Sete detentos fugiram do Complexo Penal João Chaves de Natal

Veja fotos dos presos que fugiram do complexo penal em Natal neste domingo, 8

Fugitivos

Os sete internos que fugiram são: Antônio Fabrício Lopes de Lima, Carlos Anderson Dias, Emanuel de Oliveira, Emanuel Nazareno Lima de Souza, Gustavo Costa da Silva, José Aílton da Silva e João Carlos da Silva (Foto: Divulgação/Sejuc-RN)

A Secretaria de Justiça e da Cidadania do Rio Grande do Norte (Sejuc) divulgou na manhã desta segunda-feira (9) fotografias dos detentos que escaparam na madrugada do domingo (8) do Complexo Penal Doutor João Chaves, na zona Norte de Natal. A Sejuc pede para que quem tiver informações sobre os foragidos entre em contato com a polícia pelo telefone 190. A ligação é gratuita.
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Depois de serrarem cela, 8 presos fogem de complexo penal em Natal
Ainda de acordo com a Sejuc, houve um erro na contagem dos detentos realizada logo após a fuga. Diferentemente do que foi divulgado, quando se anunciou que oito haviam fugido, descobriu-se depois que um dos presos, identificado como Neíston Ferreira de Oliveira, não havia escapado.
Os sete internos que fugiram são: Antônio Fabrício Lopes de Lima, Carlos Anderson Dias, Emanuel de Oliveira, Emanuel Nazareno Lima de Souza, Gustavo Costa da Silva, José Aílton da Silva e João Carlos da Silva. Eles escaparam da unidade após serrarem uma cela e quebrarem a parede da área de ventilação.
Segundo a Coordenação de Administração Penitenciária (Coape), nenhum dos fugitivos foi recapturado até o momento.
Coordenadora do sistema penitenciário potiguar, Dinorá Simas acredita que a fuga já vinha sendo planejada. “Os presos usaram sabonete para colar a grade e ninguém perceber o ferro serrado. Esperaram a madrugada de hoje quando saíram da cela e quebraram uma área de ventilação”, revelou.

Fonte: G1

Natal ganha viaduto e túneis que melhoram fluxo de veículos

Confira imagem de obra entregue nesta segunda-feira, pelo prefeito Carlos Eduardo Alves 

Túnel

Foto: Márlio Fortes

O prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, PDT, inaugurou na manhã desta segunda-feira, 9, uma série de obras de mobilidade urbana, em torno da Arena das Dunas.

Este acompanhada da vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria, PSB, do presidente da Câmara Federal, Henrique Eduardo Alves, PMDB e do ministro da Previdência Social, Garibaldi Filho, PMDB.

 

Leonardo Nogueira envia requerimentos às secretarias de Saúde, Educação e Segurança

Deputada estadual defende melhorias para a capital e interior do Rio Grande do Norte

Leonardo Nogueira

Saúde, educação e segurança pública foram os assuntos em destaque na agenda de trabalho do deputado estadual Leonardo Nogueira, esta semana. O parlamentar enviou dois requerimentos à secretária estadual de Educação e Cultura, Betânia Leite Ramalho; cinco para o secretário de Saúde, Luis Roberto Leite, e outros dois para o Segurança Pública, General Eliéser Girão Monteiro Filho.

À Secretaria de Educação, o deputado solicitou a implantação dos cursos do “Programa Formação Pela Escola” em Mossoró e a reforma do Ginásio Professor Marcelo Carvalho, conhecido como DED, no bairro da Candelária, zona sul de Natal.

Para a Secretaria de Saúde, Dr. Leonardo, que também é médico, solicitou ao titular da pasta a implantação do programa “Rede Cegonha”, que garante atenção especial para gestantes e bebês, nos municípios de Caraúbas e Apodi, bem como a implantação do Programa de Política Nacional de Atenção Integrada à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (Pnaisp), em Mossoró.

Ainda para Mossoró, o deputado manifestou preocupação com as ações de controle ao mosquito Aedes Aegypti, pedindo a intensificação delas, para o reforço do combate à Dengue, tendo em vista o período de chuva e calor ser uma combinação perfeita para proliferação do mosquito transmissor da doença.

