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ENTREVISTA: ELVIRO REBOUÇAS

“PETROBRÁS FAZ PARTE DO PASSADO DA HISTÓRIA DE MOSSORÓ”

Por César Santos/JORNAL DE FATO

O economista e empreendedor Elviro do Carmo Rebouças Neto, presidente do Instituto da Previdência de Mossoró, tem se empenhado para melhorar a assistência aos idosos acolhidos pelo abrigo Amantino Câmara. Foi dele a ideia de criar uma campanha de arrecadação de alimentos, produtos de higiene e limpeza e de dinheiro para amenizar as dificuldades enfrentadas pela mais antiga instituição em atividade na cidade.

A campanha Previ Solidário é um sucesso e deve arrecadar neste ano três toneladas de alimentos e produtos.

Nesta entrevista, Elviro Rebouças fala sobre a solidariedade dos mossoroenses, da importância do Amantino Câmara, mas também mergulha em outros temas importantes, como economia. Elviro Rebouças é empresário do ramo de factoring e indústria salineira e também faz parte da Associação Comercial e Industrial de Mossoró (ACIM) e da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).

 

A CAMPANHA Previ Solidário chega ao segundo ano para atender o Abrigo de Idosos Amantino Câmara. Há um apelo muito forte, não apenas pelo período em que as pessoas estão mais solidárias, mas pela própria necessidade da instituição. Como é que a sociedade está respondendo à convocação da Previ?

EM PRIMEIRO lugar, eu quero dizer que nós instituímos essa campanha no ano passado junto aos 500 aposentados da Previ (hoje, são 760) e chegamos ao Instituto Amantino em junho de 2017 com 460 quilos de alimentos. Arrecadamos junto a funcionários, aposentados e pensionistas da Previ. Fomos recebidos festivamente pela presidente do abrigo, dona Edy Lima Moura, que é uma pessoa do mais alto conceito na cidade de Mossoró, pelos abrigados, e fizemos a doação. O abrigo passava, como ainda passa, por uma crise financeira de grandes proporções, e a nossa ideia aliviou a situação. Neste ano, nós decidimos não chegar em junho em função das eleições, para não confundir uma campanha de tanta benemerência com política, já que a Previ é uma autarquia ligada à Prefeitura. Portanto, deixamos passar as eleições e resolvemos fazer uma coisa com maior amplitude, convocar a sociedade por inteiro para se associar a essa causa nobre em favor do Abrigo Amantino Câmara, uma instituição que desde 1936 (há 82 anos), ininterruptamente, presta relevantes serviços a Mossoró. Hoje, são 79 abrigados, homens e mulheres, recebendo acolhimento com apartamentos simples, mas confortáveis, higiênicos, assistência médica e odontológica, com plantão 24 horas por dia na enfermaria e alimentação para café da manhã, almoço e jantar.

 

COMO as pessoas podem participar?

CHAMAMOS a sociedade, fizemos a parceria com os supermercados Cidade, Queiroz e Rebouças para a arrecadação da campanha. Nas lojas desses supermercados tem uma gôndola, na qual a pessoa encontrará um funcionário da Previ ou aposentado distribuindo folhetos e pedindo a contribuição das pessoas para essa campanha. Além disso, endereçamos uma correspondência ao comércio, à indústria de Mossoró, aos empresários, solicitando doação em dinheiro para o abrigo. Uma conta aberta no Banco do Brasil (agência 4687-6, conta corrente 8088-8) está recebendo as doações. Quem reside fora de Mossoró, pode fazer o depósito nessa conta, a partir de R$ 10,00. O dinheiro cairá em favor do Instituto Amantino Câmara. Portanto, teremos doação em alimentos, produtos de limpeza e em dinheiro que vai amenizar, e muito, o sofrimento por que passa aquela instituição.

 

É POSSÍVEL afirmar que o resultado deste ano vai superar o que foi arrecadado na primeira edição?

NÓS pretendemos encerrá-la no dia 17 de dezembro e no dia seguinte, 18, estaremos às 16h no Abrigo Amantino Câmara para fazermos a entrega. Teremos a presença da prefeita Rosalba Ciarlini, do bispo diocesano dom Mariano Manzana, dirigentes da Previ, representantes de entidades que se associaram como partícipes da campanha e de toda a imprensa. A essa altura, eu posso afirmar que a campanha arrecadará três toneladas de alimentos e produtos de higiene.

 

O SUCESSO da campanha, que já está confirmado, se justifica no sentimento solidário das pessoas?

NÓS não temos dúvida que o mossoroense é solidário. Também observamos que a credibilidade da campanha, da forma como ela está sendo encetada, conta muito em favor disso. Aqui nós estamos vendo única e exclusivamente o apoio à assistência ao abrigado, a homens e mulheres acolhidos e que recebem bom tratamento. Também é preciso reconhecer a importância da instituição fundada por dom Jaime de Barros Câmara, primeiro bispo de Mossoró, que com recursos próprios construiu o abrigo, hoje ampliado e melhorado, mas partiu dele, que era catarinense, de uma família rica financeiramente, realizar essa grande obra social para a cidade. Então, essa generosidade está se refletindo hoje, com a solidariedade do povo indo aos supermercados para participar da campanha Previ Solidário.

 

NÃO resta dúvida a importância da campanha que a Previ desenvolve no momento. Mas, não seria melhor que o abrigo de idosos de Mossoró recebesse a atenção dos governos, tivesse fonte de receita permanente, para não precisar recorrer à boa vontade das pessoas, através de campanhas?

VOCÊ tem razão. Em conversa com dona Edy Moura, ela tem me falado sobre as dificuldades que tem passado o Amantino Câmara. É pouco assistido pelos governos, Estadual e Municipal. As contribuições aparecem vez por outra, insuficientes para garantir a sua sustentação. Dona Edy tem me dito, e a palavra dela para mim é verossímil, que tem tirado dinheiro do próprio bolso para arcar muitas vezes com contas do abrigo, suprir necessidades que são várias naquela casa de acolhimento. Ela é presidente da instituição há 40 anos, já está com a idade avançada. Por isso, precisamos de pessoas que possam no futuro próximo realizar esse trabalho sacerdotal. O abrigo Amantino Câmara é a instituição mais antiga em funcionamento da cidade. Então, por tudo, deveria receber melhor tratamento das instituições públicas.

 

VAMOS mudar desse assunto agora e tratar de temas que o senhor, como economista, tem uma visão qualificada. A Petrobras está repassando 34 concessões do polo Riacho de Forquilha (região de Mossoró), os chamados poços maduros, para a iniciativa privada. Houve reações contrárias e a favor. Como o senhor avalia esse novo cenário?

HÁ dois tipos de análise. A primeira análise é negativa, porque significa dizer que a Petrobras está desinteressada pela exploração de petróleo do Rio Grande do Norte. Nós temos petróleo abundante em terra e na plataforma continental. Em 1958, há 60 anos, logo após a criação da Petrobras (1953, por Getúlio Vargas), geólogos e engenheiros americanos acorreram a Mossoró e, à altura da Gangorra, no limite do município com Tibau, perscrutaram o primeiro poço de petróleo em terra no Brasil e descobriram que nós tínhamos inesgotáveis reservas de petróleo. Isso ficou adormecido; só na década de 80 foi que realmente o petróleo virou esse boom e Mossoró se transformou no Texas brasileiro em produção. Nós já chegamos a produzir 160 mil barris/dia no Rio Grande do Norte, e hoje talvez não produzimos mais do que 50 mil barris/dia.

 

POR QUE há esse desinteresse, mesmo o senhor afirmando que o estado é uma fonte inesgotável de petróleo?

TEMOS petróleo e muito, entretanto a Petrobras voltou as suas vistas para a zona do pré-sal, que vai do Espírito Santo até São Paulo, chegando ao Paraná e Santa Catarina. No momento, estão sendo explorados poços na plataforma continental entre Espírito Santo e São Paulo, na chamada zona do pré-sal, e o Rio Grande do Norte, por ser um estado do Nordeste, de pouca representatividade política, passou a ser, digamos assim, o primo pobre da Petrobras.

 

E QUAL a segunda análise? É positiva?

PODE ser que essas empresas que estão ganhando essas concessões venham a produzir nos campos maduros e incrementem, quem sabe, uma nova realidade. Mossoró precisa disso, a economia local e regional espera que a produção de petróleo volte aos seus melhores momentos. Agora, precisam ser empresas de porte, que tenham capitais fabulosos, porque o petróleo é uma matéria prima importante, é o nosso ouro negro, e que a sua exploração exige que as empresas estejam capitalizadas. Se as empresas que estão ganhando essas concessões tiverem esse perfil, é bom para Mossoró. Entretanto, eu tenho as minhas dúvidas se isso vai ocorrer.

 

NÃO é de hoje que a Petrobras desacelerou os investimentos no Rio Grande do Norte e iniciou o processo de saída do estado. Daí, questiona-se: os setores da economia potiguar, principalmente a de Mossoró, se prepararam para enfrentar novo ciclo?

