Category Archives: Artigos

ARTIGO: SÉRGIO MORO

SONHOS OU PESADELOS

Por Sergio Moro
Imagem
“Não podemos nos conformar com o pesadelo do passado que nos ronda e insiste em voltar. É impossível nos esquecermos das propinas, do assalto à Petrobras, do mensalão…” Leia a íntegra do meu artigo na

Presença de Moro em 22 pautará combate à corrupção e excessos

.OPINIÃO
POR GUILHERME AMADO
O candidato à presidência Sergio Moro concede coletiva no Senado Federal para apoiar o posicionamento do Podemos a favor dos programas de transferência de renda
candidatura de Sergio Moro pautará o tema do combate à corrupção na eleição de 2022, bem como os erros que foram cometidos em nome dele. Até a chegada de Moro, nenhuma campanha que havia se apresentado demonstrara predisposição de debater o tema.

Quando perguntado, o PT diz que essa não é uma aspiração do brasileiro — de fato, não é da maioria. Bolsonaro limita-se a dizer que lidera um governo limpo, por mais que os fatos apontem o contrário e ele tenha sido fundamental para o desmonte em curso do sistema de combate à corrupção. Moro agora chega com propostas nessa área e algo para mostrar. E é aí que começa a discussão.

Neste Diagnóstico, quadro da coluna com análises em vídeo, lembro que a Vaza Jato, conjunto de reportagens publicadas pelo Intercept Brasil e outros veículos com diálogos entre o então juiz e procuradores da Lava Jato, será ressuscitada ao longo da campanha como uma (grande) mancha no currículo de Moro. Sempre que falar em combater a corrupção, Moro será instado a responder sobre sua suspeição em relação a Lula e ao PT.

Por isso, o combate à corrupção é ao mesmo tempo um ativo e uma armadilha para o ex-juiz, o que fará com que Moro não o torne o principal argumento de sua campanha. Segundo um importante aliado, Moro vai focar mais no combate à fome, que as pesquisas indicam serem o tema de maior preocupação hoje da população.

DE SABOYA

DO TWITTER

POR CRISTIAN DE SABOYA 

Eu nunca serei um fio condutor da maldade.

Eu nunca divulgarei a dor do outro.

Fofocas não me cabem, latejos só me chegam quando existe a real necessidade deu sanar.

A vida gira.

E Deus está atento aos nossos atos – a todo instante.

África 🖤

A paixão do mercado por Moro

Opinião

POR DIOGO MAINARDI 

O Antagonista

A paixão do mercado por Moro

“Faria Lima está apaixonada por Moro”, diz Lauro Jardim, em O Globo.

O mercado financeiro vai se apaixonar por qualquer um que demonstre ser capaz de derrotar Lula e Jair Bolsonaro, ainda mais se ele tiver Affonso Celso Pastore como conselheiro.

economia não tem a menor chance de resistir a mais quatro anos com um desqualificado no Palácio do Planalto. O pessoal da Faria Lima, que sabe o que faz, deveria investir tempo e dinheiro para chutar o ex-presidiário e o futuro presidiário, unindo a candidatura da Terceira Via.

(RE)TWITANDO

OPINÃO

Julian Lemos Deputado Federal
@JulianLemosopb1

Quando Moro

atingir os 20% não ficará um, vai pular todo mundo desse Titanic. Eles já sabem, e o desespero já toma conta. Até Bolsonaro já deixou o Bolsonarismo, quanto mais os que só estão lá por vantagens e ilicitudes. Ao lado dele, não tem amor, só interesses.

Santos Cruz na sigla de Moro ameaça arruinar imagem “militar” de Bolsonaro

O general Carlos Alberto Santos Cruz se filiou hoje ao Podemos

POR THAÍS OYAMA

Uol.com.br

Imagem

A entrada do militar no partido do ex-juiz Sergio Moro, hoje rival político de Jair Bolsonaro, representa para o ex-capitão uma simbologia e uma ameaça.

Santos Cruz é o único general brasileiro que foi à guerra. Em 2013, ele liderou no Congo a primeira missão da história da ONU de caráter ofensivo (com licença para matar). Comandou 22 mil capacetes azuis numa experiência que mudou os parâmetros de ação da organização e resultou num manual batizado com seu nome, o “Santos Cruz Report”.

Em 2019, o militar resolveu emprestar suas estrelas ao nascente governo Bolsonaro. Quatro outros generais da reserva fizeram o mesmo: Augusto Heleno, Fernando Azevedo e Silva, Eduardo Villas Bôas e o vice-presidente, Hamilton Mourão.