“Também solicitei ao secretário de Saúde a regulamentação do piso dos agentes comunitários e endemias, no município de Mossoró”, acrescentou Dr. Leonardo, explicando que esses agentes tem papel fundamental para a saúde preventiva entre a população.

Na área da segurança pública, os requerimentos do deputado foram para que seja dada atenção para a “segurança” na Escola Evilásio Leão, em Sítio Hipólito, bem como nos assentamentos vizinhos, Curral de Baixo, Santana e Baixa Verde, área rural de Mossoró.

O deputado enviou ainda requerimento para o secretario estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Luciano Cavalcante, e ao presidente da Caern, Yuri Tasso, solicitando implantação, do “plano emergencial”, para o abastecimento de água, nos município de Santana do Matos, Almino Afonso, Alexandria, Apodi, Campo Grande e Janduís.

A maior retração da industria brasileira em 10 anos

Economista afirma que existe desaceleração preocupante com a indúsdtria do Brasil

Elviro

Por: Elviro Rebouças

Todos os dados copilados pelo IBGE, Banco Central, Ministério do Desenvolvimento Econômico, CNI, FIESP e IPEA são convergentes. Há uma desaceleração preocupante com a indústria brasileira, com a diminuição das vendas, quer no mercado doméstico, e acentuadamente com a involução nas exportações dos nossos produtos.

A produção de veículos, por exemplo, continua em trajetória de queda, diante da forte freada do mercado doméstico e do entrave com a Argentina, principal destino das exportações da indústria automobilística brasileira.

Em maio foram fabricadas 282,5 mil unidades, queda de 18% na comparação com igual mês do ano passado, informou nesta última sexta-feira (dia 06) a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Esta é a terceira queda anual consecutiva. Em relação a abril, entretanto, a produção cresceu 1,9% no mês passado. No acumulado do ano, a fabricação de veículos também teve uma queda significativa de 13,3% em relação ao mesmo período do ano passado, para 1,35 milhão de unidades, de acordo com a Anfavea.

A produção brasileira de veículos despencou mais de 8 por cento no primeiro trimestre, com estoques crescendo 11 por cento e exportações desabando 15 por cento. O quadro tem feito representantes da indústria automotiva se reunirem com o governo federal em busca de medidas que incluem aumento no período de afastamento temporário de trabalhadores para além de cinco meses.

Mesmo com essa queda na produção automotiva as vendas de laminados da Usiminas no mercado brasileiro no período cresceram 10 por cento, com consumo de estoques da companhia.

Porém, para o segundo trimestre a empresa não espera um novo aumento nas vendas, com a produção se mantendo no mesmo 1,6 milhão de toneladas verificado no final de 2013. O ritmo morno da economia levou indústrias de diferentes áreas, especialmente dos setores de eletrodomésticos e de motocicletas, a dar férias coletivas aos empregados a partir deste mês. Além disso, os feriados previstos para a Copa também têm efeito na indústria.

Desde segunda-feira, a Electrolux colocou em férias coletivas cerca de 4.600 dos 8.600 funcionários de suas três fábricas no país — localizadas em Curitiba, São Carlos (SP) e Manaus. As paralisações vão variar de 10 a 30 dias.

De acordo com a empresa, a decisão de reduzir a produção se deve à “economia desacelerada e à Copa do Mundo”. A Whirlpool, dona das marcas Consul e Brastemp, também colocou funcionários em férias coletivas.

Levantamento junto a 550 empresas do setor feito pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) constatou que 58% delas prevêem perdas na produção por causa dos horários diferenciados dos jogos da Copa. E que um terço delas programou “jornada especial” para os dias das partidas a fim de “amenizar as perdas”.

Tem sido exceção a este desânimo, inclusive como manutenção à regra, os fabricantes de televisores modernos, com tecnologia digital, que já incrementam vendas em torno de 45 %, de janeiro a maio, em relação ao ano passado, tudo muito a ver com a chegada da copa do mundo aqui no Brasil.