ENTENDO que a Petrobras é uma página virada da história de Mossoró. Nós tivemos aqui, no passado, um contingente de três mil pessoas trabalhando indiretamente para a Petrobras; hoje, deveremos ter 300 pessoas. Tivemos 800 empregados da própria Petrobras, como geólogos, engenheiros, superintendentes, advogados, de pessoas de alto nível de renda até o chamado “peão”, que trabalham diretamente na perscrutação do petróleo. Isso diminuiu consideravelmente. Talvez, hoje a Petrobras tenha 200 funcionários trabalhando em Mossoró. A perda desses salários causou um buraco muito grande na economia local. Perdemos três mil pessoas empregadas, 150 empresas de grande, médio e pequeno porte que se desinteressaram, abdicaram de seus contratos e foram embora. Esses salários eram investidos em Mossoró, na habitação, na alimentação, no lazer, enfim, ganhavam todos os setores da economia. A cidade teve um debacle considerável. Veja, por exemplo, por onde você passa na cidade tem uma casa ou apartamento com placa de vende-se ou aluga-se, sinal que houve uma exclusão de um quadro econômico representativo para a nossa economia.

 

QUAL é a saída, então? O novo ciclo?

MOSSORÓ vai se acabar? Claro que não. Mossoró do passado tinha o algodão, que foi totalmente extinto pela praga do bicudo; tivemos a época da cera de carnaúba, da oiticica, das peles de animais… Então, a cidade não vai se acabar. Surge resplandecentemente agora a educação em terceiro grau. Nós temos seis universidades em Mossoró, atraindo estudantes da Bahia ao Maranhão. São três cursos de Medicina a partir de 2019, com autorização dada agora pelo Ministério da Educação à Facene. Temos a UnP, a Diocesana, a Unirb (ex-Mater Christi) e duas universidades públicas (Uern e Ufersa) que recebem estudantes de todo o país. Então, é um polo educacional de terceiro grau que me parece ser o mais importante do Nordeste e do Brasil para cidades do porte de Mossoró. Isso está trazendo para cá técnicos, professores e alunos de diversos estados, o que fortalece o setor econômico da cidade.

 

MAS, o senhor não acha que as atividades produtivas estão devendo uma resposta mais urgente para que a economia local possa suprir a falta da Petrobras?

VOCÊ tem razão. Falta, sim, essa resposta do setor produtivo. Também é importante que os governos Estadual e Municipais, nessa ordem, proporcionem incentivos e estímulos para que nós tenhamos aqui outras atividades. O turismo, por exemplo, se fala muito nessa atividade em Mossoró, mas ainda precisa muito. Tivemos o êxito agora na luta por um voo comercial diário (companhia aérea Azul) entre Recife (PE) e Mossoró. Esse voo chega e sai lotado diariamente. Precisamos ampliar essas possibilidades, porque passamos muitos anos sem contar com linhas comerciais.

 

É DIFÍCIL falar no fortalecimento da atividade turística numa cidade que passou uma década sem voos comerciais e que tem um aeroporto que opera com limitações…

É VERDADE. Como é que se faz turismo sem avião? O turista que sai da Europa para Natal ou Fortaleza (CE), que poderia vir conhecer os poços de petróleo de Mossoró, as nossas águas termais, salinas, que é coisa rara de se vê no Brasil, além das nossas praias bonitas, não vai viajar três horas de carro. Temos a Costa Branca, de um esplendor a toda prova, que enche a vista de Tibau até Macau, mas que não recebe qualquer investimento, seja público ou privado. Qual o empreendimento turístico que foi erguido para dar sustentação ao turismo? Absolutamente, nenhum. De Tibau e Macau, você não encontra nem habitação, nem hotéis, nem pousadas, nem barracas que possam atrair o turista. Esse cenário precisa mudar, e só muda com investimento dos setores público e privado.

Fonte: Defato.com

Pegadão: “Queria uma banda em que eu pudesse colocar todas as minhas ideias”

Lançamento em Extended Play 

REVISTA DOMINGO/JORNAL DE FATO

Aos 30 anos de idade e 14 anos de carreira, João Gomes de Melo Neto, “João Neto Pegadão”, acaba de lançar um Extended Play – EP. O álbum com 18 faixas (sete inéditas), que tem como título “De um jeito diferente”, foi lançado na maior plataforma digital do Brasil, o SuaMúsica.com. A música de trabalho é “As aparências enganam”.

Em entrevista a DOMINGO, o cantor João Neto, que disse que sempre viveu de música e que sua profissão sempre foi a sua paixão, fala sobre o início da carreira, sobre a conquista do título de “A Mais Bela Voz” aos 13 anos de idade e sobre as experiências marcantes vivenciadas ao longo da carreira, como o dia em que se apresentou no programa de Raul Gil, no qual sonhava em se apresentar como calouro, mas teve a oportunidade de participar já como artista.

 

DOMINGO – Aos 13 anos, você venceu o concurso “A Mais Bela Voz”. Você já se apresentava antes ou o concurso foi a primeira experiência em palcos?

JOÃO NETO – Foi minha primeira experiência e, de lá pra cá, me apaixonei pelo mundo da música.

 

O QUE o levou a participar do concurso, ainda tão jovem? Você concorreu com crianças ou com adultos?

QUANDO ainda criança, com 13 anos de idade, um amigo perguntou se eu teria coragem de participar do concurso e aceitei quando ele até a música escolheu e tive êxito e achei muito massa ganhar um concurso, já que nunca tinha cantado, e participando/concorrendo com adultos.

O QUE mudou depois do concurso?

MINHA vida dali para frente foi outra, não pensei em outra coisa ou não me imaginava fazendo mais nada.

 

VOCÊ já cantou em muitas bandas de forró de sucesso. Quais as de maior destaque?

CANTEI em várias bandas de grande porte como Colo de Menina, Forro na Tora, Casadões do Forró, percorrendo todo o Nordeste até chegar a me apresentar no programa do Raul Gil na TV Band, que tinha um sonho de participar como calouro, e fui como artista na banda Pegada Quente.

 

ALÉM de cantar, você também compõe músicas, e algumas já foram gravadas por bandas e cantores de renome nacional. Pode citar alguns? Qual a importância de ter canções interpretadas por esses cantores?

TIVE músicas gravadas com Wesley Safadão, Aviões do Forró, Gabriel Diniz, Zé cantor etc.. Como compositor, é muito importante ter canções com artistas de um porte grande, pois tenho a maior referência como compositor.

 

HOJE, você está com quantos anos de carreira? Pode citar alguma experiência marcante nesse período?

JÁ ESTOU com 14 anos de carreira. Experiências marcantes tenho a cada dia ao subir nos palcos, pois a cada dia, meus fãs me surpreendem, pois é para eles que eu levo minha música.

 

QUANDO você decidiu apostar na carreira solo?

QUERIA uma banda em que eu pudesse colocar todas as minhas ideias em prática e, graças a Deus, por isso estou em carreira solo e sólida.

 

NESTA semana, você lançou um EP na plataforma digital SuaMusica.com. Qual o título do EP, quantas faixas e qual a música de trabalho?

“DE UM jeito diferente”, são 18 faixas, sendo 7 inéditas e autorais tendo como carro-chefe “As aparências enganam”.

É O SEU primeiro trabalho solo?  É um trabalho todo autoral ou conta com participações?

NÃO. Já tenho alguns trabalhos no mercado, mas esse é especial e conta com músicas de outras bandas que estão estouradas no mercado.

 

É O SEU primeiro trabalho autoral?

NÃO. Sempre lanço disco com canções autorais.

 

COMO está a agenda de shows? Tem algum para os próximos dias em Mossoró?

GRAÇAS a Papai do Céu, vários shows marcados entre os estados do RN, PB, PE e AL.

 

QUAIS os desafios enfrentados por quem ingressa no mundo da música?

O PRECONCEITO que ainda existe por sermos músicos, mas quem é de verdade, conhece quem é de verdade.

ENTREVISTA: OLAVO DE CARVALHO

“JÁ GASTEI MEU ESTOQUE DE MINISTROS, NÃO TENHO MAIS” 

POR O ESTADÃO

Beatriz Bulla

SAO PAULO 17-10-2018 NACIONAL OLAVO DE CARVALHO FOTO REPRODUCAO

WASHINGTON – Responsável por indicar dois ministros do novo governo, o filósofo Olavo de Carvalho rejeita o rótulo de ideólogo do presidente eleito, Jair Bolsonaro. “É lenda urbana”, disse. Em entrevista ao Estado, ele afirmou que há uma “dominação comunista” na educação brasileira e defendeu que seja feita uma “reunião de provas” sobre isso. Por isso, disse que é ingenuidade levar o projeto Escola sem Partido para debate no Congresso e que “uma guerra cultural se vence no campo cultural”. Olavo de Carvalho, que há 13 anos mora em Virgínia, nos Estados Unidos, criticou ainda a imprensa brasileira e falou que a eleição de Bolsonaro “tem de ser respeitada”.

Seu pensamento tem influenciado as decisões do novo governo, mas o senhor tem dito que teve pouco contato com o presidente eleito.

Conversei com ele exatamente três vezes, por telefone. O Eduardo (Bolsonaro) esteve aqui uma vez e o Flávio (Bolsonaro) esteve uma vez.

Eduardo Bolsonaro virá aos EUA na semana que vem. Pretende se encontrar com ele?

Eu espero que sim, se ele tiver tempo e puder dar uma esticada na viagem até aqui será um prazer recebê-lo.

Ele fez algum contato?

Que eu saiba, não.

Tivemos dois ministros definidos a partir de indicação do senhor. Há mais indicações suas?

Já gastei o meu estoque de ministros, eu não tenho mais nenhum no bolso (risos). Infelizmente não tenho mais ninguém.

