Médico perdeu controle de motocicleta e chocou com um poste

Ivan Brasil e o filho Igor Brasil, de 13 anos, morreram no local do acidente neste sábado entre Mossoró e Tibau

Médico morreu em acidente de motocicleta neste sábado – Edição de fotos: Blog Passando na Hora

O médico Ivan Brasil de Araújo, 38 anos, teria perdido o controle da moto Harley Davidson 1200 Cilindradas em curva quando pilotava de Tibau para Mossoró.

A informação é de integrantes da Polícia de Trânsito que teriam participado do atendimento ao acidente ocorrido no inicio da tarde deste sábado, 1º de novembro, na RN que liga Mossoró/Tibau.

Ao perder o controle da motocicleta, o médico se chocou com um poste.

Além de de Ivan Brasil, também morreu no acidente o filho do médico, de 13 anos de idade, Igor Brasil de Araújo.

Acidente na estrada de Tibau mata pai e filho

Dr. Ivan Brasil e seu filho morrem em acidente de moto

Dr Ivan Brasil morreu vítima de acidente. Foto: Internet/Facebook

Um grave acidente no início da tarde deste sábado, 1° de novembro, no caminho da praia de Tibau, resultou em duas mortes.

O médico Ivan Brasil e seu filho de apenas 13 anos, morreram no local do acidente.

Atenção! A próxima tarefa é resistir à reforma política do PT, que golpeia a democracia, com a ajuda das batinas da CNBB e dos terninhos mal cortados da OAB Nacional

Confira artigo de colunista da Veja.com

Por: Reinaldo Azevedo

Vai prosperar? Não sei! Considerando a simpatia meio bovina com que já conta na imprensa, é até possível que o petismo — disfarçado de OAB, de CNBB e de um tal MCCE (Movimento Contra a Corrupção Eleitoral) — consiga levar adiante a sua impressionante pauta da reforma política. Trata-se de uma estrovenga que, se aprovada, avançará nos cofres públicos, aumentará brutalmente o dinheiro clandestino nas campanhas e entregará o país, definitivamente, a burocracias partidárias — ainda que fantasiadas de “movimentos sociais”.

Essas entidades que cito formaram uma tal “Coalizão para a Reforma Política”, sob a inspiração do PT, sim, senhores! Segundo pretensão noticiada pela Folha, os valentes acham que podem criar um “movimento como as Diretas-Já” e intimidar o Congresso. A turma quer se apresentar como voz da sociedade civil — curiosamente, essa “sociedade civil” tem a mesma pauta de Dilma, que é a pauta do… PT. Eu sinto uma vergonha alheia da OAB!…

Querem ver que mimo? Se for para fazer uma reforma política pra valer, é evidente que o mais avançado “no que se refere” (como diria aquela senhora…) à participação do eleitor seria o voto distrital: um grupo “x” de eleitores, pertencentes a um território delimitado (o distrito), faria a sua escolha entre as opções oferecidas pelos vários partidos. Assim, os moradores de determinada região saberiam que o deputado Fulano de Tal é o seu representante. Para ser mais preciso: São Paulo tem 70 deputados na Câmara. O Estado seria dividido em 70 distritos e cada um teria o seu eleito.

Em vez disso, o PT e a tal Coalizão comparecem ao debate com uma esdrúxula forma de eleição da Câmara em dois turnos: no primeiro, os eleitores votariam no partido — e assim se definiria quantas vagas cada legenda teria. Num segundo turno, votariam num nome segundo uma lista partidária. É o caminho para levar para o Congresso burocratas de sindicatos, de movimentos sociais e de ONGs que não seriam eleitos nem síndicos de seu edifício.

Como é preciso embalar uma estupidez com o embrulho da demagogia fácil, a turma quer que a lista de candidatos do partido tenha o mesmo número de homens e mulheres. Trata-se de uma forma de forçar uma presença feminina maior no Congresso pela via da burocracia.

Os valorosos amigos do povo também querem proibir a doação de empresas a campanhas. Essa história nasce da mentira de que escândalos como o petrolão têm origem no financiamento de campanha. É mentira! Safadezas como aquela nascem da prerrogativa que tem o Executivo de nomear quem lhe der na telha. Aquilo é roubo, não é política. De toda sorte, se a lei vetar doações de empresas, elas continuarão a ser feitas por baixo dos panos. Aí, sim, de maneira inequívoca, o processo político brasileiro vai para a clandestinidade.