Em Manaus, o Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam) confirmou que boa parte das grandes fabricantes de eletroeletrônicos (Semp Toshiba, Panasonic, Samsung, Sony) e de motocicletas (Honda e Yamaha) está antecipando o início das férias coletivas para junho.

A Eletros não dispõe de dados sobre as vendas da linha branca (geladeiras, e máquinas de lavar), mas aposta numa recuperação após a Copa, a partir de agosto até o fim do ano, impulsionada por itens que continuam com as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) menores do que tinham no início de 2013.

O fraco desempenho de máquinas e equipamentos para construção prenuncia redução nos investimentos. A queda atingiu 70% dos itens pesquisados. A Copa elevou produção de bebidas alcoólicas, refrigerantes e TVs.

Diante do pessimismo de empresários, inflação alta e juros elevados, a indústria crescerá pouco neste ano e sentirá o efeito de uma economia fraca e um consumo menor, prevêem analistas. Com alguma sorte, a ajuda da Copa e uma aceleração ainda incerta no segundo semestre, dizem, sua produção conseguirá avançar, no máximo, 0,5% neste ano.

O IBGE divulgou nesta última segunda-feira, dia 02 de junho, o dado de abril: frente a março, a indústria manteve a tendência de retração e caiu 0,3% -em linha com as projeções. Em relação a abril de 2013, o setor registrou forte queda de 5,8%, a maior desde setembro de 2009, quando a indústria sofria os efeitos da crise global daquele ano.

Para analistas, o pior sinal da pesquisa de abril, que sofreu com menos dias úteis e uma base elevada em igual mês de 2013 (alta de 9,9%), foi que o segundo trimestre já começou em baixa. Tal movimento já fez bancos e consultorias revisarem para baixo suas previsões para o Produto Interno Bruto (PIB) anualizado de 2014.

Agora o nosso crescimento não passaria de 1% (hum por cento) em todo o ano. Muito abaixo do que o Ministério da Fazenda preconizava em janeiro, que seria em torno de 3%.

(*) Elviro Rebouças é empresário e economista

Dilma Rousseff adia agenda que cumpriria em Natal nesta segunda-feira, 9

Presidente da República é acometida de forte gripe em nem vem mais ao Rio Grande do Norte

Dilma adia agenda no RN

A presidente Dilma Rousseff não virá mais a Natal/RN hoje, como estava previsto. Sua assessoria que já a aguardava na capital Potiguar, informou que a presidente foi acometida de uma forte gripe e por este motivo cancelou sua agenda em Natal, uma das cidades sede da Copa 2014.

Dilma que participaria da inauguração do novo aeroporto, envia o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, em seu lugar. A inauguração acontece logo mais às 10h30 no saguão de embarque e contará com a presença de políticos e autoridades.

PSD diz que ainda espera candidatura de Gesane Marinho

Partido divulga nota sobre decisão parlamentar de não disputar reeleição

A direção estadual do PSD-RN, divulgou nota sobre anúncio da deputada estadual, Gesane Marinho, de não disputar reeleição.

através de nota oficial Gesane alega que foi abandonada pelo partido.

A nota do PSD diz que ainda espera que a deputada repense sua decisão e dispute a reeleição.

Confira a nota em instantes.

José Agripino esnoba Rosalba e diz que não irá atacar a governadora

Senador e presidente do DEM fala sobre entrevista de Rosalba à Época 

Por: Thaisa Galvão

JOSE AGRIPINODepois de ler a entrevista da governadora Rosalba Ciarlini, telefonei para o senador José Agripino Maia, presidente nacional do DEM. A caminho para o aeroporto, onde embarcaria para Brasília, ele conversou com o Blog.
Já havia lido a entrevista de Rosalba publicada na página online da revista Época.

Thaisa Galvão – E aí, senador, o DEM vai sumir? Ou a governadora Rosalba vai sumir?

José Agripino – Em primeiro lugar quero deixar bem claro que ninguém vai ouvir de mim nenhuma palavra de demérito a Rosalba. O que está jogo é a relação política, não a pessoal. O que está em jogo é a sobrevivência do partido.

