Pesquisa aponta que 61,9% votariam em candidato da terceira via

Pesquisa Sensus\ISTOÉ mostra maioria dos eleitores apostam em uma alternativa da terceira via 

Crédito: Ilustração: Nilson Cardoso

A um ano das eleições presidenciais, o cenário indica que haveria um segundo turno entre Lula (42,6%) e Bolsonaro (24,2%) no pleito, com ampla vantagem para o ex-presidente. Mas os brasileiros estão dispostos a votar em um candidato da terceira via: 61,9% dos eleitores admitem que não votariam nem no petista e nem no atual presidente da República caso tenham outra opção. É o que aponta a primeira pesquisa Sensus/ISTOÉ, realizada entre os dias 24 e 28, de forma presencial, junto a dois mil eleitores, em 136 municípios de 24 estados. A maior possibilidade de crescimento dos candidatos da terceira via, alinhados nos partidos do espectro do centro, está nos erros que petistas e bolsonaristas podem cometer até as eleições. Bolsonaro pode perder votos por causa da crise econômica (90% se declaram atingidos pela elevada inflação e 65% acham que o governo não conduz a política econômica de forma adequada) e pelo seu radicalismo à direita, enquanto que Lula deve ser atingido pela defesa que faz das ditaduras, como Cuba e Nicarágua, além do seu envolvimento com a Lava Jato, de acordo com o cientista político Ricardo Guedes, presidente do Instituto Sensus, que coordenou a pesquisa exclusiva feita para a ISTOÉ.

Com margem de erro de 2,2% para mais ou para menos, a pesquisa mostra que Lula (PT) seria eleito presidente caso as eleições fossem hoje. Os 42,6% dados a ele representam 50,8% dos votos válidos, o que poderia lhe garantir a vitória ainda no primeiro turno. Bolsonaro (PL) ficou em segundo com 24,2% das intenções de votos, seguido à distância pelos candidatos da terceira via: Sergio Moro (Podemos) está com 7,5%, Ciro Gomes (PDT) com 5,3% e João Doria (PSDB), 1,8%. O governador de São Paulo pode ter sido prejudicado pela confusão nas prévias tucanas, realizadas no período do levantamento de dados. Outros candidatos da terceira via somaram apenas 2,8%: Simone Tebet (MDB) com 1,2%; Luiz Henrique Mandetta (DEM) com 1%; Rodrigo Pacheco (PSD) com 0,3%; Luiz Felipe D’Ávila (Novo) com 0,2%; e Alessandro Vieira (Cidadania) com 0,1%. A pesquisa revela que em razão da radicalização do processo eleitoral, que já tomou conta do País de forma antecipada, os eleitores estão definindo os votos bem antes do normal. Tanto que Lula e Bolsonaro receberam elevado porcentual de votos espontâneos (33,6% para o petista e 21,5% para capitão). De qualquer forma, ainda há uma margem de 38% de votos indefinidos, que podem ir para um candidato da terceira via.

Bolsonaro é o candidato que enfrenta as maiores dificuldades, segundo a pesquisa. Ele registrou uma rejeição de 59,2%, com a qual jamais seria eleito. E tropeça no baixo desempenho de sua administração: 50,5% dos eleitores fizeram uma avaliação negativa de seu governo, enquanto 23,5% a consideram positiva e outros 24,2%, apenas regular. Só 8,2% classificam o governo como ótimo, enquanto 37,8% o consideram péssimo e 12,7%, ruim. Diante disso, 63,6% dos eleitores consultados desaprovam seu desempenho e 30,2% aprovam. Ele é pior avaliado no Nordeste (54,8%), entre as mulheres (55,6%), entre os jovens de 16 a 17 anos (59,5%) e entre as classes com rendas mais baixas. Uma explicação para isso seria a crise econômica, como o desemprego, e a falta de políticas sociais mais efetivas.

A economia, aliás, deverá ser o calcanhar de Aquiles de Bolsonaro. Afinal, 65% dos eleitores dizem que a política econômica do governo não está sendo conduzida de forma adequada, contra 21,4% que acham que está sendo bem conduzida, enquanto 8,6% acham que está “mais ou menos”. Mais grave, no entanto, é que as pessoas ouvidas na pesquisa se dizem vítimas da crise econômica: 90% disseram que estão sendo afetadas pela inflação e apenas 6,9% dizem não estarem sendo prejudicadas pela alta dos preços. Outro ponto negativo para o mandatário é que 65,4% dos eleitores disseram que ele não lidou adequadamente com o combate à Covid. Só 25,7% entendem que ele se portou bem diante da pandemia.

