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A EXONERAÇÃO TARDIA DA MÃE DO EX-PREFEITO DE MOSSORÓ

CARGO DE GOVERNO É PARA SER OCUPADO POR ALIADO DO GOVERNANTE

Com o advento das redes sociais, o que sempre foi um ato administrativo rotineiro, quando um governante exonerava um cargo público, alguém que pertencia a um grupo adversário, hoje, logo tentam transformar um copo d´água em tempestade política.

Foi o que se assistiu em Mossoró, diante da já esperada e, igualmente, tardia, exoneração da mãe do ex-prefeito da cidade…

Ora, o que sabe-se é que depois de ser apresentado a uma ampla pesquisa eleitoral pelo governador do Estado, Robinson Faria, em 2016, segundo a qual não teria nenhuma chance de êxito, em face de seu desastre administrativo, o então prefeito, Francisco José Júnior, se picou para Mossoró.

E, fez totalmente diferente do que ficara acordado. Atropelando a orientação estadual do PSD, o menino lançou sua candidatura, que todos sabem como acabou.

Antes de ter que retirar sua postulação, a mulher do menino, foi para as redes sociais, e em um dos mais deprimentes papeis da história política da cidade, atacou o então aliado, governador Robinson Faria.

Diga-se, que horas depois, os ataques da então primeira-dama de Mossoró, foram endossados pelo marido.

Naquele momento, por volta de setembro de 2016, em plena campanha eleitoral, aliados e adversários do governador do Estado, aguardaram uma canetada exonerando as centenas de pessoas que tinham sido indicadas por Francisco José Júnior para cargos estaduais.

Nada disso aconteceu. Como se nada tivesse ocorrido, Robinson Faria, mesmo tendo sido atacado e, a despeito de sua orientação política ter sido ignorada, manteve todos os indicados do ex-prefeito.

Agora, quase um ano depois, é exonerada a mãe do ex-prefeito de um cargo de direção do Hospital Regional Tarcísio Maia. O ato, portanto, natural e, até tardio.

Então, que passa disso, é lamúria de gente esperta que desejava continuar em cargo publico do Estado, mesmo trabalhando contra o governador. Simples, assim.

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PT na Paulista: ninguém vai ao enterro da última quimera do lulismo; ato foi um baita fiasco

Quem entende do riscado contabiliza três mil pessoas na Avenida Paulista

POR REINALDO AZEVEDO

Deixei-me convencer pelo melhor argumento, não necessariamente pelo melhor propósito abstrato…Então homenageio o chefão petista com estas palavras do soneto “Versos Íntimos”, numa alusão às duas dúzias de gatos-pingados que apareceram nesta quinta à Avenida Paulista para pedir “Fora, Temer”, diretas-já e protestar contra a condenação do demiurgo. Como é mesmo, poeta?

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera –
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

Pois é… O diabo citador tinha razão. Depois dessa, Lula deveria se aposentar. Mas ele não sabe fazer mais nada além de comício. Subiu no palanque há 32 anos, quando o PT foi fundado, e de lá nunca mais desceu.

Vamos ver. O PT, PCdoB, CUT, MTST, MST e uma miríade de esquerdistas marcaram um protesto na Avenida Paulista. Até os adversários jurados do partido esperavam um público que não submetesse Lula à humilhação. Afinal, Sérgio Moro não pegou leve com o companheiro: nove anos e meio de cadeia, multa de R$ 16 milhões, bloqueio de bens até o valor da dita-cuja… A receita para consagrar o mártir candidato estava dada. Então era o caso de chutar: “Ah, quem sabe uns 30 mil na Paulista… Ainda mais que os petistas espalham que o chefão estará presente”.

