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O PRESIDIÁRIO NÚMERO 700004553820

LULA É SÓ MAIS UM NÚMERO NO CADASTRO NACIONAL DE PRESOS

Lula é só mais um número no Cadastro Nacional de Presos, diz o Estadão.

No caso, 700004553820.

Diz o editorial:

“Desde que foi recolhido à carceragem da Polícia Federal em Curitiba, na noite do sábado passado, o sr. Luiz Inácio Lula da Silva passou a ser mais um entre as centenas de milhares de presos sob custódia do Estado brasileiro (…).

A despeito do que possa parecer a uma parte do distinto público – e das piruetas narrativas de seu séquito de adoradores –, uma vez encarcerado após ter sido condenado em um processo no qual, diga-se, lhe foram asseguradas todas as garantias ao exercício da ampla defesa, o sr. Lula da Silva não é um reeducando diferente dos demais por sua condição de ex-presidente.”

PT encolhe e aprisiona o futuro na cela de Lula

Artigo

POR JOSIAS DE SOUZA

A prisão de Lula impôs ao PT o desafio de um recém-nascido: às voltas com um processo de encolhimento, o partido retornou às suas origens sindicais da década de 80. Teria de aprender a andar com suas próprias pernas. Mas como não consegue se mover sem Lula, a legenda aprisionou o seu futuro na mesma sala que serve de cela para o seu grande líder, em Curitiba. A única pessoa com poderes para conceder um habeas corpus ao PT é o próprio Lula. Mas ele não exibe a mais remota intenção de libertar a legenda.

No comício de São Bernardo, que antecedeu a rendição no sábado, Lula disse aos devotos que se aglomeraram na porta do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC: “Quando eu percebi que o povo desconfiava que só tinha valor no PT quem era deputado, sabe o que eu fiz? Eu deixei de ser deputado. Queria provar ao PT que eu ia continuar sendo a figura mais importante do PT sem ter mandato.”

Na sequência, como que decidido a demarcar seu terreno antes de ser recolhido pela Polícia Federal, Lula declarou: “Se alguém quiser ganhar de mim no PT, só tem um jeito: é trabalhar mais do que eu e gostar do povo mais do que eu, porque se não gostar, não vai ganhar”. Foi como se Lula farejasse o risco de crescimento da banda minoritária do PT que prega internamente a necessidade de construção de uma alternativa à hipotética candidatura presidencial de um líder preso e ficha-suja.

Ao anunciar à multidão que cumpriria o mandado de prisão de Sergio Moro, entregando-se à polícia, Lula radicalizou o discurso. Disse que o encarceramento não iria silenciá-lo, porque seus apoiadores fariam barulho no seu lugar: “Eles têm que saber que vocês são até mais inteligentes do que eu. E poderão queimar os pneus que vocês tanto queimam, fazer as passeatas que tanto vocês queiram, fazer ocupações no campo e na cidade…”

Esse palavreado ácido tem efeitos negativos no campo jurídico e na seara política. Juridicamente, o timbre de Lula reforça uma linha de confronto que o transformou num colecionador de derrotas nos tribunais. Politicamente, o veneno de Lula condena o PT a reviver uma realidade da época em que fazia campanhas com o objetivo de converter os convertidos. O problema é que a multiplicação do amor dos devotos petistas por Lula não trará de volta os votos da classe média. Uma gente conservadora que acreditou na Carta aos Brasileiros, o documento em que Lula renegou o receituário radical que o impedia de chegar à Presidência da República.

Se Lula não se rendesse, PF invadiria o sindicato

ARTIGO

POR JOSIAS DE SOUZA

A Polícia Federal já havia elaborado um plano de contingência para prender Lula caso ele não se entregasse. O Plano B seria colocado em prática na manhã deste domingo, depois das 6h. Agentes federais invadiriam a sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista, para executar o mandado de prisão emitido por Sergio Moro. Em contato com dirigentes da PF, o juiz da Lava Jato revelou-se irritado com a pajelança política promovida por Lula em São Bernardo do Campo.

