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Randolfe, que fala fino com Maduro e é esbirro da “Lava J&J”, quer falar grosso comigo

Durante audiência, o senador que combina gravatas com um assassino, resolve ligar um post meu a uma ação da Abin. Então vou mostrar pra ele “O É da Coisa”. Pela ordem!

POR REINALDO AZEVEDO

No primeiro plano, Randolfe combina a sua gravata com a de Maduro; ao fundo Ivan Valente, que grita “Fora, Temer” todo dia, e Luciana Genro. Os cadáveres de Maduro não estão nessa foto

O senador Randolfe Rodrigues, do Amapá, meteu, nesta quinta, os pés pelos pés na sessão conjunta das comissões de Direitos Humanos e de Relações Exteriores e Defesa Nacional. Eu já o sabia equivocado, claro!, mas não o tinha na cota de um covarde — covardia política. O homem resolveu me atacar de maneira asquerosa. Já chego lá.

Os senadores ouviram o depoimento do general e chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Sergio Etchegoyen, a quem está subordinada a Abin (Agência Brasileira de Inteligência). Certa fantasia que circula em Brasília sustenta que o órgão foi mobilizado pelo governo Temer para espionar Rodrigo Janot, procurador-geral da República, e Edson Fachin, ministro do Supremo e relator dos processos do petrolão.

Antes de ir a detalhes, algumas observações prévias. Sempre considerei, por óbvio, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) equivocado. Afinal, ele é do PSOL, esse partido que já carrega no nome este oximoro homicida, de homicídio em massa mesmo: “socialismo e liberdade”. O mundo conheceu e conhece países livres. Conheceu e conhece países  socialistas. As duas coisas, no entanto, jamais se conjugaram. Quando muito, partidos socialistas fingem tolerar a democracia pelo tempo que avaliam útil a seus desígnios. Se 0 puderem, eles a golpeiam. Assim, o PSOL é, por si, uma desonestidade intelectual e a manifestação de uma farsa. Como Randolfe.

“Ah, Reinaldo, mas você mesmo diz que agora ele é Rede”. Bem, no máximo, poderia compor um dueto, ou desafio, de vozes com Marina Silva. Ele migrou para essa legenda por incompatibilidade com, acreditem!, o PSOL do Amapá. Mas ele segue sendo o mesmo em essência.

Este senhor, como sabemos, passou a ser o que chamo de “soprano do golpe”. Virou, ao lado de Alessandro Molon —um petista disfarçado de marineiro —, plantonista do “Jornal Nacional”. Ainda vai recorrer à Justiça cobrando vínculo empregatício… Também costuma dar, com a competência que tem, aula de deposição de presidente aos frequentadores da Casa de Caetano Veloso, onde certamente há a possibilidade de se ouvir boa música, mas não se corre o risco de aprender algo que preste em política.

Muito bem. Num dado momento de sua intervenção, Randolfe cita um texto publicado pela revista “Veja”, segundo o qual o general teria se encontrado com o próprio Temer e assessores no dia 3 de junho de 2017. E agora transcrevo a sua fala:
Segundo ainda a revista, a partir dessa data, se organizou ainda uma ofensiva contra a Operação Lava Jato, tendo como alvo o procurador-geral da República e o ministro Edson Fachin. Essa reunião teria definido uma “varredura” sobre a vida privada do ministro Fachin. E se teria suscitado nessa reunião que existiriam relações do ministro Fachin com membros da JBS, que passariam a ser utilizadas depois (…). Coincidência ou não, logo após essa data, no dia 5 de junho, que é conhecido por ser mais governista do que o próprio presidente Michel Temer, publicou uma matéria com o seguinte título: “Fachin em jantar com o Joesley, o Folgadão, e Renan, que varou a madrugada. Pode isso, não!” Esse é o título da matéria do jornalista Reinaldo Azevedo, que teria sido veiculada dois dias após esta reunião. Repito: é de conhecimento de todos a relação… Recentemente, o presidente da República só concedeu entrevista ao vivo, exclusivamente, ao jornalista Reinaldo Azevedo, quando sofria o processo de denúncia na Câmara dos Deputados.

Sim, já respondi em “O É da Coisa”, programa de rádio que ancoro na Band News FM, à fala do senador. O vídeo segue abaixo. E volto ao tema.

O Retorno
Randolfe, como afirmo hoje na Folha, é só um “Jean Wyllys que não ousa dizer seu nome”. Não passa, também ele, de um falastrão que cospe por outros meios, com seu jeitinho de comunista janota. Observem, no entanto, que ele pode ser bastante doloso quando quer. Na sua fantasia, o post que publiquei me foi soprado, ora vejam, pela Abin! Eu seria um mero repassador das coisas decididas no complô —     que, de resto, não aconteceu.

E quais são as evidências que a sua delinquência intelectual lhe aponta? Estas:
1: o meu post foi publicado dois dias depois da suposta reunião;
2: Temer concedeu só a mim entrevista exclusiva “quando sofria processo…” — até nisso, erra: a dita-cuja aconteceu no dia seguinte à vitória do presidente.

Não estranho que esse comunista que resolveu entrar no armário tenha Janot na conta de um grande jurista. Como se nota, eles operam com os mesmos critérios e têm, pelo visto, a mesma concepção do que seja “prova”. Digamos que a reunião com a Abin tivesse acontecido. Na cabeça perturbada desse comuna golpista, se o meu texto saiu depois, então é consequência daquele ato. É um caso clássico de falácia que os escolásticos já apontavam: “post hoc ergo propter hoc” — ou: “depois disso; logo, por causa disso”. Randolfe notou que o dia sempre amanhece depois que o galo canta e chegou à conclusão de que o dia amanhece porque o galo canta.

É um desclassificado intelectual.