Thaisa Galvão – Mas, quem some senador, o DEM ou Rosalba?

José Agripino – Depois do ataque do PSD ao qual o DEM resistiu, o partido só cresceu. Não tinha nenhuma prefeitura e hoje tem duas, uma delas Vila Velha, a segunda maior cidade do Espírito Santo. Agora tem na mão a perspectiva segura de eleger o governador do quarto Estado do Brasil, a Bahia. Paulo Souto tem mais intenção de votos do que todos os outros candidatos juntos. Lamentavelmente o estado onde o DEM não cresceu foi aqui, o nosso Estado. Sou obrigado a fazer a constatação. Foi o nosso estado que perdeu um deputado federal (referindo-se a Betinho Rosado, cunhado da governadora, que deixou o DEM). Na Bahia e Sergipe enfrentamos todo tipo de adversidades e ganhamos. Crescemos e crescemos juntos. Na Bahia ganhamos nas duas maiores cidades, Salvador e Feira de Santana.

Thaisa Galvão – A revista Época perguntou à governadora qual a vantagem do DEM apoiar Henrique Alves. Ela não respondeu e disse que o DEM poderia responder. O senhor responde?

José Agripino – Estamos propondo uma coligação na eleição proporcional. A tese é de, na convenção, se propor coligação na eleição proporcional, e não na majoritária. O partido ficará livre para para apoiar candidaturas que se sentirem confortáveis nos municípios.

Thaisa Galvão – Mas o senhor não acha que a liberdade que o DEM dá aos aliados dos municípios, tira da governadora, caso ela queira disputar a reeleição?

José Agripino – Ela terá todo direito. Não fechamos a possibilidade de apresentação de outras teses. Até 48 horas antes da convenção (até às 9 horas da sexta-feira, 13) podem ser registradas novas propostas ou chapas alternativas.

Thaisa Galvão – O que levaria o DEM a rever a posição em relação à governadora Rosalba Ciarlini?

José Agripino – Se ela apresentar a elegibilidade e alianças mínimas. Se ela conseguir, por exemplo, o apoio do PROS e do PMN como ela chegou conversar com os deputados Felipe Maia e Getúlio Rêgo. Se ela não reverter a inelegibilidade e não conseguir aliança mínima, querer ser candidata é suicídio. A pré-condição primeiro é política, e segundo, a da inelegibilidade.

Thaisa Galvão – Ontem o senhor se reuniu com os deputados Henrique Alves, João Maia e Ricardo Motta. Ricardo do PROS. Há possibilidade do PROS se aliar ao projeto da governadora?

José Agripino – Nunca. Possibilidade zero. Nenhuma possibilidade.

Thaisa Galvão – Senador e os deputados? O caso de Getúlio Rêgo é bem claro. Ele não apóia a candidatura de Henrique. Ele seria um desses casos de apoio na proporcional e liberdade para se posicionar nos municípios?

José Agripino – Se Henrique quiser ganhar a eleição vai ter que se comportar como um candidato que agregue. Vai ter que chamar os dissidentes, plr exemplo, Pau dos Ferros, urrais Novos, Acari, Santana do Matos. Cabe a ele conciliar esses interesses.Eu já fiz isso pra ter os dois lados do meu lado. Na última campanha para o Senado mesmo. Ele tem que fazer isso e ele vai fazer isso. Equilibrar. Como eu já fiz, como Garibaldi já fez, como João Maia pode ajudar a fazer. A tarefa de conquistar o voto será de Henrique, do candidato a governador. Uma coligação proporcional existe espaço para essa conquista? Na minha opinião existe.

Thaisa Galvão – Hoje há mais clima de desapontamento de Rosalba com José Agripino ou de José Agripino com Rosalba?

José Agripino – Não é uma questão de disputa. Vou repetir o que disse: ninguém nunca vai ouvir nenhuma palavra de demérito a Rosalba. Mas, como presidente nacional do DEM, minha obrigação é preservar a sobrevivência do meu partido.

