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Se Temer cair, as esquerdas terão uma absolvição moral e partirão com tudo para a disputa de 2018

Não é uma questão de vontade, mas de fato: mas de fato: a forma como Janot e seus fanáticos conduziram a Lava Jato empurra o país para os braços das esquerdas; todo cuidado é pouco

POR REINALDO AZEVEDO

Vamos a algumas constatações inevitáveis.

Caso o presidente Michel Temer caia, como prevê — e luta para que aconteça — Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, as esquerdas terão uma absolvição muito mais importante do que a judicial: tratar-se-á, aos olhos de muitos brasileiros, de uma absolvição moral. O discurso já está em todo canto. Lula, Dilma, José Dirceu, Gleisi Hoffmann (a ré buliçosa) e caterva, com a colaboração dos esquerdistas da imprensa, sintetizam: as principais figuras que concorreram para o impeachment de Dilma eram, na verdade, os verdadeiros bandidos. Nessa versão, como sabemos, os mocinhos são os petistas.

Para isso nos arrastou Rodrigo Janot. Essa é a verdade que os fanáticos da Lava Jato ajudaram a consolidar. Sim, Reinaldo Azevedo — eu mesmo! — tinha razão, não é? Quando afirmei que a destruição da política a que nos conduziam esses valentes e o esforço para igualar os desiguais acabariam por ressuscitar o PT e as esquerdas, fui acusado de estar tentando proteger bandidos. Lembram-se disso?

Foram sete meses debaixo de porrada intensa! Mas as agressões vêm de mais tempo. A cada vez que apontava uma ilegalidade da operação, diziam-me “inimigo da Lava Jato e de Sérgio Moro”. E os ataques partiam de setores da direita, os mesmos que acabaram colaborando para ressuscitar o PT.

Dizia eu: “Não há nada de errado com o projeto que muda lei que pune abuso de autoridade”. E a malta de vigaristas gritava: “Você quer acabar com a Lava Jato!” Dizia eu: “É preciso distinguir, sim, o caixa dois com contrapartida (corrupção passiva) do caixa dois sem contrapartida”. E o coro dos canalhas berrava: “Você quer acabar com a Lava Jato!” Dizia eu: “Não podemos dar ao Ministério Público o prerrogativa de primeiro condenar para depois investigar”. E a súcia de pilantras fazia o coro: “Você quer acabar com a Lava Jato!”

Escrevi eu: “Se todos são iguais, então Lula é melhor!” E tive de aguentar ofensas de especuladores, bucaneiros e safados, que esperam lucrar os tubos com a eventual queda de Temer. E, por óbvio, meus caros, os pobres pagarão o pato. Quando, em fevereiro, eu me insurgi contra uma manifestação que se dizia “em favor da Lava Jato”, escrevi aqui: “A Lava Jato não está em risco; estão querendo transformar o governo Temer em alvo”. Eis aí.

Ora, é claro que acho que tudo tem de ser investigado. O que faço aqui — e o que tenho feito nos 11 anos de existência deste blog — é defender que as ações de combate à corrupção sigam os marcos do Estado de Direito. Fui alvo de piadas por isso. De achincalhe. Notórios falastrões, que defendem abertamente a impunidade para um bandido como Joesley Batista, acusaram-me de estar me alinhando com a impunidade. E, sim!, não tive receio, quando achei correto, de apontar as vezes em que o próprio Lula foi alvo de arbitrariedades. Apanhei mais um pouco por isso. Passei a ser assediado moralmente em um dos meus empregos.

A realidade está aí, aos olhos de todos.

Lula será eleito?
Eu não me atrevo a fazer previsões desse tipo. Esse não é o ponto. A minha tese central, desde o começo, é que a forma como a Lava Jato, com destaque para Janot, conduzia as coisas submetia o processo político a um deslocamento para a esquerda. E ele está aí, aos olhos de todos. A prova, diga-se, de que os esquerdistas estão no comando da guerrilha contra Temer, em parceria com a Globo (sei lá o que o grupo teme ), está no fato de que temos uma, como vou chamar?, “revolução sem povo”. Afinal, os vermelhos detêm os aparelhos políticos, mas não conseguem mobilizar a população.

