Avião bimotor com 3 a bordo cai no mar na região de Ubatuba

Voo saiu às 20h30 de Campinas e pousaria no aeroporto de Jacarepaguá

Um avião bimotor caiu em mar aberto nas proximidades de Ubatuba, no litoral norte de SP, por volta das 21h desta quarta-feira (24).

A TV Globo inicialmente tinha apurado com o Corpo de Bombeiros, durante a madrugada, que a aeronave tinha desaparecido na região de de Paraty e Trindade, na Costa Verde do RJ — vizinha à de Ubatuba. A corporação atualizou o local da queda na manhã desta quinta (25).

A mãe do copiloto, identificado como José Porfírio de Brito Júnior, de 20 anos, informou que havia três pessoas a bordo da aeronave: José, o piloto e um tripulante.

O voo saiu às 20h30 do Aeroporto dos Amarais, em Campinas e pousaria no Aeroporto de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio.

Segundo o Corpo de Bombeiros, há uma operação de resgate em andamento em conjunto com a Marinha e a Capitania dos Portos. Uma lancha, tripulada por quatro bombeiros está auxiliando nas buscas, que acontecem na divisa entre Rio e São Paulo.

Em entrevista ao Bom Dia Rio, a namorada do copiloto, Thalya Viana, disse que a família ainda está sem informações.

“Estamos desde 21h tentando conseguir qualquer informação. A primeira informação que nós tivemos foi que o avião caiu, depois a informação era que caiu, mas que eles já tinham sido resgatados, depois a informação foi que não caiu, que eles fizeram um pouso forçado por perda de motor, e o pouso foi entre Ubatuba e Trindade, e que eles teriam sido resgatados. Só que eles não foram resgatados. A gente ligou para todos os hospitais próximos ao local, e ele não deu entrada — nós procuramos pelo nome, pelo CPF, tudo”, disse.

Em ‘Get Back’, Peter Jackson descobre segredos que Beatles tentaram esconder há 50 anos

Documentário

POR G1

O lendário último show dos Beatles está restaurado na íntegra em 'Get Back' — Foto: Divulgação

O lendário último show dos Beatles está restaurado na íntegra em ‘Get Back’ — Foto: Divulgação

Enquanto gravavam um documentário para promover sua volta aos palcos após três anos se apresentarem aos públicos em 1969, os Beatles estavam um pouco paranoicos com os microfones espalhados pelo diretor. Para manter um pouco de privacidade, eles aumentavam o volume dos amplificadores para abafar suas conversas.

A estratégia deu certo por 50 anos. Com a estreia da série documental “The Beatles: Get Back” nesta quinta-feira (25), o diretor Peter Jackson promete trazer alguns dos momentos mais íntimos e privados em um estúdio vividos por Paul McCartney, John Lennon, George Harrison e Ringo Starr.

“Eles abafaram a conversa em 1969 e nós fomos mais espertos em 2021 – e conseguimos todas essas conversas”, diz orgulhoso o cineasta, conhecido pela trilogia “O Senhor dos Anéis”, em conversa com o g1Assista ao vídeo acima.

“Eles cantam músicas, obviamente, mas isso não é a história. Ela é contada nas conversas que eles têm. Muitas delas, que você ouve em ‘Get Back’, são muito pessoais e íntimas, que eles não faziam ideia de que, 50 anos depois, nós conseguiríamos apagar a guitarra e ouvir essas coisas.”

Para chegar às quase 8 horas dos três episódios da série, lançados de forma individual diariamente até o sábado (27), o diretor enfrentou uma longa batalha de quatro anos de edição e restauração do material original – captados por outra pessoa, claro.

Afinal, o zeolandês de 60 anos tinha apenas 7 na época das gravações, realizadas ao longo de 22 dias em janeiro de 1969 por Michael Lindsay-Hogg para o documentário “Let it be” (1970) durante as famosas sessões “Get Back”.

Depois que o filme original não foi tão bem recebido pela crítica da época, que o considerou melancólico por associação com o fim da banda, a produção ficou cada vez mais difícil de encontrar. E as quase 60 horas de imagens e 130 horas de áudio produzidas pela equipe ficaram trancadas em um cofre da empresa fundada pelo grupo, a Apple.