O acordo que evitou a detenção de Lula na marra foi costurado no eixo São Bernardo-Brasília-Curitiba. Ex-ministro da Justiça no governo de Dilma Rousseff, o petista José Eduardo Cardozo teve papel central na negociação. Sua participação injetou ironia no processo, pois Lula e a cúpula do petismo eram críticos ferozes da atuação de Cardozo como ministro. Na época, queriam que ele domasse a Polícia Federal, anestesiando a Lava Jato. A corrosão de Lula ajuda a entender essa inquietação. O petismo sabia o que fizera no verão passado.

O acordo para que Lula se rendesse foi esboçado na sexta-feira, depois que a Polícia Federal recebeu a informação de que o condenado não se apresentaria voluntariamente em Curitiba até as 17 horas, como Moro determinara. Agentes federais estavam acantonados secretamente nas proximidades do sindicato desde a noite de quinta-feira. Mas a PF decidira que só invadiria o bunker de Lula se não houvesse outra alternativa. Ainda assim, com ordem expressa de Moro.

Ficou acertado que a rendição de Lula ocorreria no sábado, depois de uma missa pelo aniversário de sua mulher, Marisa Letícia. Se estivesse viva, ela completaria 68 anos. O aconselhamento de Cardozo foi considerado vital. Havia ao redor de Lula quem sugerisse levar a “resistência” às últimas consequências —gente como a presidente do PT, Gleisi Hoffmann e o presidenciável do  PSOL, Guilherme Boulos.

Coube a Cardozo esclarecer as consequências de uma bravata. Moro poderia, por exemplo, decretar uma prisão preventiva, o que dificultaria o esforço da defesa para abreviar a permanência de Lula em cana. O juiz não hesitaria em endurecer o jogo. Outras vozes sensatas ecoaram as advertências do ex-ministro de Dilma. E Lula autorizou o fechamento do acordo.

O acerto não incluía a conversão da missa num comício. Tampouco previa que Lula discursasse. Muito menos que ele achincalhasse o juiz e os membros da força-tarefa da Lava Jato. O entendimento só não entornou porque o orador teve o cuidado de incluir no discurso uma referência à sua decisão de cumprir o mandado judicial.

Terminado o comício, prepostos de Lula pediram a inclusão de um adendo no acordo. O pajé do PT queria almoçar com a família antes de se entregar. O repasto com os familiares foi autorizado, desde que a rendição ocorresse até as 16h.

Com atraso, Lula saiu do prédio do sindicato pouco antes das 17h. Entrou num carro que estava estacionado no pátio. Seguiria para um terreno vizinho, onde veículos da Polícia Federal o aguardavam. Mas um grupo de militantes postou-se defronte do portão, obstruindo a passagem do automóvel, que deu marcha à ré. Lula desceu. E enfurnou-se novamente no sindicato. Seguiram-se momentos de tensão.

A cúpula da PF e Moro enxergaram na resistência um quê em encenação. Lula recebeu um ultimato. Tinha meia hora para se entregar. Os agentes federais destacados para conduzi-lo preso seriam desmobilizados às 19h. Um ministro de Temer, que acompanhava as tratativas, exasperou-se: “Com 99% da operação concluída, surge essa recaída lusitana”, lamentou.

Por um instante, o governo receou que a PF tivesse de acionar o seu Plano B. Uma invasão do sindicato envolvia riscos. Agredidos por militantes, os policiais teriam de reagir. Havia grande preocupação com a integridade física de Lula. Súbito, às 18h40, quando faltavam 20 minutos para expirar o ultimato dado pela PF, Lula saiu novamente do prédio. Cruzou a pé os cerca de 50 metros de militantes que o separavam do terreno onde se entregaria, finalmente, à equipe da Polícia Federal. Houve alívio em Brasília.

LULA SEMPRE GOSTOU DE VIVER DE FAVORES

FOI O QUE DISSE ULYSSES GUIMARÃES

Em 1989, Ulysses Guimarães almoçava em um restaurante de Brasília quando chegou a cantora Fafá de Belém. Sabendo que ela tinha participado da campanha de Lula, Ulysses perguntou como estava o candidato depois de perder a eleição para Collor. Ela respondeu que ele estava bem e já tinha brincando com as crianças na piscina. E Ulysses perguntou: e na casa do Lula tem piscina? Fafá respondeu: a casa é do compadre Roberto Teixeira. Então Ulysses comentou com os amigos: é isso que me preocupa nesse rapaz. Ele adora depender de favores dos outros. Os anos passaram e nada mudou: visita e manda fazer reformas em apartamento dos outros, passa fins de semana em sítios alheios como se fosse seu, seus filhos moram sem pagar aluguel em imóveis do compadre Teixeira, etc. Coisa de louco. Ulysses tinha razão. Favores demais levaram Lula para a cadeia.