Mas quê! Lula, de fato, deu as caras por lá. Mas o povo faltou ao enterro de sua quimera. Oficialmente, os organizadores falaram em 15 mil pessoas. Quem entende no riscado sabe que, com boa vontade e largueza de espírito, poder-se-ia falar em perto de… três mil pessoas. Essa era a massa que pedia “Fora, Temer” e “Dentro, Lula” na Paulista, que teve trecho considerável fechado nos dois sentidos. Os valentes resolveram atravessar uma espécie de carreta pegando ambos os lados da avenida. Já que nem a tradicional clientela da esquerda compareceu, o negócio é forçar a barra.

Lula discursou. Pediu eleições diretas, criticou o juiz Sérgio Moro, falou mal da Lava Jato e disse que não há procurador mais honesto do que ele próprio. Bem, conhecemos essa conversa. Como se estivesse preocupado apenas com o Brasil, não com seu próprio destino, sonhou: “O país só tem um jeito: é a gente ter uma eleição direta e eleger um presidente que tenha coragem de olhar na cara do povo”. Repetindo discurso de entrevista que concedera antes, transmitida pela Internet, fez de conta que não foi o seu partido que conduziu o país à ruina e mandou ver: “Quando o pobre é incluído no mercado e no orçamento da União, a economia vai crescer”.

E Lula tem uma conhecida explicação para a condenação:
“Como não conseguem me derrotar na política, querem me derrotar por processo. Nenhum deles é mais honesto do que eu nesse país.”

Claro, claro!

A presidente do PT, a senadora-ré Gleisi Hoffmann (PR), soltou uma de suas pérolas. Afirmou que os bens de Lula bloqueados pela Justiça foram amealhados ao longo de uma vida, correspondendo ao que Moro ganharia em um ano. Para lembrar: a multa aplicada pelo juiz foi de 16 milhões. Só em dinheiro, Lula tem indisponíveis, no momento, R$ 9 milhões que estavam aplicados em previdência privada e R$ 606 mil que estavam em conta corrente.

Talvez isso ajude a explicar por que poucos se atreveram a passar frio por Lula.

Lula entendeu o que quis dizer Augusto dos Anjos com “a mão que afaga é a mesma que apedreja”. Até porque, ele próprio, ao longo da vida, fez as duas coisas como ninguém. Afagou ex-adversários que antes havia apedrejado porque se renderam a seu poder. Apedrejou ex-aliados que antes havia afagado porque ousaram demonstrar alguma independência.

O Lula condenado, nos termos em que foi, é, em muitos aspectos, vítima de sua própria concepção de mundo.

E, mesmo sabendo que a terra está devastada para todos, há muito menos gente disposta a ouvi-lo do que ele imaginava.

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Globalização vermelha: site “dozartista” contra Temer é ligado a Mídia Ninja, PT, CUT…

O “342”, que merece ser chamado de “171”, com suas bobinhas e bobinhos a dizer bobices, está registrado em nome de entidade ligada à Mídia Ninja e que trabalha para a CUT

POR REINALDO AZEVEDO

O que faz aí esta foto de Lula? Vamos ver.

Lula discursa numa manifestação petista. Atrás, à direta, de boné, Uirá Porã

Vamos aqui revelar “O é da Coisa” para que o debate se faça “Pela Ordem”.

Já está claro que os golpistas que tentam depor o presidente Michel Temer se dividem basicamente em dois grupos: há os esquerdistas e os fascistoides, estes mancomunados com especuladores e vigaristas. A frente de extrema-direita é conhecida, pública. Em alguns casos, chega a ser uma… concessão pública! Vamos entrar agora nos meandros da turma de esquerda.

Como vocês sabem, “ozartista” resolveram criar um site chamado “342 Agora”, numa alusão ao número de deputados necessários para autorizar o Supremo a decidir se é ou não o caso de aceitar a denúncia contra o presidente Temer, apresentada por Rodrigo Janot. Esse Janot é aquele senhor que, em palestra em Washington, confessou ter tido a sua vontade sequestrada por Joesley Batista. Segundo disse, o açougueiro de instituições e sua quadrilha mostravam trechinhos de gravações. E, parece!, o doutor reagia como numa experiência de Pavlov. É uma modalidade nova do direito chamado “Reflexo Condicionado da Salivação Jurídica”. Mas vamos adiante.

