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SE A PETRALHADA ACUSOU O GOLPE É SINAL DE QUE A ROSA ESTÁ NO TOM CERTO

ENTRE A ROSA E UNS QUATRO OU CINCO MENINOS DE RECADO COM QUEM MOSSORÓ FICA?

O Velho Apache Antenado nem jogou tempo fora, assuntando sobre a asnice dos meninões & meninonas de recados da petralhada.

Todavia, porém, entretanto, no entanto, concluiu:

– Se a petralhada acusou o golpe, isto significa que a “ROSA” está no caminho e, no tom certo – eheheh…

O ARTESANATO DA MEMÓRIA

OPINIÃO 

POR AÉCIO CÂNDIDO

Aécio Cândido é professor e poeta

Chico Rodrigues, ou Chico de Neco Carteiro, é um homem de percurso incomum. Decidiu ser escritor depois dos 70 anos, quando muitos dos seus contemporâneos achavam, certamente, que a vida, estando já cumprida, restava apenas, a essa altura, apreciá-la de longe. A vida vista da varanda, a distância. Vida comprida, vida cumprida, se me permitem a tentação do trocadilho desajeitado.
Aos 72 anos, Chico tirou a poeira do ditado que diz que “recordar é viver”. Daí, multiplicou sua vida, para si e para os leitores, recontando-a.
A memória é uma roupa que nos veste. Sem ela estamos nus – de história, de realidade, de identidade. A realidade é filha da memória. É ela quem ajeita o cenário, dispõe os personagens e lhes dá ação e fala – é assim que se constrói a realidade na qual cada um de nós se moverá. E a memória se tece e se cultiva. O cérebro ajuda pondo os alicerces, mas o trabalho árduo, de rememoração, de seleção e organização das peças é quem levanta o edifício. Já se referiram à memória como um palácio e como um chalé. Tony Judt, um historiador inglês que fez vida acadêmica nos Estados Unidos, escreveu um livro, pequeno e magnífico, com o título de O chalé da memória. Esse homem, um historiador brilhante, um dos melhores de sua geração, morreu aos 62 anos, dois anos depois de ter manifestado uma doença neurológica degenerativa. Chico é um tecelão da memória.
Vou à estante ver os livros que tenho dele. Encontro cinco: Caminhos de recordação (2010), Becos, ruas e esquinas (2012), Perdão (2014, com 2ª edição em 2017), Guanabara (2015) e Porto Franco (2017). Há mais: há poucas semanas folheei Folhas de outono, o segundo de sua lavra fértil, mas não sei agora onde se meteu, e há Saudades, o livro de estreia (2005). Uma estreia que contou com o estímulo de Clauder Arcanjo e David Leite, plateia fundamental a incentivar o voo. Em 13 anos de produção literária, sete livros lançados. David Leite, no prefácio de Porto Franco, o livro caçula, faz um balanço bem interessante da obra de Chico de Neco Carteiro.
O apelido Chico de Neco Carteiro era como ele era conhecido quando criança. Gosta de ser chamado assim. É uma forma de manter viva dentro de si a criança que se foi. Esse resgate da criança, se seguirmos seu exemplo, é também uma forma de se manter os pés no chão, de não se deixar embebedar por alguma importância que os mais generosos nos dão. Gabriel García Márquez também era filho de carteiro. Do carteiro de Aracataca, cidadezinha colombiana perto do litoral caribenho. Quando ele viu sua fama de escritor começar a se impor e a direcionar-lhe a vida, fez a si mesmo uma promessa: “Aconteça o que acontecer, eu nunca deixarei de ser Gabo, o filho do carteiro de Aracataca”. Talvez Chico não conheça esta história, mas, em certa medida, ele a repete.
Ao adotar o apelido, que incorpora uma genealogia direta, tão comum nas nossas cidades do interior, onde o sobrenome deixa de lado a família e assume a referência aos pais, ao cônjuge ou ao lugar, Chico junta ao seu o nome do pai, que já se fizera conhecido incorporando a profissão que exercia. É também uma forma de honrar a memória dele, o pai, e de mantê-lo preso às lembranças de Areia Branca. Na crônica A Universidade de Coimbra, do livro Caminhos de recordações (p. 117), Chico ilustra esse costume nosso. Estão lá, trazidas à memória, seus colegas do Grupo Escolar: Ary de Tião Duarte, Dorinha de Quinca de Semião, Vilany de Assunção Barbeiro, Marlene de Zé Monte, Lurdinha de Dona Alice de Lalá. Em um dos nomes, duas gerações incorporadas: Dorinha filha de Quinca filho de Semião.
