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Entrevista: Robinson Faria

Candidato ao Governo do Estado pelo PSD fala de seus projetos para o município de Mossoró 

Robinson entrevista

O município de Mossoró vive um momento de crise financeira em alguns setores importantes de sua economia. No Distrito Industrial algumas empresas estão demitindo em massa ou dando férias coletivas aos seus trabalhadores. Problemas também são detectados em áreas como o da produção salineira, na área petrolífera, na de produção de frutas tropicais e noutros setores. Para saber quais os projetos para o município o blog começa a ouvir os principais candidatos ao Governo do Estado. O primeiro entrevistado é o vice-governador Robinson Faria, candidato ao Governo pelo PSD. Confira:

Carlos Skarlack – Candidato Robinson Faria, caso seja eleito governador, como o senhor espera lidar com problemas em municípios como Mossoró, para tentar atenuar questões econômicas como o enfrentado por empresas instaladas no Distrito Industrial que estão demitindo ou dando férias coletivas aos seus trabalhadores?

Robinson Faria – Hoje a classe empresarial no Rio Grande do Norte vive em um ambiente hostil, sem incentivos, sem atrativos para a indústria e com números negativos de empregos. Estamos perdendo empregos por falta de uma política séria de incentivos fiscais, em Natal, no Seridó e até na região Oeste que já foi considerada um pólo gerador de novos empregos.

Carlos Skarlack – Quais os incentivos um eventual governo Robinson Faria poderá oferecer a setores da cadeia produtiva como o da indústria salineira e da fruticultura que também passam por crise há algum tempo?

Robinson Faria – O primeiro trabalho a ser feito deve ser focado nos empresários com uma revisão na legislação tributária, que está sendo prejudicial aos empresários, hostil e estamos perdendo empresas e geração de novos empregos para o Ceará e Pernambuco, estados vizinhos, mas que possuem uma política atrativa para os empresários.

Carlos Skarlack – Existe a necessidade de incentivo a novas indústrias?

Robinson Faria – Segundo ponto, temos que fortalecer a nossa capacidade de implantação de pólos industriais. O terceiro ponto no planejamento para empresários é fazer o dever de casa, o que não vem sendo feito por essa gestão. O governo vem errando – e eu vou corrigir esse erro – é na falta de investimento na economia. Temos hoje a pior média de investimento no atual governo, que investiu apenas 2% do seu orçamento no Estado, quando a média histórica varia de 7% a 10%.

Carlos Skarlack – Existem ainda a necessidade de melhorar o escoamento da produção do Estado…

Robinson Faria – Não podemos deixar de falar na reestruturação do nosso centro industrial da região metropolitana e temos que pensar rapidamente na melhoria do escoamento da produção no Rio Grande do Norte, com o Porto para que o Estado não perca espaço para os estados do Ceará e Pernambuco, que hoje obtém vantagem na nossa economia, porque escoam quase toda a nossa produção. Sou também defensor de uma economia sustentável, que é o apoio do governo as cadeias produtivas, que precisam ser fomentadas e incluídas na nossa economia e o Estado não está fazendo o seu papel em ser o fomentador dessas cadeias produtivas.

Carlos Skarlack – Nos últimos quatro anos a Prefeitura de Mossoró não teve nenhum convênio firmado com o Governo do Estado para realização de algum projeto significante. Como o senhor, se eleito, pretende atuar em relação ao município?

Robinson Faria – A parceria do Governo do Estado com os municípios deve ser constante, tanto em projetos que tem participação de incentivo estadual, quanto em projetos municipalistas porque o papel que o Estado deve cumprir é de fomentar sempre. Em Mossoró teremos a parceria do prefeito Francisco José Júnior que tem feito uma gestão exemplar, moderna e com visão de futuro, colocando Mossoró como uma das cidades em destaque no Nordeste.

Carlos Skarlack – O projeto do Complexo Viário da Abolição, construído pelo Governo do Estado com recursos federais enfrenta problema com um dos viadutos concluídos, mas, não liberado para trânsito. O senhor tem informação desse problema e se eleito o que realizar para refazer os erros do projeto?

