Quem é não quer ser só…

e o deputado homossexual Jean Willy prova isso e quer que até crianças fiquem como ele

Você já deve ter ouvido o seguinte dito popular: “Quem é, não quer ser só”.

E sobre o que estou falando você também entende…

Pois, está aí o deputado homossexual Jean Wyllys para confirmar esse axioma.

Agora, ela – ou ele, sei lá – quer que até crianças cortem o “bingulim’. Isto, no caso do meninos, pois, pela proposta de pensador, as meninas teriam que fazer um “enxerto”.

E o mais grave é que ele defende através de Projeto de Lei, que seja feita mudança de sexo em crianças, mesmo que os pais não autorizem.

É bom saber se uma grosa de meninos tiverem suas piroquinhas decepadas e jogadas para os gatos, e quando os mesmos crescerem, exigirem de volta seus artefatos, será Jean Wyllys quem vai providenciar uma carrada chibatinhas para repor o estoque?

Me desculpem os termos, todavia, diante de aberrações como a desse rapaz – ou seria moça? – não tem como não apelar. No bom sentido.

Vejam a notícia:

Da Redação JM Notícia
Ricardo Costa

O Instituto Flores de Aço denunciou na última semana, projeto de lei de autoria dos deputados federais Érika Kokay (PT/DF) e Jean Wyllys (PSOL/RJ) que autoriza a mudança de sexo de crianças, mesmos sem o consentimento dos pais. A íntegra desta propositura pode ser conferida neste link .

De acordo com o Institulo, o projeto trata da identidade de gênero e que, segundo acreditam os referidos deputados, pode ser entendida como “a vivência interna e individual do gênero tal como cada pessoa o sente, a qual pode corresponder ou não com o sexo atribuído após o nascimento, incluindo a vivência pessoal do corpo”.

O texto continua explicando que o exercício do direito à essa identidade de gênero “pode envolver a modificação da aparência ou da função corporal através de meios farmacológicos, cirúrgicos ou de outra índole, desde que isso seja livremente escolhido, e outras expressões de gênero, inclusive vestimenta, modo de fala e maneirismos”.

Até aí sem problema algum, afinal associamos esse tipo de decisão e comportamento a pessoas adultas, no entanto quando nos deparamos com o artigo 5º ficamos estarrecidas!

Leia:

“Com relação às pessoas que ainda não tenham dezoito (18) anos de idade, a solicitação do trâmite a que se refere o artigo 4º deverá ser efetuada através de seus representantes legais e com a expressa conformidade de vontade da criança ou adolescente, levando em consideração os princípios de capacidade progressiva e interesse superior da criança, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente”.

E então vem o absurdo desta proposta de lei nos parágrafo 1 e 2 do artigo 5º:

“§1° Quando, por qualquer razão, seja negado ou não seja possível obter o consentimento de algum/a dos/as representante/s do Adolescente, ele poderá recorrer ele poderá recorrer a assistência da Defensoria Pública para autorização judicial, mediante procedimento sumaríssimo que deve levar em consideração os princípios de capacidade progressiva e interesse superior da criança.

§2º Em todos os casos, a pessoa que ainda não tenha 18 anos deverá contar com a assistência da Defensoria Pública, de acordo com o estabelecido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente”.

Como podemos perceber, o governo do PT que implantar uma didatura gay no Brasil, através de projetos conhecidos, como Kit Gay, casamento entre pessoas de mesmo sexo, cartilha ensinando crianças menos de 10 anos, a sentir desejos sexuais, masturbar-se etc.

Agora mais um PL aburso. Incentivar crianças que ainda não tem formação e nem personalidade formada, a mudar de sexo; É o cúmulo do absurdo. O PT que tornar o Brasil um país com tendências homossexuais.

Por isso, digo e repito, é necessário elegermos representantes evangélicos no Congresso Nacional e nas Assembleias Legislativas deste país.

Texto na íntegra do projeto de lei 5002/2013 de Érika Kokay (PT/DF) e Jean Wyllys (PSOL/RJ)

(Dep. Jean Wyllys e Érika Kokay)

Dispõe sobre o direito à identidade de gênero e altera o artigo 58 da Lei 6.015 de 1973.

