Tiago Leifert se despede da Globo no ‘The Voice Brasil’

Ele vai permanecer até o dia 23 de dezembro

Tiago Leifert — Foto: Reprodução/TV Globo

Tiago Leifert vai deixar a TV Globo após o “The Voice Brasil”, anunciou a emissora nesta quinta-feira (9). “Tiago Leifert irá se despedir da Globo, após 15 anos de uma parceria feliz e bem-sucedida”, informou a empresa, por meio de comunicado.

Ele vai apresentar o “The Voice” até 23 de dezembro. Os novos apresentadores das próximas edições do “BBB” e do “‘Voice” ainda serão definidos.

Bolsonaro divulga ‘Declaração à Nação’ e diz que não teve ‘intenção de agredir’ poderes

Duas palavras

O presidente Jair Bolsonaro divulgou nesta quinta-feira (9) um texto intitulado “Declaração à Nação” no qual afirma que nunca teve “intenção de agredir quaisquer dos poderes”. Segundo o texto, “as pessoas que exercem o poder, não têm o direito de ‘esticar a corda’, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia”.

A divulgação da declaração foi um conselho a Bolsonaro do ex-presidente Michel Temer. Na manhã desta quinta, Bolsonaro mandou um avião para São Paulo, a fim de buscar o ex-presidente para um almoço no qual discutiram a crise institucional.

O presidente credita a crise institucional a “discordâncias” em relação a decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, mas afirma que “essas questões devem ser resolvidas por medidas judiciais que serão tomadas de forma a assegurar a observância dos direitos e garantias fundamentais previsto no Art 5º da Constituição Federal”.

Em ato político na última terça-feira (7), em São Paulo, Bolsonaro afirmou que não mais cumpriria decisões de Alexandre de Moraes. “Dizer a vocês que, qualquer decisão do senhor Alexandre de Moraes, este presidente não mais cumprirá. A paciência do nosso povo já se esgotou, ele tem tempo ainda de pedir o seu boné e ir cuidar da sua vida. Ele, para nós, não existe mais”, declarou Bolsonaro a um público de apoiadores.

Íntegra

Leia abaixo a íntegra do texto divulgado por Bolsonaro.

Declaração à Nação

No instante em que o país se encontra dividido entre instituições é meu dever, como Presidente da República, vir a público para dizer:

1. Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar.

2. Sei que boa parte dessas divergências decorrem de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo Ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news.

3. Mas na vida pública as pessoas que exercem o poder, não têm o direito de “esticar a corda”, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia.

4. Por isso quero declarar que minhas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum.

5. Em que pesem suas qualidades como jurista e professor, existem naturais divergências em algumas decisões do Ministro Alexandre de Moraes.

6. Sendo assim, essas questões devem ser resolvidas por medidas judiciais que serão tomadas de forma a assegurar a observância dos direitos e garantias fundamentais previsto no Art 5º da Constituição Federal.

7. Reitero meu respeito pelas instituições da República, forças motoras que ajudam a governar o país.

8. Democracia é isso: Executivo, Legislativo e Judiciário trabalhando juntos em favor do povo e todos respeitando a Constituição.

9. Sempre estive disposto a manter diálogo permanente com os demais Poderes pela manutenção da harmonia e independência entre eles.

10. Finalmente, quero registrar e agradecer o extraordinário apoio do povo brasileiro, com quem alinho meus princípios e valores, e conduzo os destinos do nosso Brasil.

DEUS, PÁTRIA, FAMÍLIA

Jair Bolsonaro
Presidente da República federativa do Brasil

Rosa Weber dá 48 horas para Bolsonaro explicar “MP das Fake News”

A ministra do STF também pediu que o procurador-geral da República, Augusto Aras, e o advogado-geral da União, Bruno Bianco, se manifestem

A ministra do STF Rosa Weber deu, nesta quarta-feira (8), 48 horas para Jair Bolsonaro dar explicações prévias sobre a Medida Provisória editada na segunda-feira para definir alterações no Marco Civil da Internet.

Rosa Weber pede que o PGR, Augusto Aras, e o AGU, Bruno Bianco, também se manifestem.

