Vídeocast Antenado: Robinson Faria

Vice-governador e presidente do PSD fala sobre reunião com Fafá Rosado e Leonardo Nogueira

Entrevista: Rosalba diz que o DEM “tende a sumir”

Na revista Época governadora do Rio Grande do Norte elogia Dilma Rousseff

Confira a entrevista, na íntegra, da governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, DEM, à Época:

Governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini é um espécime em extinção em seu partido, o DEM. Enquanto o PT tem quatro governadores de estado, o PSDB cinco e o PMDB sete, o DEM tem apenas um – no caso, Rosalba. Até 2010 ela tinha a companhia de Raimundo Colombo, governador de Santa Catarina. Mas, em 2011, Colombo seguiu como vários companheiros para outro hábitat, o PSD. Agora, a espécie dos governadores corre risco de extinção no hábitat do DEM. Na semana passada, em uma reunião em Natal comandada pelo senador José Agripino Maia, ficou decidido que Rosalba não será candidata à reeleição. A intenção do encontro foi antecipar uma decisão que deveria ser tomada na convenção do partido no estado, marcada para o dia 15. Como a gestão de Rosalba é mal avaliada nas pesquisas, Agripino preferiu desistir dela para apoiar o candidato do PMDB, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves. A ideia de Agripino é, com a aliança, tentar eleger uma bancada maior de deputados estaduais e federais para sobreviver – afinal, o DEM vem diminuindo de tamanho desde 2003. Impedida de tentar a reeleição, Rosalba falou de sua situação nesta entrevista a ÉPOCA. Seus muitos momentos de silêncio durante a conversa e as escusas nas respostas dizem tanto quanto suas palavras sobre o assunto. Mesmo cuidadosa, ela vaticina: “O DEM tende a sumir”.

ÉPOCA – Qual é a importância para o DEM da sua não-candidatura? A senhora é a única governadora do partido.

Rosalba – Eu acho que você tem de perguntar a eles.

ÉPOCA – Mas qual a opinião da senhora?

Rosalba – Só tínhamos dois (governadores). Perdemos um. A única que ficou está sem condições de colocar seu nome. O DEM tende a sumir.

ÉPOCA – Com a decisão de impedir a sua reeleição, o DEM está se apequenando?

Rosalba – Eu acho que, na realidade, era para estarmos lutando para termos mais governadores, como se luta para ter mais prefeitos, que são a base das eleições. Tendo mais governador cresce também a bancada. Muita coisa eu não posso responder por eles.

ÉPOCA – Como foi a reunião da semana passada? A senhora já percebeu um clima desfavorável?

Rosalba – Já percebi, porque na realidade o diretório vem de longas datas, ele (o senador José Agripino Maia) é o presidente do partido, sempre foi. Então, é claro que não tem se renovado muito o diretório. Teve votos nulos, votos em branco, teve abstenções – poucas, mas teve. Então, não havia unanimidade.

ÉPOCA – A votação foi aberta?

Rosalba – Não, foi secreta.

ÉPOCA – O senador Agripino Maia fez algum tipo de consideração?

Rosalba – Não, foi só isso. Ele encaminhou mostrando a necessidade de o partido crescer suas bancadas e, para isso, não poderia ficar só (na disputa eleitoral); que o governo até então não tinha montado uma arco de alianças. Eu ponderei que, para você montar um arco de alianças, você precisa que as lideranças do partido ajudem.

ÉPOCA – A senhora está desapontada com ele?

Rosalba – Eu preferia não fazer nenhuma observação.

ÉPOCA – Por que?

Rosalba – (silêncio) Deixa… Eu estou refletindo.

ÉPOCA – A senhora conversa com o senador Agripino sobre sua situação?

Rosalba – Somos do mesmo estado e o conheço há mais de 50 anos. Frequenta a minha casa e nos tratamos muito bem. Sempre houve confiança de ambas as partes. Durante todo esse período, fui tentada a trocar de partido e isso poderia até ter sido mais promissor para mim politicamente. Mas eu não mudei porque Agripino era o presidente do partido e me mantive no DEM por uma questão de lealdade e respeito a ele.