E é também um covarde, um dos dois defeitos de caráter que mais abomino. O outro é a deslealdade.

Fui vítima
Como já disse no programa “O É da Coisa”, eu é que fui vítima de uma quadrilha de vazadores. Recorri à Justiça para saber em que lugar se acoita: na Procuradoria Geral da República ou na Polícia Federal. Tenho um palpite, mas prefiro aguardar a apuração. Em meio a milhares de gravações, duas que nada tinham a ver com a investigação foram tornadas públicas: uma conversa minha com uma fonte (Andrea Neves) e outra do ministro Gilmar Mendes, do STF, com o senador Aécio Neves.

Aí, sim, estão atos criminosos.

Sim, eu publiquei, sim, o texto a que se refere Randolfe. Leiam. Nenhum dos convivas o desmentiu.

E lamentei não ter podido publicar uma informação que me chegara então. Saiu pouco depois no “Poder 360”, a saber:
“Ao ser indicado para o STF (Supremo Tribunal Federal), em 2015, Edson Fachin percorreu os gabinetes dos 81 senadores. Amigos ajudaram a marcar audiências e a dar suporte à candidatura. O contato com alguns senadores foi facilitado também por Ricardo Saud, do grupo J&F, a empresa dona da JBS-Friboi.

Segundo o pensamento percuciente de Randolfe, tal post não foi pautado pela Abin porque publicado antes daquela suposta reunião. Já o meu foi publicado depois…

Ah, sim: sabem por que não consegui publicar a informação sobre a ajuda de Ricardo Saud — confessadamente o homem da mala de Joesley Batista — a Fachin? Porque eu ainda estava sem blog. Em razão daquele vazamento, havia pedido demissão da “Veja”. Por quê? Na conversa com Andrea, havia criticado uma reportagem da revista. Ainda que esta tivesse insistido para eu continuar, o que não aconteceu, eu não teria aceitado.

Randolfe poderia ter lembrado também que fui eu a publicar a informação de que a filha de Rodrigo Janot integra a equipe de advogados que cuida do acordo de leniência da Odebrecht e da OAS. Leia, se quiserem, os textos aquiaqui e aqui.

Ah, sim: são textos do dia 9 de maio. Não devem ter sido pautados pela Abin, né? Aliás, o site ainda estava hospedado na VEJA…

Se eu operasse com os critérios de Randolfe, escreveria: “Coincidência ou não, o vazamento da minha conversa aconteceu depois que revelei que a filha de Janot trabalha para empreiteiras investigadas pela Lava Jato”…

Uma das características mais evidentes do fascismo de direita e de esquerda é a rapidez com que saca contra a honra alheia.

Diz Randolfe que sou “mais governista do que Michel Temer”. Essa foi uma ironia que eu mesmo fiz com o presidente quando lhe pedi que citasse o que considerava feitos de seu governo. Ele não listou um dos que considero mais importantes, embora, digamos, invisível: a reestruturação do setor elétrico.

Entendo que a queda de Temer, se tivesse acontecido, teria sido desastrosa para o país. Mas não daria murro em ponta de faca se considerasse hígida a denúncia de Janot. O que ele apresentou até agora é, a meu ver, uma farsa que se erige sobre uma soma formidável de ilegalidades. E, como se sabe, o homem tem a desfaçatez de conceder uma entrevista com ameaças ao presidente da República.

Não vendo razões para a queda, acrescento a questão política: folgo com a permanência de Temer para que comunistas disfarçados de humanistas não triunfem. Não venha querer depor um governante legítimo, com reiteradas ações em defesa da democracia e do Estado de Direito, quem posa, sorridente, ao lado de um assassino, como faz Randolfe, com seu ar servil a Nicolás Maduro. Não venha me dar aula de moral e cívica quem tem a desfaçatez de harmonizar a sua gravata com a de um brucutu fascistoide que mata e prende opositores, que lidera um regime de terror, que condena gerações à miséria e ao atraso.

A foto que se vê no alto é de 2013. Foi tirada no auditório Darcy Ribeiro, da Universidade de Brasília. Os psolentos foram lamber as botas sujas de sangue do tirano. Estavam comemorando o ingresso da Venezuela no Mercosul.

Pois é… O governo Temer, que Randolfe quer derrubar, fez o contrário: botou Maduro para correr, como deixou claro o ministro Aloysio Nunes Ferreira na entrevista que me concedeu ontem.

Então ficamos assim: eu escolho o governo que baixou a inflação de 10% para menos de 3,5%; que tirou o país da recessão, que reestruturou o setor elétrico, que retomou a exploração do pré-sal, que baixou os juros para um dígito etc.

E Randolfe que continue mergulhado na poça de sangue e irresponsabilidade.

Escute uma coisa, rapaz! Você e a ala fascista da Lava Jato não me intimidam e vão ter de me engolir. Quando vagabundos, e alguns nomes eu já tenho, tentaram me pegar, só contribuíram para ampliar a minha voz.

Como diria Chico Buarque, pare, Randolfe, de falar fino com ditaduras e de tentar falar grosso com a democracia.

Não vai funcionar!

Fonte: Site da Rede TV

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PT faz o jogo de Doria

Prefeito de São Paulo declara que não teme ataques de petistas 

POR RICARDO NOBLAT

O dia de ontem começou bem para o prefeito João Doria  (PSDB), de São Paulo, e terminou melhor. Para quem é cada vez mais candidato a presidente da República, e, se não der, à sucessão do governador Geraldo Alckmin, o dia começou com elogios de Michel Temer e acabou em Salvador com uma chuva de ovos providenciada pela CUT e integrantes de movimentos sociais.

