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Fera ferida, Janot ataca. É o cara que ressuscitou o PT e garantiu a liberdade a Joesley

O homem que deu passe livre e carimbou um “nada consta” na biografia de Joesley Batista vem falar de pessoas que seriam críticas da Lava Jato porque comporiam uma casta privilegiada?

POR REINALDO AZEVEDO

É, meus caros, é quando as feras estão feridas que elas são mais perigosas. É o caso de Rodrigo Janot. Não dá para associá-lo a um leopardo ou a algum outro felino. Mas a natureza esconde feras às vezes insuspeitadas. Poucos sabem, mas o maior assassino de humanos na natureza é o hipopótamo. Tem aquele ar aparentemente abestado, inofensivo quase. Mas quê… Quando abre aquela bocarra, expõe presas destruidoras.

“Está comparando o procurador-geral da República com um hipopótamo, Reinaldo?” Não! Mas ferido ele está, inclusive na sua vaidade. E agora decidiu nos tratar a todos como jumentos ou como ruminantes. Aquele que tem a obrigação funcional e moral da ponderação — afinal, o órgão que comanda detém o poder da investigação (até hoje, arrancado no berro, sem previsão constitucional) e da denúncia. Não, eu não o comparo com um hipopótamo, mas é fato que sua mordida é poderosa. Especialmente num momento em que políticos se acovardam e em que setores da imprensa decidem endossar métodos típicos de Estado policial.

O doutor decidiu agora, como naquela música de Fábio Junior, dividir o mundo em duas metades da laranja. Mas, à diferença das “duas forças que se atraem” e do “sonho lindo de viver”, o que se tem, na mente de Janot, são forças antagônicas, que se repelem: na sua cabeça, há “os inimigos da Lava Jato” e os “amigos”. Os segundos endossam tudo o que fazem o procurador-geral e seus menudos de faces rosadas e ternos escuros; os primeiros, bem…, o doutor não reconhece matizes: seriam todos sócios da lambança.

Na abertura, nesta segunda, de um seminário no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), em Brasília, o procurador-geral mostrou as presas. Disse:
“Basta de hipocrisia! Não há mais espaço para a apatia. Ou caminhamos juntos contra essa vilania que abastarda a política ou estaremos condenados a uma eterna cidadania de segunda classe, servil e impotente contra aqueles que deveriam nos representar com lealdade”!

É discurso de político, não de procurador-geral. E digo mais: esse sotaque é tipicamente fascistoide. E serve a fascistas de esquerda ou de direita. Sempre que alguém vem com esse papo de “chega de hipocrisia!”, podem acreditar: está querendo endosso a algum ato truculento ou está fazendo tabula rasa de diferenças relevantes. Aliás, lá vamos nós para o extremo da abjeção, mas é preciso que se diga. Os nazistas costumavam pedir o “fim da hipocrisia” ao perseguir judeus. Afinal, eram ou não eram os “banqueiros da bancarrota” da República de Weimar? Integravam ou não o establishment de algumas das instituições mais importantes da Alemanha falida? Então, chega de hipocrisia e Holocausto para eles!  “Está comparando Janot com um nazista, Reinaldo?” Não! Estou cobrando que ele não discurse como se fosse um.

Igualmente políticas tem sido as falas de todos os procuradores. Para o procurador-geral, hipócritas são todos os seus críticos e todos aqueles que não adotam a sua agenda e os seus métodos. E esses tais hipócritas, por sua vez, se dividiriam em dois grupos. Disse ele:
“Há pessoas que acusam o Ministério Público e a Lava Jato de abuso. Afirmam que o Brasil está se tornando um Estado policial de exceção. Só dois tipos de pessoas adotam e acolhem esse discurso. Os primeiros nunca viveram em uma ditadura. Eu vivi. Não conhecem, por experiência própria, o que representa uma vida sem liberdade; militam, portanto, na ignorância”. Já os outros, segundo disse, são “os que não têm compromisso verdadeiro com o país. A real preocupação dessas pessoas é com a casta privilegiada da qual fazem parte”.

