O QUE É O FASCISMO

“Eu sempre achei mais fácil convencer uma grande massa do que uma só pessoa” (Benito Mussolini)

POR MIRANDA SÁ

Os “esquerdistas de passeata” e “analistas de botequim” insistem em fazer deste 2º turno da campanha eleitoral um embate ideológico e não o debate que os brasileiros querem, acabar com a corrupção institucionalizada pelos governos petistas, escolas de qualidade, saúde para todos e, sobretudo, segurança.

Defensores da campanha lulopetista que acham a Venezuela do ditador Maduro democrática, insistem de público, repetitivamente, defender uma Democracia virtual, acusando Bolsonaro de “fascista”, rótulo que cabe melhor ao programa do PT.

O que é o fascismo? Comecemos por dar uma olhada no seu criador, Benito Mussolini, que sofreu influência de Marx, foi militante do partido socialista e como sindicalista atuou numa cooperativa de trabalhadores em Gualtieri Emília e foi secretário do Conselho Sindical de Trento, quando passou a viver das contribuições sindicais. Por liderar uma greve, ingressou na política convencional.

Sem vez entre os socialistas, juntou-se aos intelectuais “futuristas”, aos trotskistas, e a dissidentes do anarquismo e do partido comunista, para com eles fundar um partido. Recebeu do jovem filósofo Giusseppe Botai, defensor da violência para tomar o poder, um ajuntado de ideias que viriam dar no fascismo.

Não parece a biografia do pelego da Volkswagen, Lula da Silva?  A trajetória é semelhante exceto para chegar ao poder. Mussolini liderou uma revolução, Lula chegou à presidência da República ajudado pelos padres da “teologia da libertação”, ex-comunistas, professores da PUC, e uma demão de FHC, que traiu José Serra, candidato do seu partido.

Há também diferenças; o daqui era órfão de pai, com uma mãe analfabeta, orgulhando-se disto; o italiano teve pai que escrevia para um jornal comunista e mãe professora primária; frequentou a Universidade de Lausane, na Suíça, estudou História e Economia. Tornou-se jornalista com muito estilo.

Após perfilar personagens, vamos ao fascismo tão combatido pelos intelectueiros lulopetistas. Segundo Togliatti (ideólogo do partido comunista italiano), “o fascismo foi um movimento que prometia a libertação nacional dos trustes estrangeiros e tomar o poder da grande burguesia passando-o para a pequena burguesia e os trabalhadores sindicalizados”.

Como fenômeno político, o fascismo arrebanhou ex-combatentes desempregados, camponeses pobres, a baixa classe média (sempre descontente) e movimentos minoritários dos aspirantes a um emprego estatal, das panelinhas de artistas em busca de financiamento público, de preguiçosos e desqualificados.

Assim formado, o Partido Nacional Fascista encontrou financiadores com intenção de suborno; e, quando assumiu o poder, assaltou o Erário e as empresas estatais, entregando a economia aos fornecedores de empresas privadas.

Ao instaurar a ditadura, Mussolini distribuiu com os seus seguidores boquinhas nos ministérios e na polícia. Contando com o apoio quase fanático dos aquinhoados, aliou-se à nobreza, aos militares e às grandes empresas, concentrando com a hierarquia do partido o poder unipessoal, ao contrário do que preconizou nos comícios.

As medidas totalitárias e autoritárias foram justificadas como se tratassem de um período de transição entre o capitalismo e o socialismo. Vê-se clara analogia com os 14 anos de governos petistas, que por pouco não instalaram uma ditadura, e são criticados em razão disto por Jacques Wagner, chefe da campanha de Haddad, o 2º poste de Lula.

Na atual tentativa de tomar o poder, como anuncia José Dirceu, o PT saiu com um programa fascista para registro eleitoral a ser defendido pelo Poste nº 2. Vejam:

– Convocar uma “constituinte exclusiva” (Como fez Maduro na Venezuela);

– Disciplinar os meios de comunicação (Seja, controlar a mídia e instituir uma censura);

– Intervir, enquanto governo, em ações educativas fundamentadas em “princípios que promovam a construção da cidadania”. (Leia-se “ouvir e obedecer ao Partido”);

– Implantar no campo a Regularização Fundiária para “promover estratégias voltadas ao que propõe a economia solidária”. (Intervenção mascarada no agronegócio);

– Garantir na Saúde a expansão de programas governamentais (tipo “Mais Médicos”);

– Instituir a “Promoção Social”, programa do governo para manutenção do espaço e da ordem pública (Com vistas à repressão política);

… E, para “promover” a juventude, estimular a organização estudantil (como Mussolini fez na Itália Fascista).

Concluímos como é que é o fascismo. Exercido na prática pelo lulopetismo, que, felizmente, só entusiasma os jovens imaturos dos 16 a 25 anos; imaturos e com a vida sexual insatisfatória, como analisou Reich, Acompanha-os aqueles que sofrem da síndrome de Peter Pan, membros da Juventude Comunista até os 45 anos…

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