Lawrence debate cultura em Areia Branca

Pré-candidato promove café com eleitores

‘O cafezinho com Lawrence’, do pré-candidato a deputado federal Lawrence
Amorim, foi até o bairro Nossa Senhora dos Navegantes em Areia Branca. O cafezinho,
momento onde Lawrence ouve pessoalmente as demandas das pessoas, contou com a
participação de mais de 50 jovens areia-branquenses.
No encontro, os jovens da quadrilha junina ‘Arraiá Sonho Matuto’ falaram ao précandidato
das necessidades de incentivo do apoio a cultura local. “Somos maus vistos. Nos
chamam de vagabundos, que não temos o que fazer”, declararam os jovens. O presidente
da Sonho Matuto, Ricarte Silva, defendeu o trabalho dos quadrilheiros. “Nosso trabalho na
Sonho Matuto não é apenas cultural, mas também social”.
Apesar da pouca idade, próximo dos dois anos de existência, os quadrilheiros
colecionam boas avaliações e premiações em festivais. “Sonhamos alto. A Sonho Matuto
sonha alto. Acabamos de sermos premiados pela fundação José Augusto de Natal”,
comentou Ricarte. Para Lawrence, o trabalho desenvolvido pelos jovens areia-branquenses
deve ser mais que incentivados, precisa ser multiplicado. “É animador ver tantos jovens
determinados como vocês, lutando pela mudança”, afirmou o pré-candidato.
“A gente só consegue ser um bom representante se souber ouvir, para conhecer e
poder dialogar. Vejo que existe uma grande dificuldade no transporte para as quadrilhas
chegarem até os festivais. E um ‘banco de milhas’ poderia ser um caminho para mudar
isso”, defendeu Lawrence. “Porque se um deputado é ressarcido pelo dinheiro que usa para
viajar, os descontos que ele acumula não podem pertencer a ele. É preciso oferecer esse
retorno também”, completou.
Para Lawrence, é necessária a criação de ‘emendas democráticas’ para fomentar a
cultura e multiplicar ações bem-sucedidas como a da Sonho Matuto. “É preciso direcionar
15 ou 20% das emendas para valorizarmos nossa cultura. A cultura é instrumento de
mudança. E precisamos mudar. Precisamos reconhecer a nossa cultura e sonhar alto como
a Matuto nos ensina”.

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