Então vamos tirar o procurador-geral para uma contradança argumentativa. O homem que deu passe livre e carimbou um “nada consta” na biografia de Joesley Batista vem falar de pessoas que seriam críticas da Lava Jato porque comporiam uma casta privilegiada? Com a devida vênia, doutor, lave essa bocarra! O senhor não tem moral para posar de verdugo dos poderosos. Não quando a gente olha a pena que pegaram alguns dos maiores criminosos do país  Aliás, não precisamos de verdugos. Queremos pessoas públicas que honrem as leis da democracia e do Estado de Direito.

Em segundo lugar, que papo é esse de herói contra a ditadura? O senhor??? Eu, que sou cinco anos MENOS VELHO do que a excelência com vocação para santidade e que efetivamente combati a ditadura; que tive problema “com uzômi” aos 16 anos; que levei porrada da polícia, bem, eu não me lembro de nenhum paladino da justiça chamado Rodrigo Janot. Combateu a ditadura com quem? Em que lugar? Na companhia de quais pessoas? Participou de quais eventos importantes da luta pela restauração da democracia?

Janot está perdendo o juízo e o senso de ridículo. Apostou alto na sua recondução ao cargo. Se a Blitzkrieg tivesse dado certo, ele se imporia como solução de continuidade e “estabilidade” ao próximo mandatário. Mas deu errado. Agora, o que ele quer é alimentar teorias conspiratórias na esperança de emplacar a candidatura de Nicolao Dino, o único que aceitou uma semiadoção, que vai disputar a eleição para a lista tríplice da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República). O presidente da República não é obrigado a indicar nenhum dos três.

Janot vai deixar a PGR, e a luta contra a corrupção vai continuar. E que se torne mais forte do que antes. E ela será tanto mais eficaz quanto mais respeitar a lei.

O homem que garantiu a Joesley a vida de um cidadão de bem não tem nada a cobrar de ninguém.

De resto, lembro dois críticos dos desmandos — e não das virtudes — do MPF: Reinaldo Azevedo e o ministro Gilmar Mendes. O primeiro viu uma conversa com uma fonte ser covardemente usada na guerra política. O tiro saiu pela culatra. O outro, ora vejam, é acusado de crime de responsabilidade por aliados de Janot. Dará errado também.

O fim melancólico de Janot é a derrota de quem, contando com todas as faculdades do Estado de Direito para fazer a coisa certa, preferiu, por excesso de ambição, recorrer a instrumentos do arbítrio para fazer a coisa errada.

Um Joesley impune é a sua obra-prima, junto com o PT ressuscitado.

Infelizmente, embalada por picaretas, mistificadores e especuladores, parte dos conservadores, da direita, do pensamento antipetista colaborou para essa patuscada.

Vamos ver como saímos agora do enrosco

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A Globo tentar depor Temer não afeta a honradez de profissionais sérios e independentes

Fiz uma crítica à linha editorial adotada por todos os veículos das Organizações, como se fosse ordem unida militar; é claro que existem, e em grande número, os profissionais que mantêm sua independência

POR REINALDO AZEVEDO

Fiz aqui, e mantenho, uma crítica muito dura à linha editorial que todos os veículos das Organizações Globo adotaram desde aquele vazamento do que não estava lá, a saber: não havia, na gravação que se encontra na raiz desta crise, a tal anuência do presidente Michel Temer com a suposta compra do silêncio de Eduardo Cunha.

A coisa toda tem a cara de uma Blitzkrieg. Era para derrubar o presidente na primeira semana. Ele não caiu. Agora, estamos na fase de acelerar o falatório. Depois da delação, que importância tem a entrevista do bandido Joesley Batista, o autor de 245 crimes? O que a sua verborragia acusatória acrescenta ao conjunto da obra? Nada! Um veículo do grupo, a “Época”, serve para esquentar o noticiário do outro, a TV. E há as rádios, os jornais, o portal… Neste domingo, haverá mais Joesley no Fantástico.

Michel Temer é o primeiro presidente que a Globo quer derrubar desde João Goulart. Todos os outros, convenham, ela se esforçou para manter. Demorou para desembarcar de Collor. Foi uma pouco mais rápida com Dilma, mas nada, assim, tão fulminante como se vê com Temer.