À exceção de Heleno, todos os demais ou deixaram o governo ou se distanciaram de Bolsonaro, num processo que refletiu a degradação da relação do presidente com os militares em geral, sobretudo os do Exército.

Agora, a ida de Santos Cruz para o partido de Moro simboliza algo mais que o esfriamento da relação entre Bolsonaro e as Forças Armadas: significa a passagem de um general respeitado e influente para a trincheira oposta à do ex-capitão. E o general entra em campo disposto a abrir fogo.

Em conversa com esta coluna, Santos Cruz, habitualmente discreto, não poupou munição contra Bolsonaro, que, segundo ele, “não possui nenhuma característica militar, como o respeito à hierarquia, disciplina e lealdade”; projetou uma fotografia “grotesca” do Brasil no exterior; “fez tudo para desmoralizar a direita” e causou “um prejuízo incalculável para a imagem das Forças Armadas”.

Bolsonaro e seus “super heróis do Whatsapp”, afirmou Santos Cruz, apenas fingem ser patriotas. “Patriota são os que unem o país, não esse bando de loucos”.

O militar ainda irá decidir se disputará uma vaga na Câmara ou no Senado. É certo, porém, que discursará com gosto nos comícios de Moro.

Será uma das primeiras vezes que um general falará num palanque o que há muito a categoria diz de Bolsonaro na surdina — e isso inclui aliados tão próximos do presidente quanto o general Heleno.

Em agosto de 2018, num encontro que reuniu o então candidato Jair Bolsonaro e uma dúzia de empresários pesos-pesado de São Paulo na casa do ex-secretário de governo Fabio Wajngarten, o general Heleno foi flagrado por um dos presentes no momento em que, comentando com um interlocutor desconhecido a performance do ex-capitão junto à plateia, disse dele coisas pouco lisonjeiras, entre as quais a de que era “muito despreparado”. A conversa, que Heleno não percebeu estar sendo gravada e filmada por celular, chegou ao presidente, que na época decidiu relevá-la.

A filiação de Santos Cruz ao Podemos é para Bolsonaro um marco simbólico e mal-vindo. Mas representa para o ex-capitão também uma ameaça: a de se ver despido das credenciais militares que nunca teve, só que agora em público.

 

“Minhas esperanças renasceram quando ouvi o plá do Moro”

Lucas Mendes comentou para O Antagonista o discurso de Sergio Moro e se ofereceu como voluntário na campanha presidencial

POR LUCAS MENDES 

O ANTAGONISTA

“Minhas esperanças renasceram quando ouvi o plá do Moro”

Lucas Mendes enviou para o site o seguinte comentário sobre o discurso de Sergio Moro:

Neste cenário americano, sem Trump, mas infestado de trumpistas no horizonte, e no brasileiro, infestado de lulistas e bolsonaristas, eu tinha perdido minha fé nos dois países, e não saí para Portugal porque curto minha família. Minhas esperanças renasceram quando ouvi o plá do Moro. Onde este cara aprendeu a falar em público com carisma e eloquência? Acho que fez um curso escondido aqui, mas isto não importa. Aprendeu a colocar o raio na garrafa, vai arrastar multidões, inclusive esta manhatazana, que será voluntária na campanha dele. Carrego a maleta, distribuo panfletos e canto em coreto. Sem acabar com a corrupção o Brasil nunca vai acabar com a miséria.

O bom senso antissistema

Firme sem ser agressivo, o ex-juiz enviou recados a rivais e transformou seus pontos fracos em ativo político, seguindo o manual do marketing político

POR CLÁUDIO DANTAS 

O Antagonista 

O bom senso antissistema

Sergio Moro surpreendeu positivamente em seu primeiro discurso público como pré-candidato. Sim, ele já está em campanha para a Presidência da República, não para o Senado como querem tucanos e bolsonaristas — os petistas querem vê-lo preso, a propósito. Exceto por alguns ajustes sugeridos pela esposa Rosângela e assessores mais próximos, foi o próprio Moro quem escreveu o texto, lido no ato de filiação ao Podemos.

A cerimônia em si deixou a desejar, com erros técnicos e falhas de cerimonial, confirmando minha impressão sobre a falta de estrutura da legenda para levar uma campanha presidencial até o fim. Mas há tempo para ajustes.

Demonstrando firmeza, sem ser agressivo, o ex-juiz enviou recados a todos os rivais e transformou seus pontos fracos em ativo político, seguindo o manual do marketing político.