Vídeocast Antenado: Robinson Faria

Vice-governador e presidente do PSD fala sobre reunião com Fafá Rosado e Leonardo Nogueira

Entrevista: Rosalba diz que o DEM “tende a sumir”

Na revista Época governadora do Rio Grande do Norte elogia Dilma Rousseff

Confira a entrevista, na íntegra, da governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, DEM, à Época:

Governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini é um espécime em extinção em seu partido, o DEM. Enquanto o PT tem quatro governadores de estado, o PSDB cinco e o PMDB sete, o DEM tem apenas um – no caso, Rosalba. Até 2010 ela tinha a companhia de Raimundo Colombo, governador de Santa Catarina. Mas, em 2011, Colombo seguiu como vários companheiros para outro hábitat, o PSD. Agora, a espécie dos governadores corre risco de extinção no hábitat do DEM. Na semana passada, em uma reunião em Natal comandada pelo senador José Agripino Maia, ficou decidido que Rosalba não será candidata à reeleição. A intenção do encontro foi antecipar uma decisão que deveria ser tomada na convenção do partido no estado, marcada para o dia 15. Como a gestão de Rosalba é mal avaliada nas pesquisas, Agripino preferiu desistir dela para apoiar o candidato do PMDB, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves. A ideia de Agripino é, com a aliança, tentar eleger uma bancada maior de deputados estaduais e federais para sobreviver – afinal, o DEM vem diminuindo de tamanho desde 2003. Impedida de tentar a reeleição, Rosalba falou de sua situação nesta entrevista a ÉPOCA. Seus muitos momentos de silêncio durante a conversa e as escusas nas respostas dizem tanto quanto suas palavras sobre o assunto. Mesmo cuidadosa, ela vaticina: “O DEM tende a sumir”.

ÉPOCA – Qual é a importância para o DEM da sua não-candidatura? A senhora é a única governadora do partido.

Rosalba – Eu acho que você tem de perguntar a eles.

ÉPOCA – Mas qual a opinião da senhora?

Rosalba – Só tínhamos dois (governadores). Perdemos um. A única que ficou está sem condições de colocar seu nome. O DEM tende a sumir.

ÉPOCA – Com a decisão de impedir a sua reeleição, o DEM está se apequenando?

Rosalba – Eu acho que, na realidade, era para estarmos lutando para termos mais governadores, como se luta para ter mais prefeitos, que são a base das eleições. Tendo mais governador cresce também a bancada. Muita coisa eu não posso responder por eles.

ÉPOCA – Como foi a reunião da semana passada? A senhora já percebeu um clima desfavorável?

Rosalba – Já percebi, porque na realidade o diretório vem de longas datas, ele (o senador José Agripino Maia) é o presidente do partido, sempre foi. Então, é claro que não tem se renovado muito o diretório. Teve votos nulos, votos em branco, teve abstenções – poucas, mas teve. Então, não havia unanimidade.

ÉPOCA – A votação foi aberta?

Rosalba – Não, foi secreta.

ÉPOCA – O senador Agripino Maia fez algum tipo de consideração?

Rosalba – Não, foi só isso. Ele encaminhou mostrando a necessidade de o partido crescer suas bancadas e, para isso, não poderia ficar só (na disputa eleitoral); que o governo até então não tinha montado uma arco de alianças. Eu ponderei que, para você montar um arco de alianças, você precisa que as lideranças do partido ajudem.

ÉPOCA – A senhora está desapontada com ele?

Rosalba – Eu preferia não fazer nenhuma observação.

ÉPOCA – Por que?

Rosalba – (silêncio) Deixa… Eu estou refletindo.

ÉPOCA – A senhora conversa com o senador Agripino sobre sua situação?

Rosalba – Somos do mesmo estado e o conheço há mais de 50 anos. Frequenta a minha casa e nos tratamos muito bem. Sempre houve confiança de ambas as partes. Durante todo esse período, fui tentada a trocar de partido e isso poderia até ter sido mais promissor para mim politicamente. Mas eu não mudei porque Agripino era o presidente do partido e me mantive no DEM por uma questão de lealdade e respeito a ele.