Os petistas disfarçados querem que as doações privadas se restrinjam a pessoas físicas. Essa modalidade constituiria, no máximo, 40% dos gastos; o resto viria do Tesouro. Atenção: as eleições deste ano custaram algo em torno de R$ 100 bilhões. O Tesouro tem esse dinheiro sobrando? Quer dizer que, quando a lei proibir doações de empresas, as empreiteiras e os bancos ficarão fora do processo eleitoral? É uma piada!

Mais: o dinheiro público seria distribuído segundo qual critério? Evidentemente, terá de levar em conta a densidade eleitoral dos partidos, não é? O modelo privilegia as grandes legendas e ferra as menores. Quando o PT era minoria na Câmara, jamais aceitaria esse modelo. Agora que é maioria, pretende implantá-lo.

Mais: os petistas têm hoje sob seu controle uma vastíssima rede de sindicatos que faz campanha ilegal para o partido. Ilegal porque a Lei 9.504 proíbe entidades sindicais de fazer doação em dinheiro ou estimável em dinheiro. Quando a CUT mobiliza a sua tropa em favor do PT, incluindo a infraestrutura que serve à central, aquilo é ou não estimável em dinheiro? A Justiça Eleitoral é incompetente até para tolher esses óbvios abusos. Imaginem se teria condições de coibir as doações de empresas privadas, que passariam, então, a ser totalmente ilegais.

Como essa gente faz entre si competição de bobagem, uma das propostas prevê que se dê mais dinheiro ao partido que apresentar candidatos indígenas. Já posso ver os dirigentes de legendas estacionando seus carros no acostamento da Rio-Santos, em São Paulo, em busca de “companheiros silvícolas”. Por que não incluir os gays, os míopes, os muito magros, os muito gordos, os amarelos, os superdotados, os subdotados?… Parece piada, mas é verdade.

No fim das contas, essa besteirada toda surge de uma falácia criada pelo petismo — endossada, na prática, por OAB, CNBB etc. — segundo a qual os companheiros só são notavelmente corruptos por culpa do… sistema! Uma ova!

A próxima tarefa das pessoas empenhadas em defender a democracia, acreditem!, é lutar contra a proposta de reforma do PT, que vem disfarçada com as batinas da CNBB, os terninhos mal cortados da OAB Nacional e o ongueirismo que não ousa dizer seu nome.

Eles querem é começar a dar o golpe das urnas.

Fonte: www.veja.com.br

Escândalo: governo Rosalba pagou quatro vezes mais que governo da Bahia por aluguel de equipamentos para a Arena das Duas

Relatório do TCE mostra que Governo do RN pagou quase quatro vezes mais do que a Bahia por aluguel de mesmo produto
ROSALBA CIARLINI-MISSA

No voto do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Carlos Thompson, relator de um dos processos que analisa os contratos firmados pelo Governo do Estado do Rio Grande do Norte com empresas envolvidas na infraestrutura da Copa do Mundo, mostrou que o Estado potiguar pagou pela locação de um mesmo equipamento quase quatro vezes mais do que o Governo da Bahia.

Thompson mostrou que a locação de um equipamento de raio-x em Salvador/RN pela SECOPA/BA custou R$ 9.740,64. Em Natal/RN saltou para R$ 32.000,00, pelo mesmo equipamento. O conselheiro do TCE observou que “o indicativo é de preço irreal, superestimado, fato este que motivou, inclusive, por parte do Corpo Técnico, a sugestão do aumento do valor do superfaturamento de responsabilidade do Consórcio”.

Além disso, o relatório do TCE apontou que ficou constatado execução parcial e inexecução de itens do pacto, visto que dos 40 equipamentos de raio-x foram identificados apenas 29; dos 7.000m² de piso plástico em rolo foram identificados apenas 3.000m², enquanto que as bases de concreto para apoio de catracas, raio-x e M&B, além de postes, sequer foram executados.

“Sendo assim, cristalina é a fumaça do bom direito a justificar a suspensão parcial dos pagamentos até total apuração da regularidade e legitimidade das despesas públicas em questão”, disse Carlos Thompson.