Impeachment

A imagem do capitão está tão combalida que 53,2% acreditam que ele vai viabilizar o Auxílio Brasil apenas como projeto para se reeleger: somente 38,1% acham que ele pretende realmente ajudar os menos favorecidos. Para 53% dos eleitores, a Educação piorou nos últimos seis meses (22,7% acham que está como sempre esteve e 17,7% acreditam que melhorou). Por mais paradoxal que pareça, inclusive pelo fracasso do Brasil na COP-26, os brasileiros consultados estão divididos quanto à preservação da Amazônia: 39,9% acreditam que Bolsonaro não está contribuindo para o desmatamento das florestas e 38,6% entendem que ele tem contribuído para a destruição do meio ambiente na região. A imagem do Brasil no exterior, porém, se deteriorou com Bolsonaro: 62,1% dizem que ele não tem tido um bom desempenho nas relações internacionais, enquanto 20% acham que está melhor, apesar dos fiascos promovidos pelo presidente em eventos externos.

Além da economia, a crise política também é um dos focos das preocupações dos eleitores. A importância de se preservar a democracia é o pensamento de 89,4% das pessoas entrevistadas pelo Sensus. Enquanto 68,6% acreditam que as instituições democráticas correm risco, apenas 20,5% não veem ameaças à normalidade institucional. Os brasileiros também estão insatisfeitos com a desarticulação dos canais de combate ao crime, com o aparelhamento das instituições de combate aos malfeitos, especialmente com o fim Operação Lava Jato: 56,7% acham que a corrupção aumentou nos últimos seis meses e apenas 22,3% avaliam que a corrupção diminuiu. Em razão dos desatinos do mandatário, a maioria dos eleitores consultados é favorável ao impeachment: 46% desejam que o capitão seja afastado do governo, enquanto que 44,6% opinam que ele deveria terminar o mandato. Mesmo que dificilmente consiga se reeleger, aparentemente ele terá mais 13 meses garantidos no Palácio do Planalto.

Ex-aliado, Santos Cruz diz que Bolsonaro faz ‘sem-vergonhice’ e é ‘traidor’

Ex-ministro bate forte no presidente

POR UOL 

General Santos Cruz filia-se ao Podemos na 5ª feira | Poder360

O general Santos Cruz (Podemos), ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo, chamou, durante o UOL Entrevista hoje (2), o presidente Jair Bolsonaro (PL) de ‘sem-vergonha’ e ‘traidor’.

“Não tem ingenuidade, tem ‘sem-vergonhice’. Prometer uma coisa, e depois não fazer. Você não pode considerar um parlamentar que tinha 28 anos de Câmara como ingênuo”, disse aos jornalistas Fabíola Cidral, Josias de Souza e Carla Araújo. Ele foi questionado sobre a promessa de negociação política sem “toma lá, dá cá”.

Durante a entrevista, Santos Cruz ainda ainda definiu Bolsonaro como traidor:

“O grande traidor desse país se chama Jair Messias Bolsonaro. Ele destruiu quase todas as instituições por onde teve alguma atuação mais intensa. Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Saúde…Toda instituição onde ele colocou a mão.

 

Sucessora de Jefferson: “Que Bolsonaro não se corrompa no Centrão”

Graciela Nienov, nova presidente do PTB, conta rotina de Jefferson em Bangu 8

POR O METRÓPOLES

Graciela Nienov, presidente do PTB

Graciela Nienov tem um desejo para Jair Bolsonaro: que ele não se corrompa no Centrão, recém-filiado ao PL. A sucessora do ex-deputado Roberto Jefferson no comando do PTB afirmou que o presidente abandonou Jefferson e maltratou o partido.

Em entrevista à coluna, Nienov disse que Bolsonaro causou decepção ao entrar para o PL, do outrora tão espezinhado Centrão, e deu recados sobre a eleição.

“É uma decepção Bolsonaro ter ido para o PL. Creio que essa escolha vai prejudicá-lo em 2022. Que ele não se corrompa, ou o PTB não estará com ele”, afirmou.

Quanto ao STF, Nienov promete uma vida nova de harmonia. Se antes de ser preso Jefferson já insinuou a morte do ministro Alexandre de Moraes e exibiu armas de fogo, Nienov diz que nada importa mais do que a paz.

