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Todos os caminhos levam ao TSE

OPINIÃO

POR HÉLIO GUROVITZ

“Todos os elementos do tabuleiro e todas as jogadas em Brasília apontam para a impugnação da chapa vitoriosa em 2018 pelo TSE”, diz Helio Gurovitz.

“O caminho do TSE é incerto, mas é o único que explica a atitude de todos os atores em Brasília.

Explica por que Moro pulou fora do governo e saiu atirando para o outro lado.

Explica por que Alexandre mirou nos empresários para coletar provas no Inquérito das Fake News.

Explica a própria existência desse inquérito, que garante ao STF uma estrutura de investigação e coleta de provas independente.

Explica por que Mourão, também ameaçado pelo processo, e os demais militares do governo cerraram fileiras em torno de Bolsonaro.

Explica por que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, até agora deu de ombros aos pedidos de impeachment – e foi até conversar com Bolsonaro (ambos têm interesse nas ações da PF no Rio de Janeiro).”

“Bolsonaro caminha para a inviabilidade”

OPINIÃO

POR MARCOS NOBRE 

O Estadão

Jair Bolsonaro “caminha para a inviabilidade”, diz Marcos Nobre, em entrevista ao Estadão.

“Desde o início do governo Bolsonaro, houve uma divisão do eleitorado em três terços: um terço de aprovação, um terço de rejeição e um terço que nem aprova nem rejeita. Isso levava a uma lógica que imobilizava a política brasileira, porque nenhum dos terços conversava com outro. Cada terço só fazia esforço para fidelizar seu próprio terço. Isso era algo que estava levando Bolsonaro à reeleição porque ele vive também da divisão do campo democrático. As pesquisas mostram que foi rompida essa lógica, porque houve um aumento da rejeição a Bolsonaro e uma diminuição da parcela que não o aprova nem o rejeita. Acho que isso é uma tendência e que o apoio a Bolsonaro tende a se reduzir ao núcleo mais fanático. Ele é um presidente que caminha para a inviabilidade. O governo de guerra está servindo para ele ganhar tempo, em cima de uma pilha de cadáveres, para negociar com o Centrão na Câmara para que não seja aberto um processo de impeachment.”

“Como resistir ao golpe de Estado”

OPINIÃO

POR FERNANDO GABEIRA 

“As Forças Armadas não só encamparam a política da morte de Bolsonaro”, diz Fernando Gabeira. “Elas tiraram de centro da cena o Ibama e outros organismos que fazem cumprir nossa legislação ambiental, conquistada ao longo de anos de democracia.

O governo brasileiro vai se tornar uma grande ameaça ambiental e biológica simultaneamente. Lutar contra ele em todos os cantos do planeta é uma luta pela vida, pela própria sobrevivência (…).

A única coisa que posso dizer produtivamente agora é isto: não percam tempo. É urgente falar com amigos, estabelecer contatos, discutir como atuar adiante, como resistir ao golpe de Estado. Posso estar enganado, mas jamais me perdoaria, com a experiência que tenho, se deixasse de alertar a tempo e também não me preparasse para esta que talvez seja a última grande luta da minha vida.”

MORO: BOLSONARO IGNOROU PEDIDO DE VETOS DO PACOTE ANTICRIME

EX-MINISTRO DIZ QUE ESSA POSIÇÃO DE BOLSONARO CHAMOU A ATENÇÃO

POR CROSUÉ 

Na entrevista de Sergio Moro a Rodrigo Rangel, publicada na edição desta semana da Crusoé, Sergio Moro disse que Jair Bolsonaro não vetou alguns pontos do texto do pacote anticrime modificado pelo Congresso “no mesmo mês em que foram feitas buscas relacionadas” a Flávio Bolsonaro, o 01.

“Me chamou a atenção um fato quando o projeto anticrime foi aprovado pelo Congresso. Infelizmente, houve algumas mudanças no texto que acho que não favorecem a atuação da Justiça criminal. Tirando a questão do juiz de garantias, houve restrições à decretação de prisão preventiva e também restrições a acordos de colaboração premiada. Propusemos vetos, e me chamou muita atenção o presidente não ter acolhido essas propostas de veto, especialmente se levarmos em conta o discurso dele tão incisivo contra a corrupção e a impunidade. Limitar acordos e prisão preventiva bate de frente com esse discurso. Isso aconteceu em dezembro de 2019, mesmo mês em que foram feitas buscas relacionadas ao filho do presidente”, disse Moro.