Tudo bem, elogios de um presidente com rala popularidade pouco ou nada acrescenta ao bornal de votos que Doria  carrega. Mas para alguém como ele que precisa de apoio dentro dos partidos e de espaço frequente na mídia, os elogios de um presidente da República serão sempre benvindos. Quanto à chuva de ovos, no momento em que chegava à Câmara Municipal de Salvador…

Nem por encomenda poderia ter sido melhor. Por muito menos, alvo de uma bolinha de papel quando foi candidato a presidente da República em 2010, o hoje senador José Serra (PSDB-SP) fez um escarcéu enorme. De certa forma, faturou o que seu partido tratou como uma inominável agressão. Ovo não machuca, mas suja. É prova provada de um ato hostil indesmentível.

Deu chance a Doria  de acusar o PT por intolerância e de polarizar mais uma vez com ele. Doria  se oferece ao mercado de votos como o anti-PT por excelência, o nome ideal para enfrentar Lula caso ele escape da Justiça e consiga ser candidato a presidente da República pela sexta vez. Estava na Bahia para receber o título de cidadão de Salvador. Acompanhava-o o prefeito ACM Neto (DEM)

Lula ainda conserva um grande contingente de votos na Bahia. Nos últimos 14 anos, o Estado foi governado por um petista – antes Jaques Wagner, ex-ministro de Lula e de Dilma, agora Rui Costa, que tentará se reeleger. Doria  foi ser homenageado num reduto do PT, portanto. Mostrou a seus admiradores que não foge à luta nem mesmo em território hostil.

Provocar o PT e ser provocado por ele tornou-se uma marca de Doria  que só o beneficia à medida em que se aproxima a data para que o PSDB escolha seu candidato à vaga de Temer. Alckmin terá dificuldade de disputar com Doria  nesse espaço. Poderá vencê-lo no espaço interno do partido e na montagem de uma ampla coligação de forças. A conferir mais adiante.

Fonte: Face do Noblat

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Folha prova que Temer disse a verdade sobre emendas que peixe podre

Opinião pode ser mais tóxica que peixe podre

POR REINALDO AZEVEDO

Entrevistei ontem, no programa “O É da Coisa”, o presidente Michel Temer. Perguntei a ele como respondia à crítica de que estava comprando votos dos deputados com a liberação de emendas. Ele negou a acusação, que eu já sabia ser falsa, diga-se. Mas tinha a obrigação de indagá-lo a respeito. Eu mesmo lembrei que a Emenda Constitucional 86 tornou impositiva as chamadas emendas parlamentares. O Orçamento reserva, neste ano, R$ 6,3 bilhões para este fim. Na conversa com Temer, destaquei o caso da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), uma das que acusaram o presidente de comprar parlamentares. Ela própria está entre as que receberam as maiores dotações. Trato do assunto na minha coluna da Folha.

Pois é… Algumas línguas de trapo resolveram atacar a mim e ao presidente. Estaríamos, ora vejam!, mentindo sobre os números. Em conjunto. Clique aqui para ouvir  o que disse o presidente a respeito, a partir de 24min05s. A edição desta sexta da Folha traz uma reportagem sobre a distribuição de emendas. Ela prova, com dados, que Temer e eu falamos a verdade.

O problema é que a opinião pública está pilhada pela irresponsabilidade de vigaristas, de idiotas, de canalhas, que falam o que lhes dá na telha, sem nenhum compromisso com os fatos. Antes de tratar dos números da Folha, algumas considerações.

Não estou nesta profissão a passeio. Também estou aqui para exibir minha lindeza. Antes de opinar, pesquiso, investigo, pergunto, escarafuncho. Já disse algumas vezes: opinião é como orelha, joelho, cotovelo e traseiro: todo mundo tem. Existem as opiniões qualificadas e as desqualificadas.

Uma fala judiciosa que se ancore num dado errado, numa informação falsa, numa impossibilidade, é, por si, uma opinião errada. Ainda que possa apontar para um horizonte que consideremos correto. Eu exemplifico. Opino que é preciso que se adotem medidas duras para que as empresas paguem suas respectivas dívidas com a Previdência. Ok. Mas é um erro afirmar que, se isso for feito, então se pode dispensar a reforma do setor.

E por que é assim?

Porque a dívida das empresas com a Previdência, como lembrei na conversa de ontem com o presidente, é um estoque, é limitado, e o rombo do setor é um fluxo, é permanente, existe ano após ano. Assim, ainda que seja correto opinar que as empresas têm de pagar o que devem, trata-se de um erro afirmar que se trata de uma alternativa à reforma.

Querem o contrário? Pois não!

Se o Estado decidir eliminar de pronto todos os portadores de uma determinada doença contagiosa, em vez de tratá-los ou de permitir que se tratem, mais cedo o mal será debelado, e menos pessoas serão contaminadas. Pergunta: seria ético fazê-lo? É aceitável a opinião de que esse é um bom caminho?

Opinião é matéria delicada, queridos! Nas democracias, é, a um só tempo, esplendor e sepultura. Querem outro caso polêmico? Quantos de nós, ao passar pelas cracolândias da vida, já não pensamos: “Essa gente tem de sair daí!” E tem. Uns dirão: “Os viciados não podem privatizar o espaço público”. Outro ainda: “Meu direito de ir e vir não pode ser tolhido por essas pessoas”. Tudo verdade! Opiniões, no entanto, têm consequências. Como iremos tirá-los de lá?

Pessoas as mais distintas no credo, na ideologia, nos valores podem, ora vejam!, concordar quanto aos fins, os objetivos, aquilo que se quer alcançar. O que as diferencia são os meios — razão por que revi o que Maquiavel nunca disse e cravei: os meios qualificam os fins. Nunca se junte a alguém apenas porque ambos querem a mesma coisa. Cumpre que você pergunte a quais meios a pessoa está disposta a recorrer para alcançar seus objetivos.

