Robinson Faria pede solidariedade em mensagem a deputados

Governador realçou necessidade de diminuir o tamanho do Estado e disse que crise vem de governos anteriores

POR PORTALNOAR

Em um discurso de mais de duas horas, o governador Robinson Faria leu a mensagem anual à Assembleia Legislativa pedindo mais colaboração para contornar a atual crise econômico-financeira vivida pelo Estado. “Vamos trocar o dedo que acusa pela mão aberta, que compartilha”, disse ele finalizando a sua fala, dirigindo-se ao plenário. A essência da mensagem tratou da necessidade de enxugamento do Estado e de como os gastos, especialmente os previdenciários, estão emperrando o funcionamenton de gastos.

O chefe do Executivo não se deparou com nenhum tipo de protesto mais incisivo, como foi visto nas primerias semanas em frente à Assembleia Legislativa, em virtude da convocação extraordinária para a votação das medidas de ajuste fiscal. Sindicalistas foram proibidos de entrar no prédio. Nas galerias, somente a imprensa, pessoas que ocupam cargos comissionados e lideranças alinhadas ao governador.

Robinson Faria aproveitou a oportunidade para dividir parte da responsabilidade pela situação atual tanto com os próprios parlamentares, como também citou a parcela de “culpa” de governos anteriores.

“Nunca é demais lembrar: muitos destes projetos que estão hoje nesta Casa estavam na Assembleia já em 2015!”, falou ele em referência aos deputados.

A restrição orçamentária foi citada quando ele disse que antes, governar era escolher entre gastar e investir, mas hoje, decisões mais difíceis devem ser tomadas. “Desde quando assumi, governar passou a ser escolher o que se pode gastar”, declarou.

Apesar do dinheiro escasso, ele falou em obras realizadas como a Central da Agricultura, o Prolongamento da Prudente de Morais e a retomada da avenida Moema Tinoco,

Foi apludido quando falou do trade turístico e da importância do setor para a movimentação da economia local, uma vez que o RN praticamente não tem indústria. “Somos basicamente uma economia de comércio e serviços”, acrescentou.

Lembrou que desde antes de governar foi alertado por várias pessoas sobre a situação econômica vivida pelo RN.”‘O Estado está querbado’, diziam uns”. “‘O governo é uma bomba relógio pronta para explodir’”, diziam outros.

O discurso terminou por volta das 12h30.

 

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