Quero é falar daquela turma que está no tal site “342”. O sacerdote é Caetano Veloso. Uma pena, claro! Ele era bem mais interessante quando dançava “Odara” durante a ditadura. E não estou fazendo ironia. Ruim era a ditadura. Aliás, infelizmente, a democracia não fez bem para as metáforas de alguns monstros sagrados da MPB… Perderam a sacralidade — se é que me entendem.

Uirá, em destaque à esquerda, em mais uma manifestação da companheirada

O tal site junta, como se sabe, uma penca de globais. Finalmente, os globetes podem pedir o mesmo que seus patrões. É um momento lindo: a direita e a esquerda se unem pelo, deixem-me ver… Seria pelo bem do país? Consta que Antonio Palocci tem algo a dizer. Pois, então, que diga! Se é verdade que é falsa a torcida de petistas para que ele fale, uma razão a mais para a gente querer que fale, não é?

Fale, Palocci!

Sigamos.

O tal site “342”, povoado de “globais conscientes da gravidade do momento” pertence ao, atenção!, Instituto Brasileiro de Políticas Digitais Mutirão, que tem CNPJ e tudo, a saber: 17.887.051/0001-80. O responsável é Uirá Porã Maia do Carmo. Ah, sim: não é preciso recorrer a mecanismos ilegais nem a à fofoca para se obter tal informação. A consulta é pública.

E, ora vejam, o rapaz pertence ao coletivo Mídia Ninja, lembram-se? É aquela turma do Fora do Eixo, comandado pelo notório Pablo Capilé e que sempre esteve a serviço do… PT!

Em 2016, Uirá conferiu uma palestra ao Sindicato dos Jornalistas do Ceará. Eis o resumo de sua biografia:
Uirá Porã é hacker convicto, tem mais de 12 anos de experiência articulando e incentivando governos, organizações e movimentos sociais a lidar e inovar com o digital. Idealizou dezenas de ambientes, aplicativos e sistemas digitais, além de diversos projetos e eventos na área da cultura e da tecnologia digital. Articulador e consultor nos setores público e privado, já atuou nas esferas de governo municipal, estadual e federal, nos poderes executivo e legislativo, nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Ceará, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal.”

Luta de classes
No dia 30 de março, o MST realizou a 8ª Feira Cultural da Reforma Agrária. Um dos temas debatidos foi, como se vê abaixo, “O papel da comunicação no atual contexto da luta de classes”. Uirá estava lá. Era um dos “facilitadores”, como o MST chama a turma. Um facilitador da luta de classes.

Uirá, o “facilitador” do MST num debate sobre comunicação e luta de classes

É, com as carinhas e os carinhas da Globo, tudo fica mais fácil, não é mesmo? Eles facilitam…

Ah, sim, Washington Forte, diretor do Instituto Brasileiro de Políticas Digitais Mutirão, é assessor de Imprensa, ora vejam!, da Confetam/CUT. Que diabo é isso? Ora, é a “Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal”.

Eis aí, meus caros: quando “ozartista” mandarem o seu recado no site “342”, incluindo aqueles intelectuais da dramaturgia global, saibam: quem está falando é o PT, é a Mídia Ninja, é a CUT, é o Fora do Eixo, é a esquerda entre delirante e raivosa, que deu as cartas, também na cultura, durante 13 anos.

E, como se nota, no que diz respeito ao elenco global, nunca se viu adesão tão maciça e… espontânea, não é mesmo?

Vocês viram, por acaso, essa turma pedir a queda de Dilma?

Ademais, há algo de notável, de espantoso, de estupefaciente: a Globo proíbe seus contratados de participar do horário eleitoral gratuito, ainda que de graça.

Que exótico! Não pode dar as caras em favor da eleição de um presidente. Só em favor da deposição. Desde que seja Temer, claro!