Robinson Faria – As questões de infraestrutura para a mobilidade de veículos e para o escoamento da produção, como o complexo da Abolição, a Estrada do Melão e tantos outros projetos de mobilidade e economia serão prioridades no Governo do Estado. Não podemos mais perder tempo de reestruturar o Rio Grande do Norte e alcançar números positivos para a nossa economia e na melhoria de vida da população.

Carlos Skarlack – Especificamente, para o município de Mossoró, existe alguma proposta de seu Plano de Governo para investimentos em áreas como segurança, educação e saúde?

Robinson Faria – Nos últimos anos, o Rio Grande do Norte tem registrado números recordes em homicídio e crimes em todos os municípios. A Secretaria de Segurança anunciou dados que comprovam a crise na segurança pública como o número de assassinatos no último ano na região metropolitana: foram mais de 450 casos em 2012. No setor da segurança, vamos equipar as delegacias, unidades do sistema penitenciário; vamos reestruturar a carreira dos policiais e investir no setor de inteligência da Polícia.

Carlos Skarlack – Em relação ao setor da saúde pública?

Robinson Faria – A saúde pública no Rio Grande do Norte precisa ser repensada já que os hospitais regionais de todo o Estado sofrem com desabastecimento e falta de médicos. Hoje temos uma gestão descomprometida com o setor, onde os profissionais da saúde, os médicos e técnicos não tem diálogo com o governo, não existem condição de trabalho porque faltam materiais básicos como luvas e ate esparadrapos. A superlotação dos hospitais e a falta de leitos é outro grave problema enfrentado pela população quando procura atendimento de saúde. Hoje vivemos um estado de calamidade na saúde em todas as regiões do Estado. A saúde tem que ser debatida com os servidores e os usuários, mas acredito que equipando os hospitais e motivando os servidores, o cenário muda.

Carlos Skarlack – Quais as suas metas para a educação?

Robinson Faria – No setor da educação as nossas metas são direcionadas a universalizar o Ensino Fundamental de 9 anos para toda a população de 6 a 14 anos e garantir que os alunos concluam essa etapa na idade certa, até o último ano de vigência do PNE e PEE; alfabetizar todas as crianças até os 8 anos de idade, durante os primeiros cinco anos de vigência do PNE e PEE; ampliar os cursos de formação continuada de professores, em serviço das escolas da Educação Básica (municipais e estaduais – urbanas e rurais);oferecer educação em tempo integral em escolas públicas, de forma a atender, também os alunos da Educação Básica; reduzir o analfabetismo funcional e o abandono, a repetência e a distorção idade-série no Ensino Médio, além de promover melhorias no setor da educação.

 

 

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Entrevista: Robinson Faria

Candidato ao Governo pelo PSD  diz que voto de Rosalba Ciarlini 

Por: Thaisa Galvão

Thaisa Galvão – A governadora Rosalba Ciarlini está fora do páreo na disputa pelo Governo. Isso facilitou pra você?
Robinson Faria – Olhe, como cidadão, eu externei numa entrevista e nas redes sociais que fui contra o que fizeram com ela. Mesmo ela sendo minha adversária, ela teria todo o direito de ser candidata à reeleição, acho que foi usurpado o seu direito de ser candidata à reeleição. Mas esse assunto não diz respeito a im, eu apenas emiti uma opinião de cidadão, esse assunto é interno do partido dela. Sobre a sua saída, ainda está cedo para se analisar qual será a migração dos votos da governadora Rosalba Ciarlini, muito embora eu já tenha tido informações de que os seguidores dela se sentem traídos e abandonados pela parceria política do senador José Agripino com o candidato Henrique Alves, que se uniram para retirar o nome de Rosalba do páreo.

Thaisa Galvão – E essa história de Rosalba vir a lhe apoiar, você já recebeu algum sinal, alguém já falou com você sobre iso?
Robinson Faria – Não, Rosalba nunca sinalizou para mim e nem mandou recado. Mas, quero deixar claro que ha eleitores ligados a Rosalba que vêem com muita simpatia o nosso nome. Prova disso é que o deputado Betinho Rosado, do PP, cunhado dela, faz parte hoje de nossa coligação. Que não é nenhuma incoerência já que o PP faz parte da base da presidente Dilma Rousseff, apóia a reeleição da presidente igual a mim e ao PSD, igual ao PT de Dilma e igual ao PCdoB que tambem faz parte de nossa coligação. Então ele veio para somar, para apoiar Robinson, para apoiar Fátima. Ouviu seus prefeitos, ouviu suas bases e suas bases sinalizaram para que ele viesse apoiar o nosso nome. Então ele é bem-vindo. Nós não temos arrogância, soberba, e orgulho de escolher quem quer nos apoiar. Todos serão bem-vindos.