Agora aos dados
De fato, os empenhos com emendas parlamentares foram crescendo: R$ 768 milhões em maio; R$ 1,6 bilhão em junho; R$ 1,9 bilhão em julho. Como aponta a Folha, não há nem correlação entre os votos dos deputados e a liberação de emendas: na média, cada parlamentar que votou com Temer teve liberados R$ 3,4 milhões, e os contrários, R$ 3,2 milhões. Isso é média. A comunista Alice Portugal conseguiu R$ 10,5 milhões.

A acusação é de tal sorte mentirosa que os petistas, que votaram unanimemente contra Temer, receberam mais, na média, do que os tucanos que votaram com o presidente: R$ 3,85 milhões contra R$ 3,53 milhões.

Assim, meu querido leitor, você tem todo o direito, claro!, de opinar que o presidente Temer comprou os votos dos parlamentares. Mas será uma opinião falsa, uma opinião burra, uma opinião mentirosa. Os números a desmentem.

Muito provavelmente, você está se deixando contaminar pela gritaria de pistoleiros e pistoleiras que falam o que lhes dá na telha porque, de resto, não são nem mesmo donos de sua opinião. Estão a serviço de candidaturas e de interesses nem sempre postos à luz do dia.

Para encerrar: segundo exigência da Emenda Constitucional 86, 50% do valor que for liberado em emenda têm de ser destinados à Saúde. E um número final: as emendas parlamentares correspondem a apenas 1,2% da receita corrente líquida prevista no projeto orçamentário enviado pelo governo.

Cuidado com a peixaria de onde saiu o produto que você anda consumindo. Opinião estragada é mais tóxica do que peixe podre.

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Ameaça a parlamentares que votaram em favor de Temer não passa de bobadagem

O que o povo quer é que seus representantes trabalhem em sua defesa 

Bobadagem.

Alguém aí imagina eleitores de municípios, a partir de Mossoró, que foram beneficiados, em várias áreas, por recursos oriundos de emendas parlamentares de autoria do deputado federal, Beto Rosado, criticando, condenando o parlamentar pelo benefício?

Mas, pelo que entendi, era o que estavam comentando, em um programa de TV, onde um convidado, com cara de gente séria – só a cara -, empostando a voz, tentava emprestar ares de ameaça ao mandato de Beto Rosado, por ele ter votado em favor do arquivamento de denúncia – infundada – contra o presidente, Michel Temer.

O tal convidado chegou, inclusive, a insinuar que as emendas parlamentares não eram os únicos “benefícios auferidos pelo parlamentar”.

Como se os recursos de emendas parlamentares fossem para a conta bancária do deputado, e não, diretamente para realização de obras nos municípios destinatários.

Eu desconfio, pelo que assisti nas visitas de Beto Rosado, durante o recesso parlamentar, que o deputado federal encaminhou sua reeleição. Ganhou votos.

O que o povo quer, de seus representantes, no caso especifico, cito Beto Rosado, por ser Mossoró sua base principal, é que os mesmos trabalhem pela vinda de recursos para realização de obras na educação, saúde e noutros setores.

O resto é prosopopeia flácida para acalentar bovinos.

 

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O vazaamento das fantasias da holding “J&J” e a subordinação intelectual à “FORCA TAREFA”

Artigo

POR REINALDO AZEVEDO

Se alguém me dissesse que o grupo JBS celebrou um acordo de delação com o Grupo Globo, não com a Procuradoria Geral da República, eu acabaria acreditando. Afinal, os tais documentos a que revista teve acesso para anunciar, na capa, um novo fim do mundo (o dito-cujo já acabou umas cinco vezes) deveriam ter sido enviados à PGR, selecionados, analisados etc. E depois se tornaria público o que é consistente. Mas quê… Uma longa reportagem empresta detalhes à tese absurda, estúpida, mas que é do agrado do Ministério Público Federal, de que só a JBS repassou a políticos R$ 1,1 bilhão entre 2006 e 2014. Sim, entende-se que era tudo propina.

Sabem o que isso significa?

Que a imprensa não está aprendendo nada com a crise.

Que o Ministério Público não está aprendendo nada com a crise,.

Que os brasileiros, na média, não estão aprendendo nada com a crise.

Quem lê o jogo logo constata que o país é hoje refém de mistificadores e vigaristas.

Vamos ver. Desde que Ricardo Saud, um dos ex-canalhas da ex-gangue do ex-bandido Joesley Batista anunciou que havia pagado propina a 1.829 candidatos eleitos — e há, claro!, os não-eleitos —, pensei: “Quer dizer que nunca houve uma doação em que o recebedor não estivesse praticando corrupção passiva? Se é assim, então os crimes de Joesley e seus ex-vagabundos morais não são apenas 245, como o confessado. Só de corrupção passiva, convenham, há um mínimo de 1.829 imputações.”

Ocorre que, na média, jornalista não quer pensar mais nada. Se alguém da “Forca Tarefa” — sim, escrevi “forca” mesmo… —, então deve ser verdade.

Espero que as pessoas empenhadas em barrar a denúncia mixuruca de Rodrigo Janot contra Michel Temer tenham feito o devido uso pragmático da reportagem de “Época”. O que está lá é uma advertência do que virá se o presidente cair. Ninguém, a não ser algum santo escolhido depois de um reality show no Projac, terá condições de assumir a Presidência da República. O que se faz, naquela reportagem, notem bem, é demonizar todo o processo político.