Para falar das áreas com ministros que passaram pela sua indicação, como o ministro das Relações Exteriores. O assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, viaja nesta semana ao Brasil e Eduardo Bolsonaro viaja para os Estados Unidos. Como o senhor imagina a aproximação entre EUA e Brasil e como o País vai se colocar no cenário internacional, tendo a China como importante parceiro comercial?

O presidente (Donald) Trump disse que tem US$ 267 bilhões esperando para investir no Brasil, eu acho que isso é muito bom. Não adianta nada dizer “ah, isso vai desagradar a China”, como disse aquele idiota do Mino Carta, “ano passado o comércio com a China nos deu 20 milhões de superávit”, muito bem. A China só fez isso porque o governo Lula e Dilma e o Temer também estavam distribuindo dinheiro para os amigos deles, os amigos da China: Cuba, Angola, Venezuela, etc: 1 trilhão. Levamos 20 milhões e distribuímos 1 trilhão. Que beleza, né? Claro que se o governo parar de representar vantagem política para a China, acaba o comércio na mesma hora. Comércio com a China é escravidão. Isso é óbvio e todo mundo deveria saber disso. Vai perguntar para o Tibet se é bom conversar com a China. Agora, para os EUA, é bom, porque a riqueza da China é quase feita toda de dinheiro americano. Outra coisa, tem gente que chega a ser tão idiota que ultrapassa a medida do acreditável. Por exemplo, Mino Carta acha ruim comerciar com Estados Unidos e acha que deve comerciar com a China. Mas a China só quer saber de comerciar com os Estados Unidos, meu Deus do céu. Por que os EUA é bom para a China e é ruim para nós? Essa coisa anti-americana pueril é coisa de estudantezinho comunista de 1950, naquele tempo havia um livrinho que os comunistas distribuíam, a Editora Brasiliense, que é comunista para caramba, chamado “um dia na vida do Brasilino” e tudo o que ele consumia era americano. Só que se você retirasse todos aqueles produtos, o Brasilino retornaria à Idade da Pedra. Tem essa mentalidade ainda. É encrenquismo. Agora encrenquismo com a China não tem, embora estejamos de fato entregando tudo para a China. Essa burrice já passou do limite no Brasil. Hoje o Cristovam Buarque diz uma coisa que prova que ele não tem capacidade para ser professor de ginásio. Ele diz: soviéticos e nazistas tentaram o Escola sem Partido e não deu certo. Como você diz uma coisa dessas? Isso quer dizer que a educação na União Soviética era sem partido? E o Partido Nazista também não ditava as regras de educação? Não tinha uma doutrina pronta? Como esse idiota faz uma coisa dessas e o pessoal ainda chama de educador? Não, ele não é um educador, é um destruidor de educação nacional. Esse homem foi ministro e todos os ministros de Educação dos últimos 50 anos são culpados da destruição da educação nacional. Esse sujeito deveria calar a boca e nunca mais abrir a boca. Esses são ídolos da mídia, a mídia adora. É uma espécie de máfia, eu falo bem de você e você fala bem de mim. Então tem os intelectuais queridinhos da mídia. Você leu O Imbecil Coletivo?

Não.

Então leia, você vai ver que todos os camaradas que nos anos 1990 falavam de mim, o que esse pessoal da mídia fala hoje, todos eles estão esquecidos, jogados na lata do lixo. E os que estão falando hoje também serão jogados na lata do lixo. Só que eles acham que vão ser imortais. Acham que vão sobreviver à minha obra. São loucos? Não sabem com quem estão lidando, porra. Eu sou um escritor de envergadura universal, esses caras são uns jornalistinhas de merda, saíram da faculdade ontem, porra. E quer discutir comigo? Ah, que coisa ridícula. O meu prestígio vai crescer e o deles vai sumir. Por que estão entrando num confronto em que só podem ser ridicularizados? A mídia não tem credibilidade alguma. Você vai averiguar a tiragem do Estadão é menor do que a que tinha nos anos 1950. O que ficam botando banca se esses órgãos estão todos perdendo crediblidade rapidamente? Todos apostaram na derrota do Bolsonaro e todos passaram vergonha. Ainda querem continuar passando vergonha? Por quê? Por que vem pedir para mim, para eu os envergonhar? Eu não quero humilhar ninguém, mas os caras dão a cara a tapa, fazer o quê?

O que quer dizer com a aposta na derrota do Bolsonaro?

Todos os comentaristas diziam que era impossível se eleger. Não teve um que dissesse “o Bolsonaro tem chance”. Nenhum disse. Mas diziam isso baseado no desejo, não numa análise objetiva. Que eu saiba, que previu a vitória do Bolsonaro só eu e o Filipe Martins, que aliás é meu aluno. A mesma coisa no Trump. Todos esses sábios da mídia brasileira dizendo “vai dar Hillary na cabeça”. Vai dar na cabeça deles, isso sim. Bando de idiota. Gente analfabeta. É analfabeto funcional grave. Hoje, na mídia, você não pode fazer uma piada que as pessoas entendem em sentido literal. Ou é sinal de doença mental ou de analfabetismo funcional, coisa boa não é. Estão todos assim, meu Deus do céu. O que aconteceu? Aconteceu 50 anos de propaganda comunista na orelha, sem o devido contraste para poder pensar. Outra coisa: só admite discussão padronizada, então você tem os progressistas de um lado e os conservadores do outro, essas duas linhas de pensamento, não admite as diferenças. Então para quê você precisa dos filósofos se você já tem as ideologias prontas? Vocês vêm me entrevistar e pensam “esse aqui é o representante do pensamento conservador”. Pensamento conservador é a mãe deles. Eu tenho o meu pensamento, minha ideia, minha filosofia está registrada em livro. Por que não leem o livro para depois conversar comigo? E não querer que eu seja enquadrado nessa porcaria que eles pensam de pensamento conservador. Você é a 20.ª pessoa que vem me entrevistar e sempre com a mesma expectativa: de que eu represente o pensamento conservador, o pensamento da extrema direita. Que estupidez é essa?

Não tenho a expectativa que o senhor represente o pensamento da extrema direita. Quis entrevistá-lo porque o seu pensamento influencia o novo governo. O sinal são os dois ministros nomeados a partir das suas indicações.

Eu escrevi livros que foram aplaudidos pelas maiores inteligências do mundo. Gente de primeiríssima ordem. Ninguém na mídia liga. De repente eu indico dois ministros e pronto. Isso já é uma palhaçada. Pessoal só se interessa pela coisa superficial do dia. E a contribuição que o homem está fazendo para o pensamento profundo não interessa.

Em uma entrevista em 2016 o senhor fala que foi o “parteiro” de uma direita. O senhor coloca o governo Bolsonaro dentro dessa direita da qual se define o parteiro?

É um governo de direita sem dúvida, mas a mídia inteira está escandalizada por haver um governo de direita. Isso quer dizer que não pode ter um governo de direita? Só pode ter de esquerda? E eles chamam isso de democracia? Há 20 anos disse: o PT não está disposto a suportar o rodízio de partidos no poder. Ele quer ficar para sempre. E toda a mídia é cúmplice nisso, porque eles não aceitam que haja um governo de direita. Nos EUA, você tem um governo de direita e pode ter um governo de esquerda. Todos os países decentes do mundo são assim. No Brasil não pode? Só pode ter esquerda? Em duas eleições todos os candidatos eram de esquerda e o Lula celebrou isso como se fosse a perfeição da democracia. Toda a mídia – EstadãoFolhaO Globo –, todos eles pensam assim: o governo de esquerda é a perfeição da democracia. Agora você sabe por quê? Todas as pesquisas demonstram que 70% a 80% dos brasileiros são cristãos conservadores. Em um País de maioria cristã conservadora você não tem um partido cristão conservador? Um jornal cristão conservador? Uma universidade cristã conservadora? Uma estação de TV? Uma estação de rádio? Nada. A maioria dos País está excluída de representação política e os caras consideram que isso é a perfeição da democracia. Estão brincando comigo? O Bolsonaro é a representação da vontade popular e tem que ser respeitada, o pessoal da mídia tem que calar a boca e aceitar a realidade das coisas, aceitar que o rodízio do poder é a essência da democracia. Eles não entendem isso, acham que democracia é o governo deles.

Começamos a falar sobre a China e mudamos de assunto: defende que o Brasil se distancie da China como parceira?

Para conversar com a China tem que falar grosso, porra. Tem que ser toma lá, dá cá. E não é isso que está acontecendo, eles estão dando tudo para a China. Estão entregando. É o entreguismo mais descarado que eu já vi na minha vida. Se os americanos fizessem o que a China está fazendo conosco, haveria uma revolução no Brasil. Os caras entregam tudo para a China a preço de banana e ainda dão dinheiro para os parceiros da China. Você acha que esse dinheiro que deram para Cuba, Venezuela, Angola, vai voltar algum dia? Nunca vai voltar. Essas grandes nações comunistas que foram a União Soviética e a China vivem do roubo e do saque. Vocês não perceberam ainda, não? Vou contar alguns episódios que as pessoas não sabem. Durante a Guerra Civil Espanhola, os russos chegaram na Espanha, pegaram todas as reservas estatais de ouro dizendo que era para protegê-las e levaram para Moscou. Nunca devolveram um tostão. Nunca.

O embaixador Ernesto Fraga Araújo vai falar grosso com a China como o senhor defende?