Thaisa Galvão – Até a governadora Rosalba Ciarlini? Você quer o voto dela?
Robinson Faria – Claro. Tanto eu quanto a deputada Fátima já conversamos sobre isso. Ela como cidadã, como governadora do Estado, tem todo direito de escolher em quem quer votar. Se ela quiser votar em Robinson, se quiser votar em Fátima ou em qualquer outro candidato, deve ser respeitado o seu direito democrático de escolha.

Thaisa Galvão – Quando a prefeita Micarla de Sousa, já fora do páreo, disse que iria votar no então candidato a prefeito Carlos Eduardo, ele disse que não queria o voto dela. Você não repetiria isso?
Robinson Faria – São circunstâncias diferentes. A ex-prefeita de Natal queria prejudicar o candidato já que existia entre eles, não um rompimento político, masuma inimizade pessoal. E ela, reconhecendo o desgaste que vivia, queria prejudicar o candidato. Não foi uma declaração verdadeira, não existia verdade no seu voto, ela queria confundir a cabeça do eleitor.

Thaisa Galvão – Um possível apoio da governadora à sua eleição mudaria seu discurso e o discurso da deputada Fátima Bezerra?
Robinson Faria – O meu discurso é de discordância, não é de radicalismo e de raiva. Eu discordei do que achei que não estava certo na questão da saúde, na questão da educação, da segurança pública, portanto, não é nenhuma novidade nem nenhum segredo oque eu já falei durante esses quatro anos. Então não mudará até porque meu discurso agora será de propostas.

Thaisa Galvão – E Fátima Bezerra, do PT, ela já tem recebido muito apoio do DEM, para quem sempre combateu o DEM…
Robinson Faria – Muitos prefeitos do DEM estão se identificando com Fátima. É que os partidos são importantes, mas hoje as pessoas votam em quem acreditam, em quem confiam, independente de partidos.

Fonte: www.thaisagalvao.com.br

 

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Entrevista: Rosalba diz que o DEM “tende a sumir”

Na revista Época governadora do Rio Grande do Norte elogia Dilma Rousseff

Confira a entrevista, na íntegra, da governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, DEM, à Época:

Governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini é um espécime em extinção em seu partido, o DEM. Enquanto o PT tem quatro governadores de estado, o PSDB cinco e o PMDB sete, o DEM tem apenas um – no caso, Rosalba. Até 2010 ela tinha a companhia de Raimundo Colombo, governador de Santa Catarina. Mas, em 2011, Colombo seguiu como vários companheiros para outro hábitat, o PSD. Agora, a espécie dos governadores corre risco de extinção no hábitat do DEM. Na semana passada, em uma reunião em Natal comandada pelo senador José Agripino Maia, ficou decidido que Rosalba não será candidata à reeleição. A intenção do encontro foi antecipar uma decisão que deveria ser tomada na convenção do partido no estado, marcada para o dia 15. Como a gestão de Rosalba é mal avaliada nas pesquisas, Agripino preferiu desistir dela para apoiar o candidato do PMDB, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves. A ideia de Agripino é, com a aliança, tentar eleger uma bancada maior de deputados estaduais e federais para sobreviver – afinal, o DEM vem diminuindo de tamanho desde 2003. Impedida de tentar a reeleição, Rosalba falou de sua situação nesta entrevista a ÉPOCA. Seus muitos momentos de silêncio durante a conversa e as escusas nas respostas dizem tanto quanto suas palavras sobre o assunto. Mesmo cuidadosa, ela vaticina: “O DEM tende a sumir”.

ÉPOCA – Qual é a importância para o DEM da sua não-candidatura? A senhora é a única governadora do partido.

