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Entrevista

William Bonner e Patrícia Poeta entrevistam Dilma Rousseff no Jornal Nacional 

A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, afirmou nesta segunda-feira (18), em entrevista ao Jornal Nacional, que os governos dela e do antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva prepararam o país para um novo ciclo de crescimento e para consolidar a classe média. Ela também foi indagada sobre sucessivos escândalos de corrupção na administração federal e sobre a posição do PT na defesa dos condenados no mensalão.

“Criamos as condições para o país dar um salto colocando a educação no centro de tudo. E isso significa que nós queremos continuar a ser um país de classe média, cada vez maior a participação da classe média. Mais oportunidades para todos”, declarou sobre a expansão do segmento.

Corrupção e PT
O jornalista William Bonner perguntou a Dilma se ela não foi “condescendente” com a corrupção já que o PT é um partido com “um grupo de pessoas comprovadamente corruptas, mas que são tratados como guerreiros, como vítimas”. Ele se referia ao julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal, que condenou e levou à prisão dirigentes do partido.

Questionada quatro vezes sobre o assunto, a presidente não respondeu (assista ao trecho).

“Eu sou presidente. Eu não faço nenhuma observação sobre julgamentos realizados pelo Supremo Tribunal. A Constituição exige do presidente da República que nós respeitemos e consideremos a autonomia dos outros órgãos. Eu não julgo as ações do  Supremo. Eu tenho opiniões pessoais. Durante o processo inteiro não manifestei nenhuma opinião. Não vou tomar nenhuma posição que me coloque em confronto, em conflito, aceitando ou não. Eu respeito as decisões da Suprema Corte brasileira”, declarou.

Sobre corrupção na administração federal, disse que, nos dois governos do PT, nenhum procurador-geral da República foi chamado de “engavetador-geral da República”.

Segundo a presidente, nem todas as pessoas denunciadas nos escândalos foram punidas pelo Judiciário porque nem todas as denúncias apresentadas na mídia, afirmou, foram comprovadas.

Questionada sobre a substituição de denunciados por pessoas dos mesmos partidos envolvidos nos escândalos, afirmou que os partidos podem fazer exigências, “mas eu só aceito quando são pessoas íntegras e competentes na área”.

Saúde
Na entrevista, Dilma foi indagada por Patrícia Poeta se considerava a situação da saúde “minimamente razoável”, por causa das filas em hospitais, do atendimento em macas, e de exames não realizados.

Ela respondeu que “não” e admitiu que “tivemos e ainda temos muitos problemas e desafios a enfrentar na saúde”.

Antes, porém, chamou a atenção para o programa Mais Médicos, dizendo que o governo teve uma “atitude corajosa” ante a necessidade de 14 mil profissionais para atender à população. Disse que chamou primeiro médicos brasileiros para contratação, mas que não foram suficientes para a demanda. Depois, médicos brasileiros e estrangeiros formados no exterior, que também não cobriram a necessidade.

“Na sequência, chamamos médicos cubanos, através da Opas [Organização Pan-americana de Saúde], e aí conseguimos chegar a 14.462 médicos, que, pelos dados da OMS [Organização Mundial de Saúde], correpondem a uma capacidade de atendimento de 50 milhões de brasileiros. 50 milhões de brasileiros não tinham atendimento médico. Hoje têm”, declarou.

Economia
Em outro momento da entrevista, Dilma foi questionada se achava justo culpar o pessimismo ou a crise internacional por números negativos na economia e se o governo não tinha responsabilidade pelos resultados.

“Nós enfrentamos a crise, pela primeira vez no Brasil, não desempregando, não arrochando salários, não aumentando tributos – pelo contrário, diminuimos, reduzimos e desoneramos a folha, reduzimos a incidência de tributos sobre a cesta básica. Nós enfrentamos a crise também sem demitir”, respondeu a petista.

Dilma apontou para uma “melhoria prevista no segundo semestre” ao ser confrontada com os recentes indicadores negativos da economia.

Ela se referiu ao que chamou de “índices antecedentes”, que antecipam tendências da economia. “A quantidade de papelão que é comprada, a quantidade de energia que é consumida, a quantidade de carros que são vendidos, todos esses índices indicam uma recuperação no segundo semestre, vis a vis, o primeiro”, afirmou a presidente.

Fonte: G1

Entrevista: Eduardo Campos no Jornal Nacional

O candidato do PSB à Presidência da República foi entrevistado ao vivo, na bancada do JN, por William Bonner e Patrícia Poeta

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O Jornal Nacional due sequência, nesta terça-feira, 12,, à série de entrevistas com os principais candidatos à Presidência, em que abordou questões polêmicas das candidaturas e o desempenho deles em cargos públicos. Lembrando que o Bom Dia Brasil e o Jornal da Globo tambémreceberão os candidatos nas próximas semanas. O tempo total da entrevista de hoje é de 15 minutos, dos quais nós reservamos o último minuto e meio para que o candidato fale resumidamente sobre os projetos que ele considera prioritários se for eleito. O sorteio acompanhado por assessores dos partidos determinou para a hoje a presença do candidato do PSB, Eduardo Campos.

Patrícia Poeta: Boa noite, candidato.

Eduardo Campos: Boa noite, Patrícia. Boa noite, Bonner. Boa noite a todos que estão nos assistindo.

Patrícia Poeta: Então o tempo começa a ser contado a partir de agora. Candidato, vamos começar a entrevista com a lista de alguma promessas que o senhor já fez, eu anotei algumas delas: escola em tempo integral, passe livre para estudantes do ensino público, aumento dos investimentos em saúde para 10% das receitas da União, manutenção do poder de compra do salário mínimo e multiplicar por 10 o orçamento da segurança. Tudo isso significa aumento dos gastos públicos. Mas o senhor também promete baixar a inflação atual para 4% em 2016, chegando até 3% até 2019. E isso, segundo economistas, exige cortar pesadamente gastos públicos. Ou seja, essas promessas se chocam, se batem. Qual delas o senhor não vai cumprir?

Eduardo Campos: Patrícia, na verdade, só há uma promessa, que é melhorar a vida do povo brasileiro. A sociedade brasileira tem apresentado na internet, nas ruas, uma nova pauta, que é a pauta da educação, da melhoria da assistência da saúde, que está um horror no país, a violência que cresce nos quatro cantos do país. Nós temos que dar conta de melhorar a qualidade de vida nas cidades onde a mobilidade também é um grave problema. E tudo isso em quatro anos.  Nós estamos fazendo um programa de governo, ouvindo técnicos, a universidade, gente que já participou de governo. E é possível, sim. Nós estamos fazendo conta, tem orçamento. Eu imagino que muitas vezes as pessoas dizem assim: ‘Houve uma reunião do Copom hoje e aumentou 0,5% os juros’. E ninguém pergunta da onde vem esse dinheiro. E 0,5% na Taxa Selic significa 14 bi. O passe livre, que é um compromisso nosso com os estudantes, custa menos do que isso. Então, nós estamos fazendo contas para, com planejamento, em quatro anos trazer inflação para o centro da meta, fazer o Brasil voltar a crescer, que esse é outro grave problema, o Brasil parou. E o crescimento também vai abrir espaço fiscal. Tudo isso com responsabilidade na condução macroeconômica. Banco Central com independência, Conselho Nacional de Responsabilidade Fiscal, gente séria e competente governando. Fazendo a união dos competentes, dos bons, o Brasil pode ir muito mais longe.