Ele justifica a suspensão de parte dos pagamentos ante a probabilidade de dano ao erário estadual. O Relator determinou ainda ao DER/RN, por meio do seu dirigente, abster-se de realizar pagamentos das despesas públicas sem que seja por meio de ordem bancária ou cheque nominal e sem registro no SIAF, sob pena de multa no valor de R$ 1.000,00 por cada ato ilegítimo. Votou, ainda, pelo indeferimento do pedido de oferta de garantia formulado pelo Consórcio 2NC.

Fonte: Tribuna do Norte.

Perigosos Atalhos

Artigo

Paulo-Afonso-Linhares

Por Paulo Afonso Linhares

No último dia 26 de outubro, o Brasil realizou uma das maiores eleições do planeta, quando compareceram às urnas 105.542.273 eleitores para escolher o presidente da República para o quadriênio que se inicia em 1º de janeiro de 2015. Aliás, diga-se de passagem, a despeito do tom acalorado e muitas vezes agressivo dos debates entre os candidatos à presidência e a alguns governos estaduais, no segundo turno o pleito foi absolutamente pacífico e sem maiores incidentes, merecendo especial destaque a excelente, precisa e eficaz atuação da mega estrutura montada pela Justiça Eleitoral, que de modo eficiente e retilíneo fez efetivos os preceitos legais que regulam os diversos aspectos da campanha e do processo eleitoral, sobretudo, para garantir a expressão concreta da soberania popular aludida no caput do artigo 14 da Constituição da República.

Sob o influxo das pesquisas de opinião, que serviram a todos os gostos, desgostos e apetites, ademais dos fortes bombardeios midiáticos contra a candidata à reeleição Dilma Rousseff, patrocinado pelos grandes veículos de comunicação, a eleição presidencial chegou meio indefinida nos albores da votação do dia 26 de outubro, inclusive pelo acirramento visível em todo país dos confrontos entre partidários das candidaturas presidenciais, embora tenham as sondagens feitas pelos maiores institutos de pesquisa (Ibope, Datafolha, Vox Populi etc.), nos últimos dias, já apresentassem números, postos que modestos, que apontavam uma vitória eleitoral do Partido dos Trabalhadores e seus aliados, com a recondução da atual presidente da República ao comando supremo do Estado brasileiro.

Deu Dilma na cabeça, como se fala na gíria das ruas. Em números finais celeremente conhecidos, graças à eficiência dos sistemas adotados pela Justiça Eleitoral brasileira, que é um bom exemplo para o mundo, Dilma Rousseff obteve 54.501.118 votos (51,64%) e seu adversário, Aécio Neves, recebeu 51.041.155 votos (48,36%), resultando numa maioria de 3.459.963. No duelo que travam há duas décadas, PT e PSDB, os números favoreceram o primeiro, embora não tenha havido mudanças mais visíveis nas composições do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, a não ser a perda de cadeiras por parte dos maiores partidos, porém, os nove partidos da coligação que apoiou Dilma Rousseff vão ocupar 65% das cadeiras do Senado e 59% das cadeiras da Câmara dos Deputados. O PMDB, o PT e o PSDB são os partidos com maiores bancadas, nas duas Casas do Congresso. Quanto aos governos estaduais, o PMDB fez sete, o PT cinco, o PSDB cinco, o PSB quatro, o PSD dois, o PDT dois, o PC do B fez um e o PP elegeu a única mulher (Suely Campos, de Roraima). Prevaleceu um bom e saudável equilíbrio de forças político-partidárias.

Apesar do visível cenário de “balanços e contrapesos” dessas forças políticas que emergiram das urnas de 2014, os partidários da candidatura Aécio Neves, inclusive seus poderosíssimos aliados midiáticos, têm mostrado grande insatisfação com os resultados, quando falam em “país dividido” ou nos pequenos percentual da maioria obtida pela presidente eleita. Bobagem. A insatisfação é até legítima, desde que não coloque em cheque as bases do processo democrático. Não é o que fez a direção do PSDB, no último dia 30 de outubro, quando requereu ao Tribunal Superior Eleitoral uma “auditoria especial” no resultado da eleição presidencial,, em face de ter surgido nas redes sociais principalmente, logo que anunciada a reeleição de Dilma, “uma somatória de denúncias e desconfianças por parte da população brasileira”. Como se vê, algo bem vago e sem apontar nenhum fato relevante e hábil a comprometer a lisura do processo eleitoral.