Elas mostram os planos da realização de um disco ao vivo em um show televisionado, as reclamações sobre as primeiras acomodações escolhidas para o ensaio, as composições de alguns de seus grandes sucessos, a desistência do projeto original, o lendário última apresentação da banda e até a saída — e o eventual retorno — de Harrison do grupo.

Grande fã dos Fab Four, Jackson foi escolhido para restaurar o material bruto depois de seu trabalho no documentário sobre a Primeira Guerra Mundial “Eles não envelhecerão” (2018).

Na entrevista exclusiva no Brasil, o cineasta fala sobre os desafios da produção, as semelhanças do projeto com suas adaptações dos livros de J. R. R. Tolkien, momentos surpreendentes encontrados nas gravações e a tecnologia com inteligência artificial que permitiu descobrir as conversas secretas dos Beatles.

Leia a íntegra abaixo:

G1 – Você teve acesso a dezenas e dezenas de horas de gravações brutas. Para você pessoalmente, sir Peter Jackson, qual foi o aspecto mais desafiador desse projeto?

Peter Jackson – Acho que, para ser honesto, o aspecto mais desafiador foi a pura quantidade do material. Quero dizer, é difícil olhar para 60 horas de gravação e 130 horas de áudio.

Porque normalmente, quando eu gravo um filme, gravamos esse tanto, mas seguimos um roteiro. É tudo organizado. ‘Essa é a cena 27. E aqui está o roteiro. Isso é o que os atores estão falando.’

Neste a gente tinha todo esse material que não tem roteiro. Está apenas lá. ‘Oh, meu Deus. Primeiro temos que assistir a tudo. E depois provavelmente temos que assistir de novo. E então podemos começar a pensar no que fazer com isso.’

E só a edição nos tomou quatro anos. Jabez Olsen e eu. E literalmente não conseguiríamos fazer isso em dois, três anos. Foram quatro porque foi isso que levou para editar isso. Eu nunca editei filme algum por tanto tempo. Porque esse é o tempo que levou.

Mas o que foi útil, ao ver as duas vezes, foi entender que a forma de fazer isso, na minha opinião, era apenas contar a história do dia a dia das sessões ‘Get Back’.

Michael Lindsay-Hogg esteve com eles por 22 dias em janeiro de 1969. Eles tinham um plano de fazer um show ao vivo, com um disco ao vivo, e ele estava filmando. O plano dá errado, e as coisas acontecem, mas ele está gravando por 22 dias.

Então pensei em contar a história um dia de cada vez, para que a vivêssemos conforme os Beatles a viveram.

Tomei a decisão de não fazer entrevistas atuais. Não quero entrevistar o Paul, ou o Ringo, ou Michael, ou (o engenheiro de som) Glyn Johns agora. Queria apenas voltar a 1969 e fazer essa jornada com eles.

Então, quando tomei essa decisão, pensei: ‘Jabez e eu vamos passar um mês e editar o dia 1. E nem vamos nos preocupar com o resto. E então vamos seguir em frente e editar o dia 2’.

Então, meio que fizemos isso, e o resultado foi um filme de 18 horas de duração. Então pensei: ‘Ok, temos 22 dias e 18 horas de duração. Então, agora temos de ir em cada dia e dar uma encurtada’. Porque 18 horas, por mais que eu seja fã, isso é um pouco longo demais. (risos)

G1 – Essa era a minha próxima pergunta. Conforme eu assistia à prévia disponibilizada para a imprensa, fiquei com vontade de assistir aos 22 dias completos. Como fã, como você decide o que é importante para a história que quer contar?

Peter Jackson – Eu tive de ter duas personalidades. Tive de operar como um contador de histórias responsável. Eu queria que qualquer pessoa que não se interessa tanto pelos Beatles pudesse assistir a isso e ficasse engajada e eles entrassem nessa jornada com a banda.

Porque o que acontece nas sessões ‘Get Back’ é que eles planejam as coisas, elas dão errado, e eles precisam se recuperar e fazer um novo plano. Tem várias reviravoltas. É quase como se tivesse escrito um roteiro.

Então eu queria fazer isso, mas, ao mesmo tempo, como um fã dos Beatles, queria colocar todas as coisas legais ali.