ÉPOCA – Quais partidos a convidaram para que deixasse o DEM?

Rosalba – Tive convite do PSD, PROS, PTB, PP e de partidos menores. Qual é o partido do Marcelo Crivella? PRB. Tive convite do PRB. Mas fiquei no DEM.

ÉPOCA – Mas o que Agripino disse à senhora recentemente?

Rosalba – Há duas semanas estive com Agripino na casa dele em Natal. Ele disse que se eu tivesse condições eleitorais, poderia tentar. Mas qual seria o problema se eu me candidatasse? Tem candidato que entrou derrotado numa eleição e acabou eleito; e outros que entraram eleitos e saíram derrotados. Uma vez um candidato foi dormir achando que tinha ganhado a eleição em Natal. No outro dia descobriu ter perdido para Aldo Tinoco, um sanitarista que não era muito conhecido. O candidato derrotado foi (o presidente da Câmara) Henrique (Alves) e o povo lá em Natal comenta muito sobre isso. Mas voltando, se eu me candidatasse, o que poderia acontecer? Eu poderia não chegar ao segundo turno. Mas ainda assim o partido seria o fiel da balança no segundo turno e sairíamos ainda mais valorizados. Mas a preocupação era sempre com as eleições para deputados e senador porque não poderia ir só o Democratas. Eu disse que garantiria dois partidos (na aliança) e com chance de angariar o apoio de outros. Mas eu disse a Agripino que precisava de um aceno de que eu seria candidata, porque não posso propor aliança sem saber se vou ser candidata. Aí ele disse que faríamos uma reunião para ouvir o diretório.

ÉPOCA – Mas quais foram as condições impostas por Agripino para que pudesse apoiá-la?

Rosalba – Ele apontou com clareza as minhas dificuldades. Disse que eu precisava dessas alianças. Também se mostrou preocupado com uma questão jurídica no Tribunal Superior Eleitoral que pede minha inelegibilidade. Mas estou tranquila quanto a isso. No meu caso só cabe uma multa, não a inelegibilidade. O processo fala na chegada de um equipamento a uma semana antes da eleição. Mas eu não estive nesse local da entrega do equipamento e a presidente da comunidade beneficiada disse que eu não estava lá e que ninguém pediu voto.

ÉPOCA – O que a senhora pediu na reunião de segunda-feira?

Rosalba – Pedi que aguardássemos até a convenção do partido para eu ter tempo de costurar as alianças. Historicamente nenhum governador, por mais desgaste que teve, chega a uma eleição com menos de 25% – e eu já estava chegando perto, mesmo sem ser candidata. Aliás, se estou tão desgastada, por que todos têm tanto medo de me enfrentar? O partido cria todo tipo de dificuldade para eu ser candidata. É uma coisa incrível. Depois da reunião os jornais deram destaque que o partido tinha negado a legenda para a minha candidatura. Apesar de não ser oficial, pois o assunto deve ser tratado na convenção, isso dificultou a minha situação ainda mais.

ÉPOCA – E o que aconteceu?

Rosalba – O que me surpreendeu é que o meu apelo não foi levado em consideração. Só que na reunião só se falou sobre eleição proporcional (deputados e senador). Quando isso aconteceu, percebi que se tratava de uma cassação branca. Deixei a reunião para não parecer que estava aceitando aquilo. Fui acompanhada de algumas pessoas. Dizem que dar atenção às eleições proporcionais é uma decisão nacional do DEM com o objetivo de o partido crescer. Acho importante essa preocupação com as eleições proporcionais. Mas fica mais fácil tendo um candidato majoritário. Esse é o meu pensamento. Se na convenção eu percebesse que não teria condições, desistiria. Mas o partido chegou a antecipar as convenções.