Questionado se Bolsonaro demonstrava preocupação, nos bastidores, com as investigações envolvendo Flávio ou se o cobrava em relação ao assunto, Moro respondeu:

“Essa é uma investigação da polícia estadual e do Ministério Público estadual. Não cabia ao Ministério da Justiça realizar qualquer espécie de interferência. […] Para mim não poderia fazer [cobranças] porque não é da minha área. Ele não pediria a mim nada ilegal porque eu não faria nada ilegal. Seria inútil fazer solicitação a mim ou ao [Maurício] Valeixo porque não cumpriríamos solicitação de índole ilegal.”

Moro disse ainda:

“Me chamou atenção porque é incoerente com o discurso. Assim como são incoerentes com o discurso as alianças recentes que o presidente tem feito com personagens do nosso mundo partidário que não se destacam exatamente pela imagem de probidade. Acho isso um tanto peculiar porque o discurso para os eleitores é um, e a prática é outra bastante diferente.”

 

GIVANILDO SILVA DE VOLTA AO RÁDIO

SEXTA-FEIRA NO PROGRAMA DE CARLOS NASCIMENTO NA RÁDIO DIFUSORA

O radialista-jornalista, Givanildo Silva, anuncia seu retorno ao rádio.

A partir desta sexta-feira (29), ele faz participação especial no programa A Voz do Povo, apresentado pelo radialista, Carlos Nascimento, das 6h às 17h, na Rádio Difusora de Mossoró.

Através de Facebook, Givanildo Silva confirmou o retorno:

GIVANILDO SILVA

Facebook

Sexta-feira vindoura (29), estarei estreando, no programa de Carlos Nascimento, na Difusora, às seis da manhã.

Talvez, seja a quarta ou a quinta tentativa, mais por conta do personalismo dele, um traço marcante que nunca deixei de respeitar.

Desta vez, é possível que der certo, visto que me encontro confinado e, logo, não vamos nos bicar ou nos pegaremos apenas à distância.

Porém, não é bem sobre isso que desejo falar.

Desde que aceitei o convite, acha-mo nervoso, ansioso, como se tivesse se repetindo o primeiro dia de um cinquentenário de intimidade com o microfone, o que pode caracterizar efeito de mais de sessenta dias de isolamento, colocando-me, psicologicamente, em frangalhos.

É tanto, que ando imaginando largar o computador durante esses próximos dias, objetivando me concentrar e respirar.

Barra-pesada.

 

ESPAÇO DO GIVVA

OPINIÃO

POR GIVANILDO SILVA

MÍDIA

Só existe um jeito da imprensa estabelecer um confronto equilibrado com o presidente Jair Bolsonaro, apoiada pela opinião pública.

É buscando os eventuais pontos negativos do governo e tratá-los de maneira civilizada, sem, necessariamente, ficar bem-comportada. Educada, basta.

Mas agindo, do modo observado até agora, como uma vaca louca, irrita, inclusive, os radicais de esquerda, visto que já foram alvo da insensatez e sabem que podem tornar a ser a vítima, dependendo dos acertos republicanos e de outros nem tão próprios da República; que dirá o pessoal colocado mais ao centro, cujos valores e ideias são, tradicionalmente, de moderação, desabastecidos de sectarismo..

Isso, vale frisar, se aplica, igualmente, a Mossoró e aos demais recantos desse continente chamado Brasil.

FAXINA

Hoje, a faina da casa está puxada.

Teresa, secretária há 24 anos, encontra-se, desde o início de março, confinada.

Varri o chão e, depois, fiz desinfecção com água sanitária.

Botei uma ruma de panos no varal, devido ao mofo que acha-se espalhado.

Somente agora é que terminei de lavar os pratos.

Para o almoço, o cardápio é arroz integral e carne de sol trazida pelo meu genro Mário Sampaio, assada numa panela invocada, por minha filha Nicole Maria presenteada.

“Estou morta!”. É o que devem dizer, todo santo dia, muitas donas de casa.

A elas, portanto, mando irrestrita solidariedade.

ESTRADA

Peço desculpas aos diletos amigos, pois não tenho a menor condição de conversar pelo messenger. E não pretendo desligá-lo, em respeito aos meus camaradas.

A propósito, me contou o maior poeta do Brasil, Antônio Francisco, que, viajando com o eclético Crispinianoneto Neto – figuraça – ao Vale do Açu, o notável auxiliar da governadora Fátima Bezerra passou-lhe o volante para aprumar o veículo, enquanto comia um sorvete e falava ao celular. Aí, num distraimento, levou o refresco ao ouvido e, por muito pouco, não engoliu o telefone.

 

ESPAÇO DO GIVVA

OPINIÃO

POR GIVANILDO SILVA

GUARDADOS 

Em dias de isolamento, por conta da pandemia, tenho viajado muito pelos guardados. E vejo como o tempo passa rápido.

Encontrei um mandado de citação datado de julho de 2002, quando fui processado por 15 juízes de direito e 17 promotores de Justiça.