Patrícia Poeta: Agora, candidato, o senhor então está querendo dizer que pretende deixar de gastar aqui, para gastar ali. Mas isso não significa, necessariamente, cortes pesados. Não são cortes. Então, os economistas dizem que para combater a inflação seria necessário isso: cortes severos mesmo. Como é que o senhor pretende fazer isso?

Eduardo Campos: Olha, a inflação não pode ser combatida só com a taxa de juros, como vem sendo feita no país. É preciso ter coordenação entre a política macroeconômica monetária, a política fiscal, mas é preciso também ter regras seguras. As regras que mudam a todo dia no Brasil muitas vezes fazem com que o preço do dinheiro suba, o chamado Custo Brasil. A falta de logística que encarece o produto que vem do mundo rural, da própria indústria, a falta de ferrovia, de rodovia, que o Jornal Nacional mostra tantas vezes aqui, de portos, encarece o país. Então, o Brasil precisa enfrentar a inflação, porque ela está corroendo o salário. As pessoas estão percebendo, quem está nos assistindo tem percebido que o salário não dá para o mês inteiro. Os aposentados, os assalariados, os que vivem por conta própria do seu esforço percebem. O compromisso um com o centro da meta da inflação e a retomada do crescimento.

Patrícia Poeta: Então, o senhor não acha que seria justo dizer para o eleitor que o próximo ano será um ano difícil, duro, com remédios mais amargos?

Eduardo Campos: É, o ano difícil está sendo já esse, Patrícia. Porque a gente vai ter um crescimento de -1%. O Brasil está perdendo…

Patrícia Poeta: Sem aumento da tarifa.

Eduardo Campos: É, o Brasil perdeu de 7 a 1 dentro do campo de futebol, na Copa, e está perdendo também de 7 a 1 fora do campo. Porque é sete de inflação, com a presidenta guardando na gaveta dela, para depois da eleição o aumento da energia e o aumento do combustível, mesmo assim, com menos de um de crescimento.

Patrícia Poeta: Mas vai ser um ano difícil, o próximo ano, candidato?

Eduardo Campos: Eu acho que vai ser um ano que nós vamos terminar melhor do que o ano de 2014. Porque nós vamos enfrentar os problemas. A pior coisa na vida de uma pessoa, de uma família e de um governo é a gente ficar escondendo os problemas e não tendo coragem e humildade de dizer: ‘Ó, estamos com problemas. Vamos resolver o problema?’. Nós estamos com um problema, por exemplo, na questão da energia. Não seria muito melhor dizer: ‘Ó, choveu menos do que deveria, não investimos tanto’. Por que a gente não criar todo um esforço de eficiência energética, como a Europa está fazendo? Premiar quem faz as mesmas coisas, seja na indústria, no comércio, em casa, com menos energia.

William Bonner: Vamos mudar de assunto. O senhor se articulou com o ex-presidente Lula e com partidos políticos para eleger a sua mãe, a então deputada federal Ana Arraes, ministra do Tribunal de Contas da União. O senhor considera isso ético? Não foi uma forma de nepotismo?

Eduardo Campos: Veja, Bonner, se a nomeação fosse minha, se dependesse da minha nomeação enquanto governador, seria nepotismo, e eu quero te dizer que eu fui o primeiro governador a fazer a lei do nepotismo no estado de Pernambuco. Ela, Ana, era funcionária pública de carreira por concurso da Justiça, elegeu-se deputada por duas vezes, com votações crescentes, fez mandatos respeitáveis. A Câmara foi chamada a eleger um parlamentar para uma vaga no Tribunal de Contas, ela se candidatou, outros deputados se candidataram, como o ex-presidente da Câmara Aldo Rebelo. Ela disputou uma eleição com vários deputados, ela foi a única mulher que ganhou no voto, com a votação muito grande, e foi ser ministra e tem feito um trabalho como ministra do Tribunal de Contas que todos reconhecem como trabalho digno, sério.

William Bonner: Certo, mas o que eu estou colocando em questão não são os méritos da sua mãe, não se trata disso, a questão é: o senhor ter usado o seu prestígio, o seu poder para se empenhar pessoalmente num trabalho de catequese, numa campanha para que um parente seu ocupasse um cargo público e vitalício. O senhor acha que isso foi um bom exemplo para o país?

Eduardo Campos: Olha, na hora que ela saiu candidata com apoio do meu partido, se fosse uma outra pessoa, eu teria apoiado. Por que eu não apoiaria ela que tinha todos os predicados, tanto é que pode registrar a sua candidatura, pode fazer a disputa. Eu nem votei, Bonner, porque eu não era deputado. Eu, simplesmente, torci na hora em que ela se candidatou para que ela ganhasse e ela tem feito um trabalho no Tribunal de Contas que tem o reconhecimento, inclusive, do corpo técnico do Tribunal.

William Bonner: O seu empenho pessoal, o senhor não vê nada de errado no seu empenho pessoal nesta eleição?

Eduardo Campos: Não.

William Bonner: Ok.

Patrícia Poeta: Ainda nesse ponto, candidato, o senhor indicou um primo seu e um primo da sua mulher para trabalhar no TCE, que é o órgão responsável por fiscalizar as contas do estado, quando o senhor era governador de Pernambuco. Como é que fica a isenção nisso?

Eduardo Campos: Na verdade, eles se candidataram na Assembleia Legislativa em vagas que eram próprias da Assembleia Legislativa. Um deles e um outro foi indicado, como ele foi desembargador eleitoral, tinha todos os predicados jurídicos para fazer exatamente esse pleito e foi votado pela Assembleia Legislativa.

Patrícia Poeta: Mas foram indicados pelo senhor?

Eduardo Campos: Não. O Marcos Loreto…

Patrícia Poeta: Para julgar suas contas.

Eduardo Campos: Não, para julgar minhas contas, não. Eles foram indicados para vaga no Tribunal de Contas. Um pela Assembleia Legislativa, não há nenhuma indicação, a vaga era da Assembleia, pessoas podiam se candidatar e ele não estava impedido por lei de se candidatar. E, um outro, que foi indicado na vaga do Executivo respeitando a legislação em vigor.

Patrícia Poeta: Então, o senhor, não vê conflito nisso. Se o senhor fosse eleito presidente hoje, o senhor manteria esse comportamento no governo federal, sem dúvidas?

Eduardo Campos: Não, eu acho que a gente precisa, na verdade, sobretudo agora que vamos ter cinco vagas no Supremo Tribunal Federal, o Brasil precisa fazer uma espécie de comitê de busca, o que é feito para os institutos de pesquisa, juntar notórias, pessoas com notória especialidade e conhecimento para fazer ao lado do presidente a seleção de pessoas que vão para esses lugares vitalícios. Aliás, eu acho que o Brasil deve fazer uma reforma constitucional para acabar com esses cargos vitalícios que ainda existem na Justiça, é preciso ter os mandatos também no Poder Judiciário, coisa que existe em outras nações do mundo, de maneira a oxigenar os tribunais e garantir que esse processo de escolha seja um processo mais impessoal.