Enquanto eu olhava para as coisas eu pensava: ‘Isso é algo fantástico, e, se não colocarmos isso no filme, vai voltar ao cofre da Apple e pode levar outros 50 anos até que alguém veja’.

É verdade, era o que eu estava pensando. Porque eu não sei. ‘Isso é ótimo. Eu sou um fã dos Beatles. Eu amo isso. E todos os outros fãs do mundo deveriam ver. Então isso vai pro filme.’

Eu estava equilibrando o fã de Beatles, colocando tudo o que dava, com a minha responsabilidade de contar uma narrativa e não deixar muito repetitivo. Não sei. Espero que tenha feito isso.

G1 – A sua experiência em ‘O Senhor dos Anéis’ te ajudou nesse projeto? Porque você também é um fã do livro, mas muita coisa não entrou nos filmes, e você teve de editar e escolher muita coisa, agindo mais como um contador de histórias do que como um fã. Isso ajudou?

Peter Jackson – Bem, ajuda, mas obviamente são coisas muito diferentes. Um é um livro, tinha um roteiro, e outro é um documentário que eu não gravei. Quero dizer, eu gravei ‘O Senhor dos Anéis’, mas não gravei esse. O Michael Lindsay-Hogg gravou.

Em alguns aspectos eles são muito diferentes. Mas a similaridade é que eu sou apaixonado por ambos. Faz tanta diferença se você trabalha em um projeto que ama.

Eu ia lá todo dia com o Jabez por quatro anos editando isso, e eu nunca me cansei, nunca me entediei, nunca desejei estar fazendo outra coisa. Eu amei cada dia. Mas isso é apenas porque eu amo os Beatles. Assim como eu amo Tolkien.

Se há qualquer similaridade é que estou muito feliz por estar passando pela minha carreira fazendo coisas que eu amo. Isso é muito legal.

G1 – Enquanto assistia à previa, me emocionei com um momento no qual eles estão ensaiando ‘Don’t let me down’ e me perguntei se eles estavam na verdade escrevendo a música.

Peter Jackson – Sim, sim.

G1 – Quantos momentos desse tipo estão na série?

Peter Jackson – Dúzias deles. Não pense nisso como o making of do disco ‘Let it be’. Não pense assim. A maior parte das músicas desse disco vem das sessões ‘Get Back’.

No ‘Abbey Road’ há 17 faixas. 12 delas vieram dessas sessões. Então você vai ver músicas do ‘Abbey Road’.

John Lennon cantando ‘Gimme some truth’. Temos os Beatles, Paul McCartney e John Lennon escrevendo essa música. Eu nem sabia disso. Está no disco do John.

‘All things must pass’, ‘Another day’, ‘The back seat of my car’, ‘Isn’t it a pity’. Todas músicas solo. Você tem dúzias e dúzias de músicas e vê muitas delas sendo criadas, aperfeiçoadas.

Desse jeito, se é o que você gosta – e eu concordo, amo também –, tem muita coisa que é fantástica.

G1 – Desde que você começou o processo de restauração quatro anos atrás, a tecnologia evoluiu. Vocês desenvolveram tecnologias para essa restauração. Vocês conseguiram descobrir algum momento por causa dessa tecnologia?

Peter Jackson – Na verdade, a resposta para isso está no áudio. Restauramos o filme, ele ficou ótimo, mas, deixando isso de lado, o som.

Quando isso foi filmado em 1969, muito era gravado em um palco de ensaio. Não estava sendo gravado em um cartucho com 8 faixas. Era apenas eles ensaiando. Não estavam gravando o ensaio. Então, o som foi capturado pela equipe de filmagem. Era uma fita em mono.

Os Beatles gravam em imagem de 'Get Back' — Foto: Divulgação

Os Beatles gravam em imagem de ‘Get Back’ — Foto: Divulgação

Então, não tem a mixagem e os balances e tudo mais. E Michael Lindsay-Hogg estava filmando e gravando. Ele quer conseguir conversas privadas e íntimas, e os Beatles perceberam o que ele estava fazendo.

E há essa espécie de guerra entre Michael e os Beatles, na qual eles tentam ser mais espertos que ele, ele tenta ser mais esperto que eles. Ele tenta esconder microfones em todos os lugares, e eles ficam paranóicos sobre serem gravados.