LEI JOÃO W NERY LEI DE IDENTIDADE DE GÊNERO

 

 

 

Fátima Bezerra será chamada a apresentar provas sobre compra de vereadores

Candidata ao Senado declarou em comício que tinha gente comprando vereadores em Mossoró

Foto: Promotor Fábio Wheimar Thé vai apurar denúncia da candidata Fátima Bezerra de que teria vereador de Mossoró sendo comprado. No blog.

Promotor Fábio Weimar Thé vai solicitar comprovação de Fátima Bezerra sobre denúncia de compra de vereadores de Mossoró – Foto: iPad Skarlack

 

A notícia deste blog veiculada ainda na noite de sábado, 23, revelando declarações da candidata ao Senado, Fátima Bezerra (PT), segundo as quais tinha gente comprando vereadores em Mossoró, continua repercutindo.

Fátima Bezerra ao lado de Francisco José Júnior e Robinson Faria em encerramento de mobilização no sábado em Mossoró – Foto: iPad Skarlack

As declarações de Fátima Bezerra foram feitas durante o encerramento da mobilização da qual ela participou, ao lado do candidato ao Governo, Robinson Faria (PSD), na avenida Rio Branco, por volta da meia noite.

Fátima Bezerra se referia ao fato de um grupo de nove vereadores de Mossoró ter anunciado apoio ao nome de sua concorrente, a candidata ao Senado, do PSB, Wilma de Faria.

Reunião de vereadores com Wilma de Faria na tarde de sábado teria provocado a ira de Fátima Bezerra – Foto: iPad Skarlack

O anúncio do apoio dos vereadores também foi feito, em primeira mão e com exclusividade, por este blog, na tarde do mesmo dia.

Agora, o promotor eleitoral de Mossoró Fábio Weimar Thé, irá apurar o caso.

Até a próxima segunda-feira Weimar Thé deverá se pronunciar sobre as primeiras providências.

 

Prefeito vai anunciar detalhes de auditoria

Até segunda-feira resultado será anunciado

Francisco José Júnior vai divulgar resultado de auditoria nas contas da Prefeitura de Mossoró – Foto: iPad Skarlack

O prefeito de Mossoró Francisco José Júnior (PSD) anuncia que até a próxima segunda-feira deverá anunciar o resultado da auditoria realizada nas contas da Prefeitura de Mossoró.

Ele frisou que não está descartado o anúncio já nesta sexta-feira.

Durante entrevista concedida na UPA do Santo Antônio, na tarde desta quarta-feira, 27, o prefeito revelou algumas irregularidades detectadas pela auditoria.

Um dos casos citados é que tinha médico recebendo dois plantões, para trabalhar apenas um.

Tem mais sujeira por aí.

 

Teto salrial de servidores do Estado é alterado pela Justiça

Suspensa norma do RN que alterou teto de servidores estaduais

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), por maioria, deferiu liminar para suspender os efeitos de alterações inseridas na Constituição Estadual do Rio Grande do Norte (RN) pela Assembleia Legislativa que flexibilizaram o teto salarial do funcionalismo público do estado.

A decisão foi tomada na sessão desta quarta-feira (27) na análise da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5087, ajuizada pela governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini.
De acordo com os autos, a governadora encaminhou à Assembleia Legislativa estadual projeto de emenda à Constituição fixando o subsídio mensal dos desembargadores do Tribunal de Justiça do estado como subteto único. A Assembleia, por sua vez, alterou o projeto original, permitindo a incorporação ao subsídio de adicional por tempo de serviço e de vantagens pessoais recebidas até 31/12/2003, data da promulgação da emenda constitucional que estabeleceu o teto remuneratório para o funcionalismo público em todo o país.

Essa medida, segundo Rosalba, onerou os cofres públicos do estado em mais R$ 3 milhões.
Segundo a governadora, os artigos 2º da Emenda 11/2013 e 31 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) da Constituição estadual afrontam princípios da Constituição Federal, tais como a separação dos Poderes, a iniciativa privativa do chefe do Poder Executivo para estabelecer despesas e criação de cargos e o limite remuneratório para servidores públicos estabelecido pela Emenda Constitucional 41/2003.