Em que ponto os interesses da Globo se juntam com os da esquerda e da Mídia Ninja? Não sei. Alguma explicação há. O fato de a gente não saber qual é não implica que inexista.

Palocci será a chave? Não sei! Que fale! Se os petistas também estão com medo, melhor ainda!

Ah, sim: não há posição intermediária. Ir às ruas contra Temer e dar apoio à sua deposição, já que não há provas de que tenha cometido crime, é fazer o jogo dessa turma. Por que fascistas de direita e de esquerda se juntaram? Bem, eles sempre foram íntimos, não é?  Em comum, cultivam o ódio à democracia.

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DE CERTO E CIRCO

ARTIGO

POR PAULO AFONSO LINHARES

Quem foi o idiota que disse que “a alegria do palhaço é o circo pegar fogo”? Mesmo Nero, que não era nenhum palhaço, mas, apenas um péssimo cantor, se assustou quando percebeu a trágica dimensão do incêndio que impôs à eterna Roma. É bem certo que numa visão pragmática o fogo tem função purificadora, redimente, todavia, o faz radicalmente e com destruição até da coisa confrontada, para o bem ou para o mal. Assim, palhaço que se preza mesmo não deseja que o circo pegue fogo, pois, afinal, o espetáculo deve continuar e fazer rir é o seu objetivo de vida, além de ganha-pão, claro. A referência serve àqueles que têm vida de palhaço sem serem necessariamente palhaços na vida.
Cai como uma luva essa assertiva se o foco for direcionado ao momento político atual. Ora, poucas vezes na história desta República um presidente sofreu um cerco tão grande quanto o Temer, num país em que a luta contra notórios e notáveis corruptos se transformou em pretexto para ações de conquista e fortalecimento do poder político. O mais intrigante: as famílias brasileiras, homens e mulheres, participam entusiasticamente dessa caça aos corruptos, como se isso nada tivesse a ver com eles, como se os políticos e outros biltres envolvidos em falcatruas com dinheiros públicos não tivessem sido eleitos com seu votos. Queiram ou não, os políticos de todos os matizes e exercestes de cargos eletivos têm a mesma cara do povo brasileiro. Afinal, “levar vantagem em tudo”, ser mais um ‘esperto’ , furar as filas da vida ou ser fascinado por privilégios faz parte do nosso ethos, “complexo
de vira-lata” à parte.
O surpreendente é a recorrência da corrupção: a despeito das técnicas sofisticadas de investigação e das cada vez mais frequentes, estonteantes e arrasadoras ‘colaborações premiadas’, as ‘delações’ para usar a linguagem mais crua e usual, políticos importantes continuam a agir desabridamente com a promoção de negociatas e ações criminosas de corrupção, além daquelas que fazem para esconder os malfeitos e obstruir a atuação da Justiça.
Foi o que ocorreu recentemente com pessoas com trânsito no Palácio do Planalto e, pasmem, com protagonismo direto do presidente da República, Michel Temer, o que deu à crise política contornos insuportáveis. Como explicar o envolvimento direto de pessoas do círculo íntimo do presidente Temer em casos comprovados de corrupção: a cena filmada e exibida do deputado Rocha Loures a receber uma mala de dinheiro sujo chega a ser patética, sobretudo, a corrida que fez pelas ruas de São Paulo capaz de quebrar até os recordes do velocista Usain Bolt. Mais ridículo ainda foi o diálogo do próprio presidente da República com o empresário corruptor – o indefectível Joesley Batista, o ‘Safadão’, do grupo J & F, no subterrâneo do Palácio Jaburu, residência de Temer, quando foram tratadas questões que envolvem graves crimes e que, levados a conhecimento do Supremo Tribunal Federal através de denúncia formalizada pela Procuradoria Geral da República, se transformaram na primeira apuração criminal na história da República que envolve a figura do primeiro mandatário da nação por crime comum.
O presidente Temer, todavia, somente será definitivamente processado no STF se mais de um terço dos membros da Câmara Federal aceitar a denúncia. Temer já ganhou na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. No plenário, dificilmente sairá uma decisão que determine o prosseguimento da denúncia: goste ou não dele, fato é que Temer conhece muito bem esse jogo e sabe jogar, jogando na mesa os triunfos que tem no momento certo. Contrariamente do que ocorreu com a ex-presidente Dilma Rousseff, Temer dá mostras de enorme capacidade de articulação política para conseguir votos suficientes para sepultar o processo que poderia afastá-lo da presidência e, de modo definitivo, defenestrá-lo da presidência da República. Sem dúvida, ele vem suportando olimpicamente um dos maiores cercos políticos sofridos por um presidente da República da história brasileira.
Uma coisa é certa: embora fragilizado politicamente, sobretudo, com as prisões de seu auxiliares diretos – Eduardo Cunha, Henrique Alves, Rocha Loures e Gedel Vieira, Temer demonstra uma enorme capacidade de dar respostas rápidas e eficazes para os tantos problemas que atravancam o seu governo, inclusive, os baixíssimos índices de popularidade. Claro, difícil é prever como serão as consequências da sua (anunciada) vitória na Câmara dos Deputados.
Político experiente e profundo conhecedor dos meandros da política, ele sabe que dificilmente será impedido de transmitir a faixa presidencial ao ungido pela urnas na eleição presidencial de 2018, o que, aliás, pode ser até uma razoável solução política neste momento, à míngua de alternativa para sua substituição imediata. Por suposto, imagine-se um afastamento de Temer em face de uma derrota (que não ocorrerá!) no plenário da Câmara Federal: o deputado Rodrigo Maia (DEM/RJ), conhecido pelo codinome ‘Botafogo’ – que nada tem a ver com o meu glorioso time da Estrela Solitária! – nas investigações de corrupção da Operação Lava Jato, que convocaria uma eleição presidencial indireta pelo Congresso Nacional. Muita confusão que só agravaria mais e mais as crises da economia e da política. No mais seria trocar seis por meia dúzia, o que não parece nada razoável. Melhor é esperar um pouco mais, pelas eleições de 2018. Afinal, de sã consciência, ninguém quer ver o circo Brasil pegar fogo.