John e George são os que mais fazem isso. Se os quatro estão sentados conversando, e eles não querem que os microfones do Michael gravem, eles aumentam o volume dos amplificadores bem alto, e tocam as guitarras.

Então, eles falam, mas na fita você só ouve barulho. Você vê, mas não consegue ouvir. E isso é uma pena. Eles estão tendo uma conversa privada.

Mas o que nós fizemos com a tecnologia, com o aprendizado de máquina, é que ensinamos a um computador como é o som de uma guitarra e então falamos para ele se livrar da guitarra. ‘Apenas se livre dela.’

E isso é tudo feito com inteligência artificial no computador. E agora nós ouvimos as conversas. A guitarra se foi.

Eles abafaram a conversa em 1969 e nós fomos mais espertos em 2021 e conseguimos todas essas conversas.

Muito do filme, a história do filme é contada em conversas. Eles cantam músicas, obviamente, mas isso não é a história. Ela é contada nas conversas que eles têm. Muitas delas, que você ouve em ‘Get Back’, são muito pessoais e íntimas, que eles não faziam ideia de que, 50 anos depois, nós conseguiríamos apagar a guitarra e ouvir essas coisas.

Você vai ouvir algumas coisas bem pessoais e íntimas que eles mesmos não queriam que o Michael gravasse. Essa é uma forma na qual a tecnologia ajudou a contar a história.

Enem 2021: estratégias para o primeiro dia de prova

Dicas

Provas do Enem — Foto: Reprodução/Fantástico

Provas do Enem — Foto: Reprodução/Fantástico

A reta final do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) está chegando. Neste domingo (21), os 3.109.762 inscritos farão a prova de linguagens, códigos e suas tecnologias, ciências humanas e suas tecnologias e a redação.

Pode parecer muita coisa e a espera pelo dia da prova pode ser angustiante, mas o g1 conversou com o coordenador do Curso Anglo, Madson Molina, e com o diretor geral das Escolas SEB de Ribeirão Preto e São José de Rio Preto, Zeid Sakr, que deram dicas de como otimizar este tempo e aguardar pelo Enem da melhor maneira possível.

Confira abaixo as dicas dos profissionais:

Até que dia estudar?

Para o professor Madson, quem deve decidir isso é o próprio aluno, com base nas próprias características. Segundo ele, enquanto estudar até o último dia pode tranquilizar alguns candidatos, para outros pode gerar ansiedade, então é importante que o aluno respeite o seu processo.

“Na educação, nunca se tem um único caminho, aliás essa é a grande riqueza para quem trabalha com educação: aprender com tantas vertentes diferentes. Então, que o aluno pense bastante para não tomar uma decisão em cima da hora”, comenta.

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O professor Zeid opina que estudar muito em cima da hora do exame pode ser mais prejudicial do que ajudar. “Estudar muito próximo do horário da prova só aumenta a tensão, porque se o aluno ver algo que ele não sabe, vai se desesperar”.

“No domingo, o aluno não deve tocar no material, pois é um dia de relaxamento. Precisa acordar tranquilo, descansado e que busque relaxar, para sair de casa com antecedência e chegar ao ponto de prova com antecedência e, uma vez ali, procure se distrair um pouco, converse com amigos”, completou o professor Zeid.

Com qual antecedência chegar ao local de prova?

O Enem acontece em dois domingos, dia que, comumente, os transportes públicos circulam com horários diferentes do resto da semana, além de ser um dia de muita movimentação. Além disso, uma vez que os portões são fechados às 13h, o aluno não consegue mais entrar para fazer o exame. Por isso, é importante se planejar para chegar com antecedência (confira o cronograma completo ao fim dessa reportagem).

“O aluno deve chegar o mais cedo possível. Que ele chegue ao meio-dia já com a consciência [tranquila] de que ele está no lugar onde o evento vai acontecer e fique mentalizando e repassando suas estratégias, ao invés de chegar em cima da hora”, sugere o professor Madson.

Outra dica dos professores é conferir a previsão do tempo e levar um guarda-chuva.

Vale a pena fazer revisão no sábado e no domingo de manhã?