“Ah, Reinaldo, mas será preciso do povo para dar votos às esquerdas”. Sim, é verdade! Depois do resultado pífio que elas obtiveram nas urnas em 2016, essa possibilidade seria hoje remota. Mas notem o que aconteceu de lá para cá. Lula passou, por incrível que pareça, por uma reabilitação, e as lideranças antipetistas foram fulminadas. Segundo a história contada hoje pelos ficcionistas Joesley e Janot, o maior criminoso do Brasil era Michel Temer, secundado por Aécio Neves. Como é notório, essa dupla mandava na Petrobras, no BNDES, nos fundos de pensão, nos Correios, na CEF, nas demais estatais, nos ministérios, nas grandes obras de infraestrutura…

É uma piada grotesca.

Certamente vamos encontrar erros cometidos pelas forças que se opunham ao PT, mas é evidente que o projeto político da Lava Jato é que determinou esse resultado.

Se Lula estiver no gozo de seus direitos políticos, é evidente que entra na disputa de 2018 como favorito. Mas ainda que assim não seja; ainda que ele decida ungir um nome — Ciro Gomes, por exemplo —, o risco é gigantesco. Já é hoje, dado o estado das artes. Tanto pior será se Temer for deposto. Aí, meus caros, ainda que petistas sejam condenados às pencas, a redenção moral estará dada.

“Ah, Reinaldo, e se Lula for preso? A Lava Jato recupera o eu prestígio?”Fonte: Rede TV

Tratarei disso em outro post. Eis aí um outro tema em que os vigaristas rolam felizes, mais do que porcos na lama.

Não tenho nada mais a lhes oferecer do que meus acertos e erros honestos.

 

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ESPEÇO DO GIVVA

“A ‘PÉROLA DE TIÃO À TRIBUNA DO NORTE” 

POR GIVANILDO SILVA

Giva II

A “pérola” de Tião à Tribuna do Norte: “Gestão que priorize ajuste das contas, mas que cortes não impliquem diminuição de recursos para saúde, educação e segurança”.

Esqueceu-se de avisar ao Sebastião que as três áreas a que se refere levam, praticamente, a totalidade das quantias orçamentárias de qualquer administração. Então, o que tem de ser controlado ou cortado, no duro, é a danosa corrupção.

Nada é mais cômodo a um político do que retoricar, estando em oposição. Pode atirar a esmo, não importando a direção. E ainda recebe o aplauso da multidão.

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Palocci acusa Mantega de criar central para vender informações do governo aos bancos

ARTIGO

POR REINALDO AZEVEDO

O ex-ministro Antonio Palocci, preso desde o dia 26 de setembro do ano passado e já condenado por Sérgio Moro a uma pena de 12 anos, 2 meses e 20 dias de prisão, está negociando a sua delação premiada. Fazem o mesmo Eduardo Cunha e Lúcio Funaro, também encarcerados. Consta que, em um dos anexos de sua alcaguetagem recompensada — quem sabe… —, o ex-ministro acusa Guido Mantega, seu sucessor na Fazenda, de algo gravíssimo: ele teria montado, calculem!, na repartição de São Paulo do Ministério da Fazenda, um centro para vazar — isto é: vender! — dados sigilosos ao setor financeiro.

O esquema teria começado em 2006, ano da reeleição de Lula, e vigorado até a demissão de Mantega, o que se deu só em 2015. O acusado nega tudo e diz que o homem que representava o setor financeiro no governo era justamente… Antonio Palocci! E qual o objetivo da coisa? Segundo o petista quase-delator, Mantega antecipava medidas que o governo adotaria para que os “compradores” do serviço pudessem se precaver de eventuais perdas. Em troca, davam apoio, inclusive financeiro, ao PT.