Bem, meus caros, que fique claro: fiz uma crítica genérica a essa espécie de ordem unida que se percebe nos veículos do grupo.

É evidente que essa generalização não se traduz numa crítica a todos os profissionais que trabalham nos diversos veículos e programas jornalísticos. Reconheço a existência de profissionais independentes, de primeira linha. Não vou aqui nominá-los para não parecer que me outorgo o direito de dizer quem é bom e quem não é; quem é sério e quem não é; quem é respeitável e quem não é. Ou que faço uma seleção que tem como filtro relações de amizade.

E notem: parto do princípio de que existam, sim, pessoas com a mais genuína e clara convicção de que Michel Temer deve cair. E têm todo o direito de ter essa opinião. O que me estranha, sobretudo naqueles programas, vamos dizer, colegiados, de debates, é a ausência de contradição. O que me causa espécie é ver comentaristas a ancorar o “fora Temer”, ainda que dito de maneira mais delicada, nesta lei ou naquela, mas ignorando as espantosas agressões à legalidade que esse processo carrega desde a origem.

A gravação, senhores, o elemento primitivo dessa conversa, é uma afronta a uma cláusula pétrea da Constituição. Rodrigo Janot e Edson Fachin, sob o olhar complacente (ou concupiscente?) de Cármen Lúcia, violaram o fundamento, também constitucional, do juiz legal. Mais: sem nenhuma investigação, toma-se uma delação como critério de verdade absoluta. E isso vindo de um homem que passou boa parte da vida trapaceando, cometendo crimes, violando todos os fundamentos da decência.

Não, senhores! Para derrubar um presidente, é preciso um pouco mais do que isso. Mas essa já é conversa para outro post.

Quero aqui deixar claro que não pretendi nem pretendo atacar a independência e a honradez dos jornalistas que trabalham para as empresas do grupo. Eu mesmo conheço alguns que estão entre o que essa profissão pode produzir de melhor, inclusive no caráter. O que fiz foi apontar a inclinação editorial do grupo, que não esconde — ao contrário: defende a posição — a sua vontade: quer a deposição do presidente.

Noto, no entanto, que uma posição editorial é diferente de uma campanha em ordem unida. A primeira pertence ao terreno jornalístico; a outra, ao da guerra.

Minha deferência e meu abraço àqueles todos que seguem a divisa que sigo: posso não falar tudo o que quero, mas só falo o que quero.

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ESPAÇO DO GIVVA: ERA DINHEIRO OU BARRA DE SABÃO?

SACOLAS RECHEADAS QUE FORAM COLOCADAS NUM HELICÓPTERO

POR GIVANILDO SILVA

Giva I

E as três sacolas recheadas que foram colocadas num helicóptero, na afrodisíaca Tibau, em atitude suspeitíssima?

Tudo foi visto e devidamente registrado à posteridade, de dentro de um prédio em construção.

Era dinheiro ou eram barras de sabão?

Fonte: Face do Givva

 

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Estão defendendo que a Prefeitura de Mossoró desse calote em bandas

É errado a gestão Rosalba honrar com os contratos firmados para o Mossoró Cidade Junina

De quando em vez, o Velho Apache Antenado é instado a se aventurar nos comentários.

Sim e, desde sempre, pedindo vênia ao nossos “Ombudsman’s” Givanildo Silva e Reinaldo Azevedo.

Nas redes sociais, o mi-mi-mi do dia, do que se pretende oposição ao governo Rosalba, é uma bobagem contra o fato de a Prefeitura Municipal de Mossoró estar honrando os contratos com as bandadas agendadas para o Mossoró Cidade Junina.

Quem está a condenar que a gestão Rosalba esteja pagando em dia os contratos, certamente, defendem que o atual governo faça com o ex-prefeito, que deu calote até na padroeira local.

Assim, Rosalba só tem o que agradecer aos bobalhões!