Ainda que aquele volume de “transferência” fosse verdadeiro, não se distinguem doações legais de ilegais; caixa dois com contrapartida de caixa dois sem contrapartida; caixa um sem contrapartida de caixa um com contrapartida. O que “Época” publica é, na verdade, parte do arranjo feito pela holding moral “J&J“: Joesley e Janot. Infelizmente, a maioria dos jornalistas e colunistas — em especial “os” e “as” que tentam aparentar independência — são intelectualmente dependentes da Lava Jato e não têm coragem de apontar a fraude. Como temem o alarido e não querem ser xingados nas redes sociais pelas hostes da ignorância militante, então fazem a análise do acochambramento.

Tornada pública na antevéspera da votação da Câmara que vai decidir se a denúncia feita por Janot contra Temer será ou não enviada ao Supremo, cumpriria que até os deputados de oposição — cujos partidos estão na lista — pensassem um pouquinho, não é mesmo? É claro que mais esse vazamento foi feito de olho no calendário, para influenciar os votos: afinal, é também uma reportagem anti-Temer. Ocorre que ninguém escapa ali.

Mais: levar aquela estrovenga a sério corresponde a comprar uma versão que a investigação, depois, não consegue sustentar. Vale a pena deixar que o processo político seja pautado por bandidos? A resposta, obviamente, é “não”.

Mais: Vejam o caso de Sérgio Machado. A Polícia Federal procurou evidências de que suas vítimas estavam tentando obstruir a Lava Jato e nada encontrou. Era uma ficção na qual só os procuradores e Sérgio Moro acreditaram. As delações feitas pela penca de diretores da Odebrecht já começam a dar problema. Ainda voltarei a esse assunto. Vem muita confusão por aí. E, acreditem, serão a própria Polícia Federal e as áreas salubres da Justiça a evidenciar o desastre provocado por Rodrigo Janot e seus fanáticos.

Ele tinha tudo para conduzir a operação para um lugar seguro e para fazer dela uma referência no combate à corrupção. Em vez de pensar como homem de Estado, dotado de um formidável poder, preferiu ser o gendarme de quarteirão, alimentando tentações golpistas.

O que traz as páginas de Época é expressão desse delírio. Creio que a reportagem tenha ajudado Temer a ganhar mais alguns votos.

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TEMER: O LEGAL E O LEGÍTIMO

ARTIGO

POR PAULO AFONSO LINHARES

A modernidade impôs ao mundo jurídico um dilema que não tem solução no âmbito do direito
positivo, mas, tão somente naquele campo da filosofia política que abriga a valoração como medida
das coisas. Em linguagem mais fácil de decifrar, é o eterno confronto entre o legal e o legítimo. Assim,
enquanto para alguns basta que exista a lei enquanto regra de conduta emanada da “autoridade
competente”, para outros é indispensável que essa mesma regra tenha origem no consenso majoritário
da sociedade, isto é, a partir de um mecanismo que se baseia simplesmente na prevalência da opção
comum à maioria dos membros da comunidade política.
Sem banalizações ou sacralizações desnecessárias, não é suficiente a lei formalmente
considerada, mas, que a sua origem seja baseada nos valores que representam escolhas valiosas para
a maioria dos componentes da sociedade, para colimar esse consenso majoritário que atende pela
denominação de “democracia”. Assim, é inevitável lembrar que nem tudo o que é legal pode ser
legítimo e muito do que se afigura como legítimo pode não estar nos trilhos da legalidade.
Exemplifica-se: com vencimentos que podem ser tido como condignos, numa média de R$ 30 mil
por mês, os membros de algumas carreiras jurídicas do Estado (magistrados, membros do Ministério
Público, procuradores estaduais etc.) ainda recebem uma verba mensal como auxilio-moradia, de
R$ 4.377,73/mês, conforme previsão legal, porém, algo ilegítimo se se imaginar que a maioria dos
assalariados deste país, aqueles que têm o ‘privilégio’ de ao menos ter um emprego, aufere apenas
R$ 937,00 ao mês e nada recebem como auxílio-moradia.
A legitimação política transcende os aspectos formais do que expressam as decisões tomadas
no contexto da democracia representativa. Em razão última, as decisões e atos do Poder Executivo e,
sobretudo, do Legislativo, devem expressar aquilo que majoritariamente seja o consenso social. Em
primeiro lugar, ressalte-se as dificuldades de aferição desse consenso que, de rigor, necessitaria de
um complexo sistema eleitoral. Entretanto, na impossibilidade de utilização mais imediata desses
mecanismos, cuja atuação exigem previsão legal e têm alto custo financeiro, valem as aferições
aproximativas do que se conhece como “opinião pública”, mormente aquelas expressadas pelo
levantamento estatístico com amostra específica da opinião pública.
Isto é lembrado para ressaltar que, na atual conjuntura política brasileira, a despeito do
presidente Temer conseguir na Câmara dos Deputados os votos necessários para impedir a apuração
da prática de crime pelo STF, há claras demonstrações de que não seria essa a expressão da vontade
da sociedade brasileira, a tirar pela rejeição do governo Temer de quase oitenta por cento dos
entrevistados pelo Ibope recentemente. Claro, nenhuma dessas amostragens estatísticas podem ser
absolutizadas como verdades, mas, não deixam de refletir um cenário do que expressa a enigmática
e não menos polêmica opinião pública.
Certo é que, por tudo de vexatório que politicamente vem apresentando a permanência de
Temer na presidência da República, em especial os aspectos revelados da prática de crimes comuns
a ele atribuídas, o natural seria um elegante e republicano gesto de renúncia. Nada mais dramático ou
até trágico de um solitário tiro no peito à Getúlio Vargas. Não, apenas uma solução negociada de
transição política até se retormar o caminho da escolha democrática nas eleições presidenciais de
2018.
Claro, não se pode esquecer que a despeito da defenestração da ex-presidente Dilma Rousseff
da presidência da República ter sido motivada por típico golpe branco de Estado, a sua substituição
por Temerse fez no âmbito da legalidade constitucional, todavia, por isto mesmo com um inequívoco
déficit de legitimidade, o que se tornou mais evidente quando configurada a sua conduta criminosa
no episódio traduzido na denúncia apresentada pelo procurador geral da República no Supremo
Tribunal Federal.
Certo é que Temer, embora com alguns acertos na condução da política econômica, alargou
além do que seria razoável o seu direito de conduzir a presidência da República até que fosse eleito
um novo supremo mandatário da nação nas próximas eleições presidenciais de 2018, pois, cada vez
mais se acentua a ilegitimidade de sua permanência como inquilino do Palácio do Planalto, a despeito
mesmo dos previsíveis votos que possa obter em “tenebrosas transações” na Câmara dos Deputados,
para atingir o legal, mas, acentuar insuportavelmente a sua ilegitimidade, com a continuidade de uma
crise política e moral, com temeroso e imprevisível desfecho. Triste Brasil.