Em derradeira análise, a ação proposta pelo PSDB terá como réu muito mais a própria Justiça Eleitoral do que Dilma e os partidos que a apoiaram. Enfim, os tucanos terão a difícil tarefa de convencer os ministros do Tribunal Superior Eleitoral que a enorme máquina montada para a realização das eleições de 2014 falhou por completo no segundo turno do pleito presidencial. Coisa difícil de convencer, até porque a Justiça Eleitoral agiu com eficiência e, sobretudo, com absoluta independência em suas decisões. Quanto a isto, nada a reparar.

Talvez, quem sabe, não esperam que, num passe de perversa magia jurídica, todos ou a maioria dos sete ministros do TSE resolvam substituir os mais de 54 milhões de eleitores que sufragaram o nome de Dilma? A sociedade brasileira ainda abriga, lastimavelmente, uma forte cultura autoritária e democraticida: as vivandeiras alvoroçadas e descontentes com a derrota nas urnas do projeto representado por Aécio, já rodam ferozes os bivaques dos granadeiros, vistam estes fardas ou togas, pouco importa. E pode ser mais um perigoso e cruel atalho a ser lastimado por décadas. Infelizmente, já vimos essa desbotada e bolorenta fita.

 

O confronto já começou

O discurso do “nós versus eles” prejudica a governabilidade, sobretudo quando o “eles” constitui a parcela mais bem informada da população.

Por: Rui Fabiano

Eleição ganha à base de golpes baixos gera o inevitável: ressentimentos, suspeitas, divisionismo. Em tal ambiente, o termo união nacional soa falso, improvável, quase engraçado.

Basta ver que, nos três dias dia seguintes à vitória, as piores expectativas se confirmaram: José Dirceu foi para casa, o decreto bolivariano 8.243 foi derrubado pelos deputados, dois ministros – Edson Lobão (Minas e Energia) e Neri Geller (Agricultura) – foram convocados a depor na Câmara e a taxa de juros subiu.

De lado a lado, nenhum sinal amistoso. O mercado reagiu também como se esperava: bolsa em queda, dólar em alta. O aumento da taxa de juros, que a presidente atribuía como gesto imediato do oponente – sugerindo que não o faria -, confirmou a acusação de estelionato eleitoral: o abismo entre intenção e gesto.

União nacional é momento raro em qualquer democracia. Dá-se quando há riscos comuns ao país. Uma guerra, por exemplo; ou uma catástrofe natural. Em ambiente de normalidade, o que se espera é o governo governando e a oposição exercendo seu ofício de fiscalizar e criticar. Por que então Dilma a propôs?

Trata-se do reconhecimento de que a indecorosa conduta de seu partido na campanha dividiu o país ao meio. O discurso do “nós versus eles” prejudica a governabilidade, sobretudo quando o “eles” constitui a parcela mais bem informada da população.

A maioria – em especial quando escassa – garante a eleição, mas não as condições de governar. Não fosse assim, Collor não teria sofrido o impeachment. Elegeu-o o voto dos “descamisados” – termo que ele empregou na campanha, arrebatando os hoje clientes do Bolsa Família -, mas a classe média o rejeitou.

O PT e as oposições de então foram para as ruas e tornaram seu governo impraticável. Collor chegou a oferecer ao PSDB todos os seus ministérios. Não dispunha de quadros para governar. E o PSDB só não aceitou graças à determinação de Mário Covas, que era então sua maior e inconteste liderança.

Bastou que se insistisse na investigação de atos de corrupção na campanha, centrada na figura do tesoureiro Paulo César Faria – alvo de uma CPI – para que o presidente fosse deposto. E o que o depôs foi uma ninharia, se comparado ao que hoje está em jogo.

Collor caiu porque foi possível provar sua conexão com PC Farias, a partir de um cheque de compra de um Fiat Elba para sua mulher. Nesta Era PT, um personagem de quinto escalão, o militante Sílvio Pereira, ganhou um Land Rover para facilitar negócios escusos com a Petrobras.

A diferença é bem mais que o up grade do Fiat Elba para o Land Rover, mas o simbolismo é válido. O que já se comprovou na Operação Lava Jato, em relação aos desvios, soma mais de R$ 10 bilhões – algo como uma década de Bolsa-Família.