Rosalba – Eu acho que você tem de perguntar a eles.

ÉPOCA – Mas qual a opinião da senhora?

Rosalba – Só tínhamos dois (governadores). Perdemos um. A única que ficou está sem condições de colocar seu nome. O DEM tende a sumir.

ÉPOCA – Com a decisão de impedir a sua reeleição, o DEM está se apequenando?

Rosalba – Eu acho que, na realidade, era para estarmos lutando para termos mais governadores, como se luta para ter mais prefeitos, que são a base das eleições. Tendo mais governador cresce também a bancada. Muita coisa eu não posso responder por eles.

ÉPOCA – Como foi a reunião da semana passada? A senhora já percebeu um clima desfavorável?

Rosalba – Já percebi, porque na realidade o diretório vem de longas datas, ele (o senador José Agripino Maia) é o presidente do partido, sempre foi. Então, é claro que não tem se renovado muito o diretório. Teve votos nulos, votos em branco, teve abstenções – poucas, mas teve. Então, não havia unanimidade.

ÉPOCA – A votação foi aberta?

Rosalba – Não, foi secreta.

ÉPOCA – O senador Agripino Maia fez algum tipo de consideração?

Rosalba – Não, foi só isso. Ele encaminhou mostrando a necessidade de o partido crescer suas bancadas e, para isso, não poderia ficar só (na disputa eleitoral); que o governo até então não tinha montado uma arco de alianças. Eu ponderei que, para você montar um arco de alianças, você precisa que as lideranças do partido ajudem.

ÉPOCA – A senhora está desapontada com ele?

Rosalba – Eu preferia não fazer nenhuma observação.

ÉPOCA – Por que?

Rosalba – (silêncio) Deixa… Eu estou refletindo.

ÉPOCA – A senhora conversa com o senador Agripino sobre sua situação?

Rosalba – Somos do mesmo estado e o conheço há mais de 50 anos. Frequenta a minha casa e nos tratamos muito bem. Sempre houve confiança de ambas as partes. Durante todo esse período, fui tentada a trocar de partido e isso poderia até ter sido mais promissor para mim politicamente. Mas eu não mudei porque Agripino era o presidente do partido e me mantive no DEM por uma questão de lealdade e respeito a ele.

ÉPOCA – Quais partidos a convidaram para que deixasse o DEM?

Rosalba – Tive convite do PSD, PROS, PTB, PP e de partidos menores. Qual é o partido do Marcelo Crivella? PRB. Tive convite do PRB. Mas fiquei no DEM.

ÉPOCA – Mas o que Agripino disse à senhora recentemente?

Rosalba – Há duas semanas estive com Agripino na casa dele em Natal. Ele disse que se eu tivesse condições eleitorais, poderia tentar. Mas qual seria o problema se eu me candidatasse? Tem candidato que entrou derrotado numa eleição e acabou eleito; e outros que entraram eleitos e saíram derrotados. Uma vez um candidato foi dormir achando que tinha ganhado a eleição em Natal. No outro dia descobriu ter perdido para Aldo Tinoco, um sanitarista que não era muito conhecido. O candidato derrotado foi (o presidente da Câmara) Henrique (Alves) e o povo lá em Natal comenta muito sobre isso. Mas voltando, se eu me candidatasse, o que poderia acontecer? Eu poderia não chegar ao segundo turno. Mas ainda assim o partido seria o fiel da balança no segundo turno e sairíamos ainda mais valorizados. Mas a preocupação era sempre com as eleições para deputados e senador porque não poderia ir só o Democratas. Eu disse que garantiria dois partidos (na aliança) e com chance de angariar o apoio de outros. Mas eu disse a Agripino que precisava de um aceno de que eu seria candidata, porque não posso propor aliança sem saber se vou ser candidata. Aí ele disse que faríamos uma reunião para ouvir o diretório.

ÉPOCA – Mas quais foram as condições impostas por Agripino para que pudesse apoiá-la?