Época – Quando será a convenção do DEM no Rio Grande do Norte?

Rosalba – Vai ser no dia 15, quando todas serão depois do dia 25. Mal começou a Copa… Era (para ser no dia) 13, é porque já gritaram lá que é o dia do primeiro jogo (da Copa) em Natal! Então, (foi) tudo montado. Assim, pareceu uma coisa muito… como se diz: não quer, não quer, não quer.

ÉPOCA – O governo da senhora tem sido mal avaliado. Numa pesquisa a senhora ficou na pior posição entre os 27 governadores.

Rosalba – Não digo que vou ganhar a eleição. Mas o nosso partido tinha chance de disputar a eleição. Minha candidatura levaria a eleição no Rio Grande do Norte para o segundo turno. Eu teria a oportunidade de esclarecer muita coisa sobre o meu governo.

ÉPOCA – Como a avaliação do seu governo chegou a esse nível? Isso foi levado em conta na reunião?

Rosalba – Não, isso não (foi levado em conta). Até porque eles sabem que isso (a avaliação do governo) vem melhorando. O governo que eu peguei, como eu disse, estava falido. Os hospitais eram o caos do caos. Com toda essa loucura, nós fizemos mutirão de cirurgias para acabar com as filas e acabamos em muitos lugares, aumentamos 88 leitos de UTI, 140 leitos de retaguarda. (o Rio Grande do Norte) É o estado que tem a maior cobertura de SAMU. Nós temos SAMU em todo estado: toda cidade com mais de 20.000 habitantes tem SAMU. Nós avançamos na oncologia, acabamos com a fila, hematologia está funcionando bem, voltamos a fazer até transplante de fígado que tinha parado. Nada é perfeito, tem muito a fazer, mas já melhorou muito. O aeroporto saiu do papel. Mérito da governadora? Luta da governadora, porque não descansei um só segundo. Teve a presença da nossa bancada? Teve e o compromisso da presidenta Dilma, mas ele vinha se arrastando há 17 anos.

ÉPOCA – Quando a senhora teve sinais de que o PMDB, que apoiava seu governo, não a apoiaria num projeto de reeleição?

Rosalba – Teve um determinado momento em que o PMDB, que chegou a ocupar sete secretarias, deixou o governo. Naquele momento, o PMDB já dizia que queria uma candidatura própria. Começamos a ver entrevistas. Havia sinalizações de que ele estava formando um acordo muito grande, inclusive com partidos que têm ideologias diferentes. A candidata dele ao Senado (Wilma Faria) é do partido do Eduardo Campos (PSB). Henrique Alves dizia que apoiava a (presidente) Dilma (Rousseff). Já outros partidos desse acordão querem apoiar o (senador) Aécio (Neves, candidato pelo PSDB).

ÉPOCA – Qual a vantagem do DEM em apoiar Henrique Alves?

Rosalba – Olha, sinceramente, eu não sei. As bases no interior reagem muito porque sempre foram partidos historicamente, adversários. Isso aí só quem pode responder é quem… Eu não discuti isso, né?

 

ÉPOCA – A senhora temeria confronto com Henrique Alves?

Rosalba – Não temeria confronto eleitoral com ninguém, porque era uma boa oportunidade para esclarecer muita coisa. Quem for governador do Rio Grande do Norte agora, vai encontrar um Rio Grande do Norte melhor. Nós ficamos entre os três estados, dito pelo próprio Tesouro, que fizemos o melhor ajuste fiscal. O Estado do Rio Grande do Norte conseguiu com o Banco Mundial o maior programa para ser desenvolvido da história do Rio Grande do Norte: US$ 540 milhões. Esse projeto começou comigo, começo, meio e fim. Já está andando o programa, começou este ano. (O estado) Nunca tinha conseguido. E conseguiu por que? Porque fez o ajuste fiscal, tem capacidade de pagamento, de endividamento e tem projetos.

ÉPOCA – A senhora tem um bom relacionamento com a presidente Dilma?