Além de contar da provável filiação de Abraham Weintraub, ex-ministro da Educação, Graciela Nienov disse que Jefferson deverá ser pastor evangélico e, emocionada, relatou sua rotina na prisão Bangu 8: converte presos, mas não deixa de lutar boxe.

Posse de André Mendonça no STF tem data definida

Dia 16 de dezembro

Ministro Luiz Fux recebe em audiência André Mendonça, que teve o nome aprovado para ocupar o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

Ministro Luiz Fux recebe em audiência André Mendonça, que teve o nome aprovado para ocupar o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

BRASÍLIA — Um dia após ter sido aprovado para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça foi à Corte para uma visita ao presidente do tribunal, ministro Luiz Fux. A posse de Mendonça ficou marcada para o dia 16 de dezembro, um dia antes do encerramento do ano no Judiciário.

O encontro, que ocorreu de última hora, durou pouco mais de uma hora e aconteceu no gabinete da presidência do Supremo.

O futuro ministro e Fux almoçaram juntos e falaram sobre detalhes da posse, cujo formato ainda não foi definido. O cerimonial do Supremo irá avaliar a possibilidade de uma posse presencial, mas não está descartada a hipótese de que a cerimônia ocorra em formato híbrido.

Depois de mais de três meses de espera, Mendonça foi sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta quarta-feira, onde foi aprovado com 18 votos. O futuro ministro conseguiu ser aprovado pelo plenário com 47 votos, o placar mais apertado para a aprovação de um ministro da Corte entre todos os atuais integrantes do Supremo.

Mendonça vai ocupar a vaga aberta com a aposentaria do ministro Marco Aurélio Mello, em julho deste ano.

Moro diz que ganhará menos do que Lula e provoca: “Não deve saber preço da gasolina”

Nomeado vice-presidente do Podemos no Paraná, ex-juiz da Lava Jato receberá salário de R$ 22

Sergio Moro (foto) se pronunciou nesta quinta (2) sobre o salário bruto de R$ 22 mil (líquido de R$ 15 mil) que receberá do PodemosEm entrevista à Jovem Pan Paraná, o pré-candidato do partido à Presidência da República afirmou que o valor é menor do que o que Lula recebe do PT.

“Escolhemos um vencimento junto ao Podemos, por uma posição de dirigente partidário, e é um valor menor do que ganha o candidato do PT, Lula.”

Lula recebe R$ 27 mil do PT, mais salário de R$ 12 mil como ex-presidente da República — o que lhe dá várias outras regalias, como segurança e transporte, que foram mencionadas por Moro na entrevista. Em seguida, o ex-juiz provocou o petista: 

“Nem tem despesa de carro e deslocamento. Acho que não deve saber o preço da gasolina porque anda lá com o pessoal da segurança.”

Após mudanças, PEC dos Precatórios passa pelo Senado e voltará para a Câmara

Tendência é que novo texto seja apreciado pelos deputados na semana que vem. Mudanças foram necessárias para garantir o mínimo de 49 votos
Após mudanças, PEC dos Precatórios passa pelo Senado e voltará para a Câmara

O plenário do Senado aprovou há pouco, em dois turnos, a PEC dos Precatórios, proposta que adia a quitação de sentenças judiciais e cria uma gambiarra no teto de gastos para viabilizar o pagamento de um Auxílio Brasil de R$ 400.

No primeiro turno, a proposta teve 64 votos a favor e três contrários. Em segundo turno, foram 61 votos sim e dez não.

Após aproximadamente um mês de negociações, comandadas pelo líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (foto), o texto foi praticamente refeito em relação ao que foi aprovado pela Câmara. As alterações foram acatadas para garantir votos de PSD, MDB, PSDB e Cidadania que, inicialmente, se manifestaram contra a matéria. Algumas das mudanças não eram bem-vistas por integrantes da equipe econômica.

Por essa razão, o texto voltará para a análise dos deputados. A tendência é que a nova votação da PEC na Câmara ocorra semana que vem. Durante as negociações, o governo pressionou pela promulgação apenas da parte consensual entre as duas casas. Mas nem isso conseguiu.