William Bonner:  Candidato, o senhor tem procurado apresentar o discurso de um gestor moderno, de um gestor favorável ao empreendedorismo privado, mas o fato é que, logo depois do anúncio da sua aliança com Marina Silva, Marina fez restrições ao agronegócio, que é um setor que tem sustentado a economia brasileira em muitos anos. Como é que o senhor pretende resolver esta contradição dentro da sua chapa?

Eduardo Campos: Olha, com diálogo, Bonner. Mostrando exatamente que Marina não tem nada contra agronegócio ou contra indústria ou contra o desenvolvimento econômico. O que Marina defende e eu defendo também, e a sociedade brasileira quer ver hoje, é que nós temos que ter desenvolvimento com respeito ao meio ambiente e com inclusão. Esse é um conceito que no século passado parecia que disputava: ou se tem desenvolvimento ou se tem respeito à natureza. E, hoje, o mundo todo bota numa equação só, tenta efetivamente conciliar desenvolvimento com proteção da natureza e com inclusão das pessoas mais pobres.

William Bonner:  Claro, candidato. Mas eu acho que eu preciso ser um pouco mais específico sobre a contradição a que eu me referi. Vamos falar da reforma, da votação do Código Florestal. Assunto importantíssimo. Na votação do Código Florestal, o seu partido aprovou, quase que por unanimidade. E o grupo político de Marina Silva teve uma posição rigorosamente oposta. Marina chegou a dizer que o Código Florestal representava um retrocesso de 20 anos. A questão é: como é que o eleitor pode se convencer da coesão da sua chapa, se os dois candidatos têm visões tão opostas, tão antagônicas em relação a esse assunto?

Eduardo Campos: Absolutamente. Nós temos uma visão, uma aliança, que não é feita em cima da minha opinião, da opinião de Marina. Em cima de um programa, de um programa que tem a participação da academia brasileira, de diversos estudiosos, cientistas, militantes do movimento social, que têm nos ajudado a construir um programa, que vai ser lançado nos próximos dias, exatamente para não ter uma coisa de uma aliança pessoal, uma aliança de personalidades, mas uma aliança de pensamentos.

William Bonner: Mas eu apresentei um caso concreto, em que houve posições bem diferentes. Um dos dois lados cedeu em relação a esse assunto para chegar a um consenso?

Eduardo Campos: Neste caso, em particular, eu defendi as posições de Marina. Na nossa bancada, ela rachou, na verdade. Teve muita gente que era ligado a estados onde o agronegócio tinha mais expressão que não votou com a orientação partidária, mas eu defendi a posição que foi representada por Marina.

William Bonner: Só dois votos do seu partido foram contrários.

Eduardo Campos: Exatamente. E eu me coloquei solidário à posição dela.

Patrícia Poeta: Ainda sobre coerência. O senhor e o seu partido foram colaboradores próximos do então presidente Lula. O senhor, inclusive, foi ministro em 2005 do governo dele, exatamente quando o escândalo do Mensalão veio a público e o senhor não deixou o cargo. O senhor só se afastou do governo Dilma quase três anos de um mandato de quatro. Foi no fim do ano passado. O que que o senhor diria aos críticos que afirmam que o senhor abandonou todos esses anos de colaboração a Lula e Dilma pela ambição de ser presidente da República?

Eduardo Campos: Não se trata de ambição. Se trata de um direito, numa democracia qualquer partido pode lançar um candidato, pode divergir.  Porque você apoiou, você não está condenado a apoiar quando você já não acredita, quando você já não vê, não se representa naquele governo.

Patrícia Poeta: Mas o senhor levou quase três anos de um mandato de quatro para sair do governo, para deixar de apoiá-lo, não é tempo demais?

Eduardo Campos: Se você for ver, isso aconteceu antes. Já em 2012, nas eleições de 2012, nós já enfrentamos o PT em várias cidades, inclusive no Recife. Quando a presidenta apoiou o Renan e o PMDB para Câmara, Renan para o Senado, o PSB já apoiou outros candidatos. Nós já vínhamos num processo de afastamento claro do governo. Por quê? Porque esse governo é o único governo que vai entregar o Brasil pior do que recebeu. Nós vamos estar pior na economia, pior na questão da violência, pior na logística, pior na relação externa com o resto do mundo. Ou seja, e aí nós estamos oferecendo um caminho para que o Brasil volte a crescer.

Patrícia Poeta: Mas o senhor apoiou durante mais de 10 anos esse governo. O que que aconteceu neste meio do caminho?

Eduardo Campos: O que aconteceu é que aquilo que foi prometido, que o Brasil ia corrigir os erros e aprofundar as mudanças, não aconteceu. Tantas pessoas que votaram na Dilma e se frustraram, tantas pessoas que estão nos assistindo que viram agora um governo que valoriza no seu centro a velha política, um governo que deixou a inflação voltar, um governo que está fazendo derreter os empregos. Agora, o que o povo quer é alguém que dê solução a isso. E eu e Marina entendemos que para dar solução a isso é fundamental um novo caminho. Porque PSDB e PT há vinte anos governam o país. Se a gente quer chegar a um novo lugar, a gente não pode ir pelos mesmos caminhos.

William Bonner: Candidato, chegou aquele momento em que o senhor agora se dirige ao eleitor para expor aqueles projetos que o senhor consideraria prioritários caso eleito.

Eduardo Campos: Eu queria ter a oportunidade de falar com você de todo Brasil. Eu governei o estado de Pernambuco por duas vezes. Fui reeleito com 83% dos votos e deixei o governo com mais de 90% de aprovação. Governei com pouco, porque governei um estado do Nordeste brasileiro com muita pobreza, e botei o foco naqueles que mais precisam. Então, aprendi a fazer mais com menos. Agora, ao lado da Marina Silva, eu quero representar a sua indignação, o seu sonho, o seu desejo de ter um Brasil melhor. Não vamos desistir do Brasil. É aqui onde nós vamos criar nossos filhos, é aqui onde nós temos que criar uma sociedade mais justa. Para isso, é preciso ter a coragem de mudar, de fazer diferente, de reunir uma agenda. É essa agenda que nos reúne, a agenda da escola em tempo integral para todos os brasileiros, a agenda do passe livre, a agenda de mais recursos para a saúde, a agenda do enfrentamento do crack, da violência…

Patricia Poeta: Ok.

Eduardo Campos:  O Brasil tem jeito. Vamos juntos. Eu peço teu voto.

Patricia Poeta: Acabou o tempo, candidato. Obrigada pela sua participação. Amanhã, a entrevista será com a candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff.