Lula trocou a velha pose de mito pela de mártir

ARTIGO

POR JOSIAS DE SOUZA

Na véspera de sua prisão, Lula adotou uma pose diferente. Trocou a estampa de mito pela de mártir. A inauguração desse figurino remodelado ocorreu na noite desta quinta-feira, horas depois da decretação da prisão de Lula.

O condenado percorreu cerca de 15 metros de devotos chorosos. Acalmou-os. Distribuiu beijos e afagos. A nova pose veio à luz defronte do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, berço político de Lula. E foi exposta na incubadora do Facebook.

A caminho de se tornar mais um político preso, Lula se autoproclama um “preso político”. Nas próximas horas, trocará todos os seus títulos —retirante, operário, sindicalista, líder partidário, presidente da República e levantador de postes— por uma única designação: vítima.

Ninguém disse ainda, talvez por pena. Mas o comportamento de Lula revela o modo de fazer política de um líder politicamente esgotado. Se a hospedagem compulsória no cárcere especial da Polícia Federal de Curitiba revela alguma é o seguinte: esse tipo de marquetagem exauriu-se.

Lula terá de se reinventar. Talvez não fique trancafiado por muito tempo. Logo, logo o enviarão para o conforto da prisão domiciliar. Mas enquanto estiver na câmara de descompressão de Curitiba, é possível que Lula receba a visita de um desconhecido: o ocaso.

No isolamento do xilindró especial, o ocaso dirá a Lula: “Atenção, você já não está no pedestal. Aqui embaixo, você acha que é uma coisa. Mas seu prontuário informa que você já virou outra coisa.”

Fonte: UOL

O GLOBO: “PRISÃO DE LULA TEM DE SER SAUDADA”

EDITORIAL

O Globo, em editorial, diz que prisão de Lula tem de ser saudada como uma prova do fortalecimento de nossa democracia.

Leia aqui:

“O mandado de prisão contra Lula confirma, por si só, que os alicerces republicanos da democracia brasileira se fortaleceram. A própria Lei da Ficha Limpa impede que Lula, condenado em duas instâncias, registre candidatura, porque está inelegível durante oito anos. Ele arguirá o veto na Justiça. Porém, mais do que nunca, vale a máxima republicana de que a Justiça é para todos (…).

Outra boa notícia é que o mandado de prisão do ex-presidente reafirma a vigência do estado democrático de direito. Enquanto a ordem de prisão de Lula, por sua vez, é o ponto mais alto de um processo de limpeza ética por que passa a vida pública do país, a partir do fortalecimento de instituições de Estado — Ministério Público, Judiciário, Polícia Federal —, renovadas por gerações recém-chegadas de servidores profissionais.”

 

PAULO LINHARES: “OS JUÍZES DE LULA”

ARTIGO

POR PAULO AFONSO LINHARES

No dia seguinte ao do histórico julgamento do habeas corpus impetrado em favor de Lula, pelo Supremo Tribunal Federal, acho útil republicar artigo de minha lavra originalmente publicado no jornal “Gazeta do Oeste”, de Mossoró-RN, em abril de 2008, dez anos passados. Um prenúncio do que resultaria a presunçosa e não menos ingênua práxis política petista e de seu líder maior, naquele momento. O texto ‘fala’ por si:

“OS JUÍZES DE LULA

PAULO AFONSO LINHARES

Poucos compreenderam com tanta clareza a estrutura do Estado contemporâneo e o complexo de instrumentos de dominação e aparelhos ideológicos que o compõem, como o filósofo italiano Antonio Gramsci, assassinado pela ditadura de Mussolini na década de ’30 do século passado. Em estudos antecipatórios, Gramsci mostra os mecanismos de dominação da ordem burguesas nas sociedades
modernas, dos quais tem maior relevo a máquina estatal plasmada no desenho daquilo que denominou de “superestrutura”, que nada mais é que mero reflexo da estrutura econômica de cada uma dessas
sociedades.
A advertência de Gramsci, todavia, não tem evitado os equívocos cometidos por muitos governos de cariz progressista, em graus diversos, estabelecidos nas últimas sete décadas em várias partes do mundo, sobretudo, principalmente aquele que traduz a crença de que o tão-só domínio da máquina governamental garantiria a hegemonia política e ideológica. Muitas dessas experiências terminaram de forma trágica e que podem ser sintetizadas na queda e assassinato do presidente Salvador Allende, no Chile, em 1973. A simples captura do núcleo do governo em nada garante a governabilidade; além disto, é imprescindível a ocupação dos aparelhos ideológicos controlados pelas classes dominantes, aquelas que, no contexto social, detêm a hegemonia política e ideológica sejam os originados no seio da chamada sociedade civil, sejam aqueles mais fortemente vinculados à estrutura do Estado.
Apesar da situação amplamente confortável, segundo os altos índices mostrados pelas pesquisas de opinião, o governo Lula começará a ter sérios problemas prenunciados pelo recente julgamento em que o Supremo Tribunal Federal recebeu denúncia em envolve quarenta acusados de vários crimes, vinculados ao episódio conhecido como “Mensalão”. Três ex-ministro do governo Lula, sobretudo aquele que é apontado como o chefe da “quadrilha”, José Dirceu, além de vários outros deputados federais e políticos visceralmente ligados ao presidente da República.
O mais grave é constatar que o presidente Lula, em quatro anos e oito meses de governo apenas, já nomeou sete ministros para o Supremo Tribunal Federal (pela ordem, Antonio Cezar Peluso, Carlos Ayres Britto, Joaquim Benedito Barbosa Gomes, Eros Roberto Grau, Enrique Ricardo
Lewandowski, Cármen Lúcia Antunes Rocha e Carlos Alberto Menezes Direito), que representa quase setenta por cento dos onze membros da Corte, quase todos juristas de extração conservadora. No mesmo período, Lula nomeou para os Superior Tribunal de Justiça, o segundo tribunal mais importante do país, dez ministros (pela ordem, Teori Albino Zavascki, José de Castro Meira, Denise Martins Arruda, Hélio Quaglia Barbosa, Arnaldo Esteves Lima, Massami Uyeda, Humberto Eustáquio Soares Martins, Maria Thereza Rocha de Assis Moura, Antonio Herman de Vasconcellos e
Benjamin Napoleão Nunes Maia Filho).
No julgamento dos envolvidos com o “Mensalão”, ficou evidenciado que o STF começa a gostar da imagem que, por equívoco ou pura má-fé, a imprensa conservadora começa a fazer dele. Aliás, o ministro Joaquim Barbosa, relator do processo, por ter feito um trabalho clean e com acatamento da duríssima denúncia formulada pelo Procurador-Geral da República, foi alçado à condição de herói nacional, a tirar por suas fotos, em grandes closes, que ilustram as principais revistas semanais de grande circulação. Sem dúvida uma mitificação exagerada, em que pese a excelente formação jurídica e mesmo a bela história de vida do ministro Joaquim Barbosa. Ora, no máximo ele cumpriu o seu dever de magistrado. Nada de especial.
No mais, é sempre bom ter o pé atrás para os heróis decantados pela Veja, Estadão e outros manda-chuvas de imprensa nacional. E o presidente Lula, agora remoendo as nomeações de juristas conservadores com que tem abarrotado os tribunais pátrios, resta torcer para não cair nas garras afiadas dos juízes que engendrou. Que São Gramsci tenha piedade dele.”

Na mosca!

Fonte: Face de Paulo Linhares

*Paulo Afonso Linhares é jurista e diretor das Rádios Difusora AM, de Mossoró-RN e Costa Branca FM, de Areia Branca-RN. 