*Paulo Afonso Linhares é jurista e diretor da Rádio Difusora de Mossoró

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BRASÍLIA PARANÓICA

ARTIGO

POR PAULO AFONSO LINHARES

Resultado de imagem para Paulo Afonso LInhares

Por muitos anos a metrópole planejadas por Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, Brasília, não passou de um esboço de grandes espaços vazios salteados com angulosas e curvilíneas estruturas de concreto armado – palácios, igrejas, aqueles prediozinhos enfileirados que parecem pedras do dominó que sediam ministérios, o conjunto arquitetônico que abrigam as duas casas do Congresso Nacional caracterizado pelas famosas meias esferas invertidas (ou pratos de sopa, como querem outros) e contrastadas por um duplo espigão.
Nos albores da nova capital, a visão fantasmagórica e desoladora de suas estruturas arquitetônicas e urbanísticas causaram forte e negativa impressão num casal de visitantes ilustres, o filósofo Jean-Paul Sartre e a escritora Simone de Beauvoir, a tirar pelo que esta escreveu: “Guardo a impressão de ter visto nascer um monstro, cujo coração e pulmão funcionam artificialmente, graças a processos de um custo mirabolante.” Por seu turno, Sartre igualmente ficou horrorizado como uma “suculenta” feijoada que lhe serviram num convescote no Rio de Janeiro, em 1960, no apartamento do jornalista José Guilherme Mendes, quando fez o famoso ‘elogio’ à culinária tupiniquim: “Mais… C’est la merde!” Nem precisa tradução. Detestou a feijoada e Brasília. Embora não tenha dito expressamente, ficou patente que nunca mais viria a Brasília e ao Brasil.
Durante os vinte e um anos de governos militares as ideias urbanísticas e arquitetônicas dos criadores de Brasília foram preservadas, a despeito de alguns arranca-rabos entre o notório comunista Niemeyer e os novos donos do poder que, de princípio, pensaram em dispensar os serviços do arquiteto tornado celebridade internacional de cuja prancheta sairiam sofisticados projetos que encantaram a Europa e os Estados Unidos da América, inclusive, foi seu o projeto arquitetônico da sede da Organização das Nações Unidas, localizada em Nova Iorque, construída entre 1949 e 1952. Numa dessas brigas os militares conseguiam impor sua vontade e desfiguraram o futurístico projeto do aeroporto de Brasília, cujo resultado desastroso os obrigou a retomar as encomendas de novos projetos ao escritório arquitetônico do carismático e não menos irascível Niemayer que, numa genial revanche projetou o belo monumento em memória do ex-presidente Juscelino Kubitschek que, batido pelo cáustico sol do cerrado, a certa hora do dia, lança sobre o quartel-general do Exército Brasileiro, o chamado “Forte Apache”, a sombra assustadora de uma foice e um martelo entrelaçados.
Mais de cinco décadas depois, a menina Brasília de Juscelino tornou-se uma cinquentona cheia de vícios, deturpações e medos. A sua passagem é marcada pela suntuosidade dos conjuntos arquitetônicos que abrigam os tribunais superiores e a Procuradoria Geral da República. No mais, a capital da República vive todos os dramas sócio-ambientais de outras metrópoles terceiro-mundistas, inclusive, o cinturão de comunidades pobres (as Cidades-Satélites) fruto de explosão populacional aliada à precariedade da geração de emprego e renda, um dos efeitos colaterais, também, das péssimas administrações governamentais do Distrito Federal, com governos populistas, corruptos ou ambos.
A Brasília hodierna, nestes tempos de Lava Jato, é uma cidade amedrontada, policialesca, paranóica, como nunca foi, mesmo na época de poder fardado. Agora, sob os auspícios do poder togado, a intolerância e as posturas autoritárias campeiam. No Senado Federal, por exemplo, o acesso do cidadão comum está muito restrito e precisa uma autorização do gabinete que visitar. Enfim, na maioria das repartições públicas de Brasília os visitantes são vistos, de princípio, como terroristas potencialmente perigosos. Sem qualquer exagero. Só vexames e humilhações que em nada ajudam a superação do clima de insegurança. Um horror.
E isto tudo somente reflete o clima de desagregação institucional vivido pelo Brasil, em que a imagem do presidente da República está cada vez mais abalada após delações que envolvem Temer em graves casos de corrupção, isto sem falar no enorme desprestígio do Congresso Nacional em razão da perda de iniciativa política, além de ter a maioria de suas lideranças também acusadas de receber propinas. Enfim, evidencia-se como verdadeira a profecia de Simone de Beauvoir: Brasília foi transformada num monstro. Pobre Brasil, tristes trópicos.