É claro. Tem que ser uma paridade como qualquer negociação. Tem que ver o que é do nosso interesse, o que é do interesse deles e tem que ter uma troca equitativa. Também não tem que esperar que a China nos apadrinhe, seja nossa mãe.

Quando começou sua relação com o embaixador Ernesto Fraga Araújo?

Não faz muito tempo, um ano, um ano e pouco. Ele esteve aqui em casa com um amigo meu e comecei a ler os artigos dele. Fiquei impressionadíssimo. Ele é capaz de fazer análises que a nossa mídia inteira não é capaz de fazer. Estão achando ruim com ele, por que não vão discutir com ele? Porque não têm capacidade. Você acha que esse pessoal de mídia… pega os colunistas do Estadão. Tem algum capacitado para discutir com Ernesto Araújo ou comigo? Estão brincando, porra. Um bando de moleque. Coitadinhos. Eu tenho a fama de bater nos caras que vêm debater comigo. Quando eu me defrontei com Cristovam Buarque eu fiquei com dó dele. Falei “esse cara é muito burrinho e não vou nem humilhá-lo. Vou passar a mão na cabeça dele para ele não se sentir mal”. E fiz isso. Era incapaz demais, gente. Olha a entrevista que ele deu hoje. Ele não passa num exame de ginásio se ele disser uma coisa dessa, dizer que o sistema do Escola sem Partido, que o aluno pode objetar o que o professor diz foi adotado na União Soviética e na Alemanha Nazista. Eu digo ora, vai lamber sabão velho burro.

Sobre o Escola Sem Partido. O senhor critica que isso seja encampado como mudança legislativa, o que defende então?

O Escola Sem Partido se tornou objeto de discussão e o problema do qual ele trata sumiu da discussão. O problema é a dominação que os comunistas exercem na educação brasileira, dominação tirânica, onipresente, que proíbe qualquer objeção e esconde as ideias do opositor. Esconde mesmo. Qual o primeiro ponto? Reunir as provas e escrever um trabalho científico a respeito. Não começar propondo um projeto de lei absolutamente ridículo. Os fundadores do Escola Sem Partido são meus amigos, pessoas pelas quais tenho muito respeito e carinho, mas é preciso ser um amador para tentar vencer uma guerra cultural com um projeto de lei. Uma guerra cultural se vence no campo cultural: chamando os caras para a briga, demonstrando que são uns bananas, uns coitados, calando a boca deles com argumento. Você conhece um tal de Dicionário Crítico do Pensamento de Direita? Eu escrevi um artigo a respeito. Os caras se propõem a apresentar um pensamento da direita. Quando você vai ler o dicinário, todos os pensadores importantes da direita estão ausentes e no lugar deles colocaram meia dúzia de nazistas absolutamente alucinados. Eles escondem as ideias do adversário e ainda colocam falsificação no lugar delas. É uma obra coletiva feita por 104 professores universitários subsidiados com dinheiro público. Para mim, todos esses são estelionatários. Para quê você precisa de um projeto de lei para aplicar a lei existente? Claro que isso é um estelionato. Está enganando a pessoa. Está prometendo uma coisa e dando outra. Mas isso foi em 2000. Imagina o quanto essa dominação comunista se ampliou nesses anos. E na mídia inclusive, na mídia aumentou muito, muito, muito. A mídia se tornou absolutamente intolerante com qualquer coisa que não venha da esquerda. E você mesma é testemunha disso. Você vê o que estão falando do Ernesto Araújo, do Bolsonaro. A hipótese de um governo de direita é inaceitável.

A mídia foi e é criticada por setores da esquerda…

Não, você está enganada. Foi criticada quando começou a noticiar os casos de corrupção. Objeção política e ideológica à esquerda a mídia jamais teve. Nada, nada, nada. Porém quando um dos caras começa a roubar e denuncia, que é uma coisa que até na União Soviética acontecia não é luta ideológica, meu Deus do céu, isso é disputa interna da própria esquerda. Aí é evidente que o esquerdista vai, se tem que xingar o outro esquerdista, vai xingar de quê? De direitista. Trótski não era xingado de agente do imperialismo por Stálin? E assim por diante. O Fidel Castro quando mandava fuzilar um dos seus companheiros de revolução dizia que era um agente do imperialismo. Quando eu fui contratado pelo O Globo, o Luiz Garcia, já falecido, deu uma entrevista confessando. “Naquela época, no Globo, tínhamos só colunistas de esquerda e estava dando na vista, então decidimos contratar um da direita, um”. Tinha 100 de esquerda. Contrataram um da direita para tirar a má impressão. O que é isso aí? É manipulação. Ele disse isso quase 20 anos atrás. A esquerda tem o monopólio da mídia brasileira, o monopólio. Sempre tem um ou outro de direita moderada para tirar a má impressão. O que é isso? É manipulação. As organizações de mídia são todas organizações criminosas e sabem perfeitamente que o pessoal do PT está ligado com as Farc, com contrabando, e estão apoiando.

Organizações de mídia são organizações criminosas?

Você não entendeu ainda, é? O PT dirige, dirigiu durante anos, o Foro de São Paulo, em parceria com as Farc, que são organizações criminosas, que inoculam 200 toneladas de cocaína por ano no Brasil. E estavam os dois lá de mãozinhas dadas dirigindo o Foro de São Paulo, que é a coordenação estratégica da esquerda no continente, e a mídia apoiando e acobertando e escondendo a existência do Foro de São Paulo. Durante 16 anos todos – EstadãoFolhaGloboVeja – esconderam a existência do Foro de São Paulo. Esconderam, quando não negaram. E me chamavam de louco. Só pararam com isso quando, no terceiro congresso do PT, o próprio PT reconheceu que o Foro de São Paulo era coordenação estratégica do comunismo na América Latina. São todos cúmplices e todos organização criminosa, sim, estão acobertando a maior trama criminosa da história da América Latina, que é o PT e Farc.

Queria voltar a falar da Escola Sem Partido.

Avisa o Estadão: se quiser me processar, eu vou no tribunal e provo isso aí. E se brigar comigo vai perder, porque eu tenho mais leitores do que o Estadão.

Sobre a Escola Sem Partido. Nas suas palavras “uma guerra cultural se vence no campo cultural”. É viável tratar a educação como guerra?

Quem inventou a utilização da educação como guerra foram os comunistas, foi Antonio Gramsci, e já estão aplicando isso há décadas. E aí, se você reage, é você que está fazendo a guerra? Não. A guerra começou há muito tempo. Ele via toda a educação a serviço do partido, que ele chamada o ‘intelectual coletivo’. Isso foi aplicado no Brasil mais do que em qualquer outro lugar do mundo. O Gramsci chegou a ser o autor mais citado em trabalhos universitários no Brasil. Eles estão fazendo isso há 50 anos. Durante o governo militar, os esquerdistas já dominavam a mídia inteira. Você não tinha um jornal chefiado por um cara de direita, nenhum. E os colunistas de direita foram sendo removidos um por um. Isso no tempo dos militares. A anormalidade, quando dura bastante, o pessoal não percebe mais que é anormal, começa a achar que é normal.

O que significa “reunir as provas” no âmbito do Escola sem Partido?

Nós temos indícios de que o fenômeno da dominação comunista está presente, mas nós não temos a prova científica. Presta atenção. Nós temos indícios suficientes. Mas a prova científica seria o seguinte. Em primeiro lugar, seria preciso levantar todas as teses levantadas na área de filosofia e ciências humanas, em todas as universidades, nos últimos 40 anos, e você vai ver a onipresença de autores marxistas ou influenciados pelo Marx. E só. Não tem mais nada. É só isso que tem. Então você tem o discurso monopolístico sendo repassado tese em cima de tese. Isso dá para provar quantitativamente, só que é o seguinte: alguém tem que pegar as teses e verificar uma por uma. Pior ainda, é possível provar que o número de analfabetos funcionais produzindo teses universitárias e sendo aprovados têm aumentado ao longo dos anos. Eu mesmo tenho alguns exemplos, pego de vez em quando uma tese para examinar e mostro “o autor é analfabeto funcional por isso, por isso e por isso, não poderia ter recebido jamais o seu certificado universitário”. E está lá o rapaz fazendo propagandinha comunista e sendo aprovado. Isso é um escândalo, como vocês não percebem.

Mas a partir desse entendimento qual a proposta? Limitar quais autores poderiam ser citados numa tese universitária?

Eles que estão limitando. Eu estou querendo abrir. (Exalta o tom da voz) Não brinque com isso. Quer me fazer de palhaço? Peça desculpa pelo o que você falou. Quer insinuar que eu quero limitar o número de autores?

Eu fiz uma pergunta.

Peça desculpas já ou eu lhe meto um processo. Estou com o saco cheio da mídia brasileira. Não brinque.

Eu queria fazer uma pergunta e refaço como pergunta, não como insinuação. Qual a saída a partir do momento que se faz esse levantamento proposto pelo senhor?

Isso tem que ser discutido em público e esses autores têm que ser desmoralizados no campo cultural um por um. Medidas judiciais não adiantam, interferência de governo não adianta. Guerra cultural é cultural. Guerra cultural é vencida por intelectuais, não por legisladores, não por advogados, não pela polícia. E esse é o erro fundamental do Escola sem Partido, que eles cometem por ingenuidade. Não são pessoas que conhecem marxismo suficiente, estratégia comunista, são apenas cidadãos brasileiros que estão chocados com uma situação que é chocante mesmo e em desespero inventam uma medida qualquer “Ah vamos mudar os cartazinhos para avisar os alunos”. Isso não adianta nada. Você com um cartaz colado na parede pode concorrer com a influência diária do professor que está lá falando com eles o tempo todo? Não pode. Isso aí é uma bobagem. Agora, o erro que cometem por ingenuidade está sendo usado para acusar de uma coisa que eles não fazem “Ah isso é controle fascista”. Que palhaçada é essa?

