito -, todavia, devem ser cumpridas, sob pena de agressão à “dignidade da Justiça”.

Dessa feita, porém, esse postulado transmudou-se em poderosa tábula rasa: o juiz Moro, de férias em Portugal, expediu decisão que impedia fosse cumprida, pela Superintendência da Polícia Federal do Paraná, a ordem emanada do desembargador Favretto. O nó estava dado, em especial depois de reforçada pelo presidente do TRF-4, desembargador Thompson Flores, e o relator da Lava-Jato no mesmo tribunal, desembargador João Pedro Gebran. Impasse como há muito tempo não se via no âmbito do Judiciário.

Essa ópera bufa protagonizada pela Justiça brasileira teve como fecho o iracundo discurso da presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministra Laurita Vaz, quando decidiu denegar 143 pedidos de habeas corpus impetrados em favor do ex-presidente Lula, em 11 de julho de 2018. Como não podia ser diferente, fez pesadas críticas ao desembargador Favretto, classificando a decisão deste como “teratológica”, ou seja, um aleijão jurídico, ao mesmo tempo em que derramou elogios ao juiz Sérgio Moro, que impediu o cumprimento da ordem que livraria Lula da cadeia. Aliás, é a mesma

teratologia que centenas de juristas do mundo inteiro enxergam da sentença que condenou o líder petista a 9 anos de reclusão e estendido para 12 anos, em números arredondados, pelos desembargadores da oitava turma do Tribuna Regional Federal da Quarta Região.

O tom agressivo da presidente do STJ – nomeada ministra por Fernando Henrique Cardoso – deixa patente que o desembargador Favretto será ‘fritado’, inelutavelmente, pela ousadia de sua decisão. Como resumo dessa ópera esdrúxula tem-se que o episódio expôs a “lawfare” (algo como perseguição judiciária, no direito norte-americano) de que é vítima o ex-presidente Lula, ademais de quebrar o velho paradigma, sacrossanto, repita-se, para o Judiciário brasileiro, de que “decisão judicial não se discute, cumpre-se!” O que parecia um ritualístico duelo de punhos de renda, tão ao gosto da cultura bacharelesca tupiniquinss, agora virou luta franca, como tacapes a brandir no ar.

Fora das sisudas paredes dos tribunais brasileiros e seus “salões de passos perdidos”, entretanto, ganha força a ideia de “Lula livre”, pela voz insuspeita das ruas, cristalizando-se a impressão de que, ainda, há muito jogo pela frente. Aliás, pode vir aí, quem sabe, o Nobel da Paz para Lula? Fato novo? Sem dúvida. Para balançar as coronárias de brancosos e direitistas de todas as extrações, sobretudo dos súditos do Califado de Curitiba. A conferir.

(RE)TWITTANDO

OPINIÃO

Essa pantomima de Lula Livre não vai acabar enquanto houver Favreto livre, Miller livre, Joesley livre, Dirceu livre…

  retweetou

O que dizer sobre essas mensagens abaixo? A Justiça Brasileira não pode ser usada como instrumento de disputas políticas. Ao contrário, deve ser incondicionalmente RESPEITADA. ⁦

Muito bom o editorial do hoje: “A tentativa de membros do PT de obter ilegalmente a soltura do seu cacique Lula da Silva evidenciou desespero e irresponsabilidade, além de completo menosprezo pelo Estado de Direito”.

(RE) TWITANDO

OPINIÃO

 

Vejam a situação. Por acaso um desembargador está de plantão hoje… Oh, por acaso surgiu um habeas corpus para libertar o líder do partido ao qual foi filiado e para quem trabalhou no governo! Seria ele suspeito? Por que seria? Vergonha alheia ganhou hoje uma nova dimensão.

 Há 2 horas

Telefone do desembargador Petralha que tentou soltar Lula. Whatsapp : 51 9536-1913 Vou deixar uma mensagem de apoio pra ele lá se quiserem façam o mesmo 😂😂😂😂

A tentativa de tirar o chefão da cadeia ampliou o prontuário de Favreto e confirmou que o doutor não perde nenhuma chance de mostrar que é muito grato aos padrinhos

Que vergonha! Deputados petistas aproveitam do momento em que juiz reconhecidamente petista está de plantão! Para pedir soltura de Lula! Acho que isso deve ser denunciado! Firulas e dribles na lei!