ÉPOCA – Quais partidos a convidaram para que deixasse o DEM?

Rosalba – Tive convite do PSD, PROS, PTB, PP e de partidos menores. Qual é o partido do Marcelo Crivella? PRB. Tive convite do PRB. Mas fiquei no DEM.

ÉPOCA – Mas o que Agripino disse à senhora recentemente?

Rosalba – Há duas semanas estive com Agripino na casa dele em Natal. Ele disse que se eu tivesse condições eleitorais, poderia tentar. Mas qual seria o problema se eu me candidatasse? Tem candidato que entrou derrotado numa eleição e acabou eleito; e outros que entraram eleitos e saíram derrotados. Uma vez um candidato foi dormir achando que tinha ganhado a eleição em Natal. No outro dia descobriu ter perdido para Aldo Tinoco, um sanitarista que não era muito conhecido. O candidato derrotado foi (o presidente da Câmara) Henrique (Alves) e o povo lá em Natal comenta muito sobre isso. Mas voltando, se eu me candidatasse, o que poderia acontecer? Eu poderia não chegar ao segundo turno. Mas ainda assim o partido seria o fiel da balança no segundo turno e sairíamos ainda mais valorizados. Mas a preocupação era sempre com as eleições para deputados e senador porque não poderia ir só o Democratas. Eu disse que garantiria dois partidos (na aliança) e com chance de angariar o apoio de outros. Mas eu disse a Agripino que precisava de um aceno de que eu seria candidata, porque não posso propor aliança sem saber se vou ser candidata. Aí ele disse que faríamos uma reunião para ouvir o diretório.

ÉPOCA – Mas quais foram as condições impostas por Agripino para que pudesse apoiá-la?

Rosalba – Ele apontou com clareza as minhas dificuldades. Disse que eu precisava dessas alianças. Também se mostrou preocupado com uma questão jurídica no Tribunal Superior Eleitoral que pede minha inelegibilidade. Mas estou tranquila quanto a isso. No meu caso só cabe uma multa, não a inelegibilidade. O processo fala na chegada de um equipamento a uma semana antes da eleição. Mas eu não estive nesse local da entrega do equipamento e a presidente da comunidade beneficiada disse que eu não estava lá e que ninguém pediu voto.

ÉPOCA – O que a senhora pediu na reunião de segunda-feira?

Rosalba – Pedi que aguardássemos até a convenção do partido para eu ter tempo de costurar as alianças. Historicamente nenhum governador, por mais desgaste que teve, chega a uma eleição com menos de 25% – e eu já estava chegando perto, mesmo sem ser candidata. Aliás, se estou tão desgastada, por que todos têm tanto medo de me enfrentar? O partido cria todo tipo de dificuldade para eu ser candidata. É uma coisa incrível. Depois da reunião os jornais deram destaque que o partido tinha negado a legenda para a minha candidatura. Apesar de não ser oficial, pois o assunto deve ser tratado na convenção, isso dificultou a minha situação ainda mais.

ÉPOCA – E o que aconteceu?

Rosalba – O que me surpreendeu é que o meu apelo não foi levado em consideração. Só que na reunião só se falou sobre eleição proporcional (deputados e senador). Quando isso aconteceu, percebi que se tratava de uma cassação branca. Deixei a reunião para não parecer que estava aceitando aquilo. Fui acompanhada de algumas pessoas. Dizem que dar atenção às eleições proporcionais é uma decisão nacional do DEM com o objetivo de o partido crescer. Acho importante essa preocupação com as eleições proporcionais. Mas fica mais fácil tendo um candidato majoritário. Esse é o meu pensamento. Se na convenção eu percebesse que não teria condições, desistiria. Mas o partido chegou a antecipar as convenções.

Época – Quando será a convenção do DEM no Rio Grande do Norte?

Rosalba – Vai ser no dia 15, quando todas serão depois do dia 25. Mal começou a Copa… Era (para ser no dia) 13, é porque já gritaram lá que é o dia do primeiro jogo (da Copa) em Natal! Então, (foi) tudo montado. Assim, pareceu uma coisa muito… como se diz: não quer, não quer, não quer.