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BANDIDÃO: JOESLEY SAFADÃO VOLTOU

DEPOIS DE PRATICAR 245 CRIMES EMPRESÁRIO VOLTA AO BRASIL DANDO LIÇÃO DE MORAL

POR REINALDO AZEVEDO

Joesley Folgadão, um dos donos da JBS, está de volta ao Brasil. E cheio de indignação. Quem diria! O homem que confessou 245 crimes e poderia ser condenado a até 2 mil anos de cadeia está falando grosso. Quem lhe deu tanta moral? Ora, deve ser Rodrigo Janot. Deve ser Edson Fachin.

A sua assessoria divulgou um comunicado. Lá se lê este mimo:
“Joesley Batista estava na China — e não passeando na Quinta Avenida, em Nova York, ao contrário do que chegou a ser noticiado e caluniosamente dito até pelo presidente da República. Não revelou seu destino por razões de segurança. Viajou com autorização da Justiça brasileira”.

Opa! Dizer agora que alguém está em Nova York, não na China, é calúnia, é atribuição de crime? O que gerou indignação não é o país ou a cidade de destino, mas os benefícios concedidos a bandidos tão vistosos.

O empresário também disse que se mandou pra proteger sua família. Pois é… É uma pena que os prejuízos que ele provocou à economia brasileira punam tantas famílias pobres, não é? Ele deveria vender a sua participação na J&F e destinar todo o dinheiro a um fundo sério de combate à pobreza. Que tal? Não é que não me comova com as necessidades de sua família, mas prefiro dar prioridade aos pobres de tão pretos e pretos de tão pobres.

O bandido, agora com fala de mocinho, manda dizer o seguinte:
“Joesley é cidadão brasileiro, mora no Brasil, paga impostos no Brasil e cria seus filhos no Brasil. Está pessoalmente à disposição do Ministério Público e da Justiça brasileiros para colaborar de forma irrestrita no combate à corrupção”.

Caramba! Agora ele virou paladino da Justiça!

Eis os heróis que estes tempos estão fazendo! E, na noite de ontem, as redes sociais urravam com a manutenção da prisão de Andrea Neves. E Joesley combatendo a corrupção!!!

Patriota danado!!!

Informa a Folha:
“Ele voltou para prestar depoimentos e resolver assuntos pessoais. Joesley e o diretor da J&F Ricardo Saud prestaram esclarecimentos ao procurador da República Ivan Marx em investigação sobre supostos repasses da empresa ao PT por intermédio do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Os recursos seriam originários de contratos com o BNDES e fundos de pensão e teriam abastecido campanhas dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff em contas no exterior, conforme os empresários apontaram em delação premiada. Os petistas negam.”

Mal contado
Está tudo mal contado. Só um tonto não percebe que essa história não fecha. A grana pública pesada do grupo J&F era a oriunda do BNDES, sob o mando do PT. Sim, há acusações que dizem respeito ao partido, mas os presos, até agora, desse imbróglio são três pessoas ligadas a Aécio Neves, que Janot também quer ver na cadeia, e outro ligado a Michel Temer.

Não consta que haja gravações com petistas.

Fosse um roteiro, seria uma história ruim. Há alguma coisa que não fecha aí. Quem tiver tempo e condições que comece a investigar.

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REFLEXÃO

SÓ CRISTO SALVA

POR CARLOS SKARLACK

Logo SCS
Os anais da história da humanidade está pontilhada de grandes vultos; de notáveis lideranças, especialmente, no campo espiritual. Figuras que legaram reminiscências de sabedoria, abnegação, humildade, bondade, amor pelo próximo. Seres simplesmente caroáveis. Exemplos emblemáticos. Verdadeiros ícones. Existem àqueles que até foram vítimas, porém, não se negaram a sacrificarem-se a favor do próximo; em benefício da posteridade. Deram sujas vidas pela obra de Deus. E, quando falamos de grandes personagens, não estamos tratando particularmente de pessoas fracas, pois assumir a responsabilidade de conduzir outros à batalha – espiritual -, não é para qualquer um. Mesmo assim, nomes de líderes há aos montes. Ou alguém em sã consciência, poderia desconhecer – concordando, ou não com os mesmos – que figuras do passado como o Maomé, Buda, Confúcio, o Dalai Lama (Tenzin Gyatso – o 14º), Madre Tereza de Caucutá e outros, arrebataram e, ainda hoje arrebanham multidões? O ranking presente das notáveis lideranças religiosas pode ser composto por nomes como o do Papa Emérito Bento XVI (Joseph Alois Ratzinger), da Igreja Católica; Romana Rabino Ovadia Yosef, de Israel, do Judaismo Ultra-Ortodoxo; do Arcebispo Peter Akinola, da Nigeria, Cristão Anglicano; o Grande Ayatollah Ali al-Sistani, Iraque, Islâmico Xiita; Pastor Rick Warren, nos Estados Unidos, da Igreja Batista do Sul e muitos outros. Todavia, a Bíblia é clara, incisiva, taxativa até, ao apresentar Jesus de Nazaré, como o único com poder de perdoar o homem; de salvar a humanidade. Sem jamais querer satanizar qualquer líder espiritual, cumpre destacar: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos (At 4:12)”. Ou seja: Só Cristo Salva!