Entre os principais pontos que foram mantidos em relação ao texto aprovado na Câmara, está a alteração na regra de correção do teto de gastos. A norma em vigor determina que a despesa de cada ano deve se limitar a do ano anterior, corrigida pela inflação acumulada entre julho e junho. Pela proposta aprovada pelas duas Casas, a regra levará em conta o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado entre janeiro e dezembro.

A outra regra que foi mantida diz respeito ao parcelamento de débitos das contribuições previdenciárias dos municípios com vencimento até 31 de outubro de 2021. Eles serão parcelados agora em até 240 meses.

Em relação ao material aprovado pela Câmara, os senadores determinaram que o regime especial de pagamento de dívidas vai vigorar até 2026 e não até 2036, como estava inicialmente previsto. Além disso, houve a vinculação do espaço fiscal gerado pelo parcelamento dos precatórios para custeio específico do Auxílio Brasil e despesas previdenciárias.

Pela versão do texto aprovada há pouco, terá prioridade de pagamento os chamados RPVs (precatórios de pequeno valor)  de até R$ 66 mil; depois, as dívidas judiciais de natureza alimentícia para idosos com mais de 60 anos e para os portadores de deficiência física; por fim, os demais precatórios de natureza alimentícia no valor de até R$ 198 mil (o triplo do RPV).

O Senado também estabeleceu que o Auxílio Brasil será um programa permanente de transferência de renda, mas apenas o próximo presidente da República será obrigado a indicar a receita para bancar o benefício.

Outra alteração feita pelos senadores foi a exclusão dos precatórios do Fundef do teto de gastos. A medida atendeu à demanda dos governadores e foi articulada por parlamentares do PSD, como Carlos Fávaro (MT), Antonio Anastasia (MG) e Otto Alencar (BA).

Os senadores também estabeleceram a instituição de uma comissão mista para acompanhar o pagamento dos precatórios e houve a remoção do trecho relacionado às regras de securitização das dívidas judiciais do Poder Público.

Por 47 votos a 32, plenário do Senado aprova indicação de André Mendonça para ministro do STF

Ex-ministro da Justiça foi sabatinado por horas antes de ser aprovado

POR G1

André Mendonça durante sabatina no Senado — Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O advogado, ex-ministro da Justiça e ex-advogado-geral da União André Mendonça foi aprovado nesta quarta-feira (1º) por 47 votos a 32 pelo plenário do Senado e será o novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), em substituição a Marco Aurélio Mello, que se aposentou em julho.

Indicado pelo presidente Jair Bolsonaro, Mendonça foi sabatinado durante oito horas nesta quarta na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. O colegiado aprovou a indicação por 18 votos a 9. No plenário, Mendonça obteve somente seis votos a mais que o necessário (maioria absoluta de 41).

No plenário, antes da votação, a relatora, senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), evangélica como André Mendonça, disse que a indicação foi transformada em uma disputa religiosa. Mendonça é pastor da Igreja Presbiteriana Esperança, em Brasília.

“Ninguém pode ser vetado pela sua condição religiosa, como este não é o critério para ser indicado para o Supremo Tribunal Federal. O que temos diante de nos é um técnico”, afirmou a senadora.

Antes mesmo da aposentadoria de Marco Aurélio Mello, o presidente Jair Bolsonaro já havia antecipado que pretendia indicar para o STF alguém com perfil “terrivelmente evangélico“.

Com a aprovação pelo Senado, Mendonça é o segundo ministro do STF indicado por Bolsonaro — o outro é Kassio Nunes Marques, aprovado em outubro do ano passado por 57 votos a 10.

Representantes de igrejas evangélicas se mobilizaram a fim de pressionar pela aprovação.

A sabatina de Mendonça na Comissão de Constituição e Justiça, requisito para votação no plenário, demorou quatro meses para ser marcada pelo presidente da CCJ, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP)

Desde 13 de julho, a indicação de Mendonça, ex-ministro de Bolsonaro, estava parada no Senado por decisão do presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Embora cobrado e pressionado por colegas senadores, Alcolumbre não revelou o motivo pelo qual retardou a marcação da data da sabatina, agendada depois que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), programou um período de “esforço concentrado” para votação de indicações de embaixadores e de ministros de tribunais superiores.

CCJ do Senado aprova André Mendonça para ministro do STF

O indicado de Jair Bolsonaro começou a ser sabatinado na manhã desta quarta-feira. O rito é obrigatório antes da votação no plenário

A maioria dos senadores da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou há pouco a indicação de André Mendonça (foto) a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Agora, o “terrivelmente evangélico” terá de passar pelo crivo do plenário, onde precisará do apoio de pelo menos 41 senadores.