E sabe-se que há bem mais. A caixa-preta do PT, por enquanto, envolve apenas a Petrobras. Há ainda os fundos de pensão e estatais do porte da Eletrobrás, ainda não abordados pela polícia.

Isso sem falar em casos menores – mas não menos graves do ponto de vista moral -, como as maracutaias perpetradas pela amigona de Lula à frente do escritório da Presidência da República em São Paulo, Rosimeire Noronha.

Não falta munição à oposição para infernizar a vida da presidente reeleita. A própria reeleição é objeto de dúvidas. Além do uso ilegal dos correios nas eleições de Minas – suficiente, em tempos normais, para impugnar sua candidatura -, há ainda o questionamento das urnas eletrônicas, com denúncias que se avolumam e que provocaram o ingresso do PSDB na Justiça.

Tudo isso ocorre em meio a um quadro econômico delicado, em que o governo não dispõe ainda de um nome apresentável ao Ministério da Fazenda. E não é um governo que estreia, mas que continua – e que, no curso da campanha, já havia demitido a equipe econômica atual, prometendo mudanças contra si próprio.

O atual Congresso, que, em tese, lhe é ainda favorável, já antecipa as hostilidades, que devem ser bem maiores no que o sucederá. O PMDB, fiel de balança – única fidelidade que exibe -, já não é parceiro confiável. Foi o responsável pela derrota do decreto bolivariano 8.243 e pela convocação (diferente de convite, note-se) dos dois ministros para depor na próxima semana.

Dilma tirou férias na Bahia, mas o Congresso mostra grande disposição de trabalho. O próximo ano promete embates fortes. O senador Aloysio Ferreira (PSDB-SP), vice de Aécio, já avisou que não haverá lua de mel, os tais cem dias de trégua que por tradição se concedem aos governos que se empossam.

A guerra já está em curso e o lançamento prematuro da candidatura de Lula para 2018 é, para dizer o mínimo, profecia temerária. Política, ramo da literatura fantástica, nutre-se do imponderável. E costuma ser o túmulo dos profetas.

Videocast Antenado: Fátima Bezerra

Senadora eleita faz avaliação das eleições de 2014 e fala sobre o futuro 

Fátima Bezerra no Videocast Antenado: Foto e vídeo: iPad Skarlack

A deputada federal e senadora eleita, Fátima Bezerra (PT) conversou o blog sobre as eleições deste ano e propostas futuras.

Confira a entrevista no Videocast Antenado:

 

Capa da Veja

Revista apresenta entrevista com Aécio Neves

Na mira dos corruptos

VEJA desta semana revela que advogados, empreiteiras e políticos envolvidos no escândalo do petrolão se dedicam a divisar um plano para torpedear o processo da Operação Lava Jato e desqualificar o juiz encarregado do caso, Sérgio Fernando Moro. Os defensores estudam meios de impugnar o juiz sob a acusação de que teria coagido o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef a tentar a delação premiada.

Capa da Época

O que os brasileiros esperam do governo Dilma?

Entrevista: Francisco José Júnior

Prefeito de Mossoró anuncia que está em condições e enfrentará qualquer adversário nas eleições de 2016

O prefeito de Mossoró anuncia que está em condições jurídicas de disputar mais um mandato e, assim sendo, em 2016, não teme enfrentar qualquer adversário. Sobre a vitória de Robinson Faria (PSD), em Mossoró, ele lembra que foi quem esteve nas ruas fazendo campanha para o governador eleito. Confira a entrevista do prefeito, ao blog da jornalista Thaisa Galvão:

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Por: Thaisa Galvão

Thaisa Galvão – Na disputa pelo governo do Estado, Robinson Faria, o vencedor. Em Mossoró, o prefeito Francisco José Júnior pode ser chamado de ‘o grande vencedor’?

Francisco José Jr – Posso dizer que nós saímos bastante fortalecidos, com uma musculatura política muito fortalecida, porque a classe política mossoroense, toda, se voltou contra a minha administração. Aí agora a gente sai desse processo eleitoral com a presidente, com a senadora, e com o governador. Então isso vai dar um impulso ainda maior na nossa administração. O resultado das urnas de Mossoró deixou a cidade com uma expectativa muito boa, e nos deixou também, politicamente, muito fortalecidos, não só pelos 3, mas também pela eleição de Galeno, que foi um candidato que a gente trabalhou somente 40 dias e teve uma votação acima de um deputado estadual de Mossoró, que foi o deputado Leonardo. Mostrou que a nossa administração está sendo reconhecida pela população, e acredito que nosso grupo saiu muito fortalecido.