“Não tenho uma carreira política e não sou treinado em discursos políticos (…) o Brasil não precisa de líderes que tenham voz bonita. O Brasil precisa de líderes que ouçam a voz do povo brasileiro”, disse, logo no início.

Como reza a cartilha eleitoral, especialmente em tempos de mídias sociais e informação descentralizada, Moro aposta na autenticidade e reforça a impressão de que não será um candidato domável. Não vestirá, portanto, o figurino “paz e amor” para ser aceito no debate.

MORO VAI ATROPELAR BOLSONARO

OPINIÃO

POR DIOGO MAINARDI 

Moro vai atropelar Bolsonaro

Jair Bolsonaro sempre apostou que, entre ele e Lula, os lavajatistas acabariam votando nele.

Depois do excelente discurso de Sergio Moro, que deu a largada em sua campanha presidencial, o mais provável é que ocorra o contrário: os bolsonaristas menos imbecilizados, se é que ainda existe algum, devem ser capturados pela candidatura de Sergio Moro.

A impostura espalhada pela máquina de propaganda bolsonarista de que o ex-juiz da Lava Jato traiu o sociopata foi ridicularizada pela parceria de negócios entre Jair Bolsonaro e Valdemar Costa Neto.

Sergio Moro não traiu aquilo em que ele acreditava. Jair Bolsonaro também não: ele sempre acreditou nos métodos do Centrão, e finalmente realizou seu sonho de ser reconhecido como um cupincha daquele bando.

A vitória das taturanas

É o que representará a aprovação da PEC da Vingança, com o reto e vertical Arthur Lira comandando o espetáculo na presidência da Câmara dos Deputados

MÁRIO SABINO

O Antagonista

A vitória das taturanas

Ontem, escrevi que o Brasil é uma nação de gente estúpida, e outro fato exemplar disso é termos Arthur Lira (foto) como presidente da Câmara. Ele não deveria ter sido eleito deputado federal, ou para qualquer outro cargo político, desde que a Operação Taturana, deflagrada em 2007, desmontou um esquema criminoso na Assembleia Legislativa de Alagoas, que desviou mais de 200 milhões de reais da folha de pagamentos da casa. Em 2008Arthur Lira foi preso e a Polícia Federal o classificou como “um político sem limites para usurpar dinheiro público“. Tudo mentira, claro,  porque homem é de uma inocência imaculada. Dois anos depois, como somos uma nação de idiotas, ele foi eleito deputado federal. Instalado em Brasília, o coitado entrou na mira da PGR, em 2015, acusado de participação no escândalo do petrolão, juntamente com o seu pai, o hoje ex-senador Benedito de Lira. A família é a base da sociedade, como lembra o programa da União Brasil.

É esse sujeito reto e vertical que, agora, quer colocar “um freio” no Ministério Público, acusando a instituição de não ter “código de ética”, por meio dessa infame PEC da Vingança, que o deputado Paulo Teixeira, pau mandado de Lula, teria tirado da cartola do ministro Gilmar Mendes — que, claro, não tem nada a ver com isso, muito pelo contrário, visto que se trata de um grande apoiador dos procuradores que cometem a ousadia de investigar gente poderosa e os amigos dos amigos dela.

Arthur Lira, um colosso da decência que ascendeu na Câmara empurrado por aquele outro sujeito ínclito, Eduardo Cunha, preso injustamente pela Lava Jato, é uma unanimidade ideológica: esquerdaCentrãodireita e banco de reservas estão ao seu lado, para amarrar mãos e pés dos procuradores, com a PEC que reescreve a Constituição, ao retirar a independência funcional dos procuradores, aparelhando politicamente o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), inclusive por meio de um corregedor que passará a ser indicado pelo Congresso, esse poder composto apenas por gente honesta, trabalhadora e estudiosa, graças à argúcia dos eleitores brasileiros. Para que não reste dúvida sobre o novo papel reservado ao Ministério Público — o de Prometeu acorrentado –, o CNMP aparelhado poderá revogar atos administrativos praticados por procuradores. Ou seja, barrar investigações, o que é muito justo.

Polícia Federal, em 2007, batizou de Taturana a operação contra a roubalheira em Alagoas, porque a lagarta passa a vida comendo folhas. A aprovação da PEC da Vingança, com Arthur Lira comandando o espetáculo, é a vitória das taturanas. Elas poderão comer à vontade as folhas dessa gente estúpida que as elege.