O senhor fala em guerra cultural: quais as que o novo governo encampará?

O governo não pode empreender guerra cultural. Guerra cultural se faz formando intelectuais capacitados, que é o que eu estou fazendo. Tenho 5 mil alunos no Brasil, alguns já estão em posição de destaque no meio cultural: o Felipe Moura Brasil, o Filipe Martins, outros. É no campo da discussão que temos que desmoralizar essas pessoas. Trata-se de mostrar que certas pessoas não estão qualificadas para opinar, são analfabetos funcionais diplomados indevidamente por professores interessados em promover o comunismo. O professor comunista defende o aluninho comunista e dá um diplominha para ele, embora ele seja um analfabeto funcional. Isso aí é estelionato.

A partir do momento que intelectuais com ideias ligadas a estas fazem parte do governo, isso pode ser uma discussão dentro do governo. Por exemplo, com os novos ministros da Educação ou de Relações Exteriores, indicados pelo senhor.

Quando alguém assume um ministério, sacrifica sua carreira intelectual. Não vai poder exercer o trabalho intelectual durante o tempo que está no ministério como exercia antes, não vai dar. Isso não é um assunto para funcionários públicos, é um assunto para intelectuais independentes. Agora, se você juntar toda a intelectualidade esquerdista brasileira e botar para discutir comigo, ela perde, como vem perdendo há 30 anos. Sempre que o sujeito se mete comigo, sai de quatro chorando e chamando mamãe. Ficam com raivinha e ficam falando mal pelas costas. Não têm coragem de fazer um confronto direto.

Queria voltar no início da resposta. Se um ministro sacrifica sua carreira intelectual, quer dizer que eles adotarão posturas mais pragmáticas e menos ideológicas?

Me parece que sim. Não há outro jeito.

O que isso significa em política externa ou educacional, por exemplo?

Não tem jeito de conduzir política externa na base ideológica, isso é impossível. Há interesses de ordem econômica, militar, tem que levar tudo isso em conta. Mas isso você tinha que dizer para os ministros do Lula. Quando eles estavam lá socorrendo Angola, Cuba, Venezuela, isso era puramente ideológico. Por motivação ideológica, adotaram políticas econômicas, diplomáticas desastrosas, suicidas. Vai cobrar deles e não de nós. Nós não fizemos isso e não vamos fazer.

Uma curiosidade: já se encontrou com (o  ex-estrategista de campanha de Trump) Steve Bannon nos EUA?

Não. Vou dizer uma coisa que deveria ser óbvia. As opiniões políticas que um filósofo tenha em razão dos acontecimentos do dia devem ser interpretados em função dos princípios mais permanentes de sua filosofia. Isso é uma regra universal. Se você não conhece princípios do existencialismo, você não vai poder entender o que o Jean Paul Sartre está falando sobre aquilo que aconteceu. Agora, todo mundo vem me entrevistar e não quer saber, não leu meus livros, não sabe o que eu penso, inventam um Olavo de Carvalho que é a imagem do que eles chamam da direita e raciocinam a partir daí. Estão conversando com o estereótipo que eles mesmos inventaram. Não se manda uma pessoa sem preparo filosófico para entrevistar um filósofo, um repórter sem cultura literária entrevistar um escritor.

Para não partirmos de estereótipos, como o senhor define o seu pensamento para essa entrevista e no que isso se alinha com o governo do Bolsonaro, pelas conversas que já tiveram?

Eu não sei onde se alinha com o pensamento do governo. Eu realmente não sei. Eu sei o seguinte: parece que o Bolsonaro e os filhos dele leram algo do que eu escrevi e concordaram. Não sei até onde e o quanto eles leram, mas são pessoas de boa vontade para comigo e me tratam muito bem. Isso é tudo o que eu sei. São pessoas pelas quais tenho simpatia pessoal. Não há um acordo ideológico, não houve um diálogo ideológico nenhum. Aliás, se pensar, qual é a minha ideologia? Eu não tenho nenhuma. Eu tenho ciência política. Agora o pessoal fala “ideólogo deles”, isso é tudo lenda urbana inventada por menino, coisa pueril, boboca.

Conversaram três vezes por telefone. Uma na época da facada…

Outra quando ele foi eleito. Ele me telefoneu, no entusiasmo do momento. Isso é tudo.

E a terceira?

Não lembro, mas foi há mais tempo. Agora tivemos um hang out – Eu, Bolsonaro, não lembro quem mais, tinham umas quatro pessoas online. Discutimos algumas ideias, eu acho que falei da guerra cultural. Eles leram meus livros, viu? Pelo menos O Imbecil Coletivo eles leram.

O que havia de interesse seu em passar para ele e dele em saber do senhor?

Não me lembro mesmo. Mas as minhas opiniões a respeito do Brasil estão expressas, impressas. Eu tenho uma coleção chamada Cartas de um Terráqueo, de oito volumes. As minhas ideias sobre o Brasil estão todas lá. Não vou resumi-las em dez minutos. O repórter tem obrigação de ler isso. Fui entrevistado por dezenas de repórteres. Algum deles tinha lido isso? Nenhum. Chega aqui igual uma criança recém-nascida.

Posso ter lido outras ideias suas que não o Imbecil Coletivo.

Sabe sobre as minhas ideias escrito por quem?

Pelo senhor, nas suas manifestações, seus vídeos, suas entrevistas.

Leu post no Facebook, não meus livros. Se você fosse entrevistar o Jean Paul Sartre, entrevistaria pelo que ele escreveu ou do que ouviu falar?

Não se trata de ouvir falar, mas de pesquisa.

Pesquisa no departamento de pesquisa do Estadão? Faz-me rir, esses caras não leem livro nenhum.

Quero voltar às perguntas sobre os ministros. Qual sua relação com o Ricardo Vélez?

Conheço há 30 anos. Eu o encontrei várias vezes no Instituto Liberal, no Fórum da Liberdade no Rio Grande do Sul, tive várias conversas com ele, conheço o trabalho dele. E ele eu fui vendo que era o sujeito que mais entendia de pensamento brasileiro no mundo. É uma coisa absolutamente incomparável. O cara nasceu na Colômbia e chega lá e conhece todos os autores do pensamento político.

Pretende se encontrar com Bolsonaro no Brasil ou gostaria de recebê-lo?

Minha filha, não pretendo influenciar o curso das coisas de absolutamente nada, eu só respondo o que me perguntam. Eu não estou aqui para fazer política mesmo, mesmo. Eu não tenho nenhuma ambição nem gosto por essa porcaria. Quando me ofereceram ministério eu falei “Eles querem ferrar com a minha vida, porra”. Eu como escritor sou um homem muito feliz, sou o que eu queria ser quando era criança. Eu queria ser um escritor, escrever coisas boas, coisas úteis e ter um montão de leitores. Pronto. Taí. O que mais eu posso querer? Um ministério? Um carguinho público? Uma coluna no Estadão? (risada) Vocês estão brincando comigo, porra. Eu não quero mais nada, estou feliz.

ENTREVISTA: FERNANDO GABEIRA

POR PARTES

DA REVISTA CRUSOÉ

A Crusoé perguntou a Fernando Gabeira se Jair Bolsonaro pode pacificar o Brasil.

Ele respondeu:

“As primeiríssimas frases pacificadoras pareciam ter sido proferidas contra a sua vontade. Na linha de ‘vamos pacificar essa merda porque tem que pacificar’. Acho que, com o tempo, à medida que o processo político se desenvolve e você é obrigado a se abrir para a complexidade do Brasil e a diversidade de opiniões e pressões, a pessoa tende a ficar mais sábia e compreensiva. A experiência permite que ela até conheça um pouco melhor a humanidade do que conhecia antes de assumir o poder. Mas você nunca sabe como as coisas vão se passar. Tenho a expectativa de que ele será um cara tranquilo e acho que deveríamos contribuir para que haja essa tranquilidade. Bolsonaro tem muito bom humor e é um cara brincalhão, pelo menos comigo. É preciso estimular esse lado. Vamos domar a fera, não é? Não tem jeito.”

Fernando Gabeira, em sua entrevista à Crusoé, explicou por que as mentiras da esquerda fracassaram contra Jair Bolsonaro.

A revista perguntou:

“A esquerda propôs o embate entre civilização e barbárie, entre democracia e ditadura”.

Ele respondeu:

“Isso foi uma construção. A esquerda criou no Bolsonaro uma determinada ameaça à democracia e se colocou imediatamente como defensora e guardiã dos princípios democráticos. Era uma tática, não uma estratégia, e uma tática que não deu certo porque não era a democracia que estava em jogo, embora ela tenha importância clara e essencial. A democracia não era questão porque Bolsonaro queria chegar ao governo através de um processo eleitoral, não de um golpe de estado. Foi uma eleição com todos os recursos democráticos em pleno funcionamento. A comparação com a ditadura militar, portanto, não era correta. Lá, houve o uso da força para tomar o governo.”

Leia o resto da entrevista aqui.