O texto assinado pelo presidente, chamado pela oposição de “MP das Fake News” tenta criar barreiras para que as redes sociais removam conteúdos de seus usuários de acordo com suas próprias políticas. Segundo a OAB, a MP é inconstitucional e facilita a disseminação de desinformação.

FORAGIDO, BOLSONARISTA É LOCALIZADO PELA POLÍCIA FEDERAL ESCONDIDO EM UM HOTEL NO MÉXICO

ZÉ TROVÃO TEM FEITO ATAQUES AO STF

Reprodução

Hospedado em um hotel na capital mexicana, líder radical caminhoneiro diz em vídeo que vai se entregar e deve ser peso a qualquer momento.

Aguarde, mais detalhes.

 

Barroso rebate ataques contra o TSE e as urnas eletrônicas durante atos antidemocráticos

Ponto a Ponto

POR G1

Barroso acusa Gilmar Mendes de 'sentar em cima de vista' e manipular  jurisdição | JOTA Info

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), fez um pronunciamento nesta quinta-feira (9) em resposta a ataques do presidente Jair Bolsonaro durante manifestações antidemocráticas realizadas no 7 de Setembro.

Durante o pronunciamento, Barroso rebateu, ponto a ponto, a algumas das declarações de Bolsonaro sobre o TSE, o processo eleitoral e as urnas eletrônicas.

Veja abaixo as declarações de Bolsonaro destacadas por Barroso e as respostas do presidente do TSE a elas:

Bolsonaro:
“Não podemos admitir um sistema eleitoral que não fornece qualquer segurança.”

Barroso:
As urnas eletrônicas brasileiras são totalmente seguras. Em primeiro lugar, elas não entram em rede e não são passíveis de acesso remoto. Podem tentar invadir os computadores do TSE (e obter alguns dados cadastrais irrelevantes), podem fazer ataques de negação de serviço aos nossos sistemas, nada disso é capaz de comprometer o resultado da eleição. A própria urna é que imprime os resultados e os divulga.

Os programas que processam as eleições têm o seu código fonte aberto à inspeção de todos os partidos, da Polícia Federal, do Ministério Público e da OAB um ano antes das eleições. Estará à disposição dessas entidades a partir de 4 de outubro próximo. Inúmeros observadores internacionais examinaram o sistema com seus técnicos e atestaram a sua integridade.

Ainda hoje, daqui a pouco, anunciarei os integrantes da Comissão de Transparência das Eleições, que vão acompanhar cada passo do processo eleitoral. Nunca se documentou qualquer episódio de fraude.

O sistema é certamente inseguro para quem acha que o único resultado possível é a própria vitória. Como já disse antes, para maus perdedores não há remédio na farmacologia jurídica.

Bolsonaro:
“Nós queremos eleições limpas, democráticas, com voto auditável e contagem pública de votos.”

Barroso:
As eleições brasileiras são totalmente limpas, democráticas e auditáveis. Eu não vou repetir uma vez mais que nunca se documentou fraude, que por esse sistema foram eleitos FHC, Lula, Dilma e Bolsonaro e que há 10 (dez) camadas de auditoria no sistema.

Agora: contagem pública manual de votos é como abandonar o computador e regredir, não à máquina de escrever, mas à caneta tinteiro. Seria um retorno ao tempo da fraude e da manipulação. Se tentam invadir o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, imagine-se o que não fariam com as seções eleitorais!

As eleições brasileiras são limpas, democráticas e auditáveis. Nessa vida, porém, o que existe está nos olhos do que vê.

Bolsonaro:
“Não podemos ter eleições onde pairem dúvidas sobre os eleitores.”

Barroso:
Depois de quase três anos de campanha diuturna e insidiosa contra as urnas eletrônicas, por parte de ninguém menos do que o Presidente da República, uma minoria de eleitores passou a ter dúvida sobre a segurança do processo eleitoral. Dúvida criada artificialmente por uma máquina governamental de propaganda. Assim que pararem de circular as mentiras, as dúvidas se dissiparão.