 

Thaisa Galvão – No primeiro turno, Robinson teve uma maioria superior a 23 mil votos em Mossoró, e no segundo turno a maioria passou para 48 mil. O que aconteceu para essa maioria mais que dobrar?

Francisco José Jr –Robinson quando começou a campanha, ele estava 20 pontos atrás de Henrique. Henrique toda vida que foi candidato a federal teve de 5 a 10 mil votos em Mossoró, e Robinson pra deputado estadual nunca passou de 100 votos na cidade, então era bastante desconhecido. Nós começamos a ir às ruas diariamente, mostrar o que Robinson fez na Assembleia, e dizer da importância dele ser governador pra cidade de Mossoró. Como eram 5 candidatos que nós trabalhávamos diariamente, a gente fez um trabalho dizendo ‘vote nos candidatos do prefeito’. Acredito que foi importante esse vínculo à nossa imagem, pra Robinson se tornar conhecido. Agora o voto livre do mossoroense, as lideranças comunitárias, a nossa própria bancada de vereadores, que nós temos 13, de 21, tudo isso, essa soma de esforços, deu essa virada no primeiro turno para 23 mil votos no primeiro turno. No segundo turno fizemos uma campanha ainda mais maciça, nós tínhamos uma greve na Saúde que acabou na última semana da eleição, eu acho que isso contribuiu, o apoio do segmento evangélico que nós recebemos…

 

Thaisa Galvão – O grupo da governadora Rosalba Ciarlini diz que ela também deu apoio a Robinson no segundo turno. O que você diz?

Francisco José Jr – A gente sabe que uma vitória tem vários pais e uma derrota ela á órfã. A governadora, ela foi vítima desse acordão, teve o direito ceifado de ser candidata à reeleição, no primeiro turno votou nulo e no segundo turno, no sábado, ela foi a Mossoró e bateu uma foto com o 55 na roupa. Acredito que ela e o grupo político dela devem ter votado em Robinson, e isso, eu não quero contestar a liderança de Rosalba, mas eu quero dizer que a governadora Rosalba externou o voto, ela não trabalhou para o candidato Robinson. Ela não fez discurso, ela não fez campanha pra Robinson, ela externou seu voto. Que foi importante, foi, que contribuiu, contribuiu sim, mas não dizer que foi por causa dela que houve essa maioria. Como disse, foi uma soma de fatores, e principalmente o voto livre da nossa cidade.

 

Thaisa Galvão – O que se dizia era que o grupo dela trabalhava em silêncio…

Francisco José Jr – Olhe, o grupo dela é o mesmo grupo do deputado Betinho Rosado. E o grupo dele trabalhou conosco no primeiro turno e ajudou para que a gente pudesse ter essa maioria de 23 mil votos. Então não foi porque a governadora, no sábado, véspera da eleição, disse que votaria em Robinson, que teve essa maioria. Nós tínhamos 200 pessoas diariamente nas ruas, visitando as casas, mostrando a importância dessa eleição para o contexto político, administrativo e econômico da cidade.

Thaisa Galvão – O deputado eleito Betinho Rosado deu uma declaração atribuindo a ampliação da maioria de Robinson em Mossoró, à governadora Rosalba Ciarlini. Essa posição de Betinho pode significar um racha no grupo de Robinson em Mossoró?

Francisco José Jr – Acredito que não, até porque Betinho, Betinho pai e Betinho filho, eles sabem que o maior advogado que ele teve pra coligação com o nosso governador fui eu. Se não fosse, e eu digo sem medo de errar, e eles sabem disso, que se não fosse o papel do prefeito de Mossoró, Betinho não tinha conseguido se coligar com o nosso governador. Houve resistência muito grande de partidos aliados (ele não disse, mas a resistência foi do PT), mas eu cheguei a dizer que me afastaria da campanha se não aceitassem a coligação. Eu sei da importância de termos um deputado federal na cidade, assim como Fábio Faria, teremos dois deputados para trabalhar pela cidade. Há um respeito e o próprio Betinho (pai), já disse que iria ajudar, agora no fim do mandato, com emendas para o próximo ano. Acho que são fatos que estão criando de um racha, mas de alguém já pensando em 2016. Agora eu não penso em 2016, foram 3 eleições em 45 meses e eu tô cansado de eleição e concentrado 100% na nossa administração e eu sei que terei uma grande ajuda de Betinho em Brasília.