Era advogado e a OAB, amedrontada, pudera, sequer, constituiu um profissional a patrocinar a minha “perdida” causa.

Foi um momento ruim. Não em razão do assombroso massacre, mas, sim, porque, hoje, constato que todos nós erramos e erramos demasiado, talvez, acreditando na imortalidade.

ENTREVISTA

Num sábado como hoje, década dos anos 70, se não estou traído pela memória, na Fazenda São João, eu e o colega Paulo Bertrand entrevistávamos o doutor Tarcísio Maia.

Eis que, para surpresa nossa, o educado então governador do Rio Grande do Norte, em determinado momento da oitiva – puta palavrão -, com tom de zabumba, ou seja, de batida ou pancada, determinou que nós nos retirássemos, imediatamente, reclamando da capciosidade – outro palavrão – das perguntas.

Aí, a gente saiu da casa grande, como definido pelo extinto, indo tomar banho no açude da belíssima propriedade, morrendo de rir, naturalmente.

Saudade, eu tenho muito saudade; porque quase tudo que vivi existiu.

PARCIMONIOSO

O doutor Celso de Mello foi nada parcimonioso em relação à reunião do Conselho de Governo do dia 26 de abril, ao suspender o sigilo da parte em que o ministro da Economia, Paulo Guedes, se refere a eventual privatização do Banco do Brasil.

Além do assunto não ser objeto da investigação que corre no Supremo Tribunal Federal, a instituição financeira é uma empresa de economia mista, com papéis em bolsas de valores e, portanto, sensível, muito sensível, diria, ao estado de espírito do mercado.

ESPAÇO DO GIVVA

OPINIÃO

POR GIVANILDO SILVA

RAZÃO 

A prefeita de Mossoró, doutora Rosalba Ciarlini, acha-se coberta de razão em chamar à ordem os empresários que estão desrespeitando as regras de segurança sanitária decretadas pelo município, mesmo porque, nenhuma delas veio abastecida de direção oblíqua ( viés) autoritária

O lamentável é que os que agem corretamente podem pagar pelo comportamento irrefletido de alguns, pois a chefe do Executivo já afirmou que, se for preciso recuar em favor do bem coletivo, não tergiversará.

Portanto, que os lojistas que encontram-se fora da ordem se alinhem à regulação, enquanto é tempo, para a felicidade geral e para evitar constrangimento desnecessário.

CONGELAMENTO

Os maiores interessados no congelamento dos salários dos servidores públicos até dezembro de 2021 são os governadores e os prefeitos, por razões evidentes.

O presidente Jair Bolsonaro, praticamente, estará ficando somente com o ônus, em um eventual veto, diferente do que tentam enfiar na cabeça dos trouxas segmentos descompostos da mídia.

REUNIÃO 

Nesta quinta-feira (21), o presidente Jair Bolsonaro irá se reunir com os 27 governadores.

Ainda é tempo – antes tarde do que nunca – de remendarem-se as fraturas, sem mais quebra de relações, embora o desacordo seja inerente ao regime democrático.

O que não constitui atuação positiva no processo de civilização é a ninharia, que, infelizmente, tem sido adotada como valor “moral” absoluto por determinadas dignidades da República.

LULA

Deixem o ex-presidente Lula em paz! É questão de humanidade!

Eu, depois de dois meses de prisão domiciliar, estou começando a arranjar problemas na capacidade cognitiva.

Então, imagine como deve achar-se o processo mental de alguém que passou um bom período na chave.

A propósito, será que o meu queridíssimo primo tem tomado “tubaína”?

 

O ESTELIONATO ELEITORAL DE BOLSONARO

EDITORIA O GLOBO

“Bolsonaro constrói o seu estelionato eleitoral”.

É o título do editorial de O Globo, que diz:

“Ao confiar o respaldo parlamentar do seu governo ao centrão e a políticos em geral especializados em vender apoio em troca de cargos e orçamentos, Bolsonaro radicaliza o seu processo de metamorfose para mostrar quem verdadeiramente é.”

BOLSONARO E O CENTRÃO

EDITORIAL DO ESTADÃO

“O presidente Jair Bolsonaro tem atraído cada vez menos simpatizantes para as manifestações antidemocráticas organizadas pelos camisas pardas do bolsonarismo”, diz o Estadão, em editorial.

“No domingo passado, diante do Palácio do Planalto, havia só um punhado de devotos, a quem o presidente qualificou de ‘povo’. Está cada vez mais claro que seu suporte real, hoje, depende fundamentalmente dos partidos fisiológicos que o bolsonarismo jurou varrer. Para estes, só existe crise quando o cheque que lhes compra o voto – isto é, a promessa de cargos na administração federal – não tem fundos.”