Para Zeid, quanto mais próximo da prova, maior fica a tensão. Por isso, qualquer revisão deve acontecer no máximo até o sábado, para que no domingo o aluno possa resguardar um tempo antes do exame para relaxar.

“O aluno precisa lembrar que o preparo dele foi feito no decorrer do ano inteiro. Nada do que ele fizer agora vai ter muita efetividade na prova. Então, ele tem que ter ciência de que o trabalho foi feito, ele estudou e se empenhou ao máximo e agora deve manter a calma.”

É uma boa entrar em redes sociais?

Usar as redes sociais antes da prova pode ajudar a relaxar a mente e o professor Madson não vê problema em aproveitar essa ferramenta. “Sempre é bom estar com a família, com o parceiro ou parceira e com os amigos. Eles nos energizam e são nosso porto seguro. (…) Esse acesso à rede social para compartilhar com amigos e família à distância faz sentido, para buscar ponto de segurança para performar da melhor maneira possível.”

Ficar acompanhado da família até o momento da prova faz bem?

Para o professor Zeid, o momento de chegada ao local de prova até o momento de começar o exame é de relaxar, e pode ser difícil para alguns alunos fazerem isso se estiverem acompanhados de pais e responsáveis.

“Uma orientação para as famílias é apoiar o filho durante todo o tempo. Isso é determinante e sabemos disso, mas na hora da prova, acredito que é muito importante o aluno ter um pouquinho de autonomia”. Confira a dica completa no vídeo abaixo.

Moro tem 11% na primeira pesquisa após a filiação

Em levantamento da Ponteio Política, o ex-juiz fica atrás de Lula, com 37%, e de Jair Bolsonaro, com 24%; Ciro Gomes aparece com 8%

Moro tem 11% na primeira pesquisa após a filiação

Sergio Moro (foto) aparece com 11% das intenções de voto na pesquisa Ponteio Política sobre os cenários para a disputa presidencial de 2022.

O levantamento foi feito com mil entrevistados em todo o país entre os dias 16 e 18 de novembro. Essa foi a primeira pesquisa feita após sua filiação ao Podemos.

Lula aparece na liderança, com 37%; Jair Bolsonaro vem na sequência, com 24%; e Ciro Gomes tem 8%.

A pesquisa tem margem de erro de 3 pontos percentuais.

Na Crusoé, Moro diz que PEC dos Precatórios é “PEC da Recessão”

“Os programas de transferência de renda estão sendo utilizados como uma espécie de cavalo de Troia para furar o teto de gastos”

 POR SÉRGIO MORO

O Antagonista

Na Crusoé, Moro diz que PEC dos Precatórios é “PEC da Recessão”

“Meu plano era explicar ao leitor da Crusoé os motivos pelos quais decidi ingressar na política”, diz Sergio Moro, em sua coluna. “Resolvi escrever, porém, sobre a Proposta de Emenda Constitucional 23/2021, recentemente aprovada na Câmara dos Deputados e atualmente em trâmite no Senado.”

“O assunto é mais urgente. Ela é conhecida como a PEC dos Precatórios, embora vulgarmente seja chamada de PEC do Calote ou Fura-Teto. Embora as consequências de sua aprovação ainda estejam sendo calculadas, não estaremos errados se a chamarmos de PEC da Recessão ou, no mínimo, da estagnação econômica.”

Aumentar, como pretende a proposta, o Bolsa Família, cuja denominação foi alterada para Auxílio Brasil, como havia feito também o governo do PT em relação ao anterior Bolsa-Escola, é medida justificável, diante das dificuldades geradas pela situação econômica ruim do país e pelo agravamento da pobreza. Mas os programas de transferência de renda estão sendo utilizados como uma espécie de cavalo de Troia para furar o teto de gastos e com claros propósitos eleitoreiros.”

A Igreja em silêncio sobre o pedido de prisão do padre Robson

Mais uma vez, CNBB e Arquidiocese de Goiânia nada têm a dizer ao povo católico sobre situação delicada envolvendo um dos religiosos mais famosos do país
A Igreja em silêncio sobre o pedido de prisão do padre Robson

Como noticiamos, a Polícia Federal enviou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) um pedido de prisão preventiva contra o padre Robson de Oliveira Pereira (foto), que foi reitor do Santuário Divino Pai Eterno, em Trindade, município de Goiás.

