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INSOLÊNCIA TEM LIMITES

ARTIGO

POR PAULO AFONSO LINHARES

Na visão ‘costumizada’ do apocalipse que o Padre Cícero Romão pregava às populações nordestina, nos 64 anos de vida sacerdotal – de 1870, com a sua ordenação presbiteral, até 1934, com sua morte, já nonagenário e considerado um santo -, há uma complexa e recorrente imagem que plasma a enigmática advertência de que, no fim dos tempos, “a roda grande girará dentro da roda pequena”. Que isto quer dizer? Seguindo o exemplo clássico das centúrias de Nostradamus, tais profecias dependem de interpretações, de um esforço exegético, para usar um linguajar mais técnico.

Nada demais. Com efeito, a profecia do Padim Ciço, traduzida em linguagem mais singela quer dizer que, nos ásperos tempos que virão e que a humanidade se confrontará com o seu próprio destino, coisas inimagináveis – e impossíveis de acontecer – ocorrerão: imagine-se a ruptura da geometria quando se admite que um círculo cujo diâmetro ( 2 x pi) seria igual a 8, estaria contido noutro círculo de diâmetro igual a 4. Claro, para melhor compreensão utilizou-se aqui um modelo bem singelo, despido de fórmulas quaisquer, para explicar um complexo problema de Geometria Analítica. Mesmo assim, o resultado, todavia, resvala para o campo escorregadio da impossibilidade matemática, o que, decerto, ajuda a pintar com cores bem sombrias a metáfora do Apóstolo do Nordeste, que haverá de ser feito beato, no mínimo, até o fim do pontificado do bom papa Francisco, mas, isto é outra história…
Lembrei-me desse santo da minha gente nordestina e da sua apocalíptica profecia porque, ‘abismado’, para usar fortíssima expressão destes sertões potiguares, percebo que o impossível está a acontecer neste desembestado Brasil ‘vei’ de todos nós: a roda grande já gira dentro da roda pequena! Padre Cícero está certo? O fim dos tempos está próximo? Está certo o nosso Padim Ciço sim, todavia, nada dessa coisa tensa de “fim dos tempos”, de apocalipses e coisas assim.
No caso que se vislumbra, aqui, talvez apenas seja o fim de uma lógica de organização de certos mecanismos do Estado baseado na hierarquia funcional das estruturas de poder, na direção inversa de tudo o que foi construído nos últimos três séculos do constitucionalismo ocidental, sobretudo, tomando-se por base a vetusta e sintética Constituição norte-americana de 17 de setembro de 1787.
E o que tem a ver tudo isso com o Brasil dos dias que correm lépidos no ano 18 do século XXI? Tudo a ver, em especial esta capacidade de avacalhar as instituições jurídico-políticas nacionais que repousa nos genes desta civilização tropical.
Desta feita, o punctum saliens repousa no grave dissenso constitucional que se estabeleceu no campo do empoderado e hegemônico Poder Judiciário, em que uma autoridade de grau inferior – um juiz de primeira instância – desafia de modo desabrido e desrespeitoso o órgão de cúpula, a clé de voûte, da estrutura judiciária brasileira que é o Supremo Tribunal Federal, algo inimaginável aqui e alhures, até a consolidação do midiático ‘Califado de Curitiba’ erigido no rastro desastroso da Operação Lava Jato que, a pretexto de combater a corrupção secular que grassa em muitas áreas do Estado brasileiro, a serviço de interesses anti-nacionais, destroçou a poderosa e competitiva indústria brasileira de construção civil pesada e arrasou a mais importante empresa petrolífera mundial que era a Petrobras.
Um importante efeito colateral foi a desmoralização da chamada “classe política”, de todos os matizes políticos e ideológicos, flagrada que foi no centro de uma rede de ralações promíscuas com setores empresariais e de gerenciamento técnico superior de importantes empreendimentos de majoritária participação estatal. Outro se traduz, até agora, na supremacia de órgãos judiciais de graus inferiores em face dos superiores, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, notadamente, o Supremo Tribunal Federal (STF), configurativa de uma perigosa e inaceitável inversão de papéis institucionais.
Nesse rumo, uma das questões que emergiu com força refere-se à tese da execução penal imediata das sentenças condenatórias de réus confirmadas na segunda estância, independentemente do trânsito em julgado, na contramão do que garante a própria Constituição, nos termos preconizados na Lei da Ficha Lima (Lei Complementar nº. 135 de 2010).
Chamado a decidir in abstracto, o STF, na quebra de uma remangada tradição de garantismo penal, entendeu pela constitucionalidade da LFL, pelo apertado placar de seis a cinco. No entanto, em casos concretos, algumas decisões (monocráticas) têm repudiado essa execução das penas sem trânsito em julgado (os ministros mais antigos da Corte) e outras acolhido (dos mais novos).