A linguagem da infância, expressão de uma percepção sentimental, é definitiva: ela nos impõe, para o resto da vida, seu metro. Os olhos da infância viram filtro. Dr. Milton Marques, no prefácio ao livro Caminhos de Recordações, chama a atenção para esse “sestro”, digamos: entrando na Universidade de Salamanca, em suas salas e corredores sete vezes centenários, admirando a arquitetura majestosa das construções, para compreender tudo isso, Chico recorre à lembrança do Grupo Escolar Conselheiro Brito Guerra, em cujos bancos ele se alfabetizou. E é assim que ele assimila as novidades, traduzindo-as para o já vivido, um “já vivido” marcado fortemente por um tempo e uma geografia pessoais.
Manuel Onofre diz que Chico, de certo modo, faz na literatura o que pintores naïfs fazem na sua arte: eles tratam a pintura como uma expressão bidimensional, desprezando a profundidade da perspectiva e a densidade do volume. Mas os primitivistas têm uma característica que compensa essa “ingenuidade” no trato com a figura: são coloridos, líricos, alegres. A escrita de Chico tem alegria, leveza e, nos últimos livros, Perdão e Guanabara, de maior fôlego, adquiriu uma densidade que não estava explícita nas crônicas. De todo modo, podemos sempre dizer que quem olha por ele são os olhos do menino que ele ressuscita em cada crônica. E o menino se extasia, deslumbra-se facilmente. Porque o mundo é mesmo deslumbrante para quem não se cansou dele. E Chico não se cansou, continua interessado pelas novidades, traduzindo-as na língua do menino de Areia Branca.
De onde nos vem a sabedoria? Esta é uma pergunta importante. O grande ensaísta americano Harold Bloom dedicou um livro erudito e agradável a esta questão. O livro se chama Onde encontrar a sabedoria? Se para muitos povos e em outros tempos isso vinha de textos sacros e de textos literários, na cultura brasileira muito da sabedoria que incorporamos nos chega pelo cancioneiro popular. As canções nos educam os sentimentos e a percepção. O que aprendemos nas crônicas de Chico muitas vezes é sublinhado por referências a canções populares. Elas nos educam pela beleza, pela ternura, pela emoção. E se incorporam, de alguma forma, também ao nosso patrimônio. São muitos os exemplos, quase incontáveis. Cito duas, particularmente belas: Ontem ao luar, de Catulo da Paixão Cearense (Guanabara, p. 20) e O dono das calçadas, de Nélson Cavaquinho e Guilherme de Brito (Becos, ruas e esquinas, p. 131. Chico deixou de lado, na citação, o parceiro, importantíssimo, de Nélson Cavaquinho, neste e numa penca de outros sambas de primeira). E muitas, muitas referências a marchinhas carnavalescas, que foram no Brasil, durante algumas décadas, o comentário bem humorado das mazelas nacionais. A lista será imensa se se fizer a garimpagem, em seus sete livros, das alusões e referências a pérolas do nosso cancioneiro. Chico é um melômano.
Areia Branca, para Chico, não é um retrato fixo na parede, como era para Drummond a sua Itabira mutilada pelas crateras da mineração de ferro. Areia Branca, intacta, é uma torrente de histórias, de impressões, de imagens, de personagens. Areia Branca dos anos 1930, 1940, 1950: carnavais, folguedos, ruas, cheiros, movimentos, personagens, lugares, acontecimentos, o rio onipresente (a maré), os barcos, as mercadorias, o porto, as brincadeiras infantis, as crenças, os rituais religiosos, as instituições – mais que um retrato, a cidade é um grande painel em movimento nas crônicas de Chico.

