MORO: “O QUE SE DIZIA NO PLANALTO ERA QUE A SOLTURA DE LULA ERA BOM PARA O PRESIDENTE”

EX-MINISTRO É ENTREVISTADO PELA REVISTA CRUSOÉ

Sergio Moro, em entrevista exclusiva à Crusoé, falou sobre o interesse de Jair Bolsonaro na soltura de Lula, que se manifestou no desinteresse do governo pela prisão em segundo grau:

“O que se dizia no Planalto era que a soltura do Lula era boa politicamente para o presidente. Isso foi dito. Eu sou um homem de Justiça, um homem de lei, e não acho que um cálculo político pode ser envolvido nisso.”

 

ESPAÇO DO GIVVA

OPINIÃO

POR GIVANILDO SILVA

Participação do jornalista-radialista, Givanildo Silva, no programa A Voz do Povo, com Carlos Nascimento, na Rádio Difusora de Mossoró – AM 1.170khz:

MARCO ANTONIO VILLA: O QUE FALTA PARA O IMPEACHMENT DE BOLSONARO?

OPINIÃO

 

Com pandemia, PIB do Brasil encolhe 1,5% no 1º trimestre e regride ao patamar de 2012

Trata-se do pior resultado desde o 2º semestre de 2015 (-2,1%)

Variação do PIB trimestre a trimestre desde 2015 — Foto: Rodrigo Sanches/G1

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro caiu 1,5% no 1º trimestre, na comparação com os 3 últimos meses de 2019, segundo divulgou nesta sexta-feira (29) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado reflete apenas os primeiros impactos da pandemia de coronavírus e coloca o país à beira de uma nova recessão, uma vez que a expectativa é de um tombo ainda maior no 2º trimestre.

“A queda do PIB do primeiro trimestre deste ano interrompe a sequência de quatro trimestres de crescimentos seguidos e marca o menor resultado para o período desde o segundo trimestre de 2015 (-2,1%). Com isso, o PIB está em patamar semelhante ao que se encontrava no segundo trimestre de 2012”, informou o IBGE, em comunicado.

A retração nos 3 primeiros meses de 2020 interrompe uma trajetória de 3 anos de lenta recuperação da economia brasileira, que já mostrava perda de ritmo na virada do ano, e ainda se encontrava distante do patamar anterior ao do início da recessão de 2014-2016.

Como o mês de março ajudou a afundar o PIB

Baixa atividade econômica se refletiu no comércio e na indústria

Desempenho da indústria, comércio e serviços no 1º trimestre de 2020 — Foto: Aparecido Gonçalves/Arte G1

Os principais componentes da atividade econômica já apontavam o desempenho fraco da economia nos primeiros meses do ano. Mas o mês de março, quando começaram as medidas restritivas por causa da pandemia de coronavírus, foi decisivo para piorar o quadro – e levar o PIB de janeiro a março a registrar queda de 1,5%, como mostraram os dados divulgados nesta sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Todos os índices dos setores da indústria, comércio e serviços tiveram resultados negativos. O desemprego, que já vinha persistente, não poupou nem os informais, os principais afetados pela pandemia. A inflação desacelerou, escancarando a baixa atividade econômica e a queda no consumo.

O Copom reduziu a taxa básica de juros ao menor patamar histórico para a taxa Selic desde 1999, numa tentativa de amenizar, entre outros fatores, os impactos futuros do coronavírus na economia.

Apesar dos cortes sucessivos na Selic, os juros bancários seguiram elevados, contribuindo para inibir o consumo e investimentos na economia brasileira. E, em meio ao aumento do crédito bancário no país, o número de famílias endividadas bateu recorde.

O pessimismo em relação ao desempenho da economia foi apontado nos principais indicadores de confiança. Com a pandemia, todos os índices tiveram queda em março. A confiança é um fator importante na economia porque impulsiona investimentos de empresários e o consumo da população.

Veja abaixo a retrospectiva dos principais componentes econômicos no trimestre e como o mês de março foi determinante para pôr abaixo qualquer possibilidade de recuperação da economia.