Uma série de marchas e contramarchas cercam esse tema polêmico, agravado com a situação concreta do ex-presidente Lula, já condenado em segunda instância e preste a ser encarcerado. Contudo, independentemente de questões de ordem individual, o problema colocado passa a exigir uma decisão definitiva do plenário do STF acerca do tema que, em razão do apertado placar anterior evidência que a Corte ainda não cristalizou uma posição.
O STF está dividido nessa vexata quaestio. E como se não bastasse, em recente decisão que determinou a prisão de condenado em segunda instância, em gesto impertinente e inusitado, o juiz federal Sérgio Moro, o Califa de Curitiba, desceu sem dó algum o rebenque nos ministros do STF quando afirmou que uma revisão da atual jurisprudência seria um enorme retrocesso.
Ora, nos sistemas judiciários do mundo inteiro é comum que a instância superior censure, modifique ou anule mesmo as decisões que lhe sejam em grau de recurso. O inverso, a instância inferior censurar ou pautar as decisões da superior fere a ordem natural das coisas processuais. Claro, enquanto cidadão, na sala de aula ou em escritos acadêmicos que porventura produza, o dr. Moro tem todo direito de externar sua opinião acerca da atuação do STF, mas, lhe é defeso fazê-lo no curso de um julgado ou em entrevista dada na condição de magistrado.
Neste pormenor, acautelem-se os adoradores do juiz Moro: a crítica aqui veiculada tem lastro na própria Lei Complementar nº 35/1979 (Lei Orgânica da Magistratura Nacional – LOMAN), cujo inciso III do seu artigo 36 estabelece que o magistrado não pode “manifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento, seu ou de outrem, ou juízo depreciativo sobre despachos, votos ou sentenças, de órgãos judiciais, ressalvada a crítica nos autos e em obras técnicas ou no exercício do magistério”.
Sem dúvida, Moro cometeu um delito funcional e deveria sofrer uma das penas previstas no artigo 42, da mesma LOMAN. No grave caso do vazamento da escuta que envolveu a presidente Dilma Rousseff ele foi apenas criticado pelo então ministro Teori Zavascki. Agora, dificilmente o STF ou o CNJ irão puni-lo.
Assim, essa atitude intempestiva traduz um misto de intimidação e insolência, sem dúvida, como se fosse para lembrar aos juízes da Suprema Corte brasileira que a sua decisão deve ser conforme aquilo que o baixo clero da Justiça brasileira entende como certo e definitivo, o que não deixa de ser uma absurda inversão de valores, mesmo porque se trata de uma sistema no qual prevalece a ideia de o aperfeiçoamento das decisões judiciais se dá pela possibilidade de serem elas submetidas, em grau de recurso, a diversas instâncias superpostas.
Isto decorre do princípio pelo qual os atos do juízo devem ser controlados pelas partes por meio da garantia processual do recurso, que é o instrumento que possibilita a revisão, por uma instância superior, da decisão, sendo condicionante para sua legitimidade. Claro, uma visão autoritária do direito repudia qual sistema de revisão de decisões judiciais, a exemplo dos julgamentos relâmpagos seguidos de execução sumária de acusados da prática de crimes, como ocorre na China, com perpetuação e irreparabilidade do erro porventura ocorrido no julgamento (error in judiciando).
Claro, o sonho de consumo dos juízes autoritários e que não acreditam na democracia é decidir monocraticamente e em caráter definitivo sobre a vida e o patrimônio das pessoas. Como se estivesse acima do bem e do mal, ademais de empunhar aquela bíblica espada flamejante para expulsar os infiéis do paraíso, sem suspeitar sequer de que o direito supremo que buscam impor é a suprema injustiça manifesta, já diziam os jurisconsultos da velha Roma há mais de dois mil anos. Entretanto, isto é a coisa mais próxima da mortal ilusão de agir como Deus; o poder criador da humana decisão que faz “do branco negro e do quadrado redondo”, para lembrar a frase dos praxistas medievais. Não sem razão os juízos recursais são compostos por vários juízes, o que evita à personalização das decisões.
Manifestações dessa natureza somente favorecem a uma cada vez maior satanização e desmoralização do STF, por obra e graça da grande imprensa conservadora e do território de ninguém que são as rede sócias, empurrando-o para julgar sempre conforme a “voz das ruas” e a se meter num atoleiro sem saída honrosa possível, ademais dos desaforos e agressões morais trocados entre ministros da Corte, a exemplo do recente pugilato verbal que envolveu os ministros Luiz Roberto Barroso e Gilmar Mendes. Vergonha.
A Constituição brasileira garante que o cidadão somente pode ser preso, em cumprimento de condenação, quando esgotados todos os recursos, por aplicação do princípio da presunção de inocência. Este é o direito brasileiro. Quem quiser que assim não seja, suba nos tamancos e mude a escrita da Constituição ou, no mínimo, permita o guardião desta, o Supremo Tribunal Federal, para o bem ou para o mal, possa decidir o rumo a ser dado à questão, livremente, sem qualquer intimidação. A roda grande não pode rodar dentro da roda pequena. Nem mesmo sob o pretexto de fazer justiça.