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Joesley: O Ali Babá do Açougue e os 40 ladrões

Ou: Mil e Uma Noites de crimes 

POR REINALDO AZEVEDO

Bem, não sei por onde começo. Acho que com um elogio à assessoria de imprensa de Joesley Batista. Alguém com pendores literários deve ter redigido, ou ajudado a redigir, o texto assinado por ele, publicado na Folha deste domingo. Já o título empresta certo tom de fabulário à narrativa, com um apelo até orientalista: “67 dias e 67 noites de uma delação”.

Se Joesley fosse Sherazade, quem seria o rei chifrudo, a quem ele estaria querendo engabelar. Bem, convenham, quem vive tomando nos cornos é mesmo o povo brasileiro, né? Mas esperem… Rodrigo Janot, o procurador-geral, confessou, em Washington, que Sherazade lhe contava só pedacinhos das mil e uma noites da corrupção… E o rei gordoto do MPF sempre querendo mais… Em vez de dar voz de prisão para quem o submetia a uma espécie de chantagem, Janot lhe garantiu a impunidade. Na realidade como uma metáfora da fábula, Janot se casou com Joesley.

Ou, ainda, como diz Guilherme Macolossi, meu amigo e radialista em Farroupilha, pode ser que tenhamos lido um pedaço de “Ali Babá do Açougue e os 40 ladrões”. E, bem, antes que o ex-bandido decida processar também Macalossi, convém que a FSB lembre a Joesley que, à diferença do que pensa o senso comum, Ali Babá não era ladrão…

O texto, de algum modo, inaugura um subgênero da literatura policial: o Desabafo Passivo-Agressivo. Eis um homem que não quer pouco da vida. Ele pretende mais do que a imunidade e a impunidade que lhe foram garantidas pelo rei do MPF, a ajuda de Edson Fachin. Ele quer o reconhecimento público. Julga-se injustiçado. Leiam este mimo:

Imagens minha e da minha família embarcando num avião, tiradas do circuito interno do Aeroporto Internacional de Guarulhos, foram exibidas na TV, como se estivéssemos fugindo. Um completo absurdo.
Políticos, que até então se beneficiavam dos recursos da J&F para suas campanhas eleitorais, passaram a me criticar, lançando mão de mentiras. Disseram, por exemplo, que, depois da delação, eu estaria flanando livre e solto pela Quinta Avenida, quando, na verdade, nem em Nova York eu estava.
Para proteger a integridade física da minha família, decidi ir para uma pequena cidade no interior dos Estados Unidos, longe da curiosidade alheia. Nessa altura, porém, eu já havia sido transformado no inimigo público número um, e nada do que eu falasse mereceria crédito
.”

Ora… Nova York, China ou uma cidadezinha americana qualquer, que diferença fazia? Há uma flagrante inversão dos fatos aí: o que se tentou — e Joesley foi o protagonista do esforço — foi transformar o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves nos inimigos públicos nº 1 e nº 2 do Brasil. Ou não foi o “Ali Babá do Açougue” a nominá-los justamente como os dois graúdos de suas lambanças?

Foram poucos — e, sim, eu estou entre os MUITO POUCOS — a reagir de imediato aos benefícios concedidos ao delator e a criticar a operação, que cometeu, entendo eu e entende uma penca de especialistas em direito, um rol formidável de ilegalidades.

Não é uma graça que Joesley venha a público para atacar os “políticos que se beneficiavam das doações da J&F para as suas campanhas”? Ora, doações de pessoa jurídica eram legais. Escandaloso é que se tenha aceitado a versão de que não havia diferença entre caixa um, caixa dois e corrupção. Ou não foi este senhor a dizer que comprou quase dois mil políticos, metendo todo mundo no mesmo saco?

Neste trecho, o redator exagerou:
Mentiram que eu estaria protegendo o ex-presidente Lula; mentiram que eu seria o responsável pelo vazamento do áudio para imprensa para ganhar milhões com especulações financeiras; que eu teria editado as gravações.
Por fim, a maior das mistificações: eu teria estragado a recuperação da economia brasileira, como se ela fosse frágil a ponto de ter que baixar a cabeça para políticos corruptos.”

Vamos ver.

Não, Joesley! O que se estranha é que, ao longo de 13 anos de governo petista, nunca lhe tenha ocorrido gravar uma conversa suspeita com companheiros — ou com “o companheiro”. Ou o partido mantinha com a J&F uma relação distinta daquela vivida com as empreiteiras, por exemplo? O que constrange, meu senhor, as almas que não se conformam com fábulas ruins, ainda que o esforço de comunicação seja meritório, é a versão que Temer e Aécio foram os principais instrumentos das ações ilegais da J&F ao longo dos últimos 14 anos.

De resto, que empresas do grupo J&F compraram dólares antes do vazamento, bem, eis um fato, não uma versão. Que a moeda deu um salto no dia seguinte ao vazamento, eis outro fato, não versão. Que o grupo seja alvo de mais de uma dezena de procedimentos investigativos da Comissão de Valores Mobiliários, eis igualmente um fato, não uma versão.

Quanto ao crescimento do país… Ora, Joesley! Sim, o episódio causou e causa constrangimento à economia brasileira, rapaz! Você é esperto. Não se tornou multibilionário porque é burro. Sabe que o tsunami criado pela operação “J&J” — Joesley & Janot — aumenta a desconfiança dos agentes econômicos, cria embaraços à reforma da Previdência, dificulta a retomada de uma agenda positiva. Se o país crescer 0,1 ponto percentual a menos do que poderia em razão de sua pantomima, meu senhor, estamos falando de R$ 6,3 bilhões em um ano. Se 0,2 ponto percentual a menos, são R$ 12,6 bilhões. Isso em um ano! É mais do que os R$ 10,3 bilhões do acordo de leniência fechado por seu grupo, num prazo de 20 anos.