Rosalba – Ele apontou com clareza as minhas dificuldades. Disse que eu precisava dessas alianças. Também se mostrou preocupado com uma questão jurídica no Tribunal Superior Eleitoral que pede minha inelegibilidade. Mas estou tranquila quanto a isso. No meu caso só cabe uma multa, não a inelegibilidade. O processo fala na chegada de um equipamento a uma semana antes da eleição. Mas eu não estive nesse local da entrega do equipamento e a presidente da comunidade beneficiada disse que eu não estava lá e que ninguém pediu voto.

ÉPOCA – O que a senhora pediu na reunião de segunda-feira?

Rosalba – Pedi que aguardássemos até a convenção do partido para eu ter tempo de costurar as alianças. Historicamente nenhum governador, por mais desgaste que teve, chega a uma eleição com menos de 25% – e eu já estava chegando perto, mesmo sem ser candidata. Aliás, se estou tão desgastada, por que todos têm tanto medo de me enfrentar? O partido cria todo tipo de dificuldade para eu ser candidata. É uma coisa incrível. Depois da reunião os jornais deram destaque que o partido tinha negado a legenda para a minha candidatura. Apesar de não ser oficial, pois o assunto deve ser tratado na convenção, isso dificultou a minha situação ainda mais.

ÉPOCA – E o que aconteceu?

Rosalba – O que me surpreendeu é que o meu apelo não foi levado em consideração. Só que na reunião só se falou sobre eleição proporcional (deputados e senador). Quando isso aconteceu, percebi que se tratava de uma cassação branca. Deixei a reunião para não parecer que estava aceitando aquilo. Fui acompanhada de algumas pessoas. Dizem que dar atenção às eleições proporcionais é uma decisão nacional do DEM com o objetivo de o partido crescer. Acho importante essa preocupação com as eleições proporcionais. Mas fica mais fácil tendo um candidato majoritário. Esse é o meu pensamento. Se na convenção eu percebesse que não teria condições, desistiria. Mas o partido chegou a antecipar as convenções.

Época – Quando será a convenção do DEM no Rio Grande do Norte?

Rosalba – Vai ser no dia 15, quando todas serão depois do dia 25. Mal começou a Copa… Era (para ser no dia) 13, é porque já gritaram lá que é o dia do primeiro jogo (da Copa) em Natal! Então, (foi) tudo montado. Assim, pareceu uma coisa muito… como se diz: não quer, não quer, não quer.

ÉPOCA – O governo da senhora tem sido mal avaliado. Numa pesquisa a senhora ficou na pior posição entre os 27 governadores.

Rosalba – Não digo que vou ganhar a eleição. Mas o nosso partido tinha chance de disputar a eleição. Minha candidatura levaria a eleição no Rio Grande do Norte para o segundo turno. Eu teria a oportunidade de esclarecer muita coisa sobre o meu governo.

ÉPOCA – Como a avaliação do seu governo chegou a esse nível? Isso foi levado em conta na reunião?

Rosalba – Não, isso não (foi levado em conta). Até porque eles sabem que isso (a avaliação do governo) vem melhorando. O governo que eu peguei, como eu disse, estava falido. Os hospitais eram o caos do caos. Com toda essa loucura, nós fizemos mutirão de cirurgias para acabar com as filas e acabamos em muitos lugares, aumentamos 88 leitos de UTI, 140 leitos de retaguarda. (o Rio Grande do Norte) É o estado que tem a maior cobertura de SAMU. Nós temos SAMU em todo estado: toda cidade com mais de 20.000 habitantes tem SAMU. Nós avançamos na oncologia, acabamos com a fila, hematologia está funcionando bem, voltamos a fazer até transplante de fígado que tinha parado. Nada é perfeito, tem muito a fazer, mas já melhorou muito. O aeroporto saiu do papel. Mérito da governadora? Luta da governadora, porque não descansei um só segundo. Teve a presença da nossa bancada? Teve e o compromisso da presidenta Dilma, mas ele vinha se arrastando há 17 anos.

ÉPOCA – Quando a senhora teve sinais de que o PMDB, que apoiava seu governo, não a apoiaria num projeto de reeleição?