*Paulo Afonso Linhares é jurista

Artigo: ‘Equilíbrio, por favor. Em nome da Rosa’

Todos os votos contam no julgamento do habeas corpus de Lula

POR O GLOBO

A possibilidade de o Supremo encontrar o rumo que a democracia precisa está dentro dele próprio. Todos os votos contam no julgamento do habeas corpus de Lula. Mas, em condições normais de temperatura e pressão, voto decisivo será o da ministra Rosa Weber.

Ela tem sido o equilíbrio institucional do STF. E esse equilíbrio começa com seu comportamento como ministra. Desde que assumiu, Rosa não fala fora dos autos, respeitando o que manda a lei.

Nunca foi envolvida em nenhum caso e não mantém contatos inadequados com as partes. Seja de manhã, de tarde ou de noite. Dias de semana ou feriados. Nem com autoridades dos demais poderes. Nas sessões televisionadas para milhões de brasileiros, não pretende mostrar erudição.

Esse comportamento tem se refletido também em seus votos, julgados a partir de um parâmetro básico.

Se o Supremo decidiu da maneira A, ela aplica a decisão A. Mesmo que prefira a decisão B.

Assim preserva a autoridade do plenário e do Supremo, como instituição republicana, acima da luta partidária ou de interesses pessoais das partes.

O que esse comportamento da ministra, de fortalecimento institucional da Corte, tem a ver com o julgamento de Lula?

Simples. A jurisprudência dominante diz que é válida prisão em segunda instância. Donde habeas corpus, de Lula ou qualquer outro, não é a via legal para mudar jurisprudência. Mas apenas para aplicá-la.

Para mudar a via, a estrada é outra. É a ação declaratória de constitucionalidade. Que não está em pauta.

Mas agora, diante do anúncio de que o TRF-4 vai proferir sua decisão dia 26, a defesa de Lula não tem opção. A estratégia é tudo ou nada. Vai se tentar mudar a jurisprudência pela via errada?

Se assim for, a questão é: o Supremo vai respeitar ou não os caminhos que o Legislativo, a Constituição, o Código de Processo e o regulamento, que ele próprio estabeleceu para si, determinam? O que acontece quando o STF for contra a lei? Supremo de atalhos processuais?

O STF precisa voltar ao equilíbrio que Rosa Weber tem simbolizado. Equilíbrio, por favor, em nome da Rosa.

A propósito: o ministro Luís Roberto Barroso teve que agir nesta quarta-feira em legítima defesa da honra do Supremo.

 

VERGONHA NACIONAL: MINISTRO DO STF TENTAM APROVAR LEI LULOCO

ARTICULAÇÃO DE ALGUNS MINISTROS TENTA IMPEDIR PRISÃO DE LULA

O Estadão, em editorial, atacou os ministros golpistas que querem aprovar uma lei Luloca:

“Crescem os rumores de que ministros do STF buscam alguma estratégia para livrar o sr. Lula da Silva da cadeia. Naturalmente, esse tipo de boato causa apreensão na população, já que se espera justamente que o ex-presidente pague seu débito com a Justiça e a sociedade. A expectativa é de que o Judiciário aplique a lei, principalmente quando os envolvidos são famosos, desfrutam de popularidade ou têm determinado sobrenome. Criar uma nova regra, mudando a interpretação assente, simplesmente para que fulano de tal não sofra os rigores do Direito é indigno de qualquer instância do Poder Judiciário, quanto mais da Suprema Corte.

É mais que razoável, portanto, a apreensão a respeito dessas supostas tratativas para a elaboração de uma lei Luloca, que impeça a prisão após a condenação em segunda instância (…).