Fonte: www.g1.com.br

Entrevista: Henrique Eduardo Alves

Candidato ao Governo do Estado pelo PMDB defende fim do radicalismo

Henrique na Tribuna

Henrique Alves na Tribuna do Norte – Foto: Alex Régis

Anna Ruth Dantas
Margareth Grillo
Vicente Neto

Repórteres

Presidente da Câmara dos Deputados e presidente estadual do PMDB, o deputado federal Henrique Eduardo Alves disputa pela primeira vez o Governo do Rio Grande do Norte. Traz o tom do discurso da conciliação e da união para superar grandes desafios. Na área da saúde, a proposta é reaparelhar os hospitais regionais e centralizá-los no atendimento de média complexidade. Ele defende, ainda, a união de esforços de todas as entidades e o Governo Federal para construir o Hospital de Trauma, projeto da administração atual que não saiu do papel . Diante do quadro de insegurança, o candidato analisa que é necessário um trabalho concentrado da Polícia Militar, Civil, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil. Para Henrique Eduardo Alves é inconcebível que cada uma dessas entidades “falem linguagens diferentes” quando o foco da segurança é único. 
A situação financeira do Estado é o quadro de maior preocupação. Ele chama atenção para o fato que o reequilíbrio financeiro ocorrerá a partir de uma parceria com o Governo Federal, renegociação do estoque de dívidas do Estado e a celebração de parcerias público privada. Se eleito, Henrique Eduardo garante implantar sistemas de meritocracia para avaliar a carreira dos servidores estaduais.  “Precisaremos da compreensão dos aliados políticos porque a equipe de Governo precisa ser centrada na capacidade técnica e não nas indicações políticas”, avisa o candidato. Confira, abaixo, a entrevista concedida à TRIBUNA DO NORTE:

Observando o palanque dos partidos que integram a sua aliança, o senhor defende a candidatura de Dilma Rousseff. O senador José Agripino Maia é aliado do presidenciável Aécio Neves. A vice-prefeita de Natal Wilma de Faria apoia Eduardo Campos. Como explicar isso ao eleitor?
Não é difícil. Essa é uma qualidade que eu agradeço a Deus ter me dado. Ele me deu a credibilidade, pela minha vida pública, de poder, nesta hora, unir tantos que lutaram em palanques diferentes no passado e hoje entendem que esta é a hora de unir o Rio Grande do Norte. As dificuldades que já coloquei aqui mostram a necessidade de unir esse Estado. Temos que somar inteligência, experiência, pessoas de boa fé, independente de onde estejam. E não é só aqueles que vão ganhar conosco a eleição. Tem também aqueles que até podem não estar conosco na campanha, mas por qualidade poderão amanhã estar no Governo, com espírito público, com ética, com compromisso com o Estado que tenha a se somar. Esse Estado não pode mais ficar no radicalismo do passado, em que metade puxava para cima e metade puxava para baixo. Era um radicalismo emocional, as pessoas conseguiam um voto aqui e acolá, mas depois para governar cadê a união? Cadê a interação, o compromisso, a solidariedade? Isso não pode mais acontecer. Neste caso em que você cita de vários partidos, não ocorre só aqui. As realidades estaduais superam a questão nacional. As realidades estaduais se impõem nessa montagem de palanques em cada Estado. Então seria para mim uma vantagem, e o destino até me beneficiando, se amanhã a minha candidata Dilma se eleger eu já teria, com certeza, um apoio que nos ajudaria a abrir as portas para o Rio Grande do Norte. Se por acaso vencer Aécio Neves eu terei no aliado José Agripino e no Rogério Marinho, do PSDB, as mesmas certezas de que teremos portas abertas e simpáticas ao Rio Grande do Norte. Se for Eduardo Campos temos a senadora Wilma, que eu espero que se eleja, para também abrir essas portas juntamente comigo, pela minha experiência e convivência. Trabalhei muitos anos em Brasília e, com este trabalho, abri portas para o Estado. O segmento evangélico tem um candidato que eu respeito muito, o pastor Everaldo, do PSC, que também está no nosso palanque. Então, isso é uma qualidade para o Rio Grande do Norte. Não há nenhum radicalismo para termos portas fechadas. Haverá sim, portas abertas para aqueles projetos que levaremos para buscar parcerias com o Governo Federal, que serão fundamentais para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte.

O senhor estaria defendendo o fim de posições radicais na política potiguar?
Como um Estado tão rico é tão pobre? Tem a eólica que é o primeiro lugar do Brasil, tem a fruticultura que exporta para o mundo inteiro, tem minério, turismo, petróleo. Tem o aeroporto que não é ponto de chegada, mas ponto de partida para o desenvolvimento,, como esse Estado não tem o mínimo para oferecer ao cidadão. Como esse Estado é tão forte e deveria ser e e é tão fraco. Esse contraditório temos que enfrentar. E só enfrentaremos se o Estado entender que não cabe mais o radicalismo político. Eleição não é mais uma guerra onde as pessoas vão se matar uns aos outros. Quem ganha não era um vencedor, mas um sobrevivente, saia todo mutilado pelo radicalismo da campanha. Precisamos mudar essa mentalidade.

O candidato Robinson Faria, do PSD, vem dizendo que é o único candidato de fato de oposição, já que o Democratas, partido da governador Rosalba Ciarlini, está no palanque do senhor. O seu discurso de oposição se enfraquece por ter o DEM como aliado?
Veja bem, se isso é verdadeiro, respeito muito o meu colega Robinson Faria. Ele pode ficar tranquilo que teremos uma campanha de alto nível, no que depender de mim até pela relação que tenho com sua família toda. Nossos pais eram muito amigos. Hoje, ainda temos uma relação próxima de amizade. Mas ele (Robinson Faria) está sendo muito infeliz, ou injusto, ou desinformado ou desatento. Pode escolher uma das quatro opções. Porque o cunhado da governadora, o deputado Betinho Rosado, que comanda o Partido Progressista no Rio Grande do Norte, está aqui ou está lá (com Robinson Faria)? Se fosse essa a recomendação da governadora Rosalba o seu cunhado Betinho Rosado, deputado federal, teria todas razões para estar aqui (no palanque de Henrique Alves), mas está lá. Isso mostra que eu não tenho esse apoio, esse compromisso com o Governo Rosalba. Isso não é verdadeiro e está na hora do Rio Grande do Norte ter os seus políticos falando a verdade. 

Mas, até ser candidato o senhor foi aliado da governadora Rosalba Ciarlini.
Mesmo que se possa não agradar, mas a verdade impõe respeito. Eu a respeito a governadora Rosalba como política, como mulher, não há nada que venha a denegrir sua imagem. Nossa discordância foi o modelo de governo, que não interagiu, não descentralizou. Não deu direito a voz e a vez dos seus aliados que queriam apenas construir na crítica, buscar caminhos novos e não conseguimos sequer um espaço para isso. Essa foi a razão principal de ter saído do governo. Queríamos ajudar, mas não estava havendo receptividade a nossas ponderações e advertências. Na hora que saímos do governo, assim e de forma respeitosa e respeitada pela governadora, não teria nenhum sentido hoje ter o apoio político do governo. Eu espero ser o governador de todo Rio Grande do Norte, de todos os norte-rio-grandenses, sem intolerância, sem mágoa com quem quer que seja. Eu quero o voto de todos, como cidadãos, até porque terei que ser governador de todos os norte-rio-grandenses.

O empresário Flávio Rocha chegou a dizer que há um ambiente hostil aos empresários no Rio Grande do Norte. Em caso de um governo seu, como será o relacionamento com o empresariado?
Uma licença ambiental no Rio Grande do Norte leva de 18 a 24 meses a ser concedida e todo financiamento hoje, seja Banco do Nordeste seja BNDES, todo ele está exigindo e corretamente a licença ambiental. Se você chega em Pernambuco ou no Ceará, você tira a licença ambiental em dois meses, três meses. Como vamos competir com o Estado com essa agilidade da questão ambiental? Saindo daí vem a burocracia dos processos em andamento, você encontra servidores desmotivados, um servidor público sem estímulo para crescer, até com atraso de salário. Você gera no Estado um clima de baixo estima. 