[Publicado no jornal De fato, ed. 5.263, ano XIX, Mossoró, 9/9/2018, p. 2. Espaço Jornalista Martins de Vasconcelos]

ALÉM DO RAZOÁVEL

OPINIÃO

POR PAULO AFONSO LINHARES

Paulo Afonso Linhares é jurista e diretor das Rádio Difusora AM, de Mossoró e Costa Branca FM, de Areia Branca no RN

Atribui-se a Voltaire a sentença de que “o último degrau da perversidade é fazer com que as leis sirvam à injustiça”. É essa a perspectiva capaz de ser vislumbrada quando se encara o cenário de 2018, onde se realiza um processo de legitimação política sui generis na história desta sófrega República, marcado pela normatização extrema dos diversos aspectos que envolvem pleitos eleitorais, ademais da rígida tutela exercida por um Poder Judiciário alçado à perigosa condição de “condottiere” da nação, ele que, aliás, é o único dos poderes-função do Estado, na classificação do sábio Montesquieu, não tem o bafejo da Soberania Popular, a velha e boa legitimação haurida nas urnas, que constituem a pilastra-mor das democracias.
Sem meias palavras, o rigoroso controle judicial das eleições 2018 parece aquela situação em que o árbitro e seus auxiliares fazem sozinhos o espetáculo do futebol, deixando para os jogadores e as torcidas meros papéis de figurantes. Não é demais lembrar, como já fizemos noutras oportunidades, que o exacerbado protagonismo do árbitro sempre ‘mela’ a partida e futebol; igual desastre ocorre quando, nas eleições, a Justiça Eleitoral (aliás, uma das várias ‘jabuticabas’ brasileiras…) se sobrepõe ao conjunto de cidadãos-eleitores.
A propósito, numa feliz transposição, o jurista Lênio Streck lembra que “até um positivista como Hart dizia, falando das regras do críquete (que eu adaptei para o futebol ainda nos anos 80 na aula de mestrado), que se as regras do árbitro se sobrepuserem às regras do jogo, já não há mais jogo; há, então, um outro jogo”. Dado isto, quais são as regras do árbitro das eleições que é a Justiça Eleitoral e o próprio Supremo Tribunal Federal?
Quase sempre aquelas interpretações perversas da lei que lhes dá o poder de pautar a nação, mesmo contra a lei e a noção daquilo que se entende como “direito justo” no âmbito da filosofia do direito, em especial na concepção do pensador alemão Rudolf Stammler (para ele, o Direito Justo seria aquelas proposições jurídicas «que em razão de seu conteúdo se conformam com o pensamento universal da sociedade humana ou com o ideal social.»).
Claro, inegável a importância dos mecanismos de controle do processo eleitoral, para conformá-lo ao cipoal normativo que o regula, sejam os requisitos de elegibilidade, os casos de inelegibilidade, as condutas vedadas, os crimes eleitorais, os marcos da propaganda eleitoral, a coibição dos casos de abuso econômico e político nas eleições, entre outros. Isto, todavia, não autoriza os excessos que por vezes são perpetrados pela Justiça Eleitoral no errôneo papel de consciência crítica da nação. Nesta perspectiva, inevitável é rasgar-se a Constituição e os tratados internacionais a elas equiparados para alcançar determinados objetivos políticos de ocasião.

E os MIBs, os homens de preto do STF, do TSE e quejandos, são heróis, disparam aqueles leiserzinhos e fazem com que esqueçamos todos a nossa condição de cidadãos-eleitores. O triste é que não imaginam que é “infeliz a nação que precisa de heróis.”, como nos lembra Bertolt Brecht (“Vida de Galileu”, Cena 12, p. 115, 1938). Sim, definitivamente o Brasil não precisa desses heróis de capa preta e de suas linguagens empoladas, pseudo-eruditas e exageradamente “boring”, para ditar os rumos do processo político nacional. Devem, isto sim, recolher-se à insignificância de coadjuvantes da cena política.
Sem dúvida, é triste, senão patético, o espetáculo de juízes em suas vestes corvinas a decidir por toda uma população de milhões de pessoas, como se fossem arautos de inquebrantáveis verdades. Meninos e meninas pedantes, e não menos ignorantes, que nada de relevante fizerem ou obraram para galgar tão relevantes postos, senão bajular poderosos de plantão ou simplesmente arrancarem investiduras em concursos de pegadinhas jurídicas, postando-se como semideuses da República e da moralidade pública.
Os abusos econômicos e políticos, os vícios e crimes que infirmam o processo eleitoral devem ser rigorosamente combatidos, para que a representação política seja constituída como legítima e espelhe as instituições radicadas na Constituição e nas leis nela espelhadas. No entanto, os excessos que são cometidos na busca desse desiderato superior igualmente não devem ser tolerados, em homenagem à integridade da ordem que tem como pedra angular o Estado Democrático de Direito. É para isto que servem as leis, jamais para disseminar ou aprofundar rematadas injustiças.