Destaco também o trecho em que ele fala como um neoconvertido:
De volta a São Paulo, onde moro com minha mulher e meus filhos, vejo na imprensa políticos me achincalhando no mesmo discurso em que tentam barrar o que chamam de “abuso de autoridade”.
Eles estão em modo de negação. Não os julgo. Sei o que é isso. Antes de me decidir pela colaboração premiada, eu também fazia o mesmo. Achava que estava convencendo os outros, mas na realidade enganava a mim mesmo, traía a minha história, não honrava o passado de trabalho da minha família
.

Como é duro faturar R$ 4 bilhões em 2007 e R$ 183 bilhões em 2016 “enganando a si mesmo, traindo a sua história, não honrando o passado de trabalho da família…”

Vou dar um conselho a Joesley, de graça, mesmo sem fazer parte da equipe de assessores de imprensa e de imagem: não force o limite do ridículo. O que você quer? Que nós, os brasileiros, lhe sejamos gratos? Não deixa de ser engraçado você dizer que é de “carne e osso”, duas, vamos dizer, matérias-primas que compõem parte considerável de seus negócios.

Sabe o que é, Joesley? A história não fecha. O fato de Janot, o rei do MPF, ter se conformado com a sua narrativa, arranjada na medida para derrubar o presidente Temer e atingir um dos principais adversários do PT, não combina com o conjunto conhecido da obra.

O povo brasileiro, rapaz, cuja confiança você traiu com tanta determinação, também é de carne e osso. Carne e osso vendidos a preço ordinário.

Abra mão de sua fortuna, torne-se um monge franciscano, doe tudo o que tem aos pobres, e aí a gente considera seriamente a hipótese de perdoá-lo. O que lhe parece a minha oferta?

No texto que você assina e nas ameaças que andou espalhando, não se percebem arrependimento, humildade, contrição. Ao contrário: o que se vê ali é a concupiscência do heroísmo, que é típica dos falsos heróis.

Um “ex-bandido”, um “ex-criminoso”, um “ex-corruptor contumaz” tem de ter pretensões um pouco mais modestas, cara!

Fonte: Site da Rede TV

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JESUS É…

REFLEXÃO

POR CARLOS SKARLACK

JESUS É…

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A história da humanidade está repleta de nomes de lideranças religiosas que se notabilizaram por suas vidas consagradas a Deus e ao próximo. De Buda a Maomé. De Confúcio a Madre Tereza de Calcutá. Dos Papas aos Dalai Lama. Nenhuma dessas figuras, entretanto, jamais é citada na Bíblia como o é Jesus Cristo. Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte – Is 9:6; Pai da Eternidade e Príncipe da Paz – Is 9:6; Porta e Pastor – Jo 10:10; Luz do mundo – Jo 8:12; Caminho, Verdade e Vida – Jo 14:6 Libertador – Jo 8:36; Videira Verdadeira – Jo 15:1; Ressurreição e Vida – Jo 11:25; Adão – I Co 15:45; Advogado – I Jo 2:1; Alfa e Ômega – Ap 1:8 ; 22:13; Apóstolo da nossa confissão – Hb 3:1; Autor da Salvação – Hb 2:10; Autor da Vida – At 3:15; Autor e Consumador da Fé – Hb 12:2; Bem- aventurado – I Tm 6:15; Único soberano – I Tm 6:15; Braço do Senhor – Is 5:19; 53:1; Cabeça da Igreja – Ef 1,22; Chefe – Is 55:4; Consolação de Israel – Lc 2:25; Cordeiro de Deus – Jo 1:29; Criador – Jo 1:3; Cristo de Deus – Lc 9:20; Desejado de todas as nações – Ag 2:7; Deus bendito – Rm 9:5; Deus Unigênito – Jo 1:18; Deus – Is 40:3; Emanuel – Is 7:14; Eu Sou – Jo 8:58; Filho Amado – Mt 12:18; Filho de Davi – Mt 1:1; Filho de Deus – MT 2:15, são apenas algumas das inúmeras definições de Jesus.

Por isso, Só Cristo Salva!

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O FIASCO DE LULA

EDITORIAL DO ESTADÃO

“O fiasco de Lula” na Avenida Paulista, onde “faltou povo” na quinta-feira, é o tema do editorial do Estadão deste domingo.

O Antagonista destaca alguns trechos:

“A tentativa de vincular o destino de Lula ao da democracia no País, como se o chefão petista fosse a encarnação da própria liberdade, não enganou senão os incautos de sempre”.

“Está cada vez mais claro (…) que o ex-presidente só está mesmo interessado em evitar a cadeia, posando de perseguido político.”

“Já não são mais suspeitas genéricas a pesar contra Lula, e sim crimes bem qualificados.”

“O fracasso é ainda mais notável quando se observa que o próprio Lula, em pessoa, esteve na manifestação.”

“Mas seu carisma já não parece suficiente para mobilizar apoiadores além do círculo de bajuladores.”

“Quando o juiz Sérgio Moro determinou o bloqueio de R$ 600 mil e de bens de Lula para o pagamento da multa, a defesa do ex-presidente disse que a decisão ameaçava a subsistência dele e de sua família.”

“Um dia depois, contudo, o País ficou sabendo que Lula dispõe de cerca de R$ 9 milhões em aplicações, porque esses fundos foram igualmente bloqueados por ordem de Sérgio Moro.”

“A principal aplicação, de R$ 7,2 milhões, está em nome da empresa por meio da qual Lula recebe cachês por palestras, aquelas que ninguém sabe se ele efetivamente proferiu, mas pelas quais foi regiamente pago por empreiteiras camaradas.”

“Tais valores não condizem com a imagem franciscana que Lula cultiva com tanto zelo, em sua estratégia de se fazer de coitado. Felizmente, cada vez menos gente acredita nisso.”

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