VERGONHA NACIONAL: STF TENTA LIVRAR LULA DA CADEIA

ALGUNS MINISTROS PARTEM PARA CIMA DA PRESIDENTE DA CORTE EM DEFESA DE CRIMINOSOS 

Leia um trecho da coluna de Eliane Cantanhêde:

“O nível de tensão no Supremo deve disparar ao grau máximo hoje, durante uma reunião da ministra Cármen Lúcia com um grupo de colegas, sem pauta, sem horário pré-marcado e sem confirmação de presentes, deixando no ar a pesada e desagradável sensação de que será uma tentativa de emparedar a presidente da Corte, firmemente decidida a não facilitar a revisão da prisão após condenação em segunda instância.

Quem pediu a reunião (ou teria sido destacado pelos demais para pedi-la?) foi Celso de Mello, que não tem apenas o status de decano como é efetivamente um dos ministros mais técnicos e apartidários do Supremo – além de ser o mais próximo amigo de Cármen Lúcia. O pedido, seu autor e o momento já dizem muito sobre o tema que deverá estar na mesa nesse encontro, com muitas especulações.

Daqui e dali, surgem notícias sobre o isolamento da presidente e isso começou numa data específica: a da condenação do ex-presidente Lula pelo TRF-4, abrindo a contagem de tempo para sua prisão. Quanto mais o cerco se fecha em torno de Lula, mais as pressões e as divergências internas aumentam no Supremo.”

O Brasil líder em mortes de ativistas dos direitos humanos é “face news”

Marielle era psolista

POR REINALDO AZEVEDO

Leio na Folha o seguinte:
“Relatórios de 2017 da Anistia Internacional, da Comissão Interamericana de Direitos Humanos e da ONG Front Line, que monitoram direitos humanos no planeta, colocaram o Brasil entre os quatro líderes globais em homicídios de ativistas, ao lado de Colômbia, Filipinas e México.”

Sempre que o Brasil aparece acima do Sudão, do Norte e ou do Sul, nesses rankings que dizem respeito à agressão aos direitos humanos, fico um tanto espantado. Não se veem entre os quatro o Irã ou os países árabes. Nada de China, Rússia, Coréia do Norte, Venezuela ou Cuba. A lista seria gigantesca.

Pra começo de conversa, seria preciso definir exatamente o que é um “ativista” dos direitos humanos. O texto fornece algumas pistas. Transcrevo:
“Segundo a Comissão Interamericana, ligada à Organização dos Estados Americanos (OEA), três a cada quatro assassinatos de defensores de direitos humanos no mundo aconteceram na América Latina em 2016, concentrados no Brasil e na Colômbia.
Naquele ano, 66 defensores foram assassinados por aqui –um a cada cinco dias, em média–, segundo o Comitê Brasileiro de Defensores e Defensoras de Direitos Humanos. Em 2015, foram 56.
‘Há um aumento evidente da violência contra quem luta por direitos no país, apesar da subnotificação desses casos’, avalia a advogada Layza Queiróz Santos, que integra o comitê
.”

Como se nota, ou os países em guerra civil da África são, não obstante, respeitadores de direitos humanos, ou a turma é meio fraca por lá nesse quesito. Poderíamos lembrar ainda as, como direi?, notáveis democracias árabes ou, mais amplamente, muçulmanas, para incluir paraísos como o Paquistão e o Afeganistão…

Mais uma vez, a militância política vem a serviço da distorção, e a “fake news” com pedigree se espalha.

No Brasil, os “ativistas” de direitos humanos” que são mortos costumam estar ligados, por exemplo, a conflitos agrários. Deveriam morrer por isso? Não! Nem matar! Mas luta por terra — e o MST é o dono dessa agenda — não é luta “por direitos humanos”. Até porque o movimento tem uma agenda política. O mesmo se diga sobre lideranças indígenas.

Não se trata de condescender com a morte dessas pessoas ou de afirmar: “Ah, quem está na chuva é mesmo pra se molhar”. Nada disso. É que aquele que luta por “direitos humanos” não pode estar atrelado a projetos de poder, inclusive partidários.

Não por acaso, a Colômbia, ainda sob a égide da luta contra a narcoguerrilha, aparece no topo da lista, junto com o Brasil. Militantes das Farc ou que serviam de porta-vozes informais da guerrilha eram e são tidos como “ativistas dos direitos humanos”.

Não! Não é para matar ninguém! Eu sou contra a pena de morte, ainda que aplicada por sistemas judiciais de países democráticos. Logo, não poderia condescender com justiçamentos e afins.

Ocorre que é preciso chamar as coisas pelo nome que elas têm.

Marielle Franco, por exemplo, era uma vereadora do PSOL. Pertencia a uma organização que tem um projeto de poder e que atua não segundo a ótica dos “direitos humanos”, como se esse fosse um conceito que habita no empíreo, de que ela, Marcelo Freixo, Chico Alencar e Jean Wyllys fossem a perfeita expressão terrena. Era uma política.