Relator
O relator, ministro Teori Zavascki, afirmou que a tese da inconstitucionalidade formal deduzida da petição inicial é consistente. “Firmou-se na jurisprudência do STF uma linha de entendimento segundo a qual os traços básicos do processo legislativo estadual devem prestar reverência obrigatória ao modelo contemplado no texto da Constituição Federal, inclusive no tocante à reserva de iniciativa do processo legislativo”, disse.

É jurisprudência do STF, segundo o ministro, que as prerrogativas instituídas pelo artigo 61, paragrafo 1º, inciso II, alínea “a”, da Constituição Federal sejam observadas nos casos de iniciativas e propostas de emendas à Constituição estadual.

Ele observou que a prerrogativa de iniciativa não impede que os projetos possam sofrer modificações no âmbito legislativo, desde que sejam observados “os limites da dependência temática e da vedação de aumentos de despesa”, respeitando a fidedignidade entre proposta e emendas. “A assembleia atuou em domínio temático sobre o qual não lhe era dado interferir, incorrendo em episódio de abuso de poder legislativo”, salientou.

Por entender que “a espera pelo desfecho final do processo traduz risco para o erário estadual”, o relator votou no sentido de conceder a liminar para suspender os efeitos dos dispositivos impugnados, com efeito ex nunc (não retroativo).

Extensão
O ministro Marco Aurélio votou pelo deferimento da liminar em menor extensão, suspendendo apenas parte do dispositivo que exclui, para consideração do teto, o adicional por tempo de serviço e as vantagens pessoais.
Para o ministro, as outras matérias (indenizações e abono de permanência) são de natureza essencialmente remuneratória.
Os ministros Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Carmén Lúcia, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello acompanharam o relator.

Fonte: Site do STF

Rútilo Coelho apresenta metas da Secretaria de Turismo

Apresentação de projeto foi aberta pela prefeito de Mossoró Francisco José Júnior

Secretário de Turismo, Rútilo Coelho, apresenta propostas da pasta – Fotos: iPad Skarlack

O secretário Municipal do Turismo, empresário Rútilo Coelho, apresentou nesta quarta-feira, 27, as ideias e propostas que serão realizadas com o trade e demais segmentos envolvidos com o turismo e o desenvolvimento da cidade e região.

O encontro foi realizado na Associação Comercial e Industrial de Mossoró (ACIM).

Durante o evento aberto pelo prefeito Francisco José Júnior, foi apresentado o Plano Municipal do Turismo e as demais ações da pasta divididas a curto, médio e longo prazos.

Para o secretário municipal do Turismo, Rútilo Coelho, o encontro foi uma oportunidade de debater com os empreendedores de hotéis, motéis, bares, restaurantes e similares, ações para impulsionar o turismo no Município.

TSE determina que Luciana Oliveira assuma Prefeitura de Baraúna

Ministro Luiz Fux acata pedido de liminar do advogado Erick Pereira

DECISÃO:

“Ab initio, consigno que a concessão de medida cautelar tem por pressuposto a existência de fumus boni iuris e de periculum in mora. E, neste juízo perfunctório, próprio das ações cautelares, verifico a presença dos mencionados requisitos para o deferimento da liminar.

Isso porque este Tribunal tem se manifestado no sentido de que se deve observar o critério da proporcionalidade entre a gravidade da conduta e a aplicação da sanção prevista no art. 30-A da Lei nº 9.504/97.

Precisamente por isso, deve-se ponderar se a sanção de perda de mandato eletivo foi proporcional às irregularidades praticadas pelos ora Autores e se estas possuíram relevância jurídica para comprometer a moralidade da eleição.

Por essas razões, em um juízo de cognição sumária, entendo que a questão merece melhor exame por ocasião da apreciação do recurso especial submetido a esta Corte.

Quanto ao periculum in mora, milita em favor dos Autores a iminência de se afastarem dos respectivos cargos para os quais foram eleitos, em virtude de o resultado do julgamento já haver sido comunicado à Presidência da Câmara Municipal de Baraúna/RN, no sentido de se proceder à imediata execução do acórdão regional (fls. 747-750).