Se a coisa aconteceu, não custa notar: Mantega, obviamente, tem de ser acusado de corrupção passiva, e os que compravam o “serviço”, de corrupção ativa. E pouco importa se o então ministro da Fazenda fazia a lambança para enriquecimento pessoal ou não.

Ao dar relevo à tese de que era Palocci “o homem do mercado financeiro”, Fábio Tofic Simantob, advogado de Mantega, afirma que seu cliente “assumiu sempre posições que desagradavam os bancos, a ponto de ser demonizado”. E acrescenta: não houve pessoa mais execrada pelo mercado do que Mantega. A informação, por isso, não faz nenhum sentido”.

Parte do que fala Simantob é mesmo verdade. O homem “dos mercados”, que não gostavam der Mantega, era Palocci. Mas isso não implica que Mantega estivesse impedido de montar a tal central, até porque foi ele o longevo comandante da Fazenda: de 27 de março de 2006 até 1º de janeiro de 2015. Suas escolhas técnicas conduziram o país à pior crise de sua história.

Mas foi mesmo assim?
Bem, meus caros, nesse caso e em qualquer outro dessa natureza, olho a delação sempre com muita precaução.  O caso Joesley Batista (e seus bandidos auxiliares) servem de advertência eloquente de que nem sempre o Ministério Público Federal e o delator estão atuando a serviço da revelação da verdade.

Se aconteceu o que Palocci estaria disposto a revelar em sua delação, a coisa é de uma gravidade extrema. Uma Medida Provisória assinada pelo governo petista resultou, por exemplo, efetivamente, em R$ 2 bilhões em benefícios fiscais para a Brasken. Segundo Marcelo Odebrecht, uma compensação de R$ 50 milhões — propina—  foi repassada ao caixa do partido. Por que faço essa lembrança?

Porque esse é um crime muito mais grave e muito mais perigoso do que simplesmente roubar. Baixar uma Medida Provisória para beneficiar um grupo significa mais do que receber uma propina: trata-se de corromper uma política de estado. E o mesmo teria feito Guido Mantega, segundo Antônio Palocci.

O Ministério Público Federal conta também com a possibilidade de Palocci confirmar a delação de Marcelo Odebrecht, segundo quem Lula seria beneficiário de uma espécie de conta corrente no grupo. Vamos ver.

Nota à margem
Curioso… Enquanto ambos estavam no governo, Palocci e José Dirceu disputavam o estrelato. O primeiro venceu praticamente todos es embates.

Palocci sempre foi considerado a voz de Lula no governo e no PT. Dirceu nunca gozou dessa condição. Ao contrário: os dois nunca foram realmente próximos. O Babalorixá tende a não gostar de gente que se mostra excessivamente cerebrina, calculista. E via isso em Dirceu. Palocci, “o homem dos mercados”, ah, este era do coração de Lula, sim!

Pois é… Na hora de a batata assar, parece que Palocci, o íntimo, quer botar a boca no trombone. Já o Zé… Não delatou uma mosca; faz discursos redentores e antevê a volta do PT ao poder. E seus admiradores gritam: “Herói do povo brasileiro”.

E nós pensamos: “Pesadelo!”

Ah, sim: os golpistas pensem com vagar. Ainda falta a bomba Palocci. E já deu para perceber que território ela ameaça: os bancos. Não parece prudente brincar de incendiário com Rodrigo Janot.