 

Thaisa Galvão – O prefeito de Mossoró vai indicar nomes para o Governo Robinson Faria?

Francisco José Jr – Primeiro eu apoiei Robinson por convicção, por idealismo, por ser presidente do meu partido, por conhecer trabalho dele como presidente da Assembleia, ele foi um dos melhores presidentes da Assembleia. Então sei do seu compromisso, da sua competência, da sua honestidade, e sei que fará um grande governo. E sei também que, por ser amigo dele, por conviver cm ele durante 14 anos, eu como prefeito da cidade não vou precisar marcar audiência pra conversar com ele, e vou ter um aliado político em Mossoró. Agora pela importância política que foi Mossoró, que levou Robinson para o segundo turno, que deu a maior votação proporcional, a maior maioria, eu acredito que Robinson deverá consultar, até pela aprovação de nossa administração, consultar algum venha a compor seu secretariado. Meu apoio nunca foi condicionado a ele e eu nunca escutei, da boca dele, esse assunto.

 

Thaisa Galvão – Você já teria algum nome? O nome do ex-deputado Francisco José pode ser um bom nome a ser indicado?

Francisco José Jr – Poder, pode. Meu pai é enfermeiro, foi vereador, foi secretário de estado, vai depender da pasta que me for oferecida porque temos que se preocupar nesse governo com uma composição técnica assim como fiz em Mossoró onde 60% do secretariado é composto por servidores de carreira, outros foram indicados pela universidade e o sucesso da nossa gestão é justamente esse governo técnico. Acredito que ele pregou isso na campanha e fará um governo técnico.

Thaisa Galvão – A eleição suplementar foi o primeiro embate do prefeito de Mossoró com os grandes grupos. Você enfrentou Sandra Rosado, Larissa Rosado, Garibaldi Filho, Henrique Alves, José Agripino. Na eleição estadual acrescente-se a estes nomes Fafá Rosado e Leonardo Nogueira. Nos dois casos os grandes grupos foram derrotados. O que está acontecendo?

Francisco José Jr – O eleitor está mais exigente e reconhece, como está mais politizado e antenado, reconhece um trabalho sério.  A marca da nossa gestão vem sendo transparência, seriedade e eficiência. É a primeira vez que um prefeito de Mossoró faz uma auditoria na sua folha de pagamento, nós fizemos. Estamos fazendo um cadastramento biométrico e vamos implementar ponto eletrônico em toda a estrutura do Município. No nosso governo só vai receber salario quem trabalhar, só vai receber hora extra e plantão, quem der. Além disso estamos ampliando e reformando 18 escolas, abrimos uma nova Base Integrada Cidadã, temos três UPAs, em Natal são duas e nós temos três, e com um diferencial: temos serviço de ortopedia, plantão odontológico que as UPAs de Natal não tem. Obras que tiramos do papel, adormecidas desde 2007, tudo isso em pouco tempo. Então a população reconhece isso e a nossa boa avaliação foi fundamental para o sucesso dessas urnas. E essa classe política de Mossoró, que ainda tem mandatos, porque são deputados de Mossoró, estavam boicotando a nossa gestão. Aí a população deu o recado.

 

Thaisa Galvão – A oposição ao seu nome em Mossoró costuma dizer que você teve sorte pois nunca passou de um vereador de 2 mil votos. Mas que tanta sorte é essa?

Francisco José Jr – Deus ajuda a quem trabalha. Eu sou uma pessoa que tem muita fé e estou cumprindo uma missão, Não acredito só em sorte, acredito em trabalho. Porque como é que se explica, o deputado Galeno, por exemplo, de São Miguel, foi o nosso candidato no lugar do meu pai que acabou não sendo, foram 40 dias de campanha e o deputado tirou 12.300 votos. Tirou 3 mil votos a mais do que o deputado Leonardo Nogueira. Isso é sorte? Deixo essa interrogação. Como é que o deputado Fábio Faria que em outras eleições tirou 3 mil votos, agora tirou 12.400? Como é que Robinson, um simples desconhecido, deu essa virada? Se for sorte, quero continuar com essa sorte porque, graças a Deus, todos os nossos candidatos estão ganhando as eleições. Ontem mesmo tivemos a vitória do presidente da Câmara, do PSD, Jório Nogueira, e como eu disse, quem trabalha Deus ajuda, e quem está com Deus está com sorte.