Desse modo, a concessão de tal medida, in limine litis, visa a assegurar aos Autores a manutenção, ainda que provisória, nos respectivos cargos, a fim de se evitarem a subtração do exercício dos mandatos eletivos e as sucessivas alternâncias na chefia do Poder Executivo, as quais gerariam incertezas na população local e indesejada descontinuidade na gestão administrativa da municipalidade.

Ex positis, defiro a liminar requerida, para que Antônia Luciana da Costa Oliveira e Edson Pereira Barbosa sejam mantidos nos cargos de Prefeito e Vice-Prefeito do Município de Baraúna/RN, ou, caso deles já tenham sido afastados, sejam reconduzidos, até o julgamento do recurso especial eleitoral interposto nos autos do RE nº 11-75/RN.

Comunique-se com urgência.

Citem-se os réus.

Após, dê-se vista à Procuradoria-Geral Eleitoral.

Publique-se.

Brasília, 25 de agosto de 2014.

MINISTRO LUIZ FUX

Relator”

Convite

Dia do Maçom terá programação em Mossoró

Convite Marçom

Governo do Estado ignora lambança que fez no Complexo Viário da Abolição

Câmara lamenta ausência de responsáveis por obras do Complexo da Abolição
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Vereador Francisco Carlos lamenta descaso do Governo do Estado que evita e explicar sobre problemas no Complexo Viário – Fotos: Assessoria

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A reunião entre os responsáveis pelas obras do Complexo Viário da Abolição, que deveria acontecer na tarde desta quarta-feira (27), na sala da Presidência da Câmara, não foi realizada devido à ausência de representantes das instituições.
Haviam sido convocados a Secretaria Estadual de Infraestrutura, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, o DNIT e as empresas responsáveis pela obra, CLC e EIT. Desses, apenas a Prefeitura de Mossoró enviou representante, o engenheiro José Couto. O DNIT já havia justificado ausência, devido a compromissos agendados anteriormente. A EIT também havia se pronunciado, afirmando que não teria mais vínculos com a referida obra. Já a Secretaria Estadual de Infraestrutura chegou a confirmar, na manhã desta quarta-feira, que a secretária Kátia Pinto seria representada pelo engenheiro Yuri Tasso.
O objetivo da reunião era obter esclarecimentos sobre o projeto executivo e a própria execução da obra, que tem sido causa de preocupação para os mossoroenses.
Diante da ausência dos representantes, o presidente da Casa, vereador Francisco Carlos (PV) afirmou que o tema será levado a plenário e uma audiência pública será agendada para os próximos dias, havendo a convocação dos entes públicos. “A Câmara lamenta a ausência dos representantes, mas devido à importância do tema, iremos insistir no assunto e convocar mais uma vez esses entes para uma audiência pública para o mais breve possível”, afirmou Francisco Carlos.
Além do presidente, estiveram presentes os vereadores Genivan Vale e Nacízio Silva. O professor aposentado Lindemberg Gomes tomou conhecimento da reunião e também compareceu à presidência da Câmara.

 

Fafá e Leonardo retomam agenda em Mossoró

Candidatos visitaram os bairros Dom Jaime Câmara e Teimosos

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Os candidatos Leonardo Nogueira e Fafá Rosado visitam bispo Dom Mariano e Pastor Miranda – Fotos: Assessoria

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Na tarde desta quarta-feira, 27, Fafá Rosado – PMDB e Leonardo Nogueira – Dem retomaram as visitas aos bairros. Depois de dois dias de reuniões em Natal ,com retorno pela manhã, a dobradinha visitou os bairros Dom Jaime Câmara e Teimosos.

Nas ruas muita gente esperando pelos candidatos a Deputado Federal, Fafá, e Estadual, Leonardo. Os moradores reclamaram muito da saída da ex-prefeita, devido ao esquecimento que a região vem sofrendo depois que Fafá deixou a prefeitura de Mossoró.

Em seu discurso  a candidata falou da drenagem do bairro teimosos que estava quase pronta mas não foi dada continuidade. “Essa drenagem nós deixamos praticamente concluída, para quem viesse depois dar continuidade, e o mais importante, deixamos o dinheiro já assegurado para esta grande obra que era um desejo de todos aqui na região.”