Rosalba – Tenho. Relacionamento republicano.

ÉPOCA – Ela ajudou a senhora?

Rosalba – Sempre que procurei, ela não se negou a ajudar. Isso aí eu tenho de lhe dizer: que a presidenta não criou nenhuma dificuldade. Por exemplo: a barragem de Oiticica, que havia uma dificuldade, vai ser, não vai, se é com Dnocs (Departamento Nacional de Obras de Contra às Seca), se é com o estado. Falei com ela, na mesma hora ela ligou para a (ministra do Planejamento) Míriam (Belchior) e mandou fazer a autorização da ordem de serviço.

ÉPOCA – Esse bom relacionamento com a presidente causou algum tipo de constrangimento para a senhora dentro do DEM?

Rosalba – Saíram dizendo que eu votaria em Dilma. Eu disse, na verdade, que poderei votar. E disse isso porque vi ações de combate à seca com as quais eu estava plenamente de acordo. Foi uma posição em cima de algo administrativo e a maneira republicana com a qual eu fui tratada pela presidente.

ÉPOCA – Houve alguma reação contrária do partido a sua manifestação?

Rosalba – Isso não deve ter agradado por eu ter elogiado tanto a presidenta Dilma. Eu disse que se estiver certo, eu aplaudo. Se estiver errado, também vou dizer.

ÉPOCA – Por que o DEM diminuiu tanto de tamanho?

Rosalba – O partido está precisando fazer uma análise de tudo isso. E acompanhar o rumo que o Brasil está tomando. É um tempo de mudanças e o DEM permaneceu muito estático.

Gesane Mirinho anuncia que não irá disputar reeleição no pleito de outubro

Deputada estadual do PSD ataca direção do partido através de nota oficial

Gesane fora

Logo depois de deixar Mossoró, na noite deste sábado, 7, o vice-governador e pré-candidato a governador, Robinson Faria, PSD, teve uma péssina notícia.

A deputada estadual, do PSD, Gesane Marinho, anuncia que não dispurá reeleição no pleito de outubro.

Confira a Nota da assessoria da parlamentar:

A deputada estadual Gesane Marinho confirma que não será candidata à reeleição em 2014. De acordo com a parlamentar, essa decisão foi motivada pela falta de atenção do Partido Social Democrático (PSD), ao qual é filiada, de viabilizar condições favoráveis para que seus membros concorram ao mandato de deputado estadual. Ainda segundo Gesane, a direção estadual do PSD está preocupada apenas em se lançar na concorrência ao Governo do Estado, esquecendo-se de outras candidaturas existentes dentro do partido. Gesane afirma que procurou a direção do partido no início do ano para manifestar a sua preocupação e que recebeu da legenda o conforto de que “nenhum passo seria dado se qualquer um dos seus membros pudesse ser prejudicado”. No entanto, ela conta que foi surpreendida há algumas semanas com a informação de que não haveria coligação do PSD para deputado estadual e que as articulações partidárias estariam restritas às eleições majoritária e para a disputa por vaga de deputado federal. “Decidi procurar novamente a direção do PSD para conversarmos e foi aí que percebi que a eleição para deputado estadual não estava sendo tratada com respeito pelo partido. O PSD não se preocupou em organizar uma nominata, com nomes que pudessem lhe fortalecer e grande parte das lideranças filiadas ao partido não havia recebido nenhuma orientação para defender as candidaturas de correligionários. Para agravar ainda mais, não foi viabilizada uma coligação para todos com os partidos aliados”, pontuou Gesane. O Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) já anunciaram que vão constituir coligação para deputado federal e para as disputas majoritárias com o PSD, porém não vão estar com o partido na aliança para deputado estadual. Eleita pela primeira vez em 2002, Gesane se tornou a deputada estadual mais jovem do Brasil, com apenas 22 anos. A parlamentar foi reeleita em 2006 e 2010, com votações crescentes e possui forte representação em Natal e na região agreste do estado. “Sou muito grata pela confiança que recebi dos meus eleitores e fico muito satisfeita em ser bem recebida nos municípios que represento. Também sou feliz pelos meus trabalhos sociais terem atendido tantas famílias ao longo desses anos, principalmente o ‘Mesa Farta’, que levou alimentos para milhares de famílias norte-rio-grandenses. Esperava contar com o meu partido para que esse trabalho pudesse continuar. Por isso decidi pela filiação em 2011, mas infelizmente não foi o que aconteceu”, disse a parlamentar. Gesane cumpre mandato de deputada estadual até 31 de janeiro de 2015.