ZAIDEM HERONILDES: “HIPOCRISIA DE UM PRESIDENCIALISMO”

ARTIGO 

POR ZAIDEM HERONILDES

Hipocrisia De Um Presidencialismo.
Esse sistema econômico, político e social comanda a forma democrática de governo. No Brasil se conduz como um falso sistema diferente dos Estados Unidos da América e longe do parlamentarismo de muitos governos de países adiantados.
Porque aqui não mada o povo manda uma súcia de políticos que visam os seus interesses particularista e exclusivistas e uma corrupção feita às escancaras. Provém de grupos políticos antiguados, obsoletos que foram desmoralizados e danificados pela contemporaneidade de governos contemporâneos e calcados dentro de princípios não republicanos.
Esses grupos políticos montaram um esquema de se fazer política calcado na desonestidade, nas licitações fraudulentas e verdadeiros simulacros, aditivos feitos com relatórios descritivos de gastos mentirosos quando se diz estarmos numa queda de inflação.
Estamos num ano de eleição. Estamos vendo os nomes dos candidatos até nenhum nome merece ser presidente da República Federativa do Brasil. São conhecidos os seus passados e presentes. Antes ruins e hoje muitos piores.
Essa geração de políticos em tese foi a pior, visto que se mancomunaram com chefes do Executivos e praticaram ato amorais, aéticos coadjuvados com gestores administrativos da Petrobrás, Leobrás, Correios, Neobrais e o escambau. Enfim quebraram o país. Estamos sendo obrigados a aceitar que o governo aumente os combustíveis de uma estatal monopolista que aumenta o PIB através desses aumentos extorsivos, abusivos e pior é imposto ninguém tem a quem recorrer. Temos brasileiros que acabar com a roubalheira com a vassoura e ou sem vassourinha. Lembro-me de Jânio da Silva Quadros que não teve a paciência de ser honesto e competente porque ele era. Desequilibrado renunciou.

*Zaidem Heronildes é advogado

FERNANDO GABEIRA: “O STF É PARTE DE CORPO EM DECOMPOSIÇÃO”

ARTIGO

Em artigo no Globo, Fernando Gabeira diz se sentir como imigrante no Brasil ao assistir a uma sessão do STF.

“O Brasil que habitava desde a redemocratização pelo menos tinha esperanças. O que se vê hoje é o declínio de toda a experiência democrática das três últimas décadas. O sistema político foi engolfado pelos custos de campanha, corrompeu-se e perdeu o contato com a sociedade.

O Supremo mostrou-se uma parte apenas desse corpo em decomposição. Não apenas pelo mérito de sua discussão, mas também pela forma. Quem iria supor que num momento histórico um ministro iria alegar, ao vivo, uma viagem para interromper a decisão? Ou que, também num momento histórico, era necessário respeitar o horário regimental?

ESPECIALISTA APONTA FALHAS EM VERSÃO DO PT SOBRE TIRO EM ÔNIBUS

TUDO APONTA PARA ARMAÇÃO FEITA PELO PT

POR PETER LEAL

Nenhum texto alternativo automático disponível.

A imagem pode conter: carro e atividades ao ar livre

De tudo que já estudei de balística e inclusive atirando em alvo móvel (em prova de tiro) , me chama a atenção o tal “tiro no ônibus da caravana de Lula”, que dizem as testemunhas ESTAVA EM MOVIMENTO, entrar exatamente em 90 graus. Na imagem à esquerda (ou acima) está o tiro no ônibus, e à direita tiros em um carro que furou um bloqueio policial, em movimento (para ilustrar o que vou dizer abaixo).

Há muitas fotos de tiros em carro na internet; em todas que os carros estão em movimento há OU um ângulo claro sempre diferente de 90°, OU o efeito “rasgo” na lataria, pela posição do atirador uma vez que o carro está se movendo. Mesmo em alvos de pista de tiro em movimento esse mesmo efeito é observado, em alvos de metal pintados, há um deslocamento da tinta para o lado contrário do movimento MESMO que calhasse de naquele momento o atirador estar alinhado com o objeto.

Sem afirmar nada sobre o caso em si, mas se me fosse apresentado em um teste uma lataria de carro com essa perfuração, eu diria que o atirador estava PERTO do veículo, PARADO, e o VEÍCULO TAMBÉM PARADO, tendo feito calmamente a mira. Tudo muito bem planejado…

Fonte: Face