Já Leonardo Nogueira falou sobre a desesperança que o povo está sentindo em relação a política e aos políticos, com a instabilidade vivida recentemente. “Isto nos preocupa, porque mostra um desalento muito grande, mas é importante ter esperança, acreditar e procurar votar em quem realmente fez e fará por Mossoró.”

Agenda de amanhã, dobradinha 25111 e 1515

09h – Visita ao Bispo Diocesano

10h – Visita ao Pastor Miranda

15h – Visita a Casa dos Ferros

16h – Visita ao Jornal Gazeta do Oeste

17h – Caminhada- Bairro  Santo Antônio

Saída: Cruzamento das ruas Luiz Colombo com avenida Rio Branco – ref. Mercantil Serrano

Final: Cruzamento da Rua Riachuelo com João Cordeiro.

20h – Reunião de calçada no Parque das Rosas. Rua Vitória Régis, 15. Referência: seguindo pela São Jerônimo dobra no Supermercado Canaã. Casa de Nov

 

Entrevista: Marina Silva

Candidata do PSB no Jornal Nacional

O Jornal Nacional deu sequência à série de entrevistas com os principais candidatos à Presidência da República, em que são abordadas questões polêmicas das candidaturas e o desempenho deles em cargos públicos. O Bom Dia Brasil e o Jornal da Globo também vão receber os candidatos nas próximas semanas.

O tempo total da entrevista foi de 15 minutos, dos quais foram reservados, mais uma vez, o último minuto e meio para que a candidata falesse resumidamente sobre os projetos que ele considera prioritários se for eleito. Neste quarta-feira, 27, o JN recebeu Marina Silva, do PSB.William Bonner: Boa noite, candidata.Marina Silva: Boa noite, William. Boa noite, Patrícia.

William Bonner: Muito obrigado pela sua presença. O tempo da entrevista começa a ser contado a partir de agora. Candidata, o avião que o PSB vinha utilizando na campanha eleitoral, até aquele acidente trágico de duas semanas atrás, está sendo investigado pelas autoridades competentes. Ele foi objeto de uma transação milionária feita por meio de laranjas. Essa transação não foi informada na prestação de contas prévia, parcial, à Justiça Eleitoral. A senhora tem dito que vai inaugurar uma nova forma de fazer política, que todo político tem que ter certeza absoluta da correção de seus atos. No entanto, a senhora usou aquele avião como teria feito qualquer representante daquilo que a senhora chama de velha política. Eu lhe pergunto: a senhora procurou saber que avião era aquele, quem tinha pago por aquele avião, ou a senhora confiou cegamente nos seus aliados?

Marina Silva: Nós tínhamos, William, uma informação de que era um empréstimo, que seria feito um ressarcimento, num prazo legal, que pode ser feito, segundo a própria Justiça Eleitoral, até o encerramento da campanha. E que esse ressarcimento seria feito pelo comitê financeiro do candidato. Existem duas formas, três formas, aliás, de fazer o provimento da campanha: pelo partido, pelo comitê financeiro do candidato e pelo comitê financeiro da coligação. Nesse caso, pelo comitê financeiro do candidato. Essas informações eram as informações que nós tínhamos.

William Bonner: A senhora sabia dos laranjas? Essa informação foi passada para a senhora como candidata a vice-presidente?

Marina Silva: Não tinha nenhuma informação quanto a qualquer ilegalidade referente à postura dos proprietários do avião.

William Bonner: Eu lhe pergunto isso…

Marina Silva: As informações que tínhamos eram exatamente aquelas referente à forma legal de adquirir o provimento desse serviço. Agora, uma coisa que eu quero dizer para todos aqueles que estão nos acompanhando é que, para além das informações que estão sendo prestadas pelo partido, há uma investigação que está sendo feita pela Polícia Federal. E o nosso interesse e a nossa determinação é de que essas investigações sejam feitas com todo o rigor para que a sociedade possa ter os esclarecimentos e para que não se cometa uma injustiça com a memória de Eduardo.