Bolsonaro:
“Não posso participar de uma farsa como essa patrocinada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral.”

Barroso:
O Presidente da República repetiu, incessantemente, que teria havido fraude na eleição na qual se elegeu. Disse eu, então, à época, que ele tinha o dever moral de apresentar as provas. Não apresentou.

Continuou a repetir a acusação falsa e prometeu apresentar as provas. Após uma live que deverá figurar em qualquer futura antologia de eventos bizarros, foi intimado pelo TSE para cumprir o dever jurídico de apresentar as provas, se as tivesse. Não apresentou.

É tudo retórica vazia. Hoje em dia, salvo os fanáticos (que são cegos pelo radicalismo) e os mercenários (que são cegos pela monetização da mentira), todas as pessoas de bem sabem que não houve fraude e quem é o farsante nessa história.

Bolsonaro:
“Não é uma pessoa no Tribunal Superior Eleitoral que vai nos dizer que esse processo é seguro e confiável.”

Barroso:
Não sou eu que digo isso. Todos os ex-Presidentes do TSE no pós-88 – 15 Ministros e ex-Ministros do STF – atestam isso. Mas, na verdade, quem decidiu que não haveria voto impresso foi o Congresso Nacional, não foi o TSE.

A esse propósito, eu compareci à Câmara dos Deputados após três convites: da autora da proposta, do Presidente da Comissão Especial e um convite pessoal do Presidente daquela Casa. Não fiz ativismo legislativo. Fui insistentemente convidado.

Lá expus as razões do TSE. Não tenho verbas, não tenho tropas, não troco votos. Só trabalho com a verdade e a boa fé. São forças poderosas. São as grandes forças do universo. A verdade realmente liberta. Mas só àqueles que a praticam.

Foi o Congresso Nacional – não o TSE – que recusou o voto impresso. E fez muito bem. O Presidente da Câmara afirmou que após a votação da Proposta, o assunto estaria encerrado. Cumpriu a palavra. O Presidente do Senado afirmou que após a votação da Proposta, o assunto estaria encerrado. Cumpriu a palavra. O Presidente da República, como ontem lembrou o Presidente da Câmara, afirmou que após a votação da proposta o assunto estaria encerrado. Não cumpriu a palavra.

Em manifesto, subprocuradores-gerais defendem ações para ‘refrear atentados’ contra a democracia

Os subprocuradores-gerais estão abaixo somente do procurador-geral da República

Em um manifesto divulgado nesta quinta-feira (9), 28 subprocuradores-gerais da República defendem que as instituições ajam de forma “firme e serena” para “refrear atentados” contra a democracia.

O texto diz ainda que os atos antidemocráticos e golpistas de 7 de setembro, capitaneados pelo presidente Jair Bolsonaro, representaram uma triste demonstração de falta de apreço pelos valores democráticos.

“Pugnamos pela atuação firme, serena e intransigente das instâncias competentes de controle e responsabilização no sentido de refrear os atentados ao Estado democrático de Direito e garantir sua perenidade”, afirmaram os subprocuradores.

Os subprocuradores-gerais estão abaixo somente do procurador-geral da República, Augusto Aras, na hierarquia da Procuradoria-Geral da República. Ao contrário do manifesto de seus colegas, Aras fez um discurso na quarta-feira (8) em que tratou como “uma festa cívica” os atos do dia 7.

No manifesto, os subprocuradores ressaltaram que as instituições estão sendo dia a dia corroídas e, os valores da Constituição, “aviltados”.

“Nos rotineiros tempos de Estado democrático de Direito, nós, membros do Ministério Público Federal, afeiçoamo-nos à institucionalidade, ao culto prioritário da lei e à sua fiel execução. Transposta, todavia, esta curial fronteira, cabe-nos apontar para o grave momento a que poderemos chegar, caso rompa-se peremptoriamente a barreira da institucionalidade. As instituições estão sendo quotidianamente vilipendiadas; os valores constitucionais aviltados”, continua o manifesto.