ENTREVISTA: IZABEL MONTENEGRO

‘MOSSORÓ DEVE VOTAR EM QUEM TRABALHA PELA CIDADE’ 

POR CÉSAR SANTOS

A presidente da Câmara Municipal de Mossoró (CMM), Izabel Montenegro (MDB), acredita que a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) estará no mesmo palanque que o seu nas eleições deste ano. Izabel apoiará o projeto do seu partido, que defende a chapa Carlos Eduardo (PDT) para governador, com Garibaldi Filho (MDB) e Antônio Jácome (Podemos) ao Senado Federal.

O PP de Rosalba foi convidado para indicar o candidato a vice-governador. Izabel espera que a aliança seja definida para que o grupo local caminhe junto nas eleições estaduais.

Izabel Montenegro tratou o assunto no “Cafezinho com César Santos”, na tarde de sexta-feira, 29, na sede do JORNAL DE FATO, em Mossoró. Ela entende que Rosalba vai escolher um candidato a governador que tenha compromisso com a cidade que administra, e que certamente não será o atual gestor, Robinson Faria, que faz um governo distante dos anseios do cidadão.

Izabel também fala sobre o novo momento do Legislativo mossoroense, do projeto de construção da sede própria da Câmara e explica por que não se sentiu motivada para ser candidata nas eleições deste ano, apesar de vários convites que recebeu.

A CÂMARA Municipal criou uma comissão (CEI do lixo) para investigar contratos da terceirização da limpeza urbana, mas em seguida acabou com a comissão, justificando em erros no pedido de criação. Esse episódio não afeta a imagem da Casa, que já enfrenta dificuldade para ser entendida pela população?

A CÂMARA cumpriu o seu dever ao seguir fielmente o regime interno da Casa. Seguimos o artigo 122, seu parágrafo 1°, seu parágrafo 5°, na alínea “a”, que diz exatamente como deve ser formalizado o pedido de criação da CEI. Do artigo 122 até o 139 tem tudo sobre comissão especial de inquérito. Portanto, não havia como uma comissão funcionar sem respeitar o conjunto de regras da Câmara, e nós cumprimos apenas o nosso dever.

 

EXPLIQUE melhor, presidente…

NO PRIMEIRO artigo já não foi obedecido o que o regimento diz, porque não colocaram o prazo determinado de quando terminaria a CEI. Não colocaram os fatos determinados e as provas que justifiquem a abertura de investigação. Claro que o artigo não exige a apresentação de todas as provas, porque isso será constituído durante a apuração dos fatos, mas é preciso ter pelo menos algo relevante que se possa se basear, porque senão qualquer pessoa pode sugerir uma CEI por achar que tem algo errado, e não é assim que funciona. Temos responsabilidades, temos o dever de cumprir o regimento interno da Casa, e foi isso que fizemos.

MAS, a questão dos contratos emergenciais da limpeza urbana sem licitação não seria motivo para uma investigação?

O TRIBUNAL de Contas do Estado está analisando essa questão; o próprio Ministério Público Estadual já tem demanda sobre isso. Então, não é que nós vereadores queremos que as coisas corram soltas, sem fiscalização, até porque estamos fazendo a nossa parte. A gente conversou sobre os contratos de limpeza urbana com os representantes da Prefeitura de Mossoró, com técnicos do Município que cuidam dessa questão do lixo e com a própria prefeita Rosalba Ciarlini. Eles nos explicaram todo o processo, inclusive revelando que antes o quilo do lixo era 44 centavos e hoje é 22 centavos; e nos mostraram toda essa planilha e nós entendemos melhor a questão. Então, é preciso ser dito que a CEI não foi enterrada, mas sim arquivada por erro formal.

 

RECENTEMENTE, o plenário da Câmara aprovou projetos que eram de interesse do Executivo e derrubou vetos da prefeita Rosalba Ciarlini. Trata-se de um novo cenário, de maior liberdade da Casa em relação ao Palácio da Resistência?

NÃO tenha dúvida. Eu estou no meu terceiro mandato e já vi épocas em que não era permitido aprovar nem requerimento de oposição, e hoje são aprovados todos os requerimentos com pedido de informação, sem nenhuma resistência. Vetos da prefeita foram derrubados e outros projetos aprovados sem precisar do aval do Executivo. A Câmara hoje tem mostrado independência. O que não pode, porém, é a Câmara passar por cima do seu regimento para mostrar essa independência.

 

A CONSTRUÇÃO da sede própria da Câmara é o maior projeto de sua gestão, porém enfrenta dificuldades, principalmente financeira, para ser concretizado. É possível acreditar que até o final de seu mandato o novo Palácio Rodolfo Fernandes estará erguido?

NESTA semana, eu falei com a secretária Kátia Pinto (Infraestrutura, Meio Ambiente e Urbanismo) sobre o projeto da nossa sede própria, que já vai fazer um ano que foi lançado. O projeto está nas mãos do arquiteto Carlos Mendes, para serem feitos os devidos ajustes. A secretaria me disse que em razão do pouco quadro de profissionais na pasta, como técnicos, engenheiros e arquitetos, o projeto nos será entregue agora para que a Câmara possa contratar uma empresa para elaborar aqueles projetos complementares, como parte elétrica, hidráulica, estrutural. Vamos lançar uma licitação para contratar a empresa. Precisamos ter o projeto concluído para darmos um segundo passo, que é fazer o orçamento da obra. Só depois é que vamos lutar para viabilizar os recursos financeiros.

COMO a senhora vê a possibilidade de conseguir recursos para construir a sede própria, uma obra que é cara?

A CÂMARA só pode viver constitucionalmente do seu duodécimo. Teria que a Prefeitura viabilizar uma operação financeira para a construção da nossa sede. Sabemos que a Prefeitura não está numa situação fácil, porque o custeio é muito pesado e infelizmente a arrecadação vem caindo, uma vez que a máquina cresceu muito mais do que a receita. A Prefeitura poderia pensar em fazer um financiamento e descontar a prestação mensal do duodécimo da Câmara. É isso que nós queremos, é isso de que nós precisamos, mas também sabemos que a prefeita Rosalba precisa de recursos para investimentos em áreas importantes. Sabemos que a capacidade de investimentos do Município está cada vez menor, infelizmente. Entendemos a situação e, assim, vamos tentar uma solução para a construção da nova sede, que é o nosso principal objetivo.

 

A PREFEITA Rosalba Ciarlini conseguiu tirar o Município do Cauc (Serviço Auxiliar de Informações para Transferências Voluntárias), que havia entrado na gestão do ex-prefeito Silveira, mas a pouca capacidade de endividamento do Município impede maior volume de recursos via financiamento. Seria o grande obstáculo para a Prefeitura viabilizar recursos para a construção da sede da Câmara?

REALMENTE, a prefeita Rosalba conseguiu tirar o Município do Cauc e hoje trabalha para superar trâmites burocráticos. Até entendo que hoje a Prefeitura tem boa capacidade de endividamento, mas sei que a gestão municipal precisa de recursos para investimentos em áreas vitais. Para se ter ideia, só para recuperar a malha viária de Mossoró (asfalto, calçamento), a Prefeitura precisa de mais de R$ 200 milhões. Quer dizer, a Prefeitura tem muito em que investir para atender às demandas da população. Então, a gente vai entender qualquer medida da Prefeitura. Nós vamos falar com a prefeita Rosalba e, tenho certeza, o que for possível fazer, vai ser feito, porque é um sonho não apenas de Izabel Montenegro, mas de toda a Câmara e a da população mossoroense.

O SEU partido, o MDB, fechou aliança em chapa majoritária, com Carlos Eduardo ao Governo, Garibaldi Filho e Antônio Jácome ao Senado. A vaga de vice foi oferecida ao PP da prefeita Rosalba Ciarlini. A senhora acredita ser possível essa aliança?

PENSO que sim. A prefeita Rosalba tem conversado com todos os partidos e pré-candidatos a governador. Já teve conversa com a senadora Fátima Bezerra (PT), com o governador Robinson Faria (PSD) e tem continuado essas conversas com Carlos Eduardo. Acho que ela está certa ficar nesse compasso de espera, porque é uma decisão muito importante para o seu grupo político e para Mossoró. A nossa cidade precisa muito de um governo que faça as parcerias de que o município precisa. Rosalba pegou uma Prefeitura quebrada, a cidade desorganizada, cheia de problemas, principalmente financeiros, e se não tiver o apoio ou parceria do Governo do Estado, Mossoró não terá como sair da hecatombe em que se encontra hoje. Então, eu acredito que a prefeita Rosalba Ciarlini possa caminhar com a chapa de Carlos Eduardo, que tem a melhor proposta para o estado do Rio Grande do Norte.

 

COMO a senhora vê a possibilidade de aliança com o atual governador, que pessoas próximas a Robinson Faria cogitam?

NÃO creio nessa possibilidade. A prefeita Rosalba Ciarlini teria muita dificuldade de defender a continuidade desse governo que aí está. Aliás, não é só Rosalba; acho qualquer um terá dificuldade de defender o governo Robinson. Não é porque Robinson falou mal da prefeita por diversas vezes, até porque o momento é de a gente votar sem ódio, sem paixão, mas com consciência de escolher o melhor para o nosso estado. Cada um deve analisar o momento e procurar ver o que é melhor para o Rio Grande do Norte, o que é melhor para o seu município, para o seu povo. Com Rosalba não será diferente. Ela vai analisar sobre esse prisma também e, certamente, tomará a melhor decisão.

DE QUE forma a senhora vai se inserir no processo eleitoral deste ano?