Fonte: www.tribunadonorte.com.br

Entrevista: Robinson Faria

Candidato ao Governo do Estado pelo PSD fala de seus projetos para o município de Mossoró 

Robinson entrevista

O município de Mossoró vive um momento de crise financeira em alguns setores importantes de sua economia. No Distrito Industrial algumas empresas estão demitindo em massa ou dando férias coletivas aos seus trabalhadores. Problemas também são detectados em áreas como o da produção salineira, na área petrolífera, na de produção de frutas tropicais e noutros setores. Para saber quais os projetos para o município o blog começa a ouvir os principais candidatos ao Governo do Estado. O primeiro entrevistado é o vice-governador Robinson Faria, candidato ao Governo pelo PSD. Confira:

Carlos Skarlack – Candidato Robinson Faria, caso seja eleito governador, como o senhor espera lidar com problemas em municípios como Mossoró, para tentar atenuar questões econômicas como o enfrentado por empresas instaladas no Distrito Industrial que estão demitindo ou dando férias coletivas aos seus trabalhadores?

Robinson Faria – Hoje a classe empresarial no Rio Grande do Norte vive em um ambiente hostil, sem incentivos, sem atrativos para a indústria e com números negativos de empregos. Estamos perdendo empregos por falta de uma política séria de incentivos fiscais, em Natal, no Seridó e até na região Oeste que já foi considerada um pólo gerador de novos empregos.

Carlos Skarlack – Quais os incentivos um eventual governo Robinson Faria poderá oferecer a setores da cadeia produtiva como o da indústria salineira e da fruticultura que também passam por crise há algum tempo?

Robinson Faria – O primeiro trabalho a ser feito deve ser focado nos empresários com uma revisão na legislação tributária, que está sendo prejudicial aos empresários, hostil e estamos perdendo empresas e geração de novos empregos para o Ceará e Pernambuco, estados vizinhos, mas que possuem uma política atrativa para os empresários.

Carlos Skarlack – Existe a necessidade de incentivo a novas indústrias?

Robinson Faria – Segundo ponto, temos que fortalecer a nossa capacidade de implantação de pólos industriais. O terceiro ponto no planejamento para empresários é fazer o dever de casa, o que não vem sendo feito por essa gestão. O governo vem errando – e eu vou corrigir esse erro – é na falta de investimento na economia. Temos hoje a pior média de investimento no atual governo, que investiu apenas 2% do seu orçamento no Estado, quando a média histórica varia de 7% a 10%.

Carlos Skarlack – Existem ainda a necessidade de melhorar o escoamento da produção do Estado…

Robinson Faria – Não podemos deixar de falar na reestruturação do nosso centro industrial da região metropolitana e temos que pensar rapidamente na melhoria do escoamento da produção no Rio Grande do Norte, com o Porto para que o Estado não perca espaço para os estados do Ceará e Pernambuco, que hoje obtém vantagem na nossa economia, porque escoam quase toda a nossa produção. Sou também defensor de uma economia sustentável, que é o apoio do governo as cadeias produtivas, que precisam ser fomentadas e incluídas na nossa economia e o Estado não está fazendo o seu papel em ser o fomentador dessas cadeias produtivas.

Carlos Skarlack – Nos últimos quatro anos a Prefeitura de Mossoró não teve nenhum convênio firmado com o Governo do Estado para realização de algum projeto significante. Como o senhor, se eleito, pretende atuar em relação ao município?

Robinson Faria – A parceria do Governo do Estado com os municípios deve ser constante, tanto em projetos que tem participação de incentivo estadual, quanto em projetos municipalistas porque o papel que o Estado deve cumprir é de fomentar sempre. Em Mossoró teremos a parceria do prefeito Francisco José Júnior que tem feito uma gestão exemplar, moderna e com visão de futuro, colocando Mossoró como uma das cidades em destaque no Nordeste.

Carlos Skarlack – O projeto do Complexo Viário da Abolição, construído pelo Governo do Estado com recursos federais enfrenta problema com um dos viadutos concluídos, mas, não liberado para trânsito. O senhor tem informação desse problema e se eleito o que realizar para refazer os erros do projeto?

Robinson Faria – As questões de infraestrutura para a mobilidade de veículos e para o escoamento da produção, como o complexo da Abolição, a Estrada do Melão e tantos outros projetos de mobilidade e economia serão prioridades no Governo do Estado. Não podemos mais perder tempo de reestruturar o Rio Grande do Norte e alcançar números positivos para a nossa economia e na melhoria de vida da população.

Carlos Skarlack – Especificamente, para o município de Mossoró, existe alguma proposta de seu Plano de Governo para investimentos em áreas como segurança, educação e saúde?

Robinson Faria – Nos últimos anos, o Rio Grande do Norte tem registrado números recordes em homicídio e crimes em todos os municípios. A Secretaria de Segurança anunciou dados que comprovam a crise na segurança pública como o número de assassinatos no último ano na região metropolitana: foram mais de 450 casos em 2012. No setor da segurança, vamos equipar as delegacias, unidades do sistema penitenciário; vamos reestruturar a carreira dos policiais e investir no setor de inteligência da Polícia.

Carlos Skarlack – Em relação ao setor da saúde pública?

Robinson Faria – A saúde pública no Rio Grande do Norte precisa ser repensada já que os hospitais regionais de todo o Estado sofrem com desabastecimento e falta de médicos. Hoje temos uma gestão descomprometida com o setor, onde os profissionais da saúde, os médicos e técnicos não tem diálogo com o governo, não existem condição de trabalho porque faltam materiais básicos como luvas e ate esparadrapos. A superlotação dos hospitais e a falta de leitos é outro grave problema enfrentado pela população quando procura atendimento de saúde. Hoje vivemos um estado de calamidade na saúde em todas as regiões do Estado. A saúde tem que ser debatida com os servidores e os usuários, mas acredito que equipando os hospitais e motivando os servidores, o cenário muda.

Carlos Skarlack – Quais as suas metas para a educação?

Robinson Faria – No setor da educação as nossas metas são direcionadas a universalizar o Ensino Fundamental de 9 anos para toda a população de 6 a 14 anos e garantir que os alunos concluam essa etapa na idade certa, até o último ano de vigência do PNE e PEE; alfabetizar todas as crianças até os 8 anos de idade, durante os primeiros cinco anos de vigência do PNE e PEE; ampliar os cursos de formação continuada de professores, em serviço das escolas da Educação Básica (municipais e estaduais – urbanas e rurais);oferecer educação em tempo integral em escolas públicas, de forma a atender, também os alunos da Educação Básica; reduzir o analfabetismo funcional e o abandono, a repetência e a distorção idade-série no Ensino Médio, além de promover melhorias no setor da educação.