Bolsonaro tem reprovação de 50% e aprovação de 27% na gestão da crise do coronavírus, diz Datafolha

Levantamento foi divulgado nesta quinta-feira

Foto: (Gabriela Biló/Estadão Conteúdo)

Pesquisa do Instituto Datafolha publicada no site do jornal “Folha de S.Paulo” no final da noite desta quinta-feira (28) mostra os seguintes percentuais de avaliação da atuação do presidente Jair Bolsonaro no combate à pandemia do novo coronavírus:

  • Ótimo ou bom: 27% (a última foi 27%, em 27 de abril)
  • Ruim ou péssimo: 50% (a última foi 45%)
  • Regular: 22% (a última foi 25%)
  • Não sabe: 1% (a última foi 3%)

O levantamento ouviu 2.069 pessoas maiores de idade na segunda e na terça-feira (26). As entrevistas foram feitas por telefone. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais.

Avaliação do desempenho de Bolsonaro na pandemia
Veja variação dos valores percentuais

Taxa em porcentagem (%)3535333336362727272739394545505026262525232322225522333311Ótimo/ bomRuim/ péssimoRegularNão sabe23/0301/0417/0427/0429/050102030405060

01/04
● Não sabe: 2
Fonte: Instituto Datafolha

A pesquisa também fez outras perguntas. Veja itens abaixo:

Opinião sobre a responsabilidade de Bolsonaro pelo avanço da pandemia

  • Muito responsável: 33%
  • Um pouco responsável: 20%
  • Não é responsável: 45%
  • Não sabe: 3%

Saúde

A aprovação do desempenho do Ministério da Saúde na crise sanitária, agora comandada interinamente pelo general Eduardo Pazzuelo, também caiu. Antes era 55%, foi a 76% e agora desabou para 45%.

Avaliação do desempenho do Ministério da Saúde na pandemia

  • Ótimo ou bom: 45%
  • Ruim ou péssimo: 21%
  • Regular: 32%
  • Não sabe: 2%

Governadores

Os governadores seguem melhor avaliados do que Bolsonaro. Governadores do Sul têm 68% de ótimo e bom, seguidos por de Nordeste (53%), Norte/Centro-Oeste (52%) e Sudeste (50%) – empate técnico nos quatro últimos casos.

ervidores que estão na linha de combate ao coronavírus no RN são expostos a fungos e mofoDenúncia feita pelo Sindsaúde/RN, com fotos, mostra a sala de repouso dos servidores do Hospital João Machado tomada pelo mofo e sem as mínimas condições de uso. O Governo do Estado diz que vai abrir leitos no hospital para pacientes da Covid-19

Denúncia feita pelo Sindsaúde/RN, com fotos, mostra a sala de repouso dos servidores do Hospital João Machado tomada pelo mofo e sem as mínimas condições de uso

POR CÉSAR SANTOS

De Fato

Há uma semana, o JORNAL DE FATO publicou reportagem sobre a falta de equipamentos de proteção individual, os chamados EPIs, para os servidores do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), em Mossoró. A matéria, com base na denúncia formulada pela regional do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde (SINDSAÚDE/RN) expôs como o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP/RN) vem tratando os profissionais que estão na linha de frente do combate à pandemia do novo coronavírus.

Além da falta de EPIs, os servidores também amargam dois meses de salários atrasados (dezembro e 13º de 2018), além do “congelamento” dos salários há uma década. Outra denúncia feita pelo coordenador regional da entidade, João Morais, foi quanto ao pagamento de 40% de insalubridade, mas o governo garantiu que honrará o compromisso no dia 31 de maio.

A acusação de maus-tratos aos servidores estaduais da saúde ganhou novo capítulo nesta quinta-feira, 28. A categoria que atua no combate ao novo coronavírus, no Hospital João Machado, em Natal, denuncia a “estrutura precária” na sala de repouso da unidade. Um dos servidores, indignado, registrou o local em fotos.

SALA DE REPOUSO DOS SERVIDORES DO HOSPITAL JOÃO MACHADO (foto: Sindsaúde/RN)

Reportagem do portal de notícias G1-RN, afirma que “os servidores reclamam que toda a unidade sofre com problemas estruturais, inclusive, nas alas destinadas ao atendimento médico.” Segundo o enfermeiro Breno Abbott, “a pandemia tem deixado os servidores exaustos e eles estão repousando em uma sala cheia de fungo e mofo. É um descaso total em todo o hospital.”