Na CCJ, Mendonça recebeu o apoio de 18 senadores — foram 4 votos a mais que o necessário. Outros 9 parlamentares votaram contra. A votação é secreta.

Urgente: CCJ do Senado aprova André Mendonça para ministro do STF

O indicado de Jair Bolsonaro começou a ser sabatinado na manhã desta quarta-feira (1º). O rito é obrigatório antes da votação da indicação. A vaga no Supremo foi aberta após a aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello, em julho deste ano.

Na sabatina, Mendonça falou que vai defender casamento entre pessoas do mesmo sexo e que o instituto da delação premiada não pode ser utilizado como prova para incriminar alguém. Ele também defendeu que não se pode “criminalizar a política”.

O ex-AGU e ex-ministro da Justiça e da Segurança Pública também contrariou Bolsonaro e descartou a possibilidade de conduzir orações em sessões do STF. Ele enalteceu o trabalho da CPI da Covid e tentou convencer os senadores de que não perseguiu críticos de Bolsonaro com base na Lei de Segurança Nacional (LSN).

Mendonça foi indicado em 14 de julho, mas teve o processo travado por mais de quatro meses pelo presidente da CCJ, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Defenderei o direito constitucional do casamento civil das pessoas do mesmo sexo’, diz André Mendonça

Indicado por Bolsonaro, ministro deu declaração em sabatina no Senado

André Mendonça participa de sabatina na CCJ do Senado — Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O ex-ministro da Justiça André Mendonça afirmou nesta quarta-feira (1º) em sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado que defenderá o “direito constitucional do casamento civil das pessoas do mesmo sexo”.

Mendonça foi indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Cabe ao Senado sabatinar o indicado e votar a indicação.

“Eu defenderei o direito constitucional do casamento civil das pessoas do mesmo sexo”, declarou Mendonça na sabatina.

>>> Veja os vídeos da sabatina ao final desta reportagem.

André Mendonça é pastor na Igreja Presbiteriana Esperança, em Brasília, e disse que, se aprovado ministro do Supremo, se pautará pela Constituição.

Ainda na sabatina, André Mendonça também disse que:

Bruno Araújo confirma entendimentos para ‘prévias da Terceira Via’

Presidente do PSDB corrobora a existência de diálogo com os presidentes da União Brasil, do Podemos e do MDB, para evitar que os votos do centro se pulverizem nas eleições do ano que vem

Bruno Araújo confirma entendimentos para prévias da Terceira Via

O presidente do PSDB, Bruno Araújo, confirmou a O Antagonista que tem conversado frequentemente com os presidentes da União Brasil, do MDB e do Podemos, e que as conversas envolvem a realização de prévias pluripartidárias no ano que vem, para a definição do nome da Terceira Via entre os pré-candidatos desses partidos. Cidadania e Novo também poderiam se juntar a esse grupo.

“Estamos dialogando, criando um ambiente favorável a uma futura aliança”, diz Araújo. “O intuito é reduzir ao mínimo as chances de pulverização dos votos, para que um candidato da Terceira Via tenha chances reais de chegar ao segundo turno nas eleições de 2022.” 

Como registramos mais cedo, o presidente da recém-criada União Brasil, Luciano Bivar, relatou  ao UOL, na desta manhã quarta-feira (1), a existência dessas tratativas.

Dos quatro partidos engajados nas conversas, já têm candidatos o PSDB, com João Doria, e o Podemos, com Sergio Moro. O MDB deve lançar a senadora Simone Tebet na próxima semana. A União Brasil ainda discute se terá um nome na disputa.

O governador de São Paulo, João Doria, conquistou o direito de disputar as eleições pelos tucanos no último domingo, depois de um atribulado processo de prévias partidárias. Entre os seus primeiros gestos depois eleição estiveram um convite para que seu adversário interno Eduardo Leite assumisse a coordenação de sua campanha e a sugestão de um encontro político com Sergio Moro, que telefonou para o cumprimentar pela vitória.

“Esse diálogo deve ter como um dos seus principais protagonistas o próprio Doria, que passou por um processo muito pujante de legitimação no PSDB”, diz Araújo. “Em paralelo, trabalharemos para que sua candidatura seja a mais competitiva nos próximos meses.”