ÉPOCA – O governo da senhora tem sido mal avaliado. Numa pesquisa a senhora ficou na pior posição entre os 27 governadores.

Rosalba – Não digo que vou ganhar a eleição. Mas o nosso partido tinha chance de disputar a eleição. Minha candidatura levaria a eleição no Rio Grande do Norte para o segundo turno. Eu teria a oportunidade de esclarecer muita coisa sobre o meu governo.

ÉPOCA – Como a avaliação do seu governo chegou a esse nível? Isso foi levado em conta na reunião?

Rosalba – Não, isso não (foi levado em conta). Até porque eles sabem que isso (a avaliação do governo) vem melhorando. O governo que eu peguei, como eu disse, estava falido. Os hospitais eram o caos do caos. Com toda essa loucura, nós fizemos mutirão de cirurgias para acabar com as filas e acabamos em muitos lugares, aumentamos 88 leitos de UTI, 140 leitos de retaguarda. (o Rio Grande do Norte) É o estado que tem a maior cobertura de SAMU. Nós temos SAMU em todo estado: toda cidade com mais de 20.000 habitantes tem SAMU. Nós avançamos na oncologia, acabamos com a fila, hematologia está funcionando bem, voltamos a fazer até transplante de fígado que tinha parado. Nada é perfeito, tem muito a fazer, mas já melhorou muito. O aeroporto saiu do papel. Mérito da governadora? Luta da governadora, porque não descansei um só segundo. Teve a presença da nossa bancada? Teve e o compromisso da presidenta Dilma, mas ele vinha se arrastando há 17 anos.

ÉPOCA – Quando a senhora teve sinais de que o PMDB, que apoiava seu governo, não a apoiaria num projeto de reeleição?

Rosalba – Teve um determinado momento em que o PMDB, que chegou a ocupar sete secretarias, deixou o governo. Naquele momento, o PMDB já dizia que queria uma candidatura própria. Começamos a ver entrevistas. Havia sinalizações de que ele estava formando um acordo muito grande, inclusive com partidos que têm ideologias diferentes. A candidata dele ao Senado (Wilma Faria) é do partido do Eduardo Campos (PSB). Henrique Alves dizia que apoiava a (presidente) Dilma (Rousseff). Já outros partidos desse acordão querem apoiar o (senador) Aécio (Neves, candidato pelo PSDB).

ÉPOCA – Qual a vantagem do DEM em apoiar Henrique Alves?

Rosalba – Olha, sinceramente, eu não sei. As bases no interior reagem muito porque sempre foram partidos historicamente, adversários. Isso aí só quem pode responder é quem… Eu não discuti isso, né?

 

ÉPOCA – A senhora temeria confronto com Henrique Alves?

Rosalba – Não temeria confronto eleitoral com ninguém, porque era uma boa oportunidade para esclarecer muita coisa. Quem for governador do Rio Grande do Norte agora, vai encontrar um Rio Grande do Norte melhor. Nós ficamos entre os três estados, dito pelo próprio Tesouro, que fizemos o melhor ajuste fiscal. O Estado do Rio Grande do Norte conseguiu com o Banco Mundial o maior programa para ser desenvolvido da história do Rio Grande do Norte: US$ 540 milhões. Esse projeto começou comigo, começo, meio e fim. Já está andando o programa, começou este ano. (O estado) Nunca tinha conseguido. E conseguiu por que? Porque fez o ajuste fiscal, tem capacidade de pagamento, de endividamento e tem projetos.

ÉPOCA – A senhora tem um bom relacionamento com a presidente Dilma?

Rosalba – Tenho. Relacionamento republicano.

ÉPOCA – Ela ajudou a senhora?

Rosalba – Sempre que procurei, ela não se negou a ajudar. Isso aí eu tenho de lhe dizer: que a presidenta não criou nenhuma dificuldade. Por exemplo: a barragem de Oiticica, que havia uma dificuldade, vai ser, não vai, se é com Dnocs (Departamento Nacional de Obras de Contra às Seca), se é com o estado. Falei com ela, na mesma hora ela ligou para a (ministra do Planejamento) Míriam (Belchior) e mandou fazer a autorização da ordem de serviço.