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FALHOU A 1ª FASE DA CONSPIRAÇÃO GOLPISTA

AGUARDAM-SE AS PRÓXIMAS DA DUPLA JANOT-FACHIN

POR REINALDO AZEVEDO

jANOT FALHOU

Por quatro a três, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou a cassação da chapa que elegeu Dilma-Temer. Esse resultado, em si, para ela, é irrelevante. Foi impichada por motivos alheios a essa conversa. Caiu porque cometeu crime de responsabilidade e porque tinha como aliados menos de um terço da Câmara e menos de um terço do Senado. Adicionalmente, havia conduzido o país à maior crise econômica da história. Para Temer, o resultado é relevantíssimo: a cassação também lhe tiraria o mandato.

Votaram contra a punição os ministros Napoleão Nunes Maia Filho, Admar Gonzaga, Tarcísio Vieira e Gilmar Mendes. Propugnaram pela punição o relator, Herman Benjamin, Rosa Weber e Luiz Fux — estes dois últimos são ministros do STF,

O julgamento no TSE havia se transformado numa etapa da sanha golpista. Ela saiu derrotada. Mas não está conformada. Uma explicação rápida e necessária: o julgamento no TSE nasceu de uma iniciativa legítima do PSDB e nada tinha a ver, originalmente, com o que considero uma conspiração para derrubar o presidente, que une de maneira explícita Rodrigo Janot e Edson Fachin. Procurador-geral da República e ministro do Supremo receberam as bênçãos de Cármen Lúcia, presidente do Supremo.

Todos viram a “Blitzkrieg” Janot-Fachin-PF para derrubar Temer. Deveria ter sido uma coisa fulminante. E, no entanto, não foi. O governo se segurou, inclusive fazendo avançar a reforma trabalhista no Congresso. Esses que chamo “conspiradores” não contavam com a resiliência de Temer.

Então se armou o cerco que pretendeu tornar reféns também os ministros, a saber:

1: prisão preventiva de Rocha Loures três dias antes do início do julgamento. Junto com o fato, o boato: “Ele vai delatar Temer”;
2: no dia 5, véspera do início do julgamento, a PF manda 82 perguntas ao presidente — com autorização de Fachin, é claro! — que valem por um libelo acusatório. A falta de rigor técnico é vergonhosa;
3: prisão do ex-ministro Henrique Eduardo Alves no dia em que começou o julgamento. A alegação da preventiva é frouxa. A razão: é considerado um aliado de Temer;
4: vazamento da informação, também no dia 6, de que o presidente, então vice, viajara, em 2011, num avião que pertence a Joesley. Há nisso algum crime? Não. O que se queria era evidenciar a intimidade entre os dois;
5: vazamento, no dia 7, da falácia segundo a qual Temer teria repassado R$ 500 mil de propina da OAS a Alves. Isso é o que se noticiou, não o que aconteceu. A campanha do então candidato a vice recebeu doação registrada da OAS e fez transferência, também legal, para o diretório do PMDB do Rio Grande do Norte;
6: no dia 8, fontes da PGR afirmam que Janot pretende denunciar Temer por chefiar organização criminosa!

Para lembrar: Janot é aquele que garantiu avida folgazã a Joesley, o homem que admite ter cometido 245 crimes e comprado quase 2 mil políticos. Mas o chefe, ora vejam!, é Temer.