Rosalba – Teve um determinado momento em que o PMDB, que chegou a ocupar sete secretarias, deixou o governo. Naquele momento, o PMDB já dizia que queria uma candidatura própria. Começamos a ver entrevistas. Havia sinalizações de que ele estava formando um acordo muito grande, inclusive com partidos que têm ideologias diferentes. A candidata dele ao Senado (Wilma Faria) é do partido do Eduardo Campos (PSB). Henrique Alves dizia que apoiava a (presidente) Dilma (Rousseff). Já outros partidos desse acordão querem apoiar o (senador) Aécio (Neves, candidato pelo PSDB).

ÉPOCA – Qual a vantagem do DEM em apoiar Henrique Alves?

Rosalba – Olha, sinceramente, eu não sei. As bases no interior reagem muito porque sempre foram partidos historicamente, adversários. Isso aí só quem pode responder é quem… Eu não discuti isso, né?

 

ÉPOCA – A senhora temeria confronto com Henrique Alves?

Rosalba – Não temeria confronto eleitoral com ninguém, porque era uma boa oportunidade para esclarecer muita coisa. Quem for governador do Rio Grande do Norte agora, vai encontrar um Rio Grande do Norte melhor. Nós ficamos entre os três estados, dito pelo próprio Tesouro, que fizemos o melhor ajuste fiscal. O Estado do Rio Grande do Norte conseguiu com o Banco Mundial o maior programa para ser desenvolvido da história do Rio Grande do Norte: US$ 540 milhões. Esse projeto começou comigo, começo, meio e fim. Já está andando o programa, começou este ano. (O estado) Nunca tinha conseguido. E conseguiu por que? Porque fez o ajuste fiscal, tem capacidade de pagamento, de endividamento e tem projetos.

ÉPOCA – A senhora tem um bom relacionamento com a presidente Dilma?

Rosalba – Tenho. Relacionamento republicano.

ÉPOCA – Ela ajudou a senhora?

Rosalba – Sempre que procurei, ela não se negou a ajudar. Isso aí eu tenho de lhe dizer: que a presidenta não criou nenhuma dificuldade. Por exemplo: a barragem de Oiticica, que havia uma dificuldade, vai ser, não vai, se é com Dnocs (Departamento Nacional de Obras de Contra às Seca), se é com o estado. Falei com ela, na mesma hora ela ligou para a (ministra do Planejamento) Míriam (Belchior) e mandou fazer a autorização da ordem de serviço.

ÉPOCA – Esse bom relacionamento com a presidente causou algum tipo de constrangimento para a senhora dentro do DEM?

Rosalba – Saíram dizendo que eu votaria em Dilma. Eu disse, na verdade, que poderei votar. E disse isso porque vi ações de combate à seca com as quais eu estava plenamente de acordo. Foi uma posição em cima de algo administrativo e a maneira republicana com a qual eu fui tratada pela presidente.

ÉPOCA – Houve alguma reação contrária do partido a sua manifestação?

Rosalba – Isso não deve ter agradado por eu ter elogiado tanto a presidenta Dilma. Eu disse que se estiver certo, eu aplaudo. Se estiver errado, também vou dizer.

ÉPOCA – Por que o DEM diminuiu tanto de tamanho?

Rosalba – O partido está precisando fazer uma análise de tudo isso. E acompanhar o rumo que o Brasil está tomando. É um tempo de mudanças e o DEM permaneceu muito estático.

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Entrevista: Henrique e Garibaldi querem Fafá para deputado federal no Oeste e no Alto Oeste

Leonardo Nogueira revela detalhes de reunião ocorrida entre ele e Fafá com Henrique e Garibaldi, em Natal, na quinta-feira, 5

A ex-prefeita de Mossoró, Fafá Rosado, DEM, ao lado de seu marido, o deputado estadual, Leonardo Nogueira, DEM, tiveram uma reunião com o deputado federal e presidente do PMDB-RN e da Câmara Federal, Henrique Eduardo Alves e com o ministro da Previdência Social, Garibaldi Filho. O encontro realizado nesta quinta-feira, 5, no apartamento do presidente do PMDB, em Natal, foi o primeiro entre Fafá e Leonardo com Henrique e Garibaldi, depois das eleições municipais suplementares de 4 de maio. Em entrevista ao novo Blog do Skarlack, Leonardo Nogueira revela alguns detalhes tratados na reunião. Confira uma síntese da conversa do parlamentar com o editor do blog.