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Raquel Dodge foi seguida por gente que se dizia da PGR

Janot tentou impedir indicação

 

Minhas caras, meus caros, coisas da maior gravidade estão em curso em Brasília. Graves, eu diria, num grau como ainda não se viu em tempos democráticos. Parece que pessoas empenhadas em derrubar o presidente Michel Temer andaram indo longe demais. E não consta que desistirão tão cedo. Por que tanta determinação? É o que a história deixará claro um dia — ao menos espero.POR REINALDO AZEVEDO

Há três episódios que precisam ser tornados públicos e que revelam o estado das coisas. Muito se diz, para desconfiança de alguns, que há uma tentativa de se instaurar um regime policial no Brasil. Estou entre os que acham essa avaliação procedente. Então vamos ao primeiro evento estupefaciente.

Episódio um
Nesta quinta-feira, Raquel Dodge, indicada na noite anterior pelo presidente Michel Temer para substituir Rodrigo Janot, teve seus passos milimetricamente monitorados por pessoas que se disseram a serviço da Procuradoria-Geral da República. Para quem não entendeu: ela foi seguida.

Raquel, como se sabe, é uma desafeta de Janot porque se opõe não ao combate à corrupção, é claro!, mas aos métodos um tanto autocráticos e truculentos com que o titular da PGR conduz o órgão. “Está acusando Janot, Reinaldo?” Não me atrevo. Não sou do tipo que faria ilações irresponsáveis na linha: “a) Janot não queria Raquel na PGR; b) pessoas que se diziam a serviço da PGR seguiram Raquel; c) logo, Janot mandou seguir Raquel”.

Se tivesse elementos para isso, diria. Quando menos, que se abra uma sindicância interna.

E que Raquel Dodge saiba: estava sendo seguida ontem. E seus perseguidores se diziam a serviço do órgão que ela vai comandar.

Episódio dois
Na quarta, enquanto Alexandre Parola, porta-voz do presidente, anunciava o nome de Raquel, um grupo ligado a Janot, sob sua orientação, fazia a revisão final de um mandado de segurança, com pedido de liminar, a ser apresentado ao Supremo para impedir que Temer fizesse a indicação. Pretexto? O presidente não poderia indicar a chefe do órgão que o denuncia. Há algum documento que trata do assunto? Existe algum diploma legal com tal disposição? Está na Constituição? Resposta: não!

Mas sabem como é… Vai que, no sorteio, a coisa caísse no colo de um Roberto Barroso, de um Luiz Fux, de uma Rosa Weber… Afinal de contas, começa a ser influente a ideia de que a lei não é o limite. Ou não defendeu, com todas as letras, o senhor Barroso que um acordo de delação, por exemplo, pode conter o que está e o que não está na lei?

Quando Parola anunciou o nome de Raquel, antes da apresentação da ação, houve quem desse um murro na mesa de raiva. A razão é simples: sem a indicação, o alvo seria Temer — afinal, para todos os efeitos, pedia-se que ele não indicasse nenhum dos nomes da lista tríplice. Depois dela, o ato seria hostil à própria procuradora, o que não seria bem-visto por seus colegas.

Episódio três
Janot enviou emissários ao presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), pedindo que ele buscasse adiar o máximo possível a sabatina de Raquel na Comissão de Constituição e Justiça — prevista para 12 de julho. Pretexto? Ah, o de sempre: sabatinar a indicada nos próximos dias concorreria para enfraquecer Janot e, por consequência, a Lava-Jato. Conhecem esse argumento, não?

Eunício ouviu, mas não cedeu.

Clima de terror
Se há ou não o dedo de Janot na perseguição — acho que a palavra é essa — de Raquel, bem, isso não sei. Que as outras duas ações partiram do seu gabinete, ah, isso partiram. E, convenham, nenhuma delas honra a biografia do ainda procurador-geral da República.

Brasília está assustada — e não necessariamente por bons motivos. Fala-se, em todo canto, da existência de uma mansão no Lago Sul que seria, na verdade, uma central de espionagem e de grampos ileais. A casa seria dotada, entre outras traquitanas,  do “Sistema Guardião”, um superaparelho de escuta telefônica destinado a órgãos policiais e de inteligência.