ÉPOCA – Esse bom relacionamento com a presidente causou algum tipo de constrangimento para a senhora dentro do DEM?

Rosalba – Saíram dizendo que eu votaria em Dilma. Eu disse, na verdade, que poderei votar. E disse isso porque vi ações de combate à seca com as quais eu estava plenamente de acordo. Foi uma posição em cima de algo administrativo e a maneira republicana com a qual eu fui tratada pela presidente.

ÉPOCA – Houve alguma reação contrária do partido a sua manifestação?

Rosalba – Isso não deve ter agradado por eu ter elogiado tanto a presidenta Dilma. Eu disse que se estiver certo, eu aplaudo. Se estiver errado, também vou dizer.

ÉPOCA – Por que o DEM diminuiu tanto de tamanho?

Rosalba – O partido está precisando fazer uma análise de tudo isso. E acompanhar o rumo que o Brasil está tomando. É um tempo de mudanças e o DEM permaneceu muito estático.

Gesane Mirinho anuncia que não irá disputar reeleição no pleito de outubro

Deputada estadual do PSD ataca direção do partido através de nota oficial

Gesane fora

Logo depois de deixar Mossoró, na noite deste sábado, 7, o vice-governador e pré-candidato a governador, Robinson Faria, PSD, teve uma péssina notícia.

A deputada estadual, do PSD, Gesane Marinho, anuncia que não dispurá reeleição no pleito de outubro.

Confira a Nota da assessoria da parlamentar:

A deputada estadual Gesane Marinho confirma que não será candidata à reeleição em 2014. De acordo com a parlamentar, essa decisão foi motivada pela falta de atenção do Partido Social Democrático (PSD), ao qual é filiada, de viabilizar condições favoráveis para que seus membros concorram ao mandato de deputado estadual. Ainda segundo Gesane, a direção estadual do PSD está preocupada apenas em se lançar na concorrência ao Governo do Estado, esquecendo-se de outras candidaturas existentes dentro do partido. Gesane afirma que procurou a direção do partido no início do ano para manifestar a sua preocupação e que recebeu da legenda o conforto de que “nenhum passo seria dado se qualquer um dos seus membros pudesse ser prejudicado”. No entanto, ela conta que foi surpreendida há algumas semanas com a informação de que não haveria coligação do PSD para deputado estadual e que as articulações partidárias estariam restritas às eleições majoritária e para a disputa por vaga de deputado federal. “Decidi procurar novamente a direção do PSD para conversarmos e foi aí que percebi que a eleição para deputado estadual não estava sendo tratada com respeito pelo partido. O PSD não se preocupou em organizar uma nominata, com nomes que pudessem lhe fortalecer e grande parte das lideranças filiadas ao partido não havia recebido nenhuma orientação para defender as candidaturas de correligionários. Para agravar ainda mais, não foi viabilizada uma coligação para todos com os partidos aliados”, pontuou Gesane. O Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) já anunciaram que vão constituir coligação para deputado federal e para as disputas majoritárias com o PSD, porém não vão estar com o partido na aliança para deputado estadual. Eleita pela primeira vez em 2002, Gesane se tornou a deputada estadual mais jovem do Brasil, com apenas 22 anos. A parlamentar foi reeleita em 2006 e 2010, com votações crescentes e possui forte representação em Natal e na região agreste do estado. “Sou muito grata pela confiança que recebi dos meus eleitores e fico muito satisfeita em ser bem recebida nos municípios que represento. Também sou feliz pelos meus trabalhos sociais terem atendido tantas famílias ao longo desses anos, principalmente o ‘Mesa Farta’, que levou alimentos para milhares de famílias norte-rio-grandenses. Esperava contar com o meu partido para que esse trabalho pudesse continuar. Por isso decidi pela filiação em 2011, mas infelizmente não foi o que aconteceu”, disse a parlamentar. Gesane cumpre mandato de deputada estadual até 31 de janeiro de 2015.