Juiz vê indícios de ‘má gestão’, mas nega afastar presidente do Inep

Entidades da área de educação pediram afastamento de Danilo Dupas às vésperas do Enem; em decisão liminar, Justiça Federal no DF rejeitou o pedido
Juiz vê indícios de ‘má gestão’, mas nega afastar presidente do Inep

A Justiça Federal no Distrito Federal rejeitou nesta quinta-feira, 18, um pedido de entidades da área de educação para afastar o presidente do Inep, Danilo Dupas (foto).

O instituto é responsável pela organização do Enem, o Exame Nacional do Ensino Médio, cujas provas estão marcadas para este domingo (21) e o próximo (28).

Na sua decisão liminar (provisória), o juiz Marcelo Rebello Pinheiro, da 16.ª Vara Federal de Brasília, argumentou que não há elementos suficientes para justificar o afastamento de Dupas neste momento.

Segundo o juiz, embora o pedido coletivo de exoneração de técnicos do Inep —ao todo, 37 entregaram seus cargos neste mês— possa “representar indício de má gestão ou abuso de poder”, é necessário um “maior aprofundamento” da questão.

“Não há lastro probatório suficiente para, em sede de cognição sumária, intervir em decisões administrativa que gozam de presunção de legitimidade, somente podendo ser afastadas por prova robusta em seu desfavor”, escreveu Pinheiro.

Clique aqui para ler a íntegra da liminar.

ENTREVISTA: MORO

O ANTAGONISTA

ENTREVISTA: SÉRGIO MORO

ÀS 18H NO SITE O ANTAGONISTA

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União Brasil tem que fazer jus ao nome

Luiz Henrique Mandetta confirmou que a União Brasil não apoiará Jair Bolsonaro ou Lula em 2022, mas ainda não declarou apoio a Sergio Moro

União Brasil tem que fazer jus ao nome

Luiz Henrique Mandetta (foto, à esquerda) confirmou que a União Brasil não apoiará Jair Bolsonaro ou Lula em 2022. “Essa é a única opção que é categoricamente colocada por todos que participaram das conversas do União Brasil, é que o partido não apoiaria a reeleição de Bolsonaro ou a vota de Lula.”

Segundo o ex-ministro, que mantém interlocução diária com Sergio Moro, “o partido tem que fazer uma discussão interna para poder decidir seu caminho”“Isso ainda não está maduro. Ainda existem discussões para definir o caminho do partido ate a eleição.”

Como O Antagonista revelou, a cúpula da nova legenda, que resultará da fusão entre PSL e DEM, tentou filiar Moro para apoiá-lo em sua campanha, diante da falta de estrutura do Podemos.

Auxílio Brasil: como acessar o aplicativo do programa

App é uma atualização do Bolsa Família

App Auxílio Brasil — Foto: Reprodução

O governo federal lançou, junto com o Auxílio Brasil, um aplicativo do programa. Assim como o próprio Auxílio Brasil é uma reformulação do extinto Bolsa Família, o novo app é, na verdade, uma atualização do antigo programa.

Pelo aplicativo, já é possível verificar se você será contemplado e qual o valor do benefício. Veja mais abaixo.

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Como acessar

O novo aplicativo substitui o antigo app do Bolsa Família. Quem já tinha o app do Bolsa deve apenas atualizá-lo para a nova versão, pela loja de aplicativos do próprio celular, caso a atualização não seja feita de forma automática.

2) Abrir o app e clicar em ‘consultar’

3) Escolher o acesso usando
– a senha que já era usada no aplicativo do Bolsa Família (clicar em senha do Auxílio Brasil), OU
– a senha do Caixa TEM, OU
– se cadastrar no aplicativo

(Dica: se você tiver senha do app FGTS ou do Caixa Trabalhador, escolha a senha do Auxílio Brasil, pois é a mesma)

Senadores querem aproveitar PEC dos Precatórios para dar recado a Arthur Lira

Desde o início da gestão do deputado alagoano, parlamentares reclamam que as matérias aprovadas pela Câmara são encaminhadas no prazo limite

Senadores querem aproveitar PEC dos Precatórios para dar recado a Arthur Lira

Senadores, tanto os base quanto os da oposição, querem aproveitar a tramitação da PEC dos Precatórios para dar um recado ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Os parlamentares pretendem deixar claro ao deputado alagoano (foto) que o Senado não pode ser visto como “carimbador” de decisões da Câmara.