 

Thaisa Galvão – Você tem um vice do PT, Luís Carlos. O Planalto já deu sinais de que vai colaborar com sua gestão?

Francisco José Jr – O governo federal já vinha ajudando nessa minha administração, era um parceiro que eu tinha forte. A deputada Fátima Bezerra vem me ajudando. Nós conseguimos 14 médicos do programa Mais Médicos, casas do Minha Casa Minha Vida, ambulância, carros para conselhos tutelares, tudo isso em pouco tempo. E agora com certeza vamos ter uma ajuda ainda maior, porque Fátima sai de deputada para Senado, tem muita força com o PT e o PT tem duas secretarias no nosso governo, tem o vice-prefeito, então é uma parceria que vem dando certo.

 

Thaisa Galvão – Como está sua relação com os servidores? Você enfrentou a greve na Saúde e certamente não foi a última…

Francisco José Jr – Melhor impossível. Ficamos arranhados por esse período, mas é porque estávamos analisando todos os impactos na folha de pagamento e esse plano de carreiras é de 2007. De lá pra cá ninguém fez nada, ninguém implantou. E nós atendemos 8 pontos cruciais do pleito da categoria e eles saíram felizes, muito motivados, e tenho certeza que a saúde será outra após essa greve. Nunca tive problema com servidor, também como presidente da Câmara, até porque só acredito em serviço público eficiente tendo um servidor reconhecido e motivado. Esse é nosso objetivo, reduzir a folha, com a biometria e o ponto eletrônico, para valorizar os servidores do Município.

 

Thaisa Galvão – E o futuro de Francisco José Júnior, já está traçado? Vai pra reeleição?

Francisco José Jr – As pessoas falam em sorte, pois eu tive sorte de, como presidente da Câmara, assumir a Prefeitura na interinidade, mas tive a competência e o dinamismo de transformar essa oportunidade em vitórias. E como sou de muita fé, Deus está no comando de tudo, e eu acredito nessa luz divina que está me iluminando e o futuro pertence a Ele. Estou preocupado agora em fazer a melhor administração que um prefeito já fez na cidade, e se isso vai credenciar para projetos futuros, quem vai dizer é o povo. Acredito que irei para reeleição porque é pouco tempo para trabalhar, quatro anos é pouco, imagine dois anos e meio. Acredito que precisarei de mais tempo para fazer as mudanças necessárias.

 

Thaisa Galvão – Juridicamente, você pode tentar reeleição? Fala-se que este já éo seu segundo mandato.

Francisco José Jr – Certeza que posso, até porque eu só tenho um diploma de prefeito proferido pelo TRE, e eu assumi de forma interina por determinação da Justiça Eleitoral que afastou a prefeita e se eu não assumisse que perderia meu mandato, teria que renunciar. E nós temos uma decisão do ministro Delgado, do TSE, afirmando que o presidente da Câmara assumindo um mandato tampão ele pode ir pra uma reeleição, assim como onze jurisprudências de Tribunais Regionais Eleitorais pelo país. Estamos bastante tranquilos e convictos que podemos ser candidato.

 

Thaisa Galvão – Numa disputa pela reeleição, quem você vai enfrentar pela frente? Rosalba, Sandra Rosado, Larissa Rosado, Fafá Rosado…outra briga de gigantes em Mossoró…

Francisco José Jr – Já foram duas brigas de gigantes. A primeira foi enfrentar a deputada Larissa, que saiu quase eleita da disputa com Cláudia Regina. Ela era a prefeita de fato e perdeu por uma diferença muito pequena, na reta final. E aí na suplementar ela tinha o reforço do PMDB mas nós conseguimos derrotar. E agora na estadual, além de toda a classe política, ainda teve o apoio de Cláudia e de Fafá e derrotamos novamente. Então a gente está tranquilo para enfrentar qualquer adversário. Não estamos preocupados com isso agora, mas qualquer que seja o adversário, se nossa administração estiver bem avaliada, e com certeza teremos também o apoio do governador Robinson Faria, então não estaremos mais sozinhos e acreditamos que chegaremos fortes numa reeleição.