“Então ela merecia morrer?”

Reitero: ninguém merece morrer.

Ocorre que quem a matou estava pouco se lixando para a sua “militância em favor dos direitos humanos”. Ela só foi morta porque se tornou uma voz estridente contra a intervenção e porque seus assassinos, também contrários à dita-cuja, contavam que isso levaria as esquerdas para a luta”, com a adesão, sem filtro, da esmagadora maioria da imprensa.

Fonte: Rede TV

Marielle Franco, a mídia militante e uma lição para a Igreja

Os milhares que foram às ruas pedir justiça e homenagear a vereadora morta mostram que a capacidade de mobilização por uma causa ainda move muita gente

POR GOSPEL PRIME

A vereadora Marielle Franco, do PSOL, e seu motorista, Anderson Pedro Gomes, morreram assassinados. A polícia acredita que foi execução. Trata-se de mortes bárbaras e desnecessárias, como todas as mortes resultantes da violência urbana no país.

Não se sabe os motivos, mas as especulações abundam. A tragédia causou comoção no Rio, no Brasil e até no mundo. A cobertura da mídia foi desproporcional em um país onde pessoas morrem em situação similar todos os dias.

A palavra “Marielle” e a hashtag #MariellePresente ficaram no trending topics (assuntos mais comentados) mundial do Twitter. No Facebook, o assunto parecia ser onipresente. O Google a homenageou, dizendo que se tratava de “Uma grande mulher na história do Brasil”.

Então vieram as manifestações. De políticos, intelectuais, artistas e de gente comum. Embora ela fosse uma vereadora na cidade do Rio de Janeiro, foram feitas homenagens em diversas capitais do país e até em cidades como Nova York e Lisboa, atraindo centenas de pessoas.

Todos os meios de comunicação do país falaram do assunto exaustivamente, com o Jornal Nacional dedicando praticamente a edição inteira a ela. A maioria dos jornais e sites, seja em matérias ou artigos de opinião, mostrou-se claramente militante, comprovando que não há neutralidade alguma. Alguns atacavam frontalmente a polícia, a “direita branca”, sugerindo uma responsabilidade pelas mortes que não fazem sentido sem a apuração dos fatos.

No campo político, a reação chegouao extremo quando mais de 50 deputados do Parlamento Europeu pediram a suspensão “imediata” das negociações para um acordo comercial entre União Europeia e Mercosul por conta do assassinato da vereadora.

Independentemente do fato de ela ser uma política de esquerda, homossexual, ligada à defesa do aborto e das causas LGBT, há uma grande lição para a igreja brasileira em meio a tudo que se viu nos últimos dois dias.

A capacidade de mobilização dos movimentos sociais e partidos de esquerda é impressionante. O que alimentou, em grande parte, a cobertura do caso – que deverá se estender possivelmente até depois de o crime ser esclarecido – foi a reação das pessoas.

Os milhares que foram às ruas pedir justiça e homenagear a vereadora morta mostram que a capacidade de mobilização por uma causa ainda move muita gente.

Mas o que isso tem a ver com a igreja brasileira?

Se considerarmos que os evangélicos são cerca de um terço da população e outros 60% são católicos, e levarmos em conta a situação do país, fica claro que a disposição de se lutar por justiça e protestar contra o que “está errado” não está na pauta da maioria das denominações.

Cristãos estão sendo perseguidos e mortos em números cada vez maiores na última década. Organizações como Portas Abertas e Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) publicam relatórios frequentes sobre a situação da perseguição religiosa no mundo.

Fundada por evangélicos, a Portas Abertas mostrou logo no início do ano que o número de cristãos assassinados por sua fé cresceu mais de 150% em 2017.

A AIS, ligada ao Vaticano, mostrou um levantamento indicando que a perseguição entre 2015 e 2017 é a “pior da história”.

Quantas igrejas reuniram pessoas para ir às ruas e chamar a atenção para isso? Quantos deputados fizeram pronunciamentos enfáticos ou mobilizaram seus pares para que o Brasil se manifestasse contrário a isso nas organizações que faz parte, como a ONU, por exemplo?

A bem da verdade houve exceções, como o deputado federal Marco Feliciano (Pode/SP), que se manifestou várias vezes sobre o tema em suas redes sociais e chegou a pedir que o Brasil fechasse a embaixada na Coreia do Norte.

Mesmo assim, a exposição do problema foi pífia. E como a igreja não se manifestou, não atraiu o interesse da mídia. Já nos Estados Unidos, o Congress,o por outro lado, o Congresso americano aprovou por 393 a 0 o reconhecimento que o genocídio de cristãos no Oriente Médio. Decisão similar foi feita pelo Parlamento Europeu.