Artigo: Traição e Polícia

Paulo Afonso Linhares discorre sobre a traição que está em voga na política RN

Paulo Artigo

Quando se inventou a palavra “tragédia” certamente a primeira sílaba foi tirada de “traição”, esta que tem sido cantada em verso e prosa e até foi mote para a peça de teatro musicada, escrita em 1973 por Chico Buarque e Ruy Guerra: “Calabar: o elogio da traição”. No belo texto da peça a traição (de Domingos Fernandes Calabar possivelmente nascido durante a primeira década do século XVII, no atual Estado de Alagoas, contra a colonização espano-lusitana) assume, para uns, até ares de nobre gesto; para outros, foi ele um reles traidor, ganancioso contrabandista e ladrão. Quais os motivos da sua traição? “Provavelmente, ele foi movido por um misto de motivos, tendo o amor à sua terra natal como leitmotiv. Porém, foi sempre uma motivação mesclada, pois “o coração tem razões que a própria razão desconhece” (Blaise Pascal)”, segundo afirma o historiador Frans Leonard Schalkwijk.

Na intrigante canção de rock moderado, intitulada “Metal contra as nuvens”, a banda Legião Urbana começa com este verso:” Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão/ Reconheço meu pesar/ Quando tudo é traição/O que venho encontrar/ É a virtude em outras mãos (…). Isto faz pensar na traição em sentido amplo, algo tão antigo quanto a humanidade, embora também fosse coisa muito ao gosto do deuses da mitologia greco-romana. Todo mundo traia todo mundo, por sexo, política, dinheiro, poder ou, na maioria das vezes, pelo simples prazer de trair. Algo bem divinamente humano.

Das tantas faces da traição, uma apenas interessa para esta ligeira conversa domingueira: a traição política. Aliás, recentemente li um excelente artigo de Andrés Ortega, no jornal espanhol El País, sobre o tema: La política como traición. Ortega abre o artigo com uma verdade de há muito conhecida, mas, quase sempre escamoteada pelos político: “Nenhuma outra atividade como a política, no sentido da luta pelo poder, implica tanta disposição de trair aos mentores que as vezes se apresentas como companheiros e amigos (…) Maquiavel, situo a traição dentro da virtú política, que pouco tem que ver com a moral nem com o ódio.”

Descendo para esta desconchambrada aldeia do índio Poti, ocorre-nos o velho, mas, não menos usado dito popular assevera que “trair e coçar é só começar”. Aliás, este é o título de uma peça teatral de Marcos Caruso, que serviu de roteiro para o filme homônimo rodado em 2006 pelo batalhense Moacyr Góes, filho do saudoso educador e historiador potiguar Moacyr de Góes (1930 – 2009). A alusão a este anexim quase chulo vem a propósito das últimas acontecências da política norte-rio-grandense e que culminaram com o rompimento da governadora Rosalba Ciarlini e respectivo consorte/mentor, ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado, com o presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia.