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ENQUANTO OS BOBALHÕES LADRAM A CARAVANA PASSA

A GRITARIA SURTE EFEITO ZERO E VALE TANTO QUANTO UM RISCO N´ÁGUA OU UMA NOTA DE TRÊS REAIS

Números

Quem acompanha Facebook, Instagran, Twitter e outras plataformas digitais, constata uma gritaria ensurdecedora, o que o poeta italiano Umberto Eco, definiu como “Redes sociais deram voz aos imbecis”.

Em sua grande maioria, bobalhões travestidos de donos da verdade, denunciam, prendem e condenam a todos quantos não se rendem aos seus caprichos – leia-se pleitos.

Aos paspalhos, o Velho Apache Antenado tem uma péssima notícia.

Vale tanto quanto um risco n´água ou uma nota de três reais, o movimento.

Ao menos é o que aponta uma pesquisa científica, que reflete os verdadeiros números, a que o Velho Apache Antenado teve acesso.

Pelos dados, tudo como dantes no quartel do velho Abrantes!!!

Nada mais o Velho Apache foi autorizado a detalhar.

Por enquanto!!!

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ROBINSON FARIA TEM RECEPÇÃO POPULAR CALOROSA EM BARAÚNA

GOVERNADOR DO ESTADO CONVERSA COM POPULARES OUVINDO PLEITOS E SUGESTÕES 

POR CARLOS SKARLACK

A imagem pode conter: 3 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas em pé e atividades ao ar livre

Neste momento em que a crise econômica atinge a todos os Poderes Executivos em níveis nacional, municipais e estaduais, de forma generalizada, não são muitos os governantes que tem se aventurado no contato pessoal com a população.