Avaliação
A reunião com o deputado Henrique Alves e com o ministro Garibaldi Filho, foi muito positiva. Dentro do que nós esperávamos que fosse acontecer. Foi um clima cordial em que colocamos nossas posições e Henrique e Garibaldi apresentam seus argumentos. Sempre com muita cordialidade como sempre foi o nosso relacionamento.

Suplementares
O presidente da Câmara Federal, Eduardo Eduardo Alves, considerou que Fafá Rosado teve um grande crescimento durante as eleições municipais suplementares de Mossoró. Ele também elogiou o prefeito de Mossoró, Francisco José Júnior e disse que no contato que teve com o mesmo, em Brasília, há alguns dias, ficou impressionado com sua postura.

Passado
Henrique Alves afirmou que as eleições municipais suplementares de Mossoró passou. É passado. Agora, é pensar no futuro. É trabalhar pelo futuro.

Interlocutora
O deputado Henrique Alves disse que em sendo eleito governador do Rio Grande do Norte, Fátima (Fafá Rosado) será a interlocutora, o elo entre ele o prefeito Francisco José Júnior. Para Henrique será importante se trabalhar em parceria com a Prefeitura Municipal, em benefício do povo de Mossoró. E no pensamento do presidente do PMDB, Fafá é a pessoal que vai fazer o canal entre Governo do Estado e Prefeitura de Mossoró. Entre ele e o prefeito.

Sintonia
Durante a reunião, tanto eu como Fátima (Fafá Rosado), colocamos a sintonia que chegamos nesse período, com o prefeito de Mossoró, Francisco José Júnior. Essa é uma parceria que não poderemos quebrar, pois estamos afinados e vamos continuar trabalhando por Mossoró, pois acreditamos que o prefeito Francisco José Júnior vai continuar fazendo um grande governo.

Candidatura
Os líderes do PMDB não abrem mão da candidatura de Fátima (Fafá Rosado) para a Câmara Federal. Henrique declarou que será importante a eleição de Walter Alves, porém, afirmou que o PMDB precisa de outro nome forte. E esse nome é Fátima.

Compromisso
Henrique Alves e Garibaldi Filho avaliam como de extrema importância a candidatura de Fátima (Fafá Rosado), a partir de Mossoró. O compromisso do PMDB é de que a ex-prefeita de Mossoró será o nome do partido no Oeste e no Alto Oeste, com Walter Alves trabalhando a partir de Natal, na grande Natal, no Agreste, no Seridó.

Sugestão
Também nos foi sugerido que, caso Fátima (Fafá Rosado) não deseje disputar a cadeira de deputado federal, eu poderia ser o candidato para a Câmara Federal e ela disputaria a cadeira de deputado estadual. É uma opção que foi conversada.

Secretaria
O deputado federal Hernqiue Alves também nos disse que caso eu não deseje disputar mais um mandato de deputado estadual, ele sendo eleito governador do Estado, eu seria um nome para o secretariado. Todas essas são possibilidades que iremos avaliar ao longo da próxima semana.

Tempo
Ficou acertado que na próxima sexta-feira, teremos uma reunião decisiva, em Natal, com Henrique e Garibaldi. Então, até lá, vamos conversar com os amigos, ouvir o que cada um acha e tomaremos uma decisão em conjunto. E como sempre temos feito, eu e Fátima e nossos amigos, vamos fazer a escolha que for melhor para Mossoró.

Necessidade
Diante do cenário que se apresenta, considero necessário e importante, a candidatura de Fátima (Fafá Rosado) para deputado federal. Por onde nós temos andado, encontramos pessoas querendo, defendendo e até cobrando que ela seja candidata a deputado federal. E isso, também, em outros municípios da região. Então, diante dessa posição dos líderes do PMDB, vamos ouvir os amigos e avaliar o que será melhor para a cidade e região.

Reunião
Nesta sexta-feira – dia 6 -, inclusive, o deputado Henrique Alves terá uma reunião decisiva com o senador José Agripino, presidente do PMDB. Eles vão adiantar os entendimentos para a aliança entre o PMDB e demais partidos que apoiam a candidatura do presidente da Câmara Federal, Henrique Alves.

 

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