O resultado da última reunião do diretório estadual do DEM, ocorrida em Natal no último dia 2 de junho deste 2014, foi uma rejeição à candidatura de Rosalba para mais um mandato frente ao governo do Estado. Dos 58 votos possível, somente 10 sufragaram o projeto da atual governadora do Rio Grande do Norte; 45 disseram preferir uma aliança com o PMDB de Henrique Alves/Garibaldi Filho, 2 se abstiveram e um anulou o voto. Apesar de o voto ser secreto e, portanto, sem maior possibilidade de se dizer quem votou o quê, as baterias dos (agora) rarefeitos defensores da Rosa se voltaram contra o senador Agripino: traíra, traidor, traição. Entre choros e ranger de dentes, só faltam cantar aquele rapzinho safado do Edcity: “Cara de santinho, dizia ser irmão/ Mas já diz o ditado quem ver cara não ver coração /Traíra, traíra você tá na mira!/Traíra, traíra você tá na mira! /Andava entre os leprosos, pregando a união/ Foi beijado no rosto, tremenda traição/ Traíra, traíra você tá na mira!” Quem traiu quem? Difícil saber.

O senador Agripino disse que há meses não falava com Carlos Augusto/Rosalba. De outra feita disse que não tinha nenhum prestígio no governo da correligionária. Do lado rosalbista, são alegados todos os agrados políticos que o senador do DEM teria recebido desde quando Rosalba conquistou a Prefeitura de Mossoró, em, 1988. O negócio é “ficar peixe” (não necessariamente uma traíra…). O ex-ministro Nelson Jobim, do alto de sua experiência nas futricas da política tupiniquim deu a receita, em entrevista à Folha de São Paulo, em 26/7/2011: “Em politica ressentimento é coisa para amadores e até a raiva é combinada!” Pode? Claro, o que prevalece é o interesse de cada um, seja pessoa, grupo ou partido político; nada de fidelidade eterna. O que conta mesmo são os interesses efêmeros e circunstanciais. É o que se extrai das lições do velho Niccolò Machiavelli, do astuto cardeal Mazzarino, do indiano Kautilya e, sobretudo, daquela ótima safra de políticos mineiros do porte de José Maria Alkmin, Milton Campos, Benedito Valadares, Tancredo Neves, além dos mais genial de todos os políticos brasileiros que foi o gaúcho Getúlio Vargas. No mais, remanesce a (quase) romântica frase, catada na Web, dita pelo obscuro pensador de nome chamado João Vitor Rocha: ”As flores mais belas e perfumadas escondem o doce veneno da traição”. Assim,como diz o samba famoso, “pois é”.

Podcast Antenado: Fátima Bezerra

Deputada federal Fátima Bezerra, PT, fala sobre possibilidade de aliança com o PP, de Betinho Rosado e de voto de Rosalba e seus aliados.

Confira o áudio:

https://soundcloud.com/carlos-skarlack/fatima-bezerra

Vídeocast Antenado: Francisco José Júnior

Prefeito de Mossoró fala sobre o Pingo da Mei’Dia

Veja o vídeo:

Entrevista: Henrique e Garibaldi querem Fafá para deputado federal no Oeste e no Alto Oeste

Leonardo Nogueira revela detalhes de reunião ocorrida entre ele e Fafá com Henrique e Garibaldi, em Natal, na quinta-feira, 5

A ex-prefeita de Mossoró, Fafá Rosado, DEM, ao lado de seu marido, o deputado estadual, Leonardo Nogueira, DEM, tiveram uma reunião com o deputado federal e presidente do PMDB-RN e da Câmara Federal, Henrique Eduardo Alves e com o ministro da Previdência Social, Garibaldi Filho. O encontro realizado nesta quinta-feira, 5, no apartamento do presidente do PMDB, em Natal, foi o primeiro entre Fafá e Leonardo com Henrique e Garibaldi, depois das eleições municipais suplementares de 4 de maio. Em entrevista ao novo Blog do Skarlack, Leonardo Nogueira revela alguns detalhes tratados na reunião. Confira uma síntese da conversa do parlamentar com o editor do blog.

Avaliação
A reunião com o deputado Henrique Alves e com o ministro Garibaldi Filho, foi muito positiva. Dentro do que nós esperávamos que fosse acontecer. Foi um clima cordial em que colocamos nossas posições e Henrique e Garibaldi apresentam seus argumentos. Sempre com muita cordialidade como sempre foi o nosso relacionamento.