Os subprocuradores seguiram a linha de outras autoridades, como os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux e Luis Roberto Barroso, que repudiaram as falas golpistas e antidemocráticas de Bolsonaro e manifestantes durante os atos do dia 7. Os integrantes do Ministério Público lembraram que a intolerância gasta energia que deveria ser usada para resolver problemas vividos pela população.

“Testemunhamos uma inédita – desde o despojamento da ditadura pela Constituição de 1988 – marcha rumo ao obscurantismo, sombreada pela pregação da polarização e da intolerância, desviando as atenções dos graves problemas que afligem o cotidiano – crise hídrica, desemprego, calamidade sanitária, inflação, acentuada degradação ambiental e outros problemas”, pontuaram os subprocuradores.

Não tem feijão nos quartéis

Exército diz que aspectos conjunturais, como a pandemia da Covid-19, associada ao atual cenário da economia, vem provocando desabastecimento

Os quartéis de Brasília passaram a funcionar em expediente reduzido por falta de comida, segundo o Metrópoles. Está faltando arroz, feijão, óleo e carne.

No final de agosto , o Exército já falava em possibilidade de desabastecimento.

“Aspectos conjunturais, como a pandemia da Covid-19, associada ao atual cenário da economia, têm ocasionado uma variação significativa de valores de diversos itens a serem adquiridos. Isso provocou o desabastecimento de alguns gêneros alimentícios.”

Tem leite condensado até 2022?

Pelo 2º dia consecutivo, caminhoneiros bolsonaristas bloqueiam estradas em vários estados

não há mais pontos de interdição de pistas na malha rodoviária federal

Pelo segundo dia consecutivo, caminhoneiros que são a favor do governo do presidente Jair Bolsonaro e contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) promovem manifestações e bloqueiam rodovias em todo o país na manhã desta quinta-feira (9).

Até as 8h, foram confirmados bloqueios em rodovias de pelo menos 15 estados: SC, RS, PR, ES, MT, GO, BA, MG, TO, RJ, RO, MA, RR, PE e PA, segundo boletim do Ministério da Infraestrutura com dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Levantamento do G1 apontou ainda manifestações no estado de São Paulo.

Na maioria dos locais, apenas carros pequenos, veículos de emergência e cargas de alimentos perecíveis estão tendo o trânsito liberado pelos manifestantes.

De acordo com o Ministério da Infraestrutura, não há mais pontos de interdição de pistas na malha rodoviária federal, salvo protesto pela causa indígena na BR-174/Roraima.

As interdições continuam mesmo após o presidente Jair Bolsonaro gravar um áudio pedindo aos caminhoneiros que liberem as estradas do país. Na gravação, Bolsonaro diz que a ação “atrapalha a economia” e “prejudica todo mundo, em especial, os mais pobres”.

Dudu Braga, filho de Roberto Carlos, morre aos 52 anos em SP

Ele estava em tratamento contra um câncer no peritônio

Dudu Braga ao lado do pai, o rei Roberto Carlos. — Foto: Reprodução/Instagram

Dudu Braga ao lado do pai, o rei Roberto Carlos. — Foto: Reprodução/Instagram

O produtor musical Dudu Braga, filho de Roberto Carlos, morreu nesta quarta-feira (8), aos 52 anos, no hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo. Ele estava em tratamento contra um câncer no peritônio, uma membrana que envolve a parede abdominal.

Publicitário por formação, Dudu também era produtor musical, radialista e jornalista. Ele apresentava um programa de rádio chamado “As Canções que você fez pra mim” em mais de 40 emissoras do Brasil e de Portugal, onde falava das histórias por trás das canções do pai.

Deficiente visual, Dudu também assinava colunas em revistas musicais, tocava bateria e tinha uma banda chamada “RC na Veia”, em homenagem ao pai cantor e compositor.

Dudu Braga, filho de Roberto Carlos, ao lado da filha Laura, da esposa Valeska Braga e do pai. — Foto: Reprodução/Instagram

Dudu Braga, filho de Roberto Carlos, ao lado da filha Laura, da esposa Valeska Braga e do pai. — Foto: Reprodução/Instagram

Essa foi a terceira vez que Dudu enfrentou o câncer, que apareceu pela primeira vez em 2019, no pâncreas.