EU SEMPRE fiquei aliada do nosso partido, o MDB, e assim será. Eu não fui chamada ainda para conversar e entendo que é uma coisa até natural, porque sempre fui fiel ao meu partido. As pessoas falam que neste momento, os vereadores estão sendo procurados por pré-candidatos que não são de Mossoró, e que esses possíveis postulantes não me procuram. Eles não me procuram porque sabem que eu sou uma pessoa definida, que eu sigo a orientação política do senador Garibaldi Filho. Então, não seria diferente agora, no momento em que o meu partido precisa mais de mim.

 

NAS eleições de 2014, apenas um deputado de Mossoró, o federal Beto Rosado (PP), foi eleito. A cidade não teve um deputado estadual eleito. Candidatos de outras regiões acabaram levando os votos dos mossoroenses. Hoje, queixa-se que esses políticos não trabalharam por Mossoró. Pode-se dizer que é um equívoco votar em nome de outras regiões?

NÃO acho que seja errado você votar em um candidato de outra cidade ou região, inclusive eu não sou mossoroense, mas sim cearense, mesmo tendo chegado aqui ainda criança. Entendo que o eleitor deve votar por seu município, por políticos que trabalham por seu município, e isso não quer dizer que nomes de outras regiões não possam ter o voto dos mossoroenses. Temos exemplos de deputados que receberam voto do eleitor de Mossoró e corresponderam com trabalho, assim como há deputados que foram bem votados aqui e não retribuíram em nada. Nas eleições passadas, um deputado federal (Fábio Faria) e estadual (Galeno Torquato), que tiveram mais de 12 mil votos em Mossoró, apoiado pelo então prefeito Silveira, realmente não olharam nem para a nossa cidade.

 

VOTAR em candidatos como os que a senhora citou não seria um equívoco, inclusive de quem aceita apoiá-los?

ACHO que o eleitor deve votar em quem trabalha por sua cidade, no caso Mossoró. Os exemplos que citei realmente não corresponderam. Para se ter ideia, o deputado Fábio Faria, quando eu fui a Brasília com uma comissão de vereadores, levando um requerimento da Liga de Estudos e Combate ao Câncer de Mossoró, ele sequer queria receber o nosso ofício. Fábio sequer destinou uma emenda à liga de Mossoró, mesmo sabendo que as ligas de Natal e Caicó recebem emendas parlamentares. Portanto, defendo que o eleitor veja quem tem compromisso com a cidade, independentemente que seja filho de Mossoró ou de outras regiões. Agora, com certeza, os filhos de Mossoró têm muito mais trabalho pela cidade do que qualquer outro.

 

A SENHORA já tem definido os candidatos que apoiará nas eleições de outubro?

NÃO. Estamos aguardando as definições em relação às alianças e, principalmente, em relação ao meu partido. Eu sempre disse, e digo, que o meu voto será para fortalecer a candidatura à reeleição do senador Garibaldi Filho. Eu não tenho nenhum problema de votar nos candidatos de Mossoró ou de outras regiões, desde que essas candidaturas venham fortalecer a de Garibaldi.

A SENHORA cumpre o terceiro mandato na Câmara de Mossoró, conquistou a presidência, e provavelmente vive o seu melhor momento político. Esse cenário não a motivou ser candidata nas eleições deste ano?

EU FUI cortejada, recebi convites até de outros partidos, recebido convite do meu próprio partido, mas não me senti motivada, não me vi candidata a um cargo em nível estadual.

 

POR quê?

PELO momento político que nós vivemos. O político hoje está satanizado. Infelizmente, parte da imprensa, principalmente da grande imprensa, tem colaborado para agravar a imagem negativa do político. Veja o quadro da Globo “O Brasil que você quer para o futuro”, que foca principalmente os comentários negativos contra o político, como se todos os políticos fossem culpados por tudo de ruim que acontece no país. A Globo não focaliza o lado positivo da classe política, as coisas boas que os políticos fazem, e infelizmente prioriza somente as coisas ruins. Vivemos um momento muito difícil, um desgaste político profundo em que a maioria dos eleitores sequer pretende votar nas eleições deste ano. Então, não me sinto motivada a ser candidata.

Fonte: Blog de César Santos no Defato.com

 

Jorge confirma candidatura à ALERN e defende conceito de “novo” na política

Empresário concedeu entrevista ao jornalista Edilson Damasceno, do Portal Defato.com, e destacou pensamento sobre seu novo projeto eleitoral para 2018

POR EDILSON DAMASCENO

Depois de concorrer à vice-prefeito de Mossoró nas eleições de 2016, encabeçando chapa com o empresário Tião Couto, o empresário Jorge do Rosário (PR) já tem um novo desafio eleitoral pela frente: vai disputar uma vaga de deputado estadual no pleito deste ano pelo PR. Em entrevista ao Jornal/Portal Defato.com, ele felou sobre o seu novo projeto político-eleitoral.
O Blog destaca alguns trechos da entrevista. (Por Edilson Damasceno).
O senhor saiu de uma campanha municipal recentemente, e já está vislumbrando outro pleito. O que o motivou a ter interesse pela Assembleia Legislativa?
Quando você sai de uma eleição, como foi a de 2016, com quase 52 mil votos, você entende que aquilo que você defendeu como projeto ganhou o apoio de muitas outras pessoas, e isso cria uma responsabilidade. Ao mesmo tempo, a gente escuta as pessoas dizendo que o sonho não deve morrer. A decisão de dar prosseguimento ao projeto político com uma pré-candidatura a deputado estadual não se fundamenta em desejo pessoal ou mera expectativa de poder, mas no sentimento de seguir adiante com uma proposta de trabalho que acredito possa ajudar as pessoas que vivem no nosso estado.
O SENHOR acha que existe espaço para novos nomes em Mossoró, em termos de representatividade na Assembleia?
MOSSORÓ se sentiu muito há quatro anos, quando não elegeu nenhum deputado estadual. Quer queira, quer não, na hora de brigar pelas verbas de investimento, na hora de repartir o orçamento estadual com as emendas, na hora de lutar para um determinado benefício que está chegando, é necessário que a cidade e a região tenham deputados que as representem. Sendo assim, penso que a cidade perdeu muito sem essa representação e penso que chegou o momento de essa história ter um novo capítulo com gente nova para agregar ideias novas, com uma nova energia e com o objetivo de fazer diferente, representantes que sirvam ao povo e não se sirvam do povo.
MOSSORÓ está ressabiada com novos nomes, já que um dos deputados estaduais que obteve votação significativa na cidade não fez jus aos votos que obteve. O senhor não teme ser hostilizado?
O NOVO pelo simples fato de ser novo não quer dizer nada. O novo que defendemos é representado por pessoas que tenham uma história de vida honrada, coerência com seus ideais e demonstre conhecimento da situação do estado e aponte caminhos para a retomada do desenvolvimento. O novo que gere credibilidade.
 O SENHOR é um homem bem estabilizado. O que o levou a se interessar pela política?
A DECISÃO de ter uma participação política mais ativa foi tomada em cima de um projeto que representava mudança, uma ruptura com o modelo de gestão pública ineficiente e muitas vezes desonesta. Essa motivação não passa por vaidade pessoal ou projeto de poder. Trata-se de um desejo de contribuir com algumas ideias e suas implementações, é claro, se essa for a vontade do eleitor. Penso que posso contribuir. Caberá ao eleitor decidir se me outorga ou não o mandato para executar esses projetos.
EXISTE espaço para o tipo de política que o senhor pensa desenvolver?
SIM. Existe. O que precisamos é fechar os espaços para a política feita por pessoas que roubam o dinheiro público, os que ganham com a corrupção, o poder nas mãos de pessoas sem escrúpulos. E na medida em que esses vão perdendo espaço, chegou a hora de incluir pessoas com passado limpo, com coerência, com histórico de honradez e com conhecimento e experiência para apresentar soluções novas e eficazes para os problemas que vivenciamos, como falta de oportunidades, aumento da violência, derrocada da economia.

CANAL YOUTUBE: ENTREVISTA ROSALBA CIARLINI

PREFEITA AUTORIZA REAJUSTE SALARIAL PARA PROFESSORES ANTES DE TRANSMITIR CARGO

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A prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini, antes de transmitir o cargo para a vice, Nayara Gadelha, autorizou encaminhamento de reajuste salarial aos professores da rede municipal de ensino.

Confira entrevista em nosso Canal no YouTube:

DO PRESÍDIO: EM MOSSORÓ, MARCINHO VP DIZ QUE CORRUPÇÃO MATA MAIS DO QUE DROGA

BANDIDO FALA AO SITE UOL DIRETO DO PRESÍDIO FEDERAL DE MOSSORÓ

O tráfico de drogas não acaba porque financia as campanhas políticas no Brasil. A afirmação é feita por Márcio dos Santos Nepomuceno, o “Marcinho VP”, em entrevista exclusiva o portal de notícia UOL, gravada no presídio federal de Mossoró, onde está preso há mais de um ano.

Sem se esquivar de qualquer pergunta e falando abertamente, o bandido é direto e certeiro: “O tráfico é nocivo e funesto, mas a corrupção é o crime que mais mata no Brasil.”

De fato, os bilhões e bilhões de reais desviados dos esquemas criminosos, que engordam patrimônios dos políticos, de todos os partidos e matizes, são recursos que deixam de chegar na saúde pública, no social, na educação, na segurança. Por gravidade, as demandas públicas acabam fracassando, provocando o caos.