Suplementares
O presidente da Câmara Federal, Eduardo Eduardo Alves, considerou que Fafá Rosado teve um grande crescimento durante as eleições municipais suplementares de Mossoró. Ele também elogiou o prefeito de Mossoró, Francisco José Júnior e disse que no contato que teve com o mesmo, em Brasília, há alguns dias, ficou impressionado com sua postura.

Passado
Henrique Alves afirmou que as eleições municipais suplementares de Mossoró passou. É passado. Agora, é pensar no futuro. É trabalhar pelo futuro.

Interlocutora
O deputado Henrique Alves disse que em sendo eleito governador do Rio Grande do Norte, Fátima (Fafá Rosado) será a interlocutora, o elo entre ele o prefeito Francisco José Júnior. Para Henrique será importante se trabalhar em parceria com a Prefeitura Municipal, em benefício do povo de Mossoró. E no pensamento do presidente do PMDB, Fafá é a pessoal que vai fazer o canal entre Governo do Estado e Prefeitura de Mossoró. Entre ele e o prefeito.

Sintonia
Durante a reunião, tanto eu como Fátima (Fafá Rosado), colocamos a sintonia que chegamos nesse período, com o prefeito de Mossoró, Francisco José Júnior. Essa é uma parceria que não poderemos quebrar, pois estamos afinados e vamos continuar trabalhando por Mossoró, pois acreditamos que o prefeito Francisco José Júnior vai continuar fazendo um grande governo.

Candidatura
Os líderes do PMDB não abrem mão da candidatura de Fátima (Fafá Rosado) para a Câmara Federal. Henrique declarou que será importante a eleição de Walter Alves, porém, afirmou que o PMDB precisa de outro nome forte. E esse nome é Fátima.

Compromisso
Henrique Alves e Garibaldi Filho avaliam como de extrema importância a candidatura de Fátima (Fafá Rosado), a partir de Mossoró. O compromisso do PMDB é de que a ex-prefeita de Mossoró será o nome do partido no Oeste e no Alto Oeste, com Walter Alves trabalhando a partir de Natal, na grande Natal, no Agreste, no Seridó.

Sugestão
Também nos foi sugerido que, caso Fátima (Fafá Rosado) não deseje disputar a cadeira de deputado federal, eu poderia ser o candidato para a Câmara Federal e ela disputaria a cadeira de deputado estadual. É uma opção que foi conversada.

Secretaria
O deputado federal Hernqiue Alves também nos disse que caso eu não deseje disputar mais um mandato de deputado estadual, ele sendo eleito governador do Estado, eu seria um nome para o secretariado. Todas essas são possibilidades que iremos avaliar ao longo da próxima semana.

Tempo
Ficou acertado que na próxima sexta-feira, teremos uma reunião decisiva, em Natal, com Henrique e Garibaldi. Então, até lá, vamos conversar com os amigos, ouvir o que cada um acha e tomaremos uma decisão em conjunto. E como sempre temos feito, eu e Fátima e nossos amigos, vamos fazer a escolha que for melhor para Mossoró.

Necessidade
Diante do cenário que se apresenta, considero necessário e importante, a candidatura de Fátima (Fafá Rosado) para deputado federal. Por onde nós temos andado, encontramos pessoas querendo, defendendo e até cobrando que ela seja candidata a deputado federal. E isso, também, em outros municípios da região. Então, diante dessa posição dos líderes do PMDB, vamos ouvir os amigos e avaliar o que será melhor para a cidade e região.

Reunião
Nesta sexta-feira – dia 6 -, inclusive, o deputado Henrique Alves terá uma reunião decisiva com o senador José Agripino, presidente do PMDB. Eles vão adiantar os entendimentos para a aliança entre o PMDB e demais partidos que apoiam a candidatura do presidente da Câmara Federal, Henrique Alves.