O mundo da arapongagem é curioso: ao mesmo tempo em que se desenvolve na clandestinidade, é também muito buliçoso, porque os próprios arapongas de encarregam de alcaguetar o trabalho da concorrência. A conversa sobre a tal central clandestina se tornou ainda mais nervosa porque, consta, tudo está sendo desmontado às pressas. Por alguma razão.

Tá bom esse Brasil pra você?

Fonte: Site da Rede TV

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ESPAÇO DO GIVVA

“O ATUAL GOVERNO MUNICIPAL NÃO MALVERSA, COMO COMPROVADO NA DEMONSTRAÇÃO CONTÁBIL. DIFERENTE DE ADMINISTRAÇÕES ESPÚRIAS”

POR GIVANILDO SILVA

Giva II

É fácil responder ao questionamento desinteligente e desfazer a besteirada repetitiva, em toada monótona.

O atual governo municipal não malversa, como provado na demonstração contábil. Diferente de administrações espúrias.

Logo, se o dinheiro não tem sido suficiente para suportar o desejado, vem dando a sustentar o que é possível.

E ponto final.

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Temer tem de fazer como irmão de Nicolao Dino e nomear segunda colocada em lista tríplice

Governador do Maranhão Flávio Dino preteriu o primeiro colocado na escolha do Procurados do Estado

REINALDO AZEVEDO

O presidente Michel Temer não pode se acoelhar diante da pressão de seus adversários, das esquerdas, da extrema-direita da especulação financeira e de setores golpistas da imprensa. Tem de indicar para a Procuradoria Geral da República quem achar que deve e ponto. É o que lhe faculta o Artigo 84 da Constituição, votada e aprovada em plena vigência da democracia. Se resolver, no entanto, escolher um nome da lista tríplice, acho que deve adotar como critério aqueles empregados por Flávio Dino, governador do Maranhão (PCdoB), irmão de Nicolao Dino, o que ficou em primeiro na votação da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República). Explico tudo.

Começo com uma informação importante. A Constituição não impõe a lista tríplice para procurador-geral da República, mas a faz obrigatória no caso dos respectivos procuradores-gerais dos Estados e Distrito Federal. Nesse caso, os membros dos MPs estaduais têm, sim, de votar uma lista tríplice, cabendo a cada unidade da federação votar uma lei para regulamentar essa disposição geral. No caso, permite-se uma recondução.

Assim se fez no Maranhão: promoveu-se a eleição direta, e José Augusto Cutrim Gomes obteve 212 votos. Mas Dino preferiu o segundo colocado: Luiz Gonzaga Martins Coelho, que ficou com 183. E explicou por que o fez: “Em razão da soma dos atributos curriculares, assim como os compromissos programáticos, considerei que o nome do promotor Gonzaga reunia, nesse instante, as condições mais adequadas para fazer o trabalho que o Maranhão necessita”.

Perfeitamente! Não consta que Nicolao, já membro do Ministério Público — federal, no caso —, tenha reclamado dos critérios adotados pelo irmão.

Assim, se Temer escolher Raquel Dodge, a segunda colocada na lista da ANPR, numa eleição que nem prevista na Constituição está, acabará adotando o bom critério do governador: levando em conta os compromissos com o função e o currículo. Afinal, o dela é melhor. Há um mestrado em Harvard que ajuda a desempatar.

Ademais, os ditos “progressistas” têm mais é de aplaudir a primeira mulher a chegar à Procuradoria-Geral da República.

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Temer vai para o confronto e cita escândalo do procurador Miller

Ou:  Se beber, não tente dar golpe

POR REINALDO AZEVEDO

O presidente Michel Temer fez há pouco um duro pronunciamento sobre a fúria golpista que o atinge, destacando a barbaridade a que vai recorrer o procurador-geral da República, Rodrigo Janot: em vez de apresentar uma denúncia com as imputações que acha cabíveis, o senhor procurador-geral optou, mais uma vez, por fazer política. Vai apresentar duas ou três — a primeira, por corrupção passiva, já veio à luz nesta segunda. Não para de pé.