A imagem pode conter: 4 pessoas, pessoas sorrindo, área interna

Uma das exceções ao que se pode definir como regra, tem sido o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria. Cônscio dos avanços que precisa continuar executando, através de sua gestão, Robinson, não tem evitado o contato com a população.

E, na capital e no interior, o governador do Estado vem sendo recepcionado de forma calorosa pela pulação. Uma prova desta constatação ocorreu na noite desta segunda-feira, 17, na comunidade de Pico Estrito, na Zona Rural do município de Baraúna.

A imagem pode conter: 4 pessoas, pessoas sentadas, área interna e comida

Recepcionado pela ex-candidata a prefeito de Baraúna, Divanize Alves, e ao lado de deputados estaduais e vereadores, o governador do Estado, cumprimentou e, foi recepcionado de forma calorosa pela multidão de cerca de cinco mil pessoas que participaram da festa.

– O que o povo quer é que seus governantes tenham a humildade de vir cumprimentar as pessoas humildes, e é isso que assistimos nesta noite aqui no Pico Estreito, com o governador ouvindo nossas carências -, declarou o agricultor João Solano Silva.

Assim como já havia ocorrido no mês de junho, em Mossoró, quando visitou a Estação das Artes, durante o Mossoró Cidade Junina, cumprimentando populares presentes, em Baraúna, Robinson Faria, repetiu o gesto. E, diante da calorosa recepção popular, deve ter gostado da acolhida.

A imagem pode conter: 5 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas em pé e área interna

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TEMER, FICA!

NEM A GLOBO E O PT E PARTE DO PSDB DERRUBAM O HOMEM

POR REINALDO AZEVEDO

A legalidade venceu o primeiro round da luta contra o golpismo. O relatório de Sérgio Sveiter (RJ), deputado da Globo abrigado no PMDB, foi rejeitado na Comissão de Constituição e Justiça pelo expressivo placar de 40 votos a 25. Coube, então, ao tucano Paulo Abi-Ackel (MG) elaborar o novo texto, em que rejeita a denúncia, afirmando, o que é verdade, que o Ministério Público Federal não demonstrou os vínculos do presidente Michel Temer com o dinheiro recebido por Ricardo Loures. Abi-Ackel também dá destaque à óbvia ilicitude da prova — a gravação — e critica os termos do acordo do MPF com Joesley Batista. Essa versão foi aprovada por 41 votos a 24. Para derrubá-la em plenário, será necessário reunir 342 deputados.

Sim, foi uma vitória expressiva do Planalto, conquistada dentro das regras do jogo. Cuidado! Os que não gostaram do resultado estão fazendo lambança com os fatos e com a aritmética. Comecemos por esta. Aponta-se que os partidos da base promoveram até 20 mudanças na composição da comissão. Antes delas, a perspectiva seria, diz-se, de uma derrota do governo por 30 a 32.

Como é? Fiquemos primeiro nos números. Se esse placar de 40 inclui duas dezenas de substituições, então o governo não tinha 30 votos, mas 20. Se esses 20 que foram sacados votariam a favor do relatório de Sveiter, os que queriam golpear Temer somavam não 32, mas 52. Com a devida vênia, são contas alopradas. Estão misturando alhos com bugalhos.

A CCJ tem 66 membros titulares e 66 suplentes. Estão incluindo aí trocas na suplência, que não tiveram influência nenhuma no resultado. Segundo quem acompanhava isso na ponta do lápis, o governo nunca teve menos de 35 votos. Chegou a 40. Como Sveiter não participou da segunda votação, entrando um suplemente em seu lugar, 41 endossaram o parecer de Abi-Ackel.

Lambança com os fatos
Sim, líderes de partido da base promoveram mudanças na composição da CCJ. Defendi aqui explicitamente que se fizesse isso. A exemplo de toda tentativa de golpe, também esta tem lances sorrateiros. Infelizmente para a legalidade e a estabilidade, foi o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, quem escolheu Sveiter. Suas ligações com o grupo Globo, empenhado como nunca se viu em derrubar um presidente, eram notórias.