Um velho Brasil está morrendo, embora ainda agonizante. Um novo Brasil 🇧🇷 está surgindo: sem esquemas ardilosos, negociatas secretas, decisões sub-reptícias e afins. Ao Titular de TODO PODER, o Povo, cabe a vigilância constante.

Desembargador petista do TRF-4, Rogério Traviatto, manda soltar Lula, em dia de domingo. VERGONHA!!!!!

GAUCHADA!!!!! O nome dele é Rogério Favreto, é um desembargador petralha, está de plantão no TRF4. Será fácil encontra-lo para manifestar-lhe, com a veemência cabível, a nossa opinião sobre ele e sua irresponsabilidade. Ele é + um apaixonado pelo ladrão maior. Conversem com ele!!

30 minutos depois de começar o plantão do desembargador Rogério Favreto na última sexta-feira, o PT entrou com um pedido de habeas corpus para soltar Lula. Filiado ao PT por 19 anos, Favreto escolheu o dia ideal para soltar – domingo. Deputados do PT já estavam em Curitiba. Aí…

LUTO: ARTISTAS DE MOSSORÓ FARÃO PROTESTO

ATO PÚBLICO CONTRA MORTE DE TECLADISTA DA BANCA INALA SERÁ NESTE DOMINGO 

Neste domingo, 8, às 17h, na Praça do Teatro Dix-huit Rosado, artistas de Mossoró realizarão protesto contra a morte do músico Leandro, tecladista da banda Inala, ocorrido na noite desta sexta-feira.

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Opinião: ao calar-se diante dos microfones, Neymar reforça sua “molecagem”

Ao passar reto diante dos jornalistas que o aguardavam na zona mista em Kazan, camisa dez reforça esteriótipo de garoto mimado

POR ALEXANDRE SALVADOR

Acabo de ler o que disse Edu Gaspar neste sábado, um dia após a eliminação da Copa do Mundo. O ex-jogador e coordenador da seleção brasileira declarou antes de deixar a Rússia que não é fácil ser Neymar: “É difícil estar na pele dele em alguns momentos”. Para justificar sua avaliação, Edu citou a lealdade e a ética de trabalho de seu camisa 10. “Foi o atleta que menos reivindicou alguma coisa. Não fez pedidos especiais e cumpriu com todas as normas da delegação”, completou o dirigente.

É claro que há verdades nas declarações do coordenador da equipe brasileira. Neymar é, de longe, o personagem mais visado do futebol mundial. Ao buscar a posição de protagonista seja em seu clube ou dentro da seleção, é natural que os olhares se direcionem a ele. Dada a qualidade de seu futebol, seria um desperdício não explorar todo o seu potencial. O problema é que o talento com a bola nos pés não se repete na forma de se comunicar. Nas palavras de quem o viu muito de perto durante essa campanha na Rússia, o atacante “ainda não amadureceu totalmente, tem muita molecagem ainda.” Ainda na visão desta mesma pessoa, “as críticas vão cessar no dia em que ele (Neymar) der uma entrevista contundente, falando como homem.”

Pois bem, o jogador de 26 anos não seguiu nenhuma dessas sugestões. Quando se manifestou, foi grosseiro. Depois do gol marcado contra a Costa Rica, escolheu as redes sociais para vociferar sua raiva, sugerindo que até “papagaio” fala. Se as críticas que sofre são 100% fundamentadas ou não, é uma outra história. Após a partida contra o México, descontou as pancadas físicas (sim, ele apanhou muito nesse Mundial) com uma resposta atravessada: “Os mexicanos falaram demais antes da partida e foram embora para casa” – a provocação foi devolvida na mesma moeda depois de selado o destino no Brasil nas quartas. Quase três horas mais tarde da eliminação frente a Bélgica, o camisa 10 passou em silêncio pela zona mista, tanto na área da imprensa escrita quanto pelas câmeras de televisão. A jornalista italiana Francesca Benvenuti, da emissora Mediaset Premium, ainda insistiu. Lançou uma palavra, em tom condicional. “Tristeza?”, assim mesmo em português. Neymar ouviu e preferiu ignorar. No sábado, usou novamente o Instagram para se posicionar (leia a mensagem abaixo):