Obviamente o genocídio de cristãos não é a única questão premente em nossos dias.

Em vários países, como Peru e Panamá, milhares foram às ruas marchar contra a imposição da ideologia de gênero sobre a sociedade. No Brasil, a última coisa parecida com isso foram os movimentos de rua pelo impeachment onde alguns pastores se envolveram de forma mais clara.

Os motivos para a igreja protestante protestar são muitos. Os movimentos de esquerda “sequestraram” algumas pautas que deveriam interessar a todo cidadão de bem. Ainda que distorçam o sentido de “direitos humanos”, historicamente esse é um termo que também diz respeito à “liberdade de pensamento, de consciência e de religião” (Artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da ONU).

O Brasil está afundado em corrupção, a violência grassa em todas as regiões do país, o desemprego e a crise deixam milhões de famílias em situação de pobreza. No Congresso, se multiplicam as pautas que seguem a cartilha do marxismo cultural, que viram projetos de lei e eventualmente serão leis.

Porém, via de regra, não há manifestações de massa, não há hashtag #IgrejaPresente nas redes sociais, não há pressão política de peso que mude efetivamente os rumos do país.

Sem dúvidas, a morte de Marielle Franco e do seu motorista foi uma tragédia. Mas o silêncio da Igreja brasileira sobre a situação do mundo é uma tragédia maior ainda.

Perigoso no Rio não é ser mulher, negra, lésbica e favelada. Morre-se mais por ser PM

Matemática para a esquerda amoral 

POR REINALDO AZEVEDO

Protesto realizado no Rio em 2009 contra o assassinato de PMs. De lá pra cá, a coisa só piorou. A esquerda nunca protestou. Ao contrário: pede a extinção da Polícia e silencia sobre o narcotráfico

“Não acabou, tem que acabar; eu quero o fim da Polícia Militar”. Ouviu-se, nesta quinta, esse grito em várias cidades brasileiras, especialmente no Rio e em São Paulo. Como antevi que aconteceria em textos nesta madrugada, as esquerdas foram às ruas e às praças para acusar as forças oficiais de segurança pelo assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, do PSOL. Seu partido, em coro com o PT, tentou jogar a tragédia nas costas da intervenção no Estado, como se a ocorrência não reforçasse a necessidade da ação do governo federal.

É claro que o debate sobre o assunto pode ser travado no terreno dos valores, da ideologia, da política. Mas pretendo aqui evidenciar a vigarice moral dessa gente com números, com a matemática. Entrar na rinha puramente valorativa corresponde a dar aos esquerdistas o seu palco predileto, que é o da autovitimização triunfante. Ou vocês, como eu, não cansaram de ler textos a lembrar que Marielle era mulher, negra, favelada, socialista, lésbica e contra a intervenção”? Isso faz supor que a eventual morte de um homem branco, do asfalto, liberal, hétero e favorável à intervenção mereceria indignação menor.

Não é de hoje que as esquerdas fazem hierarquia de vítimas e mortos, desde que isso possa servir à sua causa. Há quantos anos escrevo no meu blog contra a barbárie nos presídios e cadeias? Sempre existiu tortura no Brasil. Os camaradas vermelhos só lutaram por indenizações para os torturados com pedigree ideológico. A propósito: se Marielle, ainda que negra e favelada, fosse hétero e de direita, a indignação já seria menor. Se lésbica, mas branca, ainda que socialista, também a comoção industriada seria mais contida. Esses papa-defuntos precisam de uma morta que seja, ao menos tempo, um “combo” de opressões para que, como dizem, “seu martírio não seja em vão”.

O conjunto é nauseante. Essa gente é incapaz de expressar o luto, palavra oriunda do vocábulo latino “luctus”, que deriva do verbo “lugeo”, que quer dizer chorar a perda de alguém. Antes mesmo que possa demonstrar sofrimento, o cadáver é logo carregado em triunfo em nome de uma causa.

Sim, só Marielle trazia tantas marcas distintivas da militância e portava tantas bandeiras — inclusive o equivocado estandarte contra a intervenção. Mas sabem quantos outros seres humanos, a exemplo dela, que também tinha essa condição, foram assassinados no Estado no ano passado? 6.371! O que fez com que a taxa de homicídios chegasse à escandalosa marca de 40 por 100 mil habitantes. Sim, há unidades da federação com números ainda piores. E as esquerdas ficaram em casa.

Ataca-se a Polícia? Com efeito, desse total, 1.124 mortes se deram em decorrência de ações policiais, uma taxa de 6,7 mortes por 100 mil habitantes — o número é realmente escandaloso. Mas nada, meus caros, nada mesmo se equipara ao que acontece com os próprios policiais militares, eleitos os vilões da hora. Em 2017, foram assassinados 134, de um total de 45.429 homens.