Dudu era casado com Valeska Braga e tinha uma filha de cinco anos chamada Laura, nome em homenagem à mãe de Roberto Carlos, eternizada na canção Lady Laura, uma das mais conhecidas do rei.

Ele também é pai de Giovanna, de 22 anos, e Gianpietro, de 17anos, filhos de uma relação anterior do produtor.

O diretor de núcleo da TV Globo José Bonifácio de Oliveira, o Boninho, lamentou a morte.

“Dudu você foi um guerreiro, lutou contra essa doença bravamente até o final. Vai deixar saudades. Fica em paz . Meus sentimentos a família e meu querido amigo Roberto Carlos”, disse em sua conta no Instagram.

O apresentador Milton Leite publicou uma foto ao lado de Dudu e escreveu: “Dudu Braga em meu escritório: morre o mais doce príncipe que conheci!”.

O apresentador Datena também lamentou a morte de Dudu. “Descanse em paz, querido amigo Dudu Braga. Sentiremos sua falta.”

Fonte: G1

Após ameaça de Bolsonaro, Fux diz que ninguém fechará o STF e que desprezar decisão judicial é crime de responsabilidade

Presidente do STF responde os ataques golpistas de Bolsonaro com firmeza

POR G1

Carlos Moura/STF/24-10-2018

O ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira (8) que “ninguém fechará” a Corte e que o desprezo a decisões judiciais por parte de chefe de qualquer poder configura crime de responsabilidade.

A fala de Fux ocorre no dia seguinte ao discurso do presidente Jair Bolsonaro que, na terça (7), durante manifestação do 7 de Setembro em favor do governo e de pautas antidemocráticas, fez ameaças golpistas e afirmou que não vai mais cumprir decisões do ministro do STF Alexandre de Moraes.

Moraes é responsável pelo inquérito que investiga o financiamento e organização de atos contra as instituições e a democracia. Bolsonaro e aliados dele são investigados nesse inquérito e Moraes chegou a determinar a prisão de apoiadores do presidente.

Em seu discurso na terça, durante a manifestação em São Paulo, Bolsonaro defendeu o “enquadramento” de Moraes.

Este Supremo Tribunal Federal jamais aceitará ameaças à sua independência nem intimidações ao exercício regular de suas funções. Ninguém fechará esta Corte. Nós a manteremos de pé, com suor e perseverança”, afirmou o ministro.

Fux também defendeu que “ofender a honra dos Ministros, incitar a população a propagar discursos de ódio contra a instituição do Supremo Tribunal Federal e incentivar o descumprimento de decisões judiciais são práticas antidemocráticas e ilícitas, que não podemos tolerar em respeito ao juramento constitucional que fizemos ao assumir uma cadeira na Corte”.

“Se o desprezo às decisões judiciais ocorre por iniciativa do chefe de qualquer dos poderes, essa atitude, além de representar atentado à democracia, configura crime de responsabilidade, a ser analisado pelo Congresso Nacional”, disse Fux.

“O Supremo Tribunal Federal também não tolerará ameaças à autoridade de suas decisões.”

Fux pediu que os brasileiros se atentem aos “falsos profetas do patriotismo, que ignoram que democracias verdadeiras não admitem que se coloque o povo contra o povo, ou o povo contra as suas próprias instituições.”

“Todos sabemos que quem promove o discurso do ‘nós contra eles’ não propaga democracia, mas a política do caos. Povo brasileiro, não caia na tentação das narrativas fáceis e messiânicas, que criam falsos inimigos da nação”, afirmou Fux.

Ainda segundo Fux, “o verdadeiro patriota não fecha os olhos para os problemas reais e urgentes do Brasil. Pelo contrário, procura enfrentá-los, tal como um incansável artesão, tecendo consensos mínimos entre os grupos que naturalmente pensam diferentes”.

Fux declarou também que, “num ambiente político maduro, questionamentos às decisões judiciais devem ser realizados não através da desobediência, não através da desordem, e não através do caos provocado, mas decerto pelos recursos, que são as vias processuais próprias”.