Apesar de tanto planejamento, falhou. E vem, sim, mais coisa por aí.

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JULGAMENTO NO TSE: HERVAL SAMPAIO JÚNIOR

ARTIGO

POR HERVAL SAMPAIO JÚNIOR

Herval Sampaio

Quando escrevi o terceiro texto ontem sobre o julgamento no TSEhttp://novoeleitoral.com/index.php/artigos/hervalsampaio/867-nao-vi-nada-de-falacioso-pelo-contrario-fundamentado-e-delimitado-nos-elementos-postos-nas-iniciais , por óbvio, não poderia imaginar que a própria expressão constrangimento fosse gerar mais uma discussão entre os Ministros, desta feita, entre o Relator e o Min. Admar Gonzaga que se sentiu constrangido. Vejam o vídeo http://g1.globo.com/politica/noticia/nao-precisa-ser-propina-para-cassar-mandato-basta-ser-caixa-2-diz-relator.ghtml

E a resposta de plano de Herman, mais uma vez, foi pontual e direta, na realidade perfeita, enunciando que o possível constrangimento ocorrerá pelo ato de cada julgador e não dele.

Não poderia ter sido melhor, pois em que pese no momento em que escrevi o terceiro texto e na realidade desde o primeiro, pelo que vi nos próprios autos publicizados pelo Relator e mesmo me arriscando em trazer nossa opinião, ousei dizer que pelo que se via, que seria impossível pensar numa absolvição, pois as provas são muito robustas, tanto testemunhais, todas produzidas no próprio âmbito da Justiça Eleitoral, quanto documentais e até mesmo o afastamento da chamada “fase Odebrechet” não faria qualquer sentido, já que o fato base e a menção expressa a empresa daria o dever-poder ao Juízo, pela peculiaridade do processo eleitoral e prazo curto de intento da ações,  que se levasse em consideração, contudo como pontuamos e externamos em nosso Twiiter @hervalsampaio, vimos o contrário, em patente manobra de não permitir que o Relator expusesse o seu voto por inteiro e tanto é verdade que antes início da sessão dei entrevista nessa linha.http://g1.globo.com/politica/noticia/nao-precisa-ser-propina-para-cassar-mandato-basta-ser-caixa-2-diz-relator.ghtml

Entretanto, a tática, que segundo a imprensa teria sido arquitetada por Gilmar Mendes não foi tão eficiente como se pensou, já que o Ministro Fux e Rosa Weber se recusaram a votar a questão do afastamento dessas provas relativas à “fase Odebrechet” como questão preliminar e aí queriam que o Relator expusesse seu voto por completo, o que não barrou a publicização dos demais Ministros quanto ao afastamento que se formou por maioria, mas não foi suficiente para inibir o Relator de continuar com brilhantismo seu trabalho consistente de trazer provas cabais do abuso de poder econômico, a  partir de fatos incontestes que se encontram nas iniciais, o que levou a discussão sobre o constrangimento, que digo, desde já, e com a mesma convicção do Relator que não houve pelo contrário, os homens públicos devem se acostumar com as posições contrárias.

Particularmente, penso que o Relator claramente se utiliza de uma tática republicana de buscar a maior consistência possível em seus argumentos e menção as indiscutíveis provas, expondo-as inclusive em telão na sessão, justamente para que seus colegas tenham dificuldade de desconstruir sem que se faça uma fundamentação especificada e também consistente.

E com relação ao Ministro Admar, que foi o terceiro a externar posição de se afastar as provas da mencionada fase, já que o Ministro Gilmar e Napoleão deixaram claro desde o começo, o primeiro em tentar justificar que seu voto vista se deu tão somente para que houvesse a investigação e não necessariamente para eventual cassação de ninguém.

Com todo respeito, reabrir um processo, que segundo a então Relatora deveria ser extinto, para investigar e não puder ter qualquer consequência, parece ser difícil de entender!

E quanto ao segundo ministro, este desde o começo deixa claro que não entende possível a causa de pedir genérica, apesar de no STJ já ter também decidido diferente e ainda não ter explicado com detalhes essa sua nova posição, mas já votou nesse sentido e a maioria está formada.