Padre Robson é um “fenômeno”, um  dos chamados “padres pop” de maior sucesso. À frente da segunda maior basílica do país, seu trabalho atraía milhões de fiéis todos os anos. A ordem religiosa dele é a mesma que administra a Basílica de Aparecida, no interior de São Paulo.

De novo, a Igreja opta pelo silêncio, alegando “cautela” e “precaução”.

Como ocorre desde o início de todos esses escândalos, a CNBB limita-se a dizer que a Arquidiocese de Goiânia é a responsável pelo assunto. Já a Arquidiocese de Goiânia, por sua vez, para surpresa de ninguém, repete a O Antagonista que, “no momento, não iremos nos pronunciar”.

Por favor, releia clicando aqui o que escrevemos em fevereiro sobre o silêncio da Igreja nesse caso.

O batismo de fogo de Moro no Nordeste

O ex-juiz deve viajar ao principal reduto de Lula em breve como pré-candidato à Presidência para o lançamento de seu livro

No tour para o lançamento de seu livro, “Contra o Sistema da Corrupção”, Sergio Moro fará sua primeira incursão ao Nordeste como pré-candidato à Presidência da República, diz a Crusoé.

Será um batismo de fogo, já que a região, o principal reduto eleitoral de Lula. […] A lista de convidados está em processo de elaboração. Para vencer a resistência entre os nordestinos, Moro tem dito que pretende apresentar propostas ‘sob medida’ para os problemas da região.”

Servidor do ministério de Marinho que foi alvo da PF atuava em área dominada pelo Centrão

Celso Mamede Lima foi demitido da coordenadoria de Obras e Aquisições da Secretaria Nacional de Mobilidade e Desenvolvimento Regional e Urbano

Servidor do ministério de Marinho que foi alvo da PF atuava em área dominada pelo Centrão

coordenador de Obras e Aquisições da Secretaria Nacional de Mobilidade e Desenvolvimento Regional e UrbanoCelso Mamede Lima, foi demitido do Ministério do Desenvolvimento Regional após ser alvo de uma operação da Polícia Federal, diz a Crusoé.

“A exoneração ocorreu em edição extra do Diário Oficial da União, publicada na tarde desta quinta-feira, 18. Mamede já ocupou vários cargos de direção na pasta desde 2014 e, na atual gestão, foi nomeado em abril do ano passado, na época em que o Centrão faturou a Secretaria Nacional de Mobilidade.”

” […] Celso Mamede Lima é apontado pela PF como integrante de uma organização que teria desviado recursos de obras contra a seca na Paraíba.”

A surpresa Moro

Prepara-se

POR DIOGO MAINARDI 

A surpresa Moro

A Folha de S. Paulo diz que “dirigentes de diferentes partidos têm mantido discursos céticos sobre as chances” de Sergio Moro na disputa presidencial.

A imprensa brasiliense, contaminada por caciques partidários, marqueteiros e consultores muito bem pagos, sempre descarta qualquer possibilidade de reviravolta na política.

Essa gente, porém, foi surpreendida por Jair Bolsonaro em 2018. E, antes disso, em 2014, foi surpreendida também pelo próprio Sergio Moro, que fez algo absolutamente inimaginável: mandou para a cadeia alguns desses caciques partidários, marqueteiros e consultores muito bem pagos.

Preparem-se para mais surpresas em 2022.

“Olhinhos brilhando para Moro”

Se o candidato do PSDB não decolar, Sergio Moro pode ser no Sul, no Sudeste e no Centro-Oeste o que Lula é no Norte e no Nordeste

“Olhinhos brilhando para Moro”

Há “olhinhos brilhando para Moro não apenas no futuro União Brasil, mas também no Patriotas, no Novo e até no PSDB”, diz o Estadão.

“Se o futuro presidenciável tucano não decolar, o ex-juiz estará para as Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país como Lula (PT) está para o Norte e Nordeste”.

Um “veterano da direita” disse para o jornal que “tem mais gente hoje com Sergio Moro do que no projeto montado em torno de Jair Bolsonaro em 2018”.