VERGONHOSO E ESVAZIADO ATO DO PT E SEUS ESBIRROS NO 7 DE SETEMBRO

O POVO DE BEM E ORDEIRO NÃO MERECE O ESPETÁCULO VEXATÓRIO E INFILTRADO NO DESFILE CÍVICO-MILITAR

Tudo bem que a despeito da montanha de dinheiro – valores não revelados -, o PT de Mossoró, com apoio de seus esbirros e puxadinhos, já não consegue arregimentar, mais do que “quatro gatos pingados” movidos por alguns trocados, como aconteceu hoje.

Sim, montanha de dinheiro que os “os companheiros” – deles próprios -, controlam; verba milionária oriunda do fundo partidário e do imposto sindical e, que o PT usa e abusa sem prestar contas ao povo.

Todavia, qual o sentimento que se pode externar, em face da raquítica, diminuta, insignificante, vexatória e, igualmente, vergonhosa mobilização que o PT, novamente, fez hoje, para tentar alguns segundos de mídia ao caronear o desfile cívico-militar de 7 de Setembro, em Mossoró?

O mais apropriado, pode ser: VERGONHA ALHEIA…

Vergonha alheia de alguns poucos sindicalistas, que desde sempre, não sabem o que é enfiar um prego em uma barra de sabão, pois, são dados ao bom viver, do nada fazer, em seus mofados e mofentos cargos sindicais.

Vergonha alheia de alguns poucos educadores que botam a máscara de um político corrupto, condenado, presidiário do nível de Lula, e vão para avenida tentar atrapalhar um desfile que deveria ser apenas de verdadeiras representações da sociedade como as das corporações militares e dos estabelecimentos de ensino.

Se essa gente, defensora de políticos ladrões e corruptos, alguns que pagam por seus crimes na cadeia, como o chefão – deles -, Lula, não se respeitam, ao menos deveriam, sim, respeitar os pais e mães que passam o ano aguardando o dia 7 de Setembro chegar, para irem assistir seus filhos desfilarem por suas escolas na avenida Alberto Maranhão.

VERGONHA ALHEIA!!!

ESPAÇO DO GIVVA

OPINIÃO

POR GIVANILDO SILVA

Ainda há, apontam as pesquisas, um terço do eleitorado aguardando proposta verdadeiramente afirmativa e não mero enunciado de contestação, dos concorrentes ao pleito de sete de outubro, que aproxima-se celeremente.

Como que dizendo: Que esperança! Ou seja, a certeza de que aquilo que tem sido referido pelos candidatos aos governos estaduais e à presidência da República não irá acontecer, mesmo desejando que sim.

Tudo indica que quem conseguir falar a essa gente desestimulada e arredia, inclusive, agindo como catalisador, estará comprando o bilhete premiado.

Fonte: Face do Givva

 

NOBLAT: “LULA TRATA SEUS ELEITORES COMO IDIOTA”

“MAS LULA NÃO ESTÁ DE TODO ERRADO”

POR RICARDO NOBLAT

Tudo que um candidato quer é que a Justiça registre logo sua candidatura. Lula, não. Quer que demore para além do razoável. Para que ele siga enganando os eleitores com a história de que será candidato. Lula trata os eleitores como idiotas. Não está de todo errado.

(RE)TWITANDO

OPINIÃO

Por favor, não generalizem a militância virtual esquerdista. Apenas eles têm um justo motivo pra generalizar que todo mundo que discorda deles é racista, machista, fascista, homofolóbico. Afinal são pagos pra isso.

O caso da publicidade digital secreta do PT não se resume a um bafo de redes sociais. Não se trata do mau comportamento de influenciadores. Trata-se do uso, ao que tudo indica, organizado e estratégico das redes sociais para influenciar indevida e ilegalmente o processo eleitoral

Quem tinha alguma dúvida que o PT iria aprontar nessas eleições? Agora descobriram o crime dos influenciadores digitais. Mas ainda teremos mais atividades criminosamente dessa gangue, podem esperar.

O que o Twitter vai fazer com a denúncia de que o PT paga “influenciadores” para fazer propaganda clandestina nesta rede? Ou só a direita é passível de sançōes?

🇧🇷Osmar Prado é VAIADO no Festival de Gramado/RS ao defender Lula

Estourou o esquema de vários twitteiros recebendo dinheiro para – falar bem do PT – defender GLEISI HOFFMANN – elogiar WELLINGTON DIAS, do Piauí, etc. A imprensa segue CALADA. Já imaginaram se fosse um esquema para a campanha de BOLSONARO? GLOBO G1 UOL Só falariam disso!

EMBAIXADOR DESMONTA IMPOSTURA PETISTA NA ONU

OPINIÃO

O embaixador Rubens Barbosa desmontou a impostura petista da ONU.