E no que tange ao Ministro Admar, o Relator, várias vezes, fez questão de pergunta-lo se o mesmo realmente só entenderia possível se analisar no julgamento o chamado Caixa 1 e que em caso positivo, o que se confirmou após, seria difícil de entender toda a estrutura do julgamento, reabertura da instrução para ouvir os marqueteiros da campanha para se vê somente Caixa 1 e não o 2, 3 etc, que realmente se vê tamanhas ilicitudes.

A partir dessa abordagem, para mim natural, dentro do exercício do poder de tentar convencer seus colegas, que na realidade se constitui a arte do colegiado, quando do mérito, o Relator, agora deixando claro que os fatos indiscutivelmente se encontravam nas iniciais e a par do Caixa 1, que de 1 não tinha nada, passou a indagar e se referir ao Ministro Admar, enunciando as incontestes provas, que segundo o seu próprio voto não poderiam ser afastadas e aqui se encontra como se diz, o x da questão.

Explico: desde o começo, o Relator mencionou que a preliminar de afastamento da “fase Odebrecht” estava imbricada com o mérito e que iria votar nessa linha, contudo foi surpreendido no início da sessão, na parte da manhã, vendo seus colegas discutirem a questão sem falar nada e o principal, sem que os mesmos soubessem a sua posição sobre cada uma das provas, o que o deixou, de certo modo, irritado, já que teria ficado combinado, antes, que seria tudo julgado em bloco, em que pese as alegações da defesa terem pedido a desconsideração de tais provas, por entenderem que teria havido a ampliação da causa de pedir.

Antes de continuar a explicitar o que gerou em específico esse nosso texto, ressalto ainda o voto do Ministro Tarcísio, que indiscutivelmente foi muito técnico, trazendo a melhor doutrina, como, por exemplo, Fredie Didier e Marinoni, contudo totalmente dissociado da realidade fática apontada pelo Relator e devidamente demonstrada de que não houve ampliação da causa de pedir, já que o chamado fato base teria sido exposto e o próprio abuso a ser investigado foi citado claramente, logo a peculiaridade do processo eleitoral permite a análise e investigação desse fato base com outros devidamente conexos e com as provas feitas, objeto da própria investigação judicial eleitoral, que tem natureza diferenciada.

Entretanto, vamos voltar ao constrangimento que não houve, pelo contrário, se constituiu em uma eficiente técnica processual de julgamento colegiado, eficaz e que ainda nos dá a esperança de que esses quatro ministros possam mudar de ideia, já que a imprensa os coloca com voto favorável a absolvição da chapa. https://www.brasil247.com/pt/247/poder/300184/TSE-exclui-Odebrecht-e-abre-caminho-para-absolver-chapa-Dilma-Temer.htm

Na parte da tarde, o Relator, mais uma vez, foi magistral na condução consistente de seu voto, trazendo de modo percuciente e com comprovação cabal do abuso de poder econômico, agora com fatos, indiscutivelmente, presentes nas iniciais e nas quais o próprio voto vista do Ministro Gilmar Mendes também levou em consideração, quais sejam, as relações entre as empresas e a Petrobrás, demonstrando um sofisticado e sistêmico esquema de pagamento de propinas de todas as espécies, engorda, poupança, etc, de modo que agora os Ministros não poderão mais afastar, pelo menos, em cima da mesma argumentação que levou ao afastamento da “fase Odebrechet”.http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2017/06/empresas-da-lava-jato-faziam-poupanca-de-propina-diz-relator.html

Portanto, os senhores Ministros terão que desconsiderar todas essas robustas provas e não mais afastá-las, o que será muito difícil pelo consistente voto do Relator, o que os incomodam pelo jeito, em especial o Ministro Admar, que disse que só levaria em consideração o Caixa 1 e todas as primeiras comprovações testemunhais e documentais se referiram ao que o referido Ministro queria e o Relatir fez questão de mencioná-lo, justamente para que este venha a desconsiderar, se for o caso, tais provas, não podendo, por óbvio, afastá-las.

Então, indaga-se aonde está o constrangimento?

