BANCADA FEDERAL DO RN

ARTICULAÇÃO

CHAPÃO PODE SER UMA SAÍDA

POR CÉSAR SANTOS 

De Fato 

Quando o deputado federal João Maia convida os outros deputados potiguares para formar um “chapão” no seu partido, o PL, para disputar as eleições 2022, ele ataca dois pontos importantes, sendo um de benefício coletivo e outro de interesse individual.

O coletivo é sustentado pela necessidade de os atuais deputados terem uma chapa competitiva, capaz de colocá-los em condições de eleição. Explica-se: a maioria dos partidos no RN, ou quase a sua totalidade, não tem nominata própria, o que dificulta o projeto de reeleição e até inviabiliza para alguns. Como se sabe, não existe mais coligação proporcional e as chamadas “esteiras” perderam utilidade.

Todos os deputados e outros candidatos com certa densidade eleitoral filiados ao mesmo partido, no caso o PL, viabilizaria os projetos de eleição. Certo que a disputa interna seria mais acirrada e todos correriam riscos, mas o “chapão” cumpriria a sua função.

A outra opção é a formação de federações partidárias. Duas delas estão sendo discutidas em Brasília unindo PT/PCdoB/PSB e PL/Progressistas/Republicanos, ambas com repercussão no Rio Grande do Norte. A primeira fortalece a reeleição de Natália Bonavides (PT) e Rafael Motta (PSB), além de viabilizar um nome do PCdoB, que pode ser o atual vice-governador Antenor Roberto. A segunda resolve a reeleição dos deputados João Maia e Beto Rosado e cria possibilidades para o deputado Benes Leocádio, hoje praticamente liquidado. Só que as federações partidárias observam os grandes colégios eleitorais do País; o Rio Grande do Norte não é prioridade.

No plano individual, o chapão sugerido por João Maia só é bom para o próprio João, que levaria três ou quatro deputados federais para o PL. Ele se fortaleceria tanto no RN como em Brasília. Imagine João Maia liderando uma densa bancada de federais em Brasília… Portanto, o “chapão liberal” pode ser viável, mas não é provável.

O certo é que os partidos terão quer correr para formar as suas nominatas. O Progressistas, por exemplo, tem hoje apenas o deputado Beto Rosado, seu presidente estadual, e mais dois ou três nomes dispostos a somar. O parlamentar tem dito que está trabalhando e que conseguirá formar uma boa nominata.

O MDB, dos Alves, conta com o deputado Walter Alves ou o pai ex-senador Garibaldi Filho. Não há “esteiras”. O mesmo acontece com o PL, de João Maia; Republicanos, de Benes Leocádio; Pros, de Carla Dickson; PSB, de Rafael Motta; PSD, de Robinson Faria; PSL, de General Girão. Apenas PT tem a garantia de formação de uma nominata completa à Câmara Federal, e o Solidariedade que encaminhou bem a construção de sua chapa.

É claro que a disputa proporcional está atrelada à majoritária. As negociações para formação de palanques passam pelas chapas à Câmara e à Assembleia Legislativa. Então, é aguardar as movimentações que se intensificarão a partir de hoje e que terá a “janela” de 3 de março e 2 de abril para troca de partidos e filiações, conforme o calendário eleitoral, como uma seta que apontará o rumo às eleições de outubro.

 

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