Finalmente José Agripino coloca os “pingos nos is” sobre a situação da ex-governadora mossoroense

Senador e presidente do DEM lembra que Rosalba Ciarlini estava e permanece enelegível

O que este blog tem informado e que muitos fazem questão de desconhecer sobre a inelegibilidade da ex-governadora Rosalba Ciarlini, finalmente, o senador José Agripino, presidente do DEM, declara. Em entrevista ao blog da jornalista Thaisa Galvão, Agripino coloca “os pingos nos is” sobre a real situação política de Rosalba. Confira:

Thaisa Galvão – O senhor viu as declarações da então governadora Rosalba Ciarlini em entrevista ao Blog, dizendo que estava decepcionada com o senador José Agripino?

José Agripino – Eu acho que Rosalba imagina-se elegível. Ou imaginava-se. E na época em que nós conversávamos sobre a sucessão, o deputado Getúlio Rêgo que está aqui é testemunha disso, esteve próximo dela o tempo todo.  O que é que nós queríamos? Um: condição de elegibilidade, que ela não tinha e não tem, a não ser que os juízes do Tribunal Regional Eleitoral, com quem eu conversei tantas vezes na época, tenham mudado de opinião. E dizem, houve perda de prazo e perda de prazo em justiça é fatal, então, primeiro ponto, elegibilidade, ela não tinha e não tem. Me era assegurado pelo TRE e eu precisava ter essa informação. Segundo: condições políticas. Nós demos, dois anos antes dela deixar o governo, a Rosalba, e isso foi uma gestão pessoal minha, levar o apoio do PMDB, levar o apoio do PR, nós demos a ela o maior arco de alianças que um governador já teve, mesmo com o desgaste pelo qual ela passava naquela época. Ela teve um suporte político-partidário absolutamente fantástico. Oito meses depois não tinha mais ninguém, só tinha o Democratas. Fazer uma candidatura ao governo do Democratas sem tempo de rádio e televisão, com a condição em que ela se encontrava no campo administrativo, era um perigo para o partido de não eleger o governador, não eleger ninguém e não ter condições de compor uma chapa, e isso foi pedido pelo deputado Getúlio, foi pedido a ela. ‘Me traga 3 ou 4 partidos pra gente fazer uma coligação que a gente, o senador José Agripino, concorda em fazer isso. Vamos mostrar a sua elegibilidade e uma aliança mínima que a gente tem’. Nem apareceu a condição de elegibilidade e nem aliança mínima. Então queria ser candidata do Democratas com o Democratas, sem aliança com ninguém para levar o partido a não eleger ninguém. Não dava, a minha obrigação, como presidente do diretório nacional do partido, é fazer o partido sobreviver no plano nacional e no plano estadual. Então o que a ex-governadora Rosalba tem argumentado, não se sustenta nos fatos. Os fatos são estes  e na hora que eles tiverem que ser explicados por quem de direito, eles serão explicados por quem de direito, na sua inteireza.

 

Thaisa Galvão – Encerrada a relação política, encerra também a relação de amizade?

José Agripino – Não, a relação política, eu não recebi a carta, se ela deixou o partido deixou o partido, relação pessoal, eu não deixo relação pessoal por conta de política com ninguém. Até hoje não deixei com ninguém. Não seria com ela que eu iria deixar, até pela forma civilizada com que eu atuo em relação às minhas relações com as pessoas.

Fonte: www.trhaisagalvao.com.br

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