Preste atenção, leitor, para o tamanho da delinquência moral da esquerda que grita “Não acabou, tem que acabar; eu quero o fim da Polícia Militar”. Relembro: houve 40 homicídios por 100 mil habitantes no Rio; a PM matou 6,7 pessoas por 100 mil habitantes. É tudo estúpido e assustador. Ocorre que a taxa de mortalidade dos polícias, se convertida a essa relação, atinge a marca insana de 249,6 mortos por 100 mil.

Confrontar um esquerdista com a verdade pode não ser nem fácil nem difícil, mas apenas inútil. Mas sou obrigado a fazê-lo.

Que se vá até o fim para saber quem matou Marielle. Até porque aquele que o fez sabia que a esquerda botaria a boca no trombone contra a intervenção. Era o que queriam os assassinos. Os companheiros vermelhos, também contrários à ação federal, cumprem rigorosamente a vontade do crime organizado. Contra o narcotráfico, nem um miserável pio.

“Marielle, presente!”

Essa mesma esquerda deveria ter saído às ruas, no ano passado, para dizer “Washington, presente”; “Claudenilson, presente!”; “Wilson, presente”, “Josés da Silva sem Pedigree Militante, presente!” Poderia tê-lo feito q cada uma das 134 vezes em que o crime organizado matou um PM. Também ele, quase sempre, preto de tão pobre e pobre de tão preto.

Sei que um esquerdista diante da verdade se comporta como o diabo diante da cruz, mas a verdade inescapável é que perigoso mesmo, arriscado mesmo, quase suicida, no Rio, não é ser mulher, homem, negro, branco, hétero, homo… Arriscar-se de verdade, no Rio, é ser policial militar. E isso os delinquentes não admitem porque lhes falta a moral necessária para consultar a matemática dos fatos e lhes falta a matemática dos fatos para instruir a sua amoralidade barulhenta.

Preferem atuar como propagandistas do narcotráfico.

Fonte: Site da Rede TV

A MORTE DE MARIELLE 1: Assassinato interessa ao crime organizado, que se opõe à intervenção, como fazem o PT e o PSOL

Marielle, que foi brutalmente executada. Quem a matou quer atingir a intervenção, contra a qual ela também lutava

POR REINALDO AZEVEDO

A vereadora Marielle Franco, do PSOL do Rio, foi brutalmente assassinada na noite desta quarta na rua Joaquim Palhares, no Estácio, Zona Norte. Pelo menos 10 tiros foram disparados contra o carro em que estava. O motorista, Anderson Pedro Gomes, também morreu. Uma assessora que a acompanhava, embora atingida, escapou com vida. Não há evidência de que tenha havido uma tentativa de assalto. As características do evento apontam para uma execução. Todas as considerações que farei neste texto não devem perder de vista uma evidência: Marielle e Anderson são as vítimas. A primeira pergunta que se deve fazer — e, infelizmente, o próprio PSOL e o PT já se entregam a uma exploração política asquerosa da tragédia — é a seguinte: a quem interessa essa tragédia?

A resposta é simples: àqueles que estão tendo seus negócios atrapalhados pela intervenção federal. Isso é de uma clareza inquestionável. E quem repudia a ação no Rio? Além dos esquerdistas — e Marielle era uma delas —, contam-se os traficantes, a banda podre da polícia e as milícias. Vale dizer: as expressões do Estado paralelo que ainda dominam a cidade precisavam de um evento forte o bastante para ver se conseguem criar uma onda de opinião: “Ah, essa intervenção é inútil”. Qualquer indivíduo razoável logo chega à conclusão de que tal ousadia homicida só reforça a necessidade da intervenção. E as esquerdas, como razoáveis não são, já estão a concluir o contrário.

Marielle é uma das estrelas daquele vídeo moralmente doloso contra a intervenção, produzido pelo tal “Coletivo 342”. Afirma ela:
“Os favelados e as faveladas sabem exatamente o que é ter o direito à segurança pública negado. A ponta do fuzil, o barulho do tanque, as violações de direito, seja pela Força Nacional, com os seus fuzileiros, ou paraquedistas na Maré, exemplificou bem isso. Uma política cidadã, um processo de enfrentamento que seja um processo de enfrentamento não pelo fuzil, mas pelo lápis, é fundamental. Para isso, um plano nacional, estadual, que dê direitos a esses moradores, é fundamental”.