O presidente não economizou. Foi duro. Muito duro. E acho que fez muito bem. Professor de direito, disse estar em curso no país algo muito grave, que chamou de “denúncia por ilação”. Classificou o procedimento de perigoso. E em que consistia o dito-cujo? Ele explicou: se alguém conversa ou aparece ao lado de um criminoso, então criminoso também se torna.

O presidente decidiu pôr o dedo na ferida e tratar de um absurdo ao qual a imprensa, com efeito, deu pouco destaque. O procurador Marcelo Miller, que era o braço direito de Rodrigo Janot na Procuradoria-Geral da República e que participou das delações premiadas de Sérgio Machado, Marcelo Odebrecht e Delcídio do Amaral, entre outros, decidiu deixar o cargo em abril para ser… advogado e entrar num escritório que cuida de acordos de leniência.

Brinquei, neste blog, à época, que o rapaz deixava de ser “mocinho” para virar “bandido”, apelando a categorias dos filmes de faroeste. Pois bem. Ele, com efeito, foi cuidar de leniência. Sabem o caso que lhe caiu no colo? Justamente a J&F. Não é um espetáculo?

Pois é… Imaginem quanto vale o conhecimento acumulado de um especialista em delação premiada quanto passa do outro lado do balcão. Dadas as cifras multimilionárias que circulam nesse meio, o que se comenta é que o escritório Trench, Rossi e Watanabe, que contratou Miller, levou a bagatela de US$ de 27 milhões de dólares em razão do bem-sucedido acordo de leniência. Qual foi a parte que coube a Miller? Bem, a gente não sabe. Fala-se até em US$ 10 milhões.

Bem, queridos, eu não sou do tipo que acha que seres privados têm de sair por aí expondo as suas contas, não é? A menos que ele seja um procurador da República que lida com um caso que está contribuindo para a levar o país à lona e que de detonou um processo de moralismo rombudo que pode nos conduzir ao caos. Aí já acho que a coisa muda de figura do ponto de vista moral.

Mas eu quero me ater é ao aspecto legal. O presidente Michel Temer cometeu um equívoco ao falar que o procurador não poderia pular a cerca de uma lado para outro sem uma quarentena que ele supôs de três meses. Não! A coisa mais séria presidente: a quarentena é de três anos. Vale para os procuradores as mesmas restrições que a Constituição estabelece para os juízes no Inciso IV do Parágrafo Único do Artigo 95 da Constituição, a saber:

Aos juízes é vedado:
IV – receber, a qualquer título ou pretexto, auxílios ou contribuições de pessoas físicas, entidades públicas ou privadas, ressalvadas as exceções previstas em lei; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
.

Aí foi a vez de Temer chamar o procurador-geral na chincha: se ele, presidente da República, pode ser vitima da denúncia de um crime “por ilação”, por que não se poderia supor que os milhões que acompanham a transferência de Miller para o setor privado também não escondem relações subalternas com o próprio procurador-geral?

Aí o próprio Temer emendou: não serei irresponsável. Não farei ilações.

E acertou de novo o presidente quando afirmou que “querem parar o país e parar o Congresso”.

Temer demonstrou firmeza e deixou claro que não renuncia, ainda que tal palavra não tenha sido pronunciada.

Aliás, o presidente recorreu a dois vocábulos que dizem um pouco deste tempo: “trôpego”  — para se referir ao processo — e “embriaguez”, para definir a sanha persecutória.

Eu logo pensei num fundo musical, que deixo no vídeo abaixo.

É isso aí! É preciso chamar as coisas pelo nome.

Sei lá… O lema poderia ser: “Se beber, não tente dar golpe de estado”.

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GIVANILDO SILVA: “E O CASO RUMOROSO ENVOLVENDO A APAMIM?”