 

 

Entrevista: Robinson Faria

Candidato ao Governo pelo PSD  diz que voto de Rosalba Ciarlini 

Por: Thaisa Galvão

Thaisa Galvão – A governadora Rosalba Ciarlini está fora do páreo na disputa pelo Governo. Isso facilitou pra você?
Robinson Faria – Olhe, como cidadão, eu externei numa entrevista e nas redes sociais que fui contra o que fizeram com ela. Mesmo ela sendo minha adversária, ela teria todo o direito de ser candidata à reeleição, acho que foi usurpado o seu direito de ser candidata à reeleição. Mas esse assunto não diz respeito a im, eu apenas emiti uma opinião de cidadão, esse assunto é interno do partido dela. Sobre a sua saída, ainda está cedo para se analisar qual será a migração dos votos da governadora Rosalba Ciarlini, muito embora eu já tenha tido informações de que os seguidores dela se sentem traídos e abandonados pela parceria política do senador José Agripino com o candidato Henrique Alves, que se uniram para retirar o nome de Rosalba do páreo.

Thaisa Galvão – E essa história de Rosalba vir a lhe apoiar, você já recebeu algum sinal, alguém já falou com você sobre iso?
Robinson Faria – Não, Rosalba nunca sinalizou para mim e nem mandou recado. Mas, quero deixar claro que ha eleitores ligados a Rosalba que vêem com muita simpatia o nosso nome. Prova disso é que o deputado Betinho Rosado, do PP, cunhado dela, faz parte hoje de nossa coligação. Que não é nenhuma incoerência já que o PP faz parte da base da presidente Dilma Rousseff, apóia a reeleição da presidente igual a mim e ao PSD, igual ao PT de Dilma e igual ao PCdoB que tambem faz parte de nossa coligação. Então ele veio para somar, para apoiar Robinson, para apoiar Fátima. Ouviu seus prefeitos, ouviu suas bases e suas bases sinalizaram para que ele viesse apoiar o nosso nome. Então ele é bem-vindo. Nós não temos arrogância, soberba, e orgulho de escolher quem quer nos apoiar. Todos serão bem-vindos.

Thaisa Galvão – Até a governadora Rosalba Ciarlini? Você quer o voto dela?
Robinson Faria – Claro. Tanto eu quanto a deputada Fátima já conversamos sobre isso. Ela como cidadã, como governadora do Estado, tem todo direito de escolher em quem quer votar. Se ela quiser votar em Robinson, se quiser votar em Fátima ou em qualquer outro candidato, deve ser respeitado o seu direito democrático de escolha.

Thaisa Galvão – Quando a prefeita Micarla de Sousa, já fora do páreo, disse que iria votar no então candidato a prefeito Carlos Eduardo, ele disse que não queria o voto dela. Você não repetiria isso?
Robinson Faria – São circunstâncias diferentes. A ex-prefeita de Natal queria prejudicar o candidato já que existia entre eles, não um rompimento político, masuma inimizade pessoal. E ela, reconhecendo o desgaste que vivia, queria prejudicar o candidato. Não foi uma declaração verdadeira, não existia verdade no seu voto, ela queria confundir a cabeça do eleitor.

Thaisa Galvão – Um possível apoio da governadora à sua eleição mudaria seu discurso e o discurso da deputada Fátima Bezerra?
Robinson Faria – O meu discurso é de discordância, não é de radicalismo e de raiva. Eu discordei do que achei que não estava certo na questão da saúde, na questão da educação, da segurança pública, portanto, não é nenhuma novidade nem nenhum segredo oque eu já falei durante esses quatro anos. Então não mudará até porque meu discurso agora será de propostas.

Thaisa Galvão – E Fátima Bezerra, do PT, ela já tem recebido muito apoio do DEM, para quem sempre combateu o DEM…
Robinson Faria – Muitos prefeitos do DEM estão se identificando com Fátima. É que os partidos são importantes, mas hoje as pessoas votam em quem acreditam, em quem confiam, independente de partidos.

Fonte: www.thaisagalvao.com.br

 

Entrevista: Rosalba diz que o DEM “tende a sumir”

Na revista Época governadora do Rio Grande do Norte elogia Dilma Rousseff

Confira a entrevista, na íntegra, da governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, DEM, à Época:

Governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini é um espécime em extinção em seu partido, o DEM. Enquanto o PT tem quatro governadores de estado, o PSDB cinco e o PMDB sete, o DEM tem apenas um – no caso, Rosalba. Até 2010 ela tinha a companhia de Raimundo Colombo, governador de Santa Catarina. Mas, em 2011, Colombo seguiu como vários companheiros para outro hábitat, o PSD. Agora, a espécie dos governadores corre risco de extinção no hábitat do DEM. Na semana passada, em uma reunião em Natal comandada pelo senador José Agripino Maia, ficou decidido que Rosalba não será candidata à reeleição. A intenção do encontro foi antecipar uma decisão que deveria ser tomada na convenção do partido no estado, marcada para o dia 15. Como a gestão de Rosalba é mal avaliada nas pesquisas, Agripino preferiu desistir dela para apoiar o candidato do PMDB, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves. A ideia de Agripino é, com a aliança, tentar eleger uma bancada maior de deputados estaduais e federais para sobreviver – afinal, o DEM vem diminuindo de tamanho desde 2003. Impedida de tentar a reeleição, Rosalba falou de sua situação nesta entrevista a ÉPOCA. Seus muitos momentos de silêncio durante a conversa e as escusas nas respostas dizem tanto quanto suas palavras sobre o assunto. Mesmo cuidadosa, ela vaticina: “O DEM tende a sumir”.

ÉPOCA – Qual é a importância para o DEM da sua não-candidatura? A senhora é a única governadora do partido.

Rosalba – Eu acho que você tem de perguntar a eles.

ÉPOCA – Mas qual a opinião da senhora?

Rosalba – Só tínhamos dois (governadores). Perdemos um. A única que ficou está sem condições de colocar seu nome. O DEM tende a sumir.

ÉPOCA – Com a decisão de impedir a sua reeleição, o DEM está se apequenando?

Rosalba – Eu acho que, na realidade, era para estarmos lutando para termos mais governadores, como se luta para ter mais prefeitos, que são a base das eleições. Tendo mais governador cresce também a bancada. Muita coisa eu não posso responder por eles.

ÉPOCA – Como foi a reunião da semana passada? A senhora já percebeu um clima desfavorável?

Rosalba – Já percebi, porque na realidade o diretório vem de longas datas, ele (o senador José Agripino Maia) é o presidente do partido, sempre foi. Então, é claro que não tem se renovado muito o diretório. Teve votos nulos, votos em branco, teve abstenções – poucas, mas teve. Então, não havia unanimidade.

ÉPOCA – A votação foi aberta?

Rosalba – Não, foi secreta.

ÉPOCA – O senador Agripino Maia fez algum tipo de consideração?

Rosalba – Não, foi só isso. Ele encaminhou mostrando a necessidade de o partido crescer suas bancadas e, para isso, não poderia ficar só (na disputa eleitoral); que o governo até então não tinha montado uma arco de alianças. Eu ponderei que, para você montar um arco de alianças, você precisa que as lideranças do partido ajudem.

ÉPOCA – A senhora está desapontada com ele?

Rosalba – Eu preferia não fazer nenhuma observação.

ÉPOCA – Por que?

Rosalba – (silêncio) Deixa… Eu estou refletindo.

ÉPOCA – A senhora conversa com o senador Agripino sobre sua situação?