Infelizmente, a assassinato de Marielle evidencia quão errada estava a sua análise, que reproduz a de deu partido. De saída, note-se que nem ela nem seus companheiros de vídeo atacam o narcotráfico ou mesmo as milícias. Os alvos são as forças oficiais de segurança. Ela insiste no erro clássico das esquerdas de confundir pobreza com crime e de achar que a repressão à bandidagem pode ser substituída pelo lápis. Obviamente, Marielle não estava reconhecendo quem era, de fato, o inimigo.

Mas o inimigo sabia muito bem quem ela era. Nesta terça, com a ligeireza que as esquerdas costumam ter ao atacar pessoas e instituições, ela escreveu no Twitter:
“Mais um homicídio de um jovem que pode estar entrando para a conta da PM. Matheus Melo estava saindo da igreja. Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe?

Notem: não havia e não há ainda nenhuma evidência de que o tal rapaz tenha sido morto pela Polícia ou que a ocorrência esteja relacionada à intervenção, mas é essa a ilação evidente que vai em seu texto. Não descarto que, ao indagar “quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe”, ela tenha se colocado na alça de mira do crime organizado. Não! Isso não a torna responsável pela própria morte: isso passou a fazer dela, ainda mais do que antes, um alvo preferencial porque, por óbvio, a repercussão seria, como está sendo, gigantesca.

É compreensível que se cobre da Polícia e da força interventora todos os esforços e dedicação possíveis para chegar aos autores desse desatino. Não custa lembrar, no entanto, que o Estado que está sob intervenção, na sua área de segurança, abrigou em 2016, em números já consolidados, 5.300 assassinatos. A esmagadora maioria segue sem autoria identificada. Caso não se chegue aos responsáveis pela morte de Marielle, isso não será exceção, mas regra.

Qualquer pessoa decente lamenta, e lamenta profundamente, que isso tenha acontecido. Há a tragédia humana em si. Há a dor dos familiares e amigos. E há também o potencial vil de exploração política do episódio, que já está em curso. É até possível que, sem a intervenção, os criminosos deixassem Marielle em paz. Outros negros e negras, no caso anônimos, continuariam a ser mortos, como vinham sendo, sem reação do poder público e, lamento dizer, sob o silêncio cúmplice dos esquerdistas que agora fazem barulho.

Os companheiros de luta de Marielle deveriam pôr a mão na consciência e refletir se o caminho que escolheram, que demoniza a intervenção e poupa os criminosos, é o mais seguro. Porque, reitero, uma coisa é certa: quem matou a vereadora quer as forças interventoras fora do Rio. Como querem o PSOL e o PT.

OAB VIRA CHACOTA NACIONAL AO ATUAR CONTRA PRISÃO DE LULA

AINDA BEM QUE POR AQUI TEMOS ADVOGADOS HONRADOS 

Está cansativo o debate em torno da prisão do líder do PT, Lula.

Mesmo diante de todas as evidências de que o ex-presidente da República recebeu propinas e, que durante os 13 anos de governos do PT, Lula foi, no mínimo conivente com a roubalheira, o que se  assiste é uma grande articulação para livrar o mesmo da cadeia.

Hoje, para a vergonha geral do povo honrado, a OAB – nacional -, se reuniu em articulação para que o comando da entidade deflagre uma campanha contra a prisão de Lula.

De acordo com o noticiário da grande imprensa, uma turma comandada pelo presidente da OAB de Sergipe – tinha que ser gente do Nordeste -, exigiu que o presidente nacional, Cláudio Lamachia, ainda hoje, vá ao STF, intimar e intimidar, a presidente Cármem Lúcia, a pautar proposta em defesa de Lula.

Natural o berreiro do PT e seus esbirros – PC do B, PSB, PSOL, REDE, PDT – e puxadinhos – CUT, MST e outras estrovengas similares -, contra a prisão do ladravaz Lula; afinal, sem Lula, diminui enormemente, a chance da petralhada voltar do comando do Brasil.

Todavia, porém, entretanto, no entanto, assistir a entidades que deveriam primar pela defesa da honradez, como a OAB,  lutando contra a prisão de um bandido, não tem como silenciar.

Melhor remédio é uma gargalha para uma entidade assim – eheheh…

 

A ESQUERDA QUER TRANSFORMAR NOSSAS UNIVERSIDADES EM ANTRO DE GRUPELHOS

QUEREM FORMAR UMA NOVA GERAÇÃO DE ALIENADOS

É muito preocupante o que acontece nas nossas universidades públicas. É professor defendendo Maduro, é curso sobre golpe, é dominação de grupelhos socialistas nos diretórios acadêmicos e por aí vai. Querem formar uma nova geração de alienados de esquerda. Socorro!