Cada Ministro ficará realmente constrangido por sua própria atuação e não pela do seu colega Herman, que tão somente cumpre seu ofício com primor e que nas palavras de Rosa Weber, e eu como magistrado corroboro, Vossa Excelência honra a magistratura, dignificando nossa classe como talvez poucos Ministros tenham feito antes, ao ponto de que já se possa considera-lo, um vencedor, independentemente do resultado. http://www.valor.com.br/politica/4997086/herman-ja-ganhou

Destarte, finalizamos esse pequeno texto com a esperança renovada que a atuação impecável, no nosso sentir, do Ministro Herman possibilitará um resultado, quem sabe, ainda possível de prevalência dos aspectos técnicos, evitando a politização do Judiciário e por incrível que pareça, ainda tendo como fio condutor os brilhantes argumentos de quem já não mais pensa assim e que chegou a interromper o Relator quando o mesmo tão somente lia o seu voto, logo interrompeu o seu próprio voto, que querendo ou não, é a razão de ser do julgamento que ora para o país, daí que mesmo não sendo digno de elogio tamanha vaidade, é a mais pura verdade, a expressão “modéstias às favas”, já que tal coragem a época permite ao relator continuar “constrangendo” os seus colegas.

*Herval Sampaio Júnior é juiz de Direito e diretor do Fórum Silveira Martins de Mossoró

 

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REFLEXÃO

“EU SOU…A VIDA”

POR CARLOS SKARLACK

logo so cristo salva
Não obstante os avanços indescritíveis da ciência, nenhum cientista consegue definir o que é a vida. Muito menos os biólogos, em que pese arriscarem que vida é um fenômeno que anima a matéria. Etimologicamente vida – do latim vita – encerra um conceito de variadas definições.

Metafisicamente, a vida é um processo constante de relacionamentos. E, por mais que abordemos questões como a origem da vida na terra, a perspectiva de vida extraterrestre, ou ainda o conceito de vida artificial, menos claro torna-se para o ser humano o seu real conceito.

Independentemente de qual seja a definição utilizada; se a do positivismo, dos bioquímicos, ou a de Stuart Kauffman – para quem a vida é como um sistema de agentes autônomos; ou mesmo a de Robert Pisig, segundo a qual vida é tudo o que maximiza o seu leque de possibilidades futuras.

Nem mesmo a genética. E, por mais se esquadrinhe o processo de metabolismo ou que se que multiplicasse o DNA, ainda assim, a controvérsia persistiria.

Nem ao menos os gregos antigos, que enxergavam vida em quase tudo que os cercavam e, que buscavam explicações para tudo, alcançaram uma definição plausível. Assim é com os humanos, de Blaise Pascal ao mais rombudo dos homens.

Todavia, a síntese de toda essa complexidade, foi proferida por Jesus, quando em um dos mais fortes e incisivos enunciados já formulados em linguagem falada sentenciou: “Eu sou…a vida”. (Jo 14:6).

SÓ CRISTO SALVA!

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ESPAÇO DO GIVVA

BASTIDORES DO JULGAMENTO DA CHAPA DILMA-METER NO TSE

POR GIVANILDO SILVA

Givva

TENDÊNCIA

O Superior Tribunal Eleitoral, mesmo sem sequer o relator ter votado, já dá indicação, aponta para placar de 4 a 3 pró Temer, podendo o escore ser ampliado em favor do presidente da República.

O Brasil, apesar de um governo legal, porém deslegitimado, possui tudo a sangrar, e de veias muito abertas, até o final de 18.

FARPAS 

As farpas – baixíssimo nível – trocadas entre ministros do TSE, dão a exata dimensão da estatura da corte maior da justiça eleitoral brasileira.

Lastimável!

PRESIDENTE

O Professor Gilmar Mendes é um presidente parcial assumido, ultrapassando o limite do ridículo.

Manda a liturgia do cargo às cucuias e, ainda, se diverte com ironias nada pertinentes ao elevado mandato, no qual encontra-se investido.

O Brasil foi feito, mesmo, para não dar certo. E estamos conversados. Estamos fritos.

Fonte: Face do Givva

 

 

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