Rosalba – Somos do mesmo estado e o conheço há mais de 50 anos. Frequenta a minha casa e nos tratamos muito bem. Sempre houve confiança de ambas as partes. Durante todo esse período, fui tentada a trocar de partido e isso poderia até ter sido mais promissor para mim politicamente. Mas eu não mudei porque Agripino era o presidente do partido e me mantive no DEM por uma questão de lealdade e respeito a ele.

ÉPOCA – Quais partidos a convidaram para que deixasse o DEM?

Rosalba – Tive convite do PSD, PROS, PTB, PP e de partidos menores. Qual é o partido do Marcelo Crivella? PRB. Tive convite do PRB. Mas fiquei no DEM.

ÉPOCA – Mas o que Agripino disse à senhora recentemente?

Rosalba – Há duas semanas estive com Agripino na casa dele em Natal. Ele disse que se eu tivesse condições eleitorais, poderia tentar. Mas qual seria o problema se eu me candidatasse? Tem candidato que entrou derrotado numa eleição e acabou eleito; e outros que entraram eleitos e saíram derrotados. Uma vez um candidato foi dormir achando que tinha ganhado a eleição em Natal. No outro dia descobriu ter perdido para Aldo Tinoco, um sanitarista que não era muito conhecido. O candidato derrotado foi (o presidente da Câmara) Henrique (Alves) e o povo lá em Natal comenta muito sobre isso. Mas voltando, se eu me candidatasse, o que poderia acontecer? Eu poderia não chegar ao segundo turno. Mas ainda assim o partido seria o fiel da balança no segundo turno e sairíamos ainda mais valorizados. Mas a preocupação era sempre com as eleições para deputados e senador porque não poderia ir só o Democratas. Eu disse que garantiria dois partidos (na aliança) e com chance de angariar o apoio de outros. Mas eu disse a Agripino que precisava de um aceno de que eu seria candidata, porque não posso propor aliança sem saber se vou ser candidata. Aí ele disse que faríamos uma reunião para ouvir o diretório.

ÉPOCA – Mas quais foram as condições impostas por Agripino para que pudesse apoiá-la?

Rosalba – Ele apontou com clareza as minhas dificuldades. Disse que eu precisava dessas alianças. Também se mostrou preocupado com uma questão jurídica no Tribunal Superior Eleitoral que pede minha inelegibilidade. Mas estou tranquila quanto a isso. No meu caso só cabe uma multa, não a inelegibilidade. O processo fala na chegada de um equipamento a uma semana antes da eleição. Mas eu não estive nesse local da entrega do equipamento e a presidente da comunidade beneficiada disse que eu não estava lá e que ninguém pediu voto.

ÉPOCA – O que a senhora pediu na reunião de segunda-feira?

Rosalba – Pedi que aguardássemos até a convenção do partido para eu ter tempo de costurar as alianças. Historicamente nenhum governador, por mais desgaste que teve, chega a uma eleição com menos de 25% – e eu já estava chegando perto, mesmo sem ser candidata. Aliás, se estou tão desgastada, por que todos têm tanto medo de me enfrentar? O partido cria todo tipo de dificuldade para eu ser candidata. É uma coisa incrível. Depois da reunião os jornais deram destaque que o partido tinha negado a legenda para a minha candidatura. Apesar de não ser oficial, pois o assunto deve ser tratado na convenção, isso dificultou a minha situação ainda mais.

ÉPOCA – E o que aconteceu?

Rosalba – O que me surpreendeu é que o meu apelo não foi levado em consideração. Só que na reunião só se falou sobre eleição proporcional (deputados e senador). Quando isso aconteceu, percebi que se tratava de uma cassação branca. Deixei a reunião para não parecer que estava aceitando aquilo. Fui acompanhada de algumas pessoas. Dizem que dar atenção às eleições proporcionais é uma decisão nacional do DEM com o objetivo de o partido crescer. Acho importante essa preocupação com as eleições proporcionais. Mas fica mais fácil tendo um candidato majoritário. Esse é o meu pensamento. Se na convenção eu percebesse que não teria condições, desistiria. Mas o partido chegou a antecipar as convenções.

Época – Quando será a convenção do DEM no Rio Grande do Norte?

Rosalba – Vai ser no dia 15, quando todas serão depois do dia 25. Mal começou a Copa… Era (para ser no dia) 13, é porque já gritaram lá que é o dia do primeiro jogo (da Copa) em Natal! Então, (foi) tudo montado. Assim, pareceu uma coisa muito… como se diz: não quer, não quer, não quer.

ÉPOCA – O governo da senhora tem sido mal avaliado. Numa pesquisa a senhora ficou na pior posição entre os 27 governadores.

Rosalba – Não digo que vou ganhar a eleição. Mas o nosso partido tinha chance de disputar a eleição. Minha candidatura levaria a eleição no Rio Grande do Norte para o segundo turno. Eu teria a oportunidade de esclarecer muita coisa sobre o meu governo.

ÉPOCA – Como a avaliação do seu governo chegou a esse nível? Isso foi levado em conta na reunião?

Rosalba – Não, isso não (foi levado em conta). Até porque eles sabem que isso (a avaliação do governo) vem melhorando. O governo que eu peguei, como eu disse, estava falido. Os hospitais eram o caos do caos. Com toda essa loucura, nós fizemos mutirão de cirurgias para acabar com as filas e acabamos em muitos lugares, aumentamos 88 leitos de UTI, 140 leitos de retaguarda. (o Rio Grande do Norte) É o estado que tem a maior cobertura de SAMU. Nós temos SAMU em todo estado: toda cidade com mais de 20.000 habitantes tem SAMU. Nós avançamos na oncologia, acabamos com a fila, hematologia está funcionando bem, voltamos a fazer até transplante de fígado que tinha parado. Nada é perfeito, tem muito a fazer, mas já melhorou muito. O aeroporto saiu do papel. Mérito da governadora? Luta da governadora, porque não descansei um só segundo. Teve a presença da nossa bancada? Teve e o compromisso da presidenta Dilma, mas ele vinha se arrastando há 17 anos.

ÉPOCA – Quando a senhora teve sinais de que o PMDB, que apoiava seu governo, não a apoiaria num projeto de reeleição?

Rosalba – Teve um determinado momento em que o PMDB, que chegou a ocupar sete secretarias, deixou o governo. Naquele momento, o PMDB já dizia que queria uma candidatura própria. Começamos a ver entrevistas. Havia sinalizações de que ele estava formando um acordo muito grande, inclusive com partidos que têm ideologias diferentes. A candidata dele ao Senado (Wilma Faria) é do partido do Eduardo Campos (PSB). Henrique Alves dizia que apoiava a (presidente) Dilma (Rousseff). Já outros partidos desse acordão querem apoiar o (senador) Aécio (Neves, candidato pelo PSDB).

ÉPOCA – Qual a vantagem do DEM em apoiar Henrique Alves?

Rosalba – Olha, sinceramente, eu não sei. As bases no interior reagem muito porque sempre foram partidos historicamente, adversários. Isso aí só quem pode responder é quem… Eu não discuti isso, né?

 

ÉPOCA – A senhora temeria confronto com Henrique Alves?