Breno Abbott é coordenador-geral do Sindsaude/RN e acompanha de perto os hospitais que atendem pacientes com a Covid-19 no estado. “Infelizmente, essa situação não se limita só a sala de repouso do João Machado. Na unidade não há estrutura adequada para os servidores trabalhar. As paredes não têm pintura e a unidade sofre constantemente com quedas de energia”, revelou ao G1, para questionar: “Como querem colocar leitos de UTI em uma estrutura dessas? Não tem condições, é preciso oferecer condições mínimas de trabalho.”

O sindicalista afirma que a sala de repouso, onde os servidores guardam material, está péssimo. É um mofo muito grande, um odor totalmente desagradável e o ar-condicionado não está funcionando.

“Eu já questionei a direção e eles dizem que vão tomar as providências, mas até agora nada foi feito. A cada dia que passa diminui o número de servidores na escala porque eles adoecem mentalmente ou pela Covid-19. São péssimas as condições”, disse uma das servidoras do João Machado que preferiu não se identificar.

O Governo do Estado anunciou a contratação da empresa responsável pela implementação e gestão de 30 leitos de terapia intensiva (UTI), 20 deles serão instalados no Hospital João Machado. A preocupação é que até agora nada foi feito e a estrutura da unidade não tem condições de oferecer boa assistência.

O secretário da Saúde, Cipriano Maia, recentemente disse que a pasta está “trabalhando arduamente nas condições estruturais no João Machado, e nos próximos dias poderemos ter também a ampliação de leitos de retaguarda.”

Por fim, a direção do Sindsaúde revela que os profissionais da saúde recém-admitidos não receberam treinamento adequado para atuar no enfrentamento à pandemia. “Os servidores antigos também têm dificuldades, imagina os novatos. Eles foram empurrados sem preparação prévia. Alguns têm crises de pânico”, informou Breno Abbott.

Anac aprova relicitação do Aeroporto Internacional de Natal

Processo segue no Ministério da Infraestrutura

POR G1/RN

 

A diretoAeroporto Internacional de Natal — Foto: Inframérica/Divulgaçãoria da Agência Nacional de Aviação (ANAC) aprovou o pedido de relicitação do Aeroporto Internacional de Natal após atestar a viabilidade técnica e jurídica do processo. A Inframerica anunciou que iria devolver a concessão ao governo federal de forma amigável em março deste ano.

Com a positiva da ANAC para o prosseguimento de relicitação na terça-feira (26), o processo segue para o Ministério de Infraestrutura, que será o responsável por elaborar um parecer sobre a compatibilidade dos pedidos com a política para o setor aéreo. A Inframerica foi procurada para repercutir a decisão da Anac, mas a reportagem do G1 não obteve resposta até o momento.

Após as manifestações da agência e do ministério, o processo é repassado para qualificação da presidência da República, conforme a Lei nº 13.448/2017. Só depois de todo esse trâmite de qualificação do aeroporto é iniciada a preparação para a nova concessão.

O novo plano de outorga também deverá passar por aprovação do Poder Executivo Federal. A adesão à relicitação é um ato voluntário da Inframerica e consiste na devolução amigável do terminal, que será submetido a novo leilão e assinatura de contrato com outra empresa.

“A ANAC entende a relicitação amigável como um mecanismo que traz segurança jurídica para os contratos, além de permitir a continuidade da prestação de serviços aos usuários, dado que as concessionárias deverão manter a qualidade da prestação do serviço e os requisitos de segurança operacional até que a nova empresa assuma as operações do aeroporto”, disse a agência em nota.

Inframerica devolve terminal seis anos após inauguração

O Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves, localizado em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal, foi inaugurado em 2014 e desde 2012 é gerido pela Inframerica. O leilão do aeroporto em 2011 foi a primeira concessão do setor à iniciativa privada no Brasil. O contrato era de 28 anos.