Desde o início da gestão Lira, senadores reclamam que as matérias aprovadas pela Câmara são encaminhadas ao Senado no prazo limite de serem instituídas e sem discussão. Um exemplo foi a proposta de sobras eleitorais, aprovada pela Câmara no início de setembro e que foi obrigada a ser aprovada em menos de duas semanas para dar tempo de valer para as eleições de 2022.

Como mostramos em setembro, essa pressa deixou o presidente do Senado em uma saia justa. Após a votação do projeto de lei, o senador fez uma mudança no texto já votado no plenário do Senado justamente para adequar parte da proposta e não encaminhá-la para nova votação da Câmara.

Agora, alguns senadores ouvidos por O Antagonista defendem “dar o troco” e enviar um texto substitutivo da PEC dos Precatórios de volta para a Câmara só em dezembro, para que a Casa seja obrigada a acelerar a tramitação da proposta a tempo de bancar o Auxílio Brasil de R$ 400 já no próximo mês.

Mourão: “Moro é o único da Terceira Via que tem capacidade para vingar”

O vice-presidente disse que o ex-juiz da Lava Jato possui “luz própria”, mas terá o desafio de “conseguir empolgar a massa”

Mourão: “Moro é o único da Terceira Via que tem capacidade para vingar”

Hamilton Mourão (foto) afirmou nesta quarta (17), em entrevista ao Uol, que Sergio Moro é o único nome da Terceira Via “que tem capacidade para vingar”. Segundo o vice, caso o ex-juiz, que se filiou ao Podemos na semana passada, entre oficialmente na corrida presidencial, ele terá o desafio de “conseguir empolgar a massa”. 

“Acho que dessa Terceira Via o único que tem capacidade para vingar mesmo é o Moro. […] Vejo ele hoje como a principal candidatura da assim chamada Terceira Via. Agora, vai depender de ele conseguir empolgar a massa. Ele empolga uma parcela esclarecida da população, mas hoje quem empolga a massa, na minha visão, são só duas pessoas: Bolsonaro e Lula.

Mourão também disse que Moro tem luz própria” e “espaço dentro do campo político” por ter conquistado uma parcela da população devido à Lava Jato.

Talvez [Moro conquiste o voto] daquele eleitor do presidente Bolsonaro que ficou desgostoso com algumas atitudes no nosso governo. Talvez conquiste outros. Vamos lembrar que nas últimas eleições tivemos uma quantidade enorme de votos nulos e brancos”, acrescentou.

Tudo sobre Affonso Celso Pastore

Crítico do governo Bolsonaro, economista que assessora Sergio Moro presidiu o Banco Central na segunda metade do governo Figueiredo e defendeu Plano Real

Tudo sobre Affonso Celso Pastore

Doutor em economia pela USP e ex-presidente do Banco Central, Affonso Celso Pastore, 82 anos, foi confirmado como conselheiro de Sergio Moro. Atualmente, ele é sócio da consultoria A. C. Pastore e Associados, especializada em análises macroeconômicas aplicadas. Divide as funções da empresa com a mulher, a também doutora em economia Maria Cristina Pinotti.

Pastore é associado ao Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP), think tank dedicado a estudar e propor políticas públicas em diversas áreas. Entre os membros da entidade estão nomes com forte ligação com políticos tucanos, como Armínio Fraga, Edmar Bacha, Eduardo Giannetti, Ilan Goldfajn, Luiz Stuhlberger, Pedro Malan e Persio Arida.

Pastore é um crítico do governo Jair Bolsonaro e do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Os dois já trocaram farpas publicamente, como mostramos mais cedo. No mais recente episódio, Guedes, ao lado de Bolsonaro, acusou Pastore de ter trabalhado para a ditadura militar, enquanto o atual presidente foi democraticamente eleito. “Tinha que ficar quieto e ter uma velhice digna”, disse o ministro da Economia.

Pastore presidiu o BC de 1983 a 1985, no governo Figueiredo. Ele foi convocado por Delfim