O traficante diz que o ex-governador Sérgio Cabral, preso e condenado na operação Lava Jato, é o líder da corrupção e que tinha ligação direta com o crime. “Ele é o cacique-mor da maior organização criminosa do Rio de Janeiro”, afirma.

Marcinho VP cumpre 48 anos de prisão por tráfico de drogas e morte de duas pessoas nos morros cariocas. Ele é apontado como o fundador do “Comando Vermelho”, facção criminosa que infernizou a vida no Rio de Janeiro por longos anos. A facção foi fundada em 1979. Ele nega. Marcinho foi preso em agosto de 1996, antes de completar 21 anos. Em duas décadas, conheceu vários presídios do País, com seguidas transferências.

Marcinho VP aceitou gravar entrevista com o UOL porque está lançando um livro neste sábado (20), obra redigida em coautoria com o jornalista Renato Homem. O livro tem o título: “Marcinho – Verdades e Posição: Direito Penal do Inimigo”.

A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA AQUI

ENTREVISTA: EDUARDO CUNHA

EX-PRESIDENTE DA CÂMARA FEDERAL AFIRMA QUE JANOT QUERIA USAR SUA DELAÇÃO PARA DERRUBAR TEMER

POR ÉPOCA

Capa edição 1006 (Foto: Época )

Trezentos e quarenta e cinco dias no cárcere não quebraram Eduardo Cunha. O homem que derrubou Dilma Rousseff, encerrando abruptamente 13 anos do PT no poder, pária para boa parte dos brasileiros, herói para alguns poucos, o homem que se consagrou como o mais vistoso preso da Lava Jato, esse homem que segue gerando memes e açulando paixões – eis um homem que se recusa a aceitar o destino que se lhe impôs, da política como passado e das grades como futuro. Cunha não aceita ser o que esperam dele: um presidiário obsequioso, a cumprir sem muxoxos sua sentença. “Sou um preso político”, disse, num encontro recente em Brasília, aquele cuja delação o presidente Michel Temer mais teme. Na primeira entrevista desde que foi preso, Cunha, cujo corpo, fala e espírito não traem um dia submetido ao xilindró, foi, bem, puro Cunha: articulado, incisivo, bélico. Falou da vida na prisão, da negociação frustrada de delação com o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e do que considera uma clara perseguição judicial contra ele. Acusou a existência de um mercado de delações premiadas, revelando detalhes substantivos. Pôs-se à disposição da sucessora de Janot para voltar a negociar sua delação, talvez sua única saída viável para escapar da cadeia – ele foi condenado em primeira instância e responde a processos por corrupção em Curitiba, Brasília e no Rio de Janeiro. A seguir, trechos da entrevista.

ÉPOCA – O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot não aceitou sua proposta de delação premiada. O senhor ainda está disposto a colaborar, caso a nova procuradora-geral, Raquel Dodge, aceite negociar?
Eduardo Cunha –
 Estou pronto para revelar tudo o que sei, com provas, datas, fatos, testemunhas, indicações de meios para corroborar o que posso dizer. Assinei um acordo de confidencialidade com a Procuradoria-Geral da República, de negociação de colaboração, que ainda está válido. Estou disposto a conversar com a nova procuradora-geral. Tenho histórias quilométricas para contar, desde que haja boa-fé na negociação.

ÉPOCA – Não houve boa-fé na negociação com Janot?
Cunha –
 Claro que não. Nunca acreditei que minha delação daria certo com o Janot. Tanto que não deu.

ÉPOCA – Então, por que negociou com a equipe dele?
Cunha –
 Topei conversar para mostrar a todos que estou disposto a colaborar e a contar a verdade. Mas só uma criança acreditaria que Janot toparia uma delação comigo. E eu não sou uma criança. O Janot não queria a verdade; só queria me usar para derrubar o Michel Temer.

ÉPOCA – Como assim?
Cunha –
 Tenho muito a contar, mas não vou admitir o que não fiz. Não recebi qualquer pagamento do Joesley (Batista, dono da JBS) para manter silêncio sobre qualquer coisa. Em junho, quando fui depor à Polícia Federal sobre esse episódio, disse que tanto não mantinha silêncio algum que ninguém havia me chamado a colaborar, a quebrá-lo. Naquele momento, o Ministério Público e a Polícia Federal me procuraram para fazer colaboração. Autorizei meus advogados a negociar com o MP.

ÉPOCA – O que deu errado?
Cunha –
 Janot queria que eu colocasse mentiras na delação para derrubar o Michel Temer. Se vão derrubar ou não o Michel Temer, se ele fez algo de errado ou não, é uma outra história. Mas não vão me usar para confirmar algo que não fiz, para atender aos interesses políticos do Janot. Ele operou politicamente esse processo de delações.

ÉPOCA – O que há de político nas delações?
Cunha –
 O Janot, na verdade, queria um terceiro mandato. Mas seria difícil, tempo demais para um só. O candidato dele era o Nicolao Dino (vice de Janot), mas a resistência ao Dino no PMDB era forte. Se o Dino estivesse fora, a Raquel Dodge, desafeto do grupo dele, seria escolhida. É nesse contexto que aparece aquela delação absurda da JBS. O Janot viu a oportunidade de tirar o Michel Temer e conseguir fazer o sucessor dele na PGR.

ÉPOCA – O que há de absurdo na delação da JBS? Ou o senhor se refere aos benefícios concedidos aos delatores?
Cunha –
 O Joesley fez uma delação seletiva, para atender aos interesses dele e do Janot. Há omissões graves na delação dele. O Joesley poupou muito o PT. Escondeu que nos reunimos, eu e Joesley, quatro horas com o Lula, na véspera do impeachment. O Lula estava tentando me convencer a parar o impeachment. Isso é só um pequeno exemplo. Eu traria muitos fatos que tornariam inviável a delação da JBS. Tenho conhecimento de omissões graves. Essa é uma das razões pelas quais minha delação não poderia sair com o Janot. Ele, com esses objetivos políticos, acabou criando uma trapalhada institucional, que culminou no episódio do áudio da JBS. Jogou uma nuvem de suspeição no Supremo sem base alguma.

ÉPOCA – Mas o que houve de político na negociação da delação do senhor?
Cunha –
 A maior prova de que Janot operou politicamente é que ele queria que eu admitisse que vendi o silêncio ao Joesley para poder usar na denúncia contra o Michel Temer. Não posso admitir aquilo que não fiz. Como não posso admitir culpa do que eu não fiz, inclusive nas ações que correm no Paraná. Estava disposto a trazer fatos na colaboração que não têm nada a ver com o que está exposto nas ações penais. Eles não queriam.

Moro (Foto: Época)

ÉPOCA – Havia algum outro fato que os procuradores queriam que você admitisse? Que não foi uma admissão espontânea, como determina a lei?
Cunha –
 Janot queria que eu colocasse na proposta de delação que houve pagamentos para deputados votarem a favor do impeachment. Isso nunca aconteceu. Um absurdo. Se o próprio Joesley confessou o contrário na delação dele, dizendo que se comprometeu a pagar deputados para votar contra o impeachment, de onde sai esse tipo de coisa? Qual o sentido? Mas aí essa história maluca, olha que surpresa, aparece na delação do Lúcio (Funaro, doleiro próximo a Cunha). É uma operação política, não jurídica. Eles tiram as conclusões deles e obrigam a gente a confirmar. Os caras não aceitam quando você diz a verdade. Queriam que eu corroborasse um relatório da PF que me acusa de coisas que não existem. Não é verdade. Então não vou. Não vou.

ÉPOCA – Janot estabeleceu uma disputa entre o senhor e Funaro. Só um fecharia delação, por terem conhecimento de fatos semelhantes envolvendo o PMDB da Câmara.
Cunha –
 O Janot tem ódio de mim. Mas o ódio dele pelo Michel Temer passou a ser maior do que a mim. Então, se eu conseguisse derrubar o Michel Temer, ele aceitava. Mas eu não aceitei mentir. E ele preferiu usar o Lúcio Funaro de cavalo.

ÉPOCA – Alguma outra razão para a delação não ter saído?
Cunha –
 O que eu tenho para falar ia arrebentar a delação da JBS e ia debilitar a da Odebrecht. E agora posso acabar com a do Lúcio Funaro.

ÉPOCA – O que o senhor tem a contar de tão grave?
Cunha –
 Infelizmente, não posso adiantar, entrar no mérito desses casos. Quebraria meu acordo com a PGR. Eu honro meus acordos.

ÉPOCA – Nem no caso de Funaro? O senhor já mencionou um fato que diz ser falso.
Cunha –
 Ainda não tive acesso à íntegra da delação do Lúcio Funaro. Mas, pelo que li na imprensa e pelo que já tive conhecimento, há muito contrabando e mentiras ali. A delação do Lúcio Funaro foi feita única e exclusivamente pelo que ele ouviu dizer de mim. O problema é que ele disse que ouviu de mim coisas que não aconteceram. Como um encontro dele com Michel Temer e comigo na Base Aérea em São Paulo. Ou esse episódio da véspera do impeachment, de compra de deputados, que o Janot colocou na boca do Lúcio Funaro. Tudo que ele falou do Michel Temer que disse ter ouvido falar de mim é mentira. Ele não tinha acesso ao Michel Temer ou aos deputados. Eu tinha.

Fonte: www.epoca.com.br

 

 

 

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