Rosalba – Não temeria confronto eleitoral com ninguém, porque era uma boa oportunidade para esclarecer muita coisa. Quem for governador do Rio Grande do Norte agora, vai encontrar um Rio Grande do Norte melhor. Nós ficamos entre os três estados, dito pelo próprio Tesouro, que fizemos o melhor ajuste fiscal. O Estado do Rio Grande do Norte conseguiu com o Banco Mundial o maior programa para ser desenvolvido da história do Rio Grande do Norte: US$ 540 milhões. Esse projeto começou comigo, começo, meio e fim. Já está andando o programa, começou este ano. (O estado) Nunca tinha conseguido. E conseguiu por que? Porque fez o ajuste fiscal, tem capacidade de pagamento, de endividamento e tem projetos.

ÉPOCA – A senhora tem um bom relacionamento com a presidente Dilma?

Rosalba – Tenho. Relacionamento republicano.

ÉPOCA – Ela ajudou a senhora?

Rosalba – Sempre que procurei, ela não se negou a ajudar. Isso aí eu tenho de lhe dizer: que a presidenta não criou nenhuma dificuldade. Por exemplo: a barragem de Oiticica, que havia uma dificuldade, vai ser, não vai, se é com Dnocs (Departamento Nacional de Obras de Contra às Seca), se é com o estado. Falei com ela, na mesma hora ela ligou para a (ministra do Planejamento) Míriam (Belchior) e mandou fazer a autorização da ordem de serviço.

ÉPOCA – Esse bom relacionamento com a presidente causou algum tipo de constrangimento para a senhora dentro do DEM?

Rosalba – Saíram dizendo que eu votaria em Dilma. Eu disse, na verdade, que poderei votar. E disse isso porque vi ações de combate à seca com as quais eu estava plenamente de acordo. Foi uma posição em cima de algo administrativo e a maneira republicana com a qual eu fui tratada pela presidente.

ÉPOCA – Houve alguma reação contrária do partido a sua manifestação?

Rosalba – Isso não deve ter agradado por eu ter elogiado tanto a presidenta Dilma. Eu disse que se estiver certo, eu aplaudo. Se estiver errado, também vou dizer.

ÉPOCA – Por que o DEM diminuiu tanto de tamanho?

Rosalba – O partido está precisando fazer uma análise de tudo isso. E acompanhar o rumo que o Brasil está tomando. É um tempo de mudanças e o DEM permaneceu muito estático.

Entrevista: Henrique e Garibaldi querem Fafá para deputado federal no Oeste e no Alto Oeste

Leonardo Nogueira revela detalhes de reunião ocorrida entre ele e Fafá com Henrique e Garibaldi, em Natal, na quinta-feira, 5

A ex-prefeita de Mossoró, Fafá Rosado, DEM, ao lado de seu marido, o deputado estadual, Leonardo Nogueira, DEM, tiveram uma reunião com o deputado federal e presidente do PMDB-RN e da Câmara Federal, Henrique Eduardo Alves e com o ministro da Previdência Social, Garibaldi Filho. O encontro realizado nesta quinta-feira, 5, no apartamento do presidente do PMDB, em Natal, foi o primeiro entre Fafá e Leonardo com Henrique e Garibaldi, depois das eleições municipais suplementares de 4 de maio. Em entrevista ao novo Blog do Skarlack, Leonardo Nogueira revela alguns detalhes tratados na reunião. Confira uma síntese da conversa do parlamentar com o editor do blog.

Avaliação
A reunião com o deputado Henrique Alves e com o ministro Garibaldi Filho, foi muito positiva. Dentro do que nós esperávamos que fosse acontecer. Foi um clima cordial em que colocamos nossas posições e Henrique e Garibaldi apresentam seus argumentos. Sempre com muita cordialidade como sempre foi o nosso relacionamento.

Suplementares
O presidente da Câmara Federal, Eduardo Eduardo Alves, considerou que Fafá Rosado teve um grande crescimento durante as eleições municipais suplementares de Mossoró. Ele também elogiou o prefeito de Mossoró, Francisco José Júnior e disse que no contato que teve com o mesmo, em Brasília, há alguns dias, ficou impressionado com sua postura.

Passado
Henrique Alves afirmou que as eleições municipais suplementares de Mossoró passou. É passado. Agora, é pensar no futuro. É trabalhar pelo futuro.

Interlocutora
O deputado Henrique Alves disse que em sendo eleito governador do Rio Grande do Norte, Fátima (Fafá Rosado) será a interlocutora, o elo entre ele o prefeito Francisco José Júnior. Para Henrique será importante se trabalhar em parceria com a Prefeitura Municipal, em benefício do povo de Mossoró. E no pensamento do presidente do PMDB, Fafá é a pessoal que vai fazer o canal entre Governo do Estado e Prefeitura de Mossoró. Entre ele e o prefeito.

Sintonia
Durante a reunião, tanto eu como Fátima (Fafá Rosado), colocamos a sintonia que chegamos nesse período, com o prefeito de Mossoró, Francisco José Júnior. Essa é uma parceria que não poderemos quebrar, pois estamos afinados e vamos continuar trabalhando por Mossoró, pois acreditamos que o prefeito Francisco José Júnior vai continuar fazendo um grande governo.

Candidatura
Os líderes do PMDB não abrem mão da candidatura de Fátima (Fafá Rosado) para a Câmara Federal. Henrique declarou que será importante a eleição de Walter Alves, porém, afirmou que o PMDB precisa de outro nome forte. E esse nome é Fátima.

Compromisso
Henrique Alves e Garibaldi Filho avaliam como de extrema importância a candidatura de Fátima (Fafá Rosado), a partir de Mossoró. O compromisso do PMDB é de que a ex-prefeita de Mossoró será o nome do partido no Oeste e no Alto Oeste, com Walter Alves trabalhando a partir de Natal, na grande Natal, no Agreste, no Seridó.

Sugestão
Também nos foi sugerido que, caso Fátima (Fafá Rosado) não deseje disputar a cadeira de deputado federal, eu poderia ser o candidato para a Câmara Federal e ela disputaria a cadeira de deputado estadual. É uma opção que foi conversada.

Secretaria
O deputado federal Hernqiue Alves também nos disse que caso eu não deseje disputar mais um mandato de deputado estadual, ele sendo eleito governador do Estado, eu seria um nome para o secretariado. Todas essas são possibilidades que iremos avaliar ao longo da próxima semana.

Tempo
Ficou acertado que na próxima sexta-feira, teremos uma reunião decisiva, em Natal, com Henrique e Garibaldi. Então, até lá, vamos conversar com os amigos, ouvir o que cada um acha e tomaremos uma decisão em conjunto. E como sempre temos feito, eu e Fátima e nossos amigos, vamos fazer a escolha que for melhor para Mossoró.

Necessidade
Diante do cenário que se apresenta, considero necessário e importante, a candidatura de Fátima (Fafá Rosado) para deputado federal. Por onde nós temos andado, encontramos pessoas querendo, defendendo e até cobrando que ela seja candidata a deputado federal. E isso, também, em outros municípios da região. Então, diante dessa posição dos líderes do PMDB, vamos ouvir os amigos e avaliar o que será melhor para a cidade e região.

Reunião
Nesta sexta-feira – dia 6 -, inclusive, o deputado Henrique Alves terá uma reunião decisiva com o senador José Agripino, presidente do PMDB. Eles vão adiantar os entendimentos para a aliança entre o PMDB e demais partidos que apoiam a candidatura do presidente da Câmara Federal, Henrique Alves.