UMA BOA PERGUNTA

POR GIVANILDO SILVA

Giva III

E o caso rumoroso envolvendo a APAMIM, sob intervenção judicial, vai ou não vai ser divulgado?

Se a indecisão é por ausência de coragem ou excesso de “escrúpulo”, estou eu aqui com a consciência completamente aquietada. É só ficar à vontade

Fonte: Face do Givva

 

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A ONDA AGORA É TEMER

“ESSE TEMER DEVE SER UM DANADO MESMO”

POR GERALDO MELO

Ex-governador

A ONDA AGORA É TEMER, que vem sendo apresentado como o grande chefe da maior, mais poderosa e mais perigosa organização criminosa do pais.

Não posso deixar de achar engraçado imaginar Temer dando ordens a Lula e Dilma, a Palocci e Mantega, a José Dirceu e Genoino,a Rosemary Noronha (onde anda ela?) e a Erenice Guerra (onde anda esta também?), mandando o BNDES “emprestar”dinheiro no Brasil e no exterior e depois, receber como pagamento ações da empresa a que emprestou dinheiro.

É… Esse Temer deve ser um danado mesmo.

Fonte: Facebook

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Fachin, Janot, Fux, Kim Jong-un “et alii”

É da bagaça 

POR REINALDO AZEVEDO

É preocupante o silêncio das entidades que representam os advogados sobre os atos atrabiliários, quando não sobre as asneiras, praticados por procuradores, juízes e, olhem o meu espanto!, ministros do STF. Antevi há muito que Rodrigo Janot acabaria, por contraste, absolvendo moralmente o PT (só a direita xucra não percebeu…). Bingo!

Antevejo agora dias difíceis na área dos direitos fundamentais. A força política que substituir Michel Temer no dia 1º de janeiro de 2019 terá à sua disposição um incrível arsenal de excepcionalidades para usar contra os adversários. A esquerda não diga, depois, que não avisei. Ou a direita. Qualquer que seja a resposta do eleitorado, haverá um governo mais autoritário do que esse que aí está.

Não deixa de ser impressionante, ainda que óbvio, ver os esquerdistas, incluindo a pequena multidão de jornalistas, a endossar as estripulias de Janot. Àquele que era odiado até outro dia, dispensa-se agora o tratamento de herói da resistência. Afinal, os “companheiros” reconhecem o notável trabalho feito pelo procurador-geral, em parceria com Edson Fachin, ambos regidos por Cármen Lúcia, para depor o presidente Michel Temer numa única tacada. Falhou a Blitzkrieg. Agora é preciso optar pelas contínuas ações de sabotagem. Como escrevi em meu blog, não há mais investigação contra o presidente, mas uma coleção de armadilhas.
(…)
Saibam todos vocês que um dia poderão depender do Supremo: há um ministro lá que considera haver um valor superior à garantia constitucional. Um? Essa também é a praia… hermenêutica preferida de Roberto Barroso, o sujeito que diz, em um livro sobre “neoconstitucionalismo”, que cabe aos juízes o papel de uma espécie de vanguarda modernizadora da sociedade. Não por acaso, ele aproveitou um simples habeas corpus para legalizar, a seu modo, o aborto até o terceiro mês de gestação. Esqueçam o debate de mérito: ministro do STF não pode mudar o Código Penal! No dia seguinte ao julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE, Luiz “Mato no Peito” Fux desdenhou do que chamou “formalismo” do tribunal. Ora, direito sem formalismos é aquele vigente na Coreia do Norte ou na Venezuela.

O solipsismo jurídico, em nome da “causa”, é o AI-5 destes tempos.

Está contente, amigo, com o andar da carruagem? Acha que o caminho é esse mesmo? Caso você tenha de encarar um dia Fachin, Fux, Barroso “et alii”, torça para estar do lado certo da “hermenêutica do arbítrio”.

Torça para ser amigo do Kim Jong-un de toga.

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