Bastou Temer se ausentar do país para a reunião do G-20, e se criou, com impressionante rapidez, o “governo Rodrigo Maia”, que, oportunamente, também estava em viagem, mas muito presente em espírito. Houve até gente nomeando o “Ministério Maia”.

Isso, sim, é feio; isso, sim, está fora das regras do jogo; isso, sim, aponta para uma ação deliberada para tentar derrubar o presidente, independentemente do mérito da denúncia feita pela Procuradoria Geral da República. Trocar membros da CCJ é uma prerrogativa de que dispõem os líderes partidários. Do mesmo modo, podem as legendas fechar questão. O que esperavam? Uma espécie de renúncia branca de Temer? Ora…

Mais impressionante: Temer foi “derrubado” no fim de semana, não é?, e já era tido como carta fora do trabalho. Na terça-feira, numa votação histórica, o Senado aprovou a reforma trabalhista. Na quinta, a CCJ esmagou a conspiração, ao menos no ambiente da comissão. Assim como a maioria dos veículos de comunicação se negou a reconhecer a vitória do presidente na terça, ontem se podia ouvir pelos corredores que o placar da CCJ é artificial e não reproduz a verdade em plenário. Parece que é Temer quem tem de juntar 342 votos para ficar. Não! Ele pode nem ter voto nenhum! E terá uma penca! Seus adversários de esquerda e da direita xucra ou oportunista é que têm de somar dois terços. E eles não terão esse número.

Um ET que visitasse a Terra e se interessasse por Banânia certamente não entenderia como o presidente deposto do domingo obteve duas grandes vitórias em três dias.

Querem saber? Parte considerável dos jornalistas também tem de desembarcar da aventura golpista

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ESPAÇO DO GIVVA

O QUE OCORREU EM MOSSORÓ

POR GIVANILDO SILVA

Giva II

Vamos combinar que todo governo só faz o que é possível. Além disso, fica vedado, proibido.

A desejada multiplicação dos pães, nem na Noruega, nem na Finlândia, nem, muito menos, na Tunísia.

Mas, certamente, se houvesse menor permissividade e a corrupção não fosse tão desmedida, como ocorreu em Mossoró, nos anos de deliberada anarquia, a lamentação da massa não seria tão ruidosa, se escutaria menos alarido.

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Lula não escapará da Justiça

Especializa diz que Moro não deixou brecha para anulação da condenação do petista

POR FOLHA DE SÃO PAULO

A Folha deu espaço para que mais um especialista analisasse a sentença de Sérgio Moro que condenou Lula.

Carlos Ari Sundfeld, professor de direto da FGV e presidente da Sociedade Brasileira de Direito Público, escreveu o seguinte:

“O juiz Sergio Moro foi técnico no processo penal em que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (…)

A sentença saiu longa e bem elaborada, como esperado, e não deixou muito espaço para uma anulação por falhas apenas formais. (…)

Para desqualificar a acusação de que fosse o dono do apartamento (o triplex), Lula colocou ênfase no argumento de que não havia qualquer escritura em seu nome.

Sempre foi um argumento frágil, apenas formal, mas fácil de entender e muito útil para a militância.

Mas era previsível que o juiz não se impressionasse, até porque corruptos sempre ocultam com terceiros os bens que adquirem com seus crimes. Isso, aliás, é lavagem de dinheiro, outro crime.”

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ESPAÇO DO GIVVA

“O ANALFABETISMO FUNCIONAL ASSOLA” 

POR GIVANILDO SILVA

Giva II

Já disse e repito que comentários desairosos e impertinentes não me incomodam, não me desconfortam, mas me desolam, ao sentir que o analfabetismo funcional assola.

Fazer um debate puramente inteligente, nas redes sociais, é insustentável. Pela existência de uma massa ignara irada, cujo motivo da cólera é a própria indigência intelectual, de cálculo mental.

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