Ele disse na Folha de S. Paulo:

“Celso Amorim tornou-se o agente e o arauto das ações lulopetistas no exterior, com crescente visibilidade interna e externa (…).

A medida liminar dos peritos do Comitê de Direitos Humanos, sem nenhum aviso ou pedido prévio de informações, não tem validade porque, ao contrário do que se afirmou, o Protocolo Facultativo do Pacto de Direitos Civis e Políticos não foi promulgado no Brasil por inépcia do governo petista.

Pela primeira vez, o comitê opinou sobre eleições, confundindo direitos humanos (universais) e direitos políticos (que dependem da legislação de cada país). Cumprido todo o devido processo legal no julgamento do ex-presidente, a eleição será legítima, e não uma fraude (…).

Trata-se realmente de uma campanha liderada pelo partido na mobilização de jornais, cientistas políticos, ONGs, governos e Parlamentos desinformados — ou que não querem se informar — sobre as leis, a Justiça e a democracia brasileira.

A estratégia é colocar em questionamento o regime democrático caso Lula seja, de fato, barrado pela Lei da Ficha Limpa. Não conheço ação semelhante em outro país. Nenhum partido político age de forma tão desassombrada contra a reputação de seu país, não para defender princípios ou direitos inquestionáveis, mas para auferir ganhos políticos de curto prazo.”

(RE)TWITTANDO

OPINIÃO

A defesa de Lula quer que a Globo mostre o dia do candidato Lula. O que a Globo poderia mostrar? O banho de sol de Lula na prisão? O momento das refeições? Os encontros com líderes religiosos?

Acabou o teatrinho da greve de fome da turma do MST. Já receberam vários sanduíches de mortadela para curar a abstinência forçada e que não deu em nada, pois o líder da seita vermelha continua preso, conforme manda a lei.

OAB EMITE NOTA SOBRE POLÊMICA ENVOLVENDO UM DE SEUS INSCRITOS

ESCLARECIMENTO DA OAB DO RN E DE MOSSORÓ 

NOTA OFICIAL

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Rio Grande do Norte e a Subseccional de Mossoró vêm a público emanar pronunciamento oficial acerca de acontecimentos envolvendo um de seus inscritos, no dia 23/08/2018 (vinte e três de agosto de dois mil e dezoito), por meio de notícia veiculada na imprensa de que um advogado teria passado informações privilegiadas a cliente, no caso relacionado ao homicídio de um Policial Militar da cidade de Caraúbas.

É mandamento legal que a comunicação do advogado com seus clientes está acobertada pela prerrogativa do sigilo profissional, ferramenta primordial ao pleno exercício da defesa da cidadania. No caso concreto, o advogado teve seu sigilo profissional violado e divulgado na imprensa de forma ilegal e arbitrária, gerando hipótese de condenação pública por interpretações negativas que possam ser extraídas da versão unilateral apresentada na imprensa pela autoridade policial.

A quebra desse direito garantido por lei expôs o profissional em diversos veículos da imprensa, bem como ocasionou que o mesmo tivesse seu escritório invadido ilegalmente, uma vez que aqueles que o fizeram, por mais que fossem agentes do Estado Polícia, não agiram com mandado judicial nem sequer dentro de qualquer procedimento formalmente instaurado. O advogado ainda foi conduzido à delegacia de polícia, sem ter respeitada a prerrogativa de ser acompanhado por representante da OAB, como manda a Lei Federal, em flagrante abuso de autoridade.

A Subseção da OAB Mossoró promoverá, juntamente com a Seccional, a defesa intransigente das prerrogativas da advocacia, pugnando pelo respeito ao sigilo das conversas entre cliente e advogado, garantia constitucional irrefutável imposta a todo agente público, esclarecendo a toda a população que tal garantia emerge do direito de cada cidadão de não ser submetido a um estado de exceção ou autoritário, e que não se coaduna com o estado democrático de direito vigente em nosso País.

A documentação apresentada pelo advogado, inclusive os prints das conversas divulgados na imprensa, apontam para uma postura profissional que não se importa em qualquer falta ética, tampouco aponta para uma interferência na investigação policial que tramita na Delegacia de Polícia competente, cabendo desde já repudiar o agir ilegal dos agentes que invadiram o escritório de advocacia e conduziram o advogado à autoridade policial responsável pela apuração do caso.

Paulo de Souza Coutinho Filho

Presidente da OAB/RN

Francisco Canindé Maia

Presidente da OAB Subseção de Mossoró