William Bonner: Candidata, quando os políticos são confrontados ou cobrados por alguma irregularidade, é muito comum que eles digam que não sabiam, que foram enganados, que foram traídos, que tudo tem que ser investigado, que se houver culpados, eles sejam punidos. Este é um discurso muito, muito comum aqui no Brasil. E é o discurso que a senhora está usando neste momento. Eu lhe pergunto: em que esse seu comportamento difere do comportamento que a senhora combate tanto da tal velha política?

Marina Silva: Difere no sentido de que esse é o discurso que eu tenho utilizado, William, para todas as situações. Inclusive quando envolve os meus adversários. E não como retórica, mas como desejo de quem de fato quer que as investigações aconteçam. Porque o meu compromisso e o compromisso de todos aqueles que querem a renovação da política é com a verdade. E a verdade, ela não virá nem apenas pelas mãos do partido e nem, também, apenas pela investigação da imprensa. Que eu respeito o trabalho de vocês. Ela terá que ser aferida pela investigação que está sendo feita pela Polícia Federal. Isso não tem nada a ver com querer tangenciar ou se livrar do problema. Muito pelo contrário, é você enfrentar o problema para que a sociedade possa, com transparência, ter acesso às informações.

William Bonner: Candidata…

Marina Silva: O compromisso é com a verdade.

William Bonner: Agora, é que a senhora tem uma postura bem rigorosa no que diz respeito à ética, no discurso, quando a senhora se dirige aos seus adversários. Esse rigor ético que a senhora exige dos seus adversários nos faz perguntar e insistir se a senhora antes de voar naquele avião não teria então deixado de fazer a pergunta obrigatória se estava tudo em ordem em relação àquele voo. Não lhe faltou o rigor que a senhora exige dos seus adversários?

Marina Silva: O rigor é tomar as informações com aqueles que deveriam prestar as informações em relação à forma como aquele avião estava prestando serviço. E a forma como estava prestando serviço era por um empréstimo que seria ressarcido pelo comitê financeiro. Agora, em relação à postura dos empresários, os problemas que estão sendo identificados agora pela imprensa, e que com certeza serão esclarecidos pela Polícia Federal, esses, eu, como todos os brasileiros, estou aguardando. E com todo rigor. Eu não uso, William, de dois pesos e duas medidas. Não é? A métrica, a régua com que eu meço os meus adversários, é porque eu a uso em primeiro lugar comigo. E, neste momento, o meu maior interesse é de que tenhamos todos os esclarecimentos. Agora, uma coisa eu te digo: a forma como o serviço estava sendo prestado era exatamente esse do empréstimo, para que depois tivéssemos a forma de ressarcimento pelo comitê financeiro.

Patrícia Poeta: Ok. Candidata, vamos falar agora das eleições de 2010. A senhora obteve uma votação expressiva. Foram quase 20 milhões de votos. Mas o seu desempenho no seu estado, o Acre, onde a senhora fez toda a sua carreira política, onde as pessoas conhecem muito bem a sua forma de atuação e onde suas ideias e as suas ações são de conhecimento amplo por parte dos eleitores, a senhora tirou terceiro lugar. Ficou com metade dos votos do primeiro colocado, o então candidato pelo PSDB, José Serra. Ou seja, o eleitor acreano votou pesadamente na oposição ao governo federal. Aos eleitores dos outros estados do país que não a conhecem tão bem, como é que a senhora explicaria essa desaprovação clara no seu berço político?

Marina Silva: Em primeiro lugar é que esse terceiro lugar não estava tão distante do segundo. Eu fiquei muito próxima do segundo lugar, que foi a presidente Dilma.

Patrícia Poeta: Sim, mas foi metade do primeiro.

William Bonner: Metade do primeiro.

Patrícia Poeta: Metade do primeiro. Eu tenho aqui os números: 23,45%, a senhora; 52,13%, José Serra.

