PROMOTOR DE JUSTIÇA ATROPELA MÉDICO EM SÃO MIGUEL DO GOSTO

MÉDICO PARAIBANO FOI ATENDIDO EM NATAL 

POR DINARTE ASSUNÇÃO

Sidharta John (reprodução Twitter)

Um atropelamento no fim de semana na praia de São Miguel do Gostoso, no litoral Norte, e do qual foi alvo o médico Ugo Lemos Guimarães, colocou o assunto em destaque nos veículos de imprensa da Paraíba, estado natal do médico.

Até o momento, a cobertura do caso tratava o assunto afirmando que o suspeito do atropelamento, que não foi identificado até então, fugiu sem prestar socorro.

O outro personagem desta narrativa é o promotor de Justiça Sidharta Jonh Batista, que atua na Comarca de Goianinha, e que concedeu entrevista sobre o assunto.

De acordo com ele, a versão de que ele fugiu e não prestou socorro não procede. Ao BlogdoBG, ele explicou que assim que o atropelamento aconteceu, ele se mobilizou para levar à vítima ao hospital.

O atropelamento foi provocado pela perda de controle de um quadriciclo.

Na mesma sequência de eventos, disse ele, Sidharta começou a ter sintomas de crise de pânico, quando ele escalou um amigo para prestar toda a assistência à vítima e se dirigiu também ao hospital, em Natal.

Sidharta reiterou ao blog que nunca pensou em deixar a vítima sem assistência e que, como já enfrentou problemas de saúde cardíacos, temia que os sintomas desencadeassem algo mais grave.

O médico foi transferido para João Pessoa e tem quadro estável após passar por cirurgia. Ele teve lesões nas mãos, face e coluna cervical.

Ainda na sexta, quando aconteceu o fato, John procurou a Associação do MPRN para narrar o que aconteceu e recebeu a orientação para comunicar os eventos ao procurador-geral de Justiça, Eudo Rodrigues Leite.

A orientação que recebeu é que, por não se tratar de incidente que demandava prisão em flagrante, ele poderia se apresentar ao seu superior na segunda-feira (5), o que, segundo afirmou John, foi feito.

Contra o promotor será instaurado procedimento criminal para apurar as circunstâncias do caso. Os resultados podem ir de arquivamento à oferta de ação penal. Será determinante para o caso definir se a conduta do promotor foi dolosa (quando há intenção) ou culposa (sem intenção).

Contato

O promotor também contou que procurou a família da vítima através de um interlocutor no Hospital Walfredo Gurgel para prestar a assistência que pudesse. Para sua surpresa, foi consolado pelo filho da vítima.

“Ele se mostrou alguém extremamente iluminado. Contou o quadro de evolução do pai e refletiu sobre o que esses eventos significavam para a vida do pai”, disse John, que também tomou o questionamento para si.

“Isso chama para uma reflexão. Você pode ver como pode causar dor às outras pessoas, mesmo que culposamente, mas reaviva minha reflexão de vida, que é de se colocar no lugar do próximo”, declarou o promotor.

Fonte: Blog do BG

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