A operadora aeroportuária calcula ter investido cerca de R$ 700 milhões em obras de infraestrutura. Segundo a Inframerica, uma das justificativas para a devolução é em relação ao tráfego de passageiros “que foi negativamente impactado principalmente pela severa e longa crise econômica enfrentada pelo país”.

Enem 2020 tem 6,1 milhões de inscritos, afirma Inep

Data da prova ainda está indefinida

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informou nesta quinta-feira (28) que 6,1 milhões de pessoas se inscreveram no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020. O prazo para pagamento da taxa de inscrição termina nesta quinta-feira. Sem essa validação, a inscrição não é concluída. Por isso, o número total de candidatos que farão a prova poderá variar.

A prova, originalmente marcada para novembro, está sem data definida. Os dias deverão ser escolhidos em uma enquete com os participantes (leia mais abaixo).

De acordo com os dados do Inep, dos 6.121.363 inscritos, 6.020.263 se cadastraram para fazer a prova impressa e 101.100 para a versão digital. Este será o primeiro ano que o Enem terá uma versão digital.

Do total de inscritos, 65% concluíram o ensino médio em anos anteriores, 23% são concluintes e 12% são treineiros, ou seja, estudantes que não terminaram o ensino médio mas fazem a prova para conhecê-la e “treinar”.

O Inep informou que 81,7% dos concluintes são de escolas públicas, número 11,2% maior do que o registrado em 2019. Esses dados são indicados pelos próprios participantes na hora da inscrição.

Com lei sancionada, governo e prefeituras do RN esperam receber socorro financeiro de R$ 792 milhões da União

Texto foi sancionado nesta quinta-feira (28)

Com a sanção do governo federal à lei que prevê socorro financeiro de R$ 60 bilhões da União para recompor perdas de receitas dos estados e municípios, nesta quinta-feira (28), governo do estado e prefeituras do Rio Grande do Norte esperam receber cerca de R$ 792 milhões ao longo dos próximos quatro meses. Porém, estado e município afirmam que o valor é abaixo das perdas de arrecadação estimadas para o ano.

Segundo o secretário de Planejamento do estado, Aldemir Freire, são esperados R$ 442 milhões a título de recomposição da perda de arrecadação. “Esses recursos serão utilizados para bancar o custeio básico do Estado. Não são recursos a mais. Na verdade, caculamos que esse montante talvez não seja suficiente para cobrir todas as perdas ao longo do ano”, considera ele.

Outro valor de R$ 130 milhões que deverá ser enviado para a Saúde ainda é uma estimativa do estado. De acordo com ele, o governo federal ainda não confirmou o montante. “Esses recursos serão utilizados no enfrentamento da pandemia: pagar novos leitos (UTIs, semi intensivos e leitos clínicos), contratação de pessoal, respiradores, medicamentos, EPIs, etc”, ponderou, afirmando que o estado está contratando temporariamente mais de 3 mil servidores para a saúde.

Já a Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte estima que as prefeituras do estado vão receber aproximadamente R$ 350,2 milhões. Embora considere que o valor seja uma ajuda para manter os serviços básicos nas administrações locais, a entidade considerou que o auxílio não será suficiente para cobrir a queda de arrecadação das cidades potiguares, que deverá chegar a R$ 795,6 milhões até o fim de 2020, de acordo com o presidente da federação, o prefeito José Leonardo Casimiro de Araújo, conhecido como Naldinho, de São Paulo do Potengi.

A estima de perdas para o ano, de acordo com ele, leva em conta as perdas na quota-parte do ICMS, e em impostos municipais, como ISS, IPTU e ITBI, além da redução da participação no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

O texto aprovado pelo Congresso no dia 6 de maio ainda suspende as dívidas de estados e municípios com a União, inclusive os débitos previdenciários parcelados pelas prefeituras que venceriam este ano. Esse ponto pode gerar um impacto de R$ 60 bilhões à União.

O repasse direto, em quatro parcelas, será dividido da seguinte forma:

  • R$ 50 bilhões em compensação pela queda de arrecadação (R$ 30 bilhões para estados e DF; R$ 20 bilhões para municípios);
  • R$ 10 bilhões para ações de saúde e assistência social (R$ 7 bilhões para estados e DF; R$ 3 bilhões para municípios).