Marina Silva: Tem uma coisa, Patrícia, que até é um provérbio que a gente usa muito: é muito difícil ser profeta em sua própria terra. Sabe por quê? Porque, às vezes, a gente tem que confrontar os interesses. Eu venho de uma trajetória política que, desde os meus 17 anos, eu tive que confrontar muitos interesses no meu estado do Acre ao lado de Chico Mendes, ao lado de pessoas que se posicionaram ao lado da Justiça, da defesa dos índios, dos seringueiros, da ética na política. Isso fez com que eu tivesse que seguir uma trajetória que não era o caminho mais fácil. Aliás, na minha vida, nunca é fácil, não é? E, nesse caso, eu era candidata por um partido pequeno, em que…

Patrícia Poeta: Candidata…

Marina Silva: Não, mas deixa eu esclarecer…

Patrícia Poeta: Então tá, conclua aí para que a gente possa seguir aqui e fazer outras perguntas.

Marina Silva: Exatamente.

Patrícia Poeta: É justo com o telespectador.

Marina Silva: Por um partido pequeno, concorrendo contra duas máquinas muito poderosas, com 1 minuto e 20 segundos de televisão. E, mesmo assim, a candidata do PT, que tinha o governo do estado, senadores, deputados, vereadores, prefeitos… Eu fiquei muito próxima a ela. E isso…

Patrícia Poeta: O que eu estou querendo dizer é o seguinte: o berço político de um candidato é onde ele é mais conhecido pelos eleitores. Isso pode ser uma enorme vantagem para um candidato ou não. No seu caso não foi. Não seria como se os acreanos estivessem dizendo uma variação daquele velho ditado: “Quem não a conhece que vote na senhora”?

Marina Silva: Talvez você não conheça bem a minha trajetória.

Patrícia Poeta: Conheço, conheço, conheço, candidata. Nós estudamos bastante antes de fazer essa entrevista.

Marina Silva: Eu, como senadora… Mas eu faço questão de dizer porque eu acho que você tem um certo desconhecimento do que que significa ser senadora vindo da situação que eu vim. Eu não sou filha de político tradicional, não sou filha de nenhum empresário, porque, no meu estado, até a minha eleição, para ser senador da República, era preciso ser filho de ex-governador, era preciso ser filho de alguém que tivesse, de preferência, um jornal, uma TV e uma rádio para falar bem de si mesmo e falar mal daqueles que ficavam defendendo a Justiça.

Patrícia Poeta: A culpa é dos acreanos então?

Marina Silva: Não, não é culpa dos acreanos. É culpa das circunstâncias. Os acreanos foram muito generosos comigo em muitas vezes. Eu já cheguei a ficar quatro anos sem poder andar na metade do meu estado. Sabe por quê? Porque queriam fazer uma estrada sem estudo de impacto ambiental, sem respeitar terras dos índios e as unidades de conservação. E eu não podia trocar o futuro das futuras gerações pelas próximas eleições.

William Bonner: Candidata…

Marina Silva: Eu preferi pagar o preço de até perder os votos, mas lembra quando eu saí do Ministério do Meio Ambiente, que eu disse que eu perdia o pescoço, mas não perdia o juízo?

William Bonner: Vamos falar da sua chapa, candidata?

Marina Silva: Essa foi a minha trajetória no estado do Acre, essa tem sido a minha trajetória no Brasil e é assim que eu quero governar o Brasil.

William Bonner: Candidata.

Marina Silva: Fazendo aquilo que é necessário para as futuras gerações.

William Bonner: Candidata, me permita interrompê-la…

Marina Silva: E não o que é necessário para ganhar voto para as próximas eleições.

Patrícia Poeta: Daqui a pouquinho a senhora vai poder falar no um minuto e meio.

William Bonner: Me permita interrompê-la só para gente prosseguir com a entrevista. Queria falar sobre a sua chapa.  O vice na sua chapa: Beto Albuquerque. Ele foi um dos principais articuladores no Congresso Nacional da aprovação da medida provisória que aprovou o cultivo da soja transgênica aqui no Brasil. Ele também foi favorável a pesquisas com células-tronco embrionárias, são dois pontos em que eles se opõem a posições suas do passado. Além disso, ele aceitou doações de campanha – quando candidato – de setores da economia que a senhora não admitiria, setor de fabricantes de armas, fabricantes de bebidas. Esses exemplos não mostram que Marina e Beto Albuquerque são a união de opostos, aquela união de opostos tão comum na velha política, apenas para viabilizar uma chapa, para viabilizar uma eleição. O que que há de novo nessa política, candidata?