Sabe quem deu uma “entrevista de homem”, como bem sugeriu o interlocutor da seleção? Gabriel Jesus. Sim, o mais jovem (ele, sim, é um garoto) e um dos mais questionados membros do grupo escolhido por Tite teve postura surpreendentemente madura após o fim de sua primeira Copa. Visivelmente chateado, não se escondeu e respondeu a todos os questionamentos feitos pelos jornalistas que esperaram pacientemente mais de duas horas pela passagem dos protagonistas do jogo. VEJA perguntou se a dificuldade do torneio havia o surpreendido. Olhando no olho, sem se esquivar, Gabriel confirmou. “Logo no primeiro jogo percebi que era diferente. É gigante, muito complicado.” Quase cinco anos mais novo que Neymar, o camisa 9 teve postura a altura da posição que ocupa na equipe. E se mostrou brutalmente humano, colocando dúvidas sobre o impacto dessa derrota em sua carreira. “Tenho até medo do que possa acontecer. Tenho medo da confiança ir embora. É difícil”, finalizou Gabriel.

Não acredito que a reação tão visceral é justificada. É “apenas” sua primeira Copa do Mundo, e Gabriel tem todas as condições de usar esse aprendizado para se fortalecer mentalmente e tecnicamente. Mas a atitude de “homem” – e, por favor, entenda o termo como uma metáfora de maturidade, não de gênero – que sobrou a Jesus faltou por completo em Neymar. Para a molecagem acabar, talvez seja necessário para de dourar a pílula para o jogador mais midiático do futebol mundial. Tite aceitou tomar chumbo mesmo quando o questionamento não era para ele, em nome de ganhar a confiança de seu principal jogador. E o camisa 10 não retribuiu o gesto, calando-se e escondendo-se atrás de declarações dedilhadas num celular.

ZAIDEM HERONILDES: REMINISCÊNCIAS

RECORDAÇÕES

Dias Filho amigo e professor de matemática. Sabe tudo. O amigo José Marlúcio hoje falei no seu nome ao Dr. Arturo Rosado Miranda e lembrei o avô Genildo Miranda: Vesperal das Moças. Falei do Time Bola Preta que nas noites de segundas-feiras embeleza a quadra de Futebol de Salão da ACDP e o time tinha: Tasso Rosado, Edmur Rosado, José Marlúcio, Elzo e Amansinho no gol. Depois dos jogos eu ia assistir o advogado Raimundo Soares de Souza discutir medicina com: Vicente Moraes, João Carrilho, César de Alencar e outros. Raimundo Soares talentoso, brilhante na fala e misturando latim com português irritavam os médicos.Eu ali observando e admirado. Legum Servi Sumus Utl Liberi Esse possimus. Expressões latinas diversas. Que reminiscências inesquecíveis, inolvidáveis. De cor e coração.

ESPAÇO DO GIVVA

OPINIÃO

POR GIVANILDO SILVA

Givanildo Silva é jornalista-radialista-advogado

A praticamente três meses da eleição de sete outubro, a incerteza continua absoluta na liderança da corrida presidencial. Índice de hesitação considerado histórico para os padrões de brasilidade.

A propósito, as últimas pesquisas de intenção de voto indicam que o Jair Bolsonaro, muito dificilmente, suportará a pancadaria que tem alisado o costado, emergindo até de setores onde sente-se confortável.

ESPAÇO DO GIVVA

PELEGADA INDÓCIL

POR GIVANILDO SILVA

Givanildo Silva é jornalista-radialista-advogado

A pelegada está indócil. Diria que encontra-se de luto. Acabou-se a escabrosa mamata.

A partir de agora, somente se sustentará quem for abastecido de elevada competência, o que, decerto, não é marca registrada de sindicalistas sem classe e, portanto, de ignóbil. de fingida causa.

ESPAÇO DO GIVVA

OPINIÃO

POR GIVANILDO SILVA

Givanildo Silva é jornalista-radialista-advogado

Um elemento fundamental da administração pública é que a Prefeitura de Mossoró, nos próximos dias, deverá ter, a despeito da crise severa por que passa a economia, quitado 50% da folha de 13º salário referente a 2018.

Não deixa de ser, considerando-se a atual instabilidade conjuntural, modelar aos gestores que encontram-se com as contas desarrumadas – média de oitenta por cento -, em decorrência, principalmente, da falta de planejamento adequado ao momento adverso, hostil.

Fonte: Face do Givva