Marina Silva: Em primeiro lugar, mais uma vez eu quero trazer as informações para que a gente possa trabalhar com a realidade dos fatos. Uma questão fundamental: nós somos diferentes e a nova política sabe trabalhar na diversidade e na diferença. Agora, o fato do Beto ter uma posição diferente da minha em relação a transgênico em um aspecto. Há uma lenda de que eu sou contra os transgênicos. Mas isso não é verdade. Sabe o que que eu defendia quando era ministra do Meio Ambiente? O modelo de coexistência, o que significa áreas com transgênico e áreas livres de transgênico. Infelizmente no Congresso Nacional não passou a proposta do modelo de coexistência. E o Beto votou na proposta que acabou fazendo com que…

William Bonner: Mas na questão das células embrionárias há uma oposição forte…

Marina Silva: Nas células…

William Bonner: Mas eu lhe pergunto.  Veja se eu entendi: quando a união de opostos se dá com a senhora e alguém, então isso é uma união em prol do Brasil, é a superação de divergências. Quando essa união de opostos se dá com adversários seus, aí é o modelo da velha política, é uma conveniência eleitoral.

Marina Silva: Mais uma vez, William, eu quero dizer que você está trabalhando apenas com um lado da moeda.

William Bonner: Por quê?

Marina Silva: Você está trabalhando com o lado das diferenças que eu e Beto temos no episódio das células-tronco, que ele defende…

William Bonner: Não, não. Estou confrontando apenas com posições que a senhora tem assumido sobre a nova política em oposição à velha política. E não está clara para mim a diferença quando a gente vê dois candidatos de posições opostas unidos numa chapa. Era só essa a questão.

Marina Silva: Não está claro pra você, mas eu vou deixar claro para o telespectador. Mais uma vez eu insisto: você está apenas com um lado da moeda. Por exemplo, eu e Beto temos uma visão diferente em relação às células-tronco e em relação a transgênico. Mas tivemos um trabalho juntos, no Congresso Nacional, quando ele foi o relator da Lei de Gestão de Florestas Públicas do Ministério do Meio Ambiente, que criou o Serviço Florestal e que me ajudou a aprovar a lei da Mata Atlântica e tantas outras medidas importantes para o Ministério do Meio Ambiente. A vida não tem essa simplificação que muitas vezes a gente acha. Isso não tem nada a ver com velha política. Eu marquei a minha trajetória de vida trabalhando com os diferentes, na diversidade. E aí você está dando a oportunidade de que os telespectadores possam ver que essa história de que a Marina é intransigente.

Patrícia Poeta: Tá faltando um minuto, candidata.

Fonte: www,g1.com.br

Marina Silva: Que só conversa com aqueles que pensam igual a ela, não é tão verdade assim.

Patrícia Poeta: A senhora agora pode, então, usar esse um minuto e meio e falar com os seus telespectadores: dos projetos que a senhora tem para o país, quais seriam os prioritários?

Marina Silva: Em primeiro lugar, eu gostaria de poder dizer para os nossos telespectadores que um dos projetos mais importantes, neste momento da história do Brasil, é que a gente possa renovar a política. De que a gente não desista de ter na política aquilo que os brasileiros tanto querem, que é vê-la a serviço de resolver os principais problemas do cidadão. Infelizmente, a política tem sido motivo de apartação, de contenda, da luta do poder pelo poder. Para mim, a política deve ser utilizada para unir as pessoas, para que, mesmo com interesses diferentes, a gente seja capaz de mediar os conflitos e fazer aquilo que é melhor para o benefício do povo brasileiro. Como presidente da República, eu quero que você me ajude a ser presidente da República para ser a primeira presidente que vai, que assume o compromisso de que não vai buscar uma nova eleição, porque eu não quero ter um mandato que comprometa o futuro das próximas gerações.

Patrícia Poeta: OK, candidata.

Marina Silva: Eu quero para que a gente possa ter uma agenda para mudar o Brasil.

Patrícia Poeta: OK, 15 minutos já, 15 minutos e 16 segundos. Obrigada pela sua entrevista.

William Bonner: Muito obrigada candidata Marina Silva pela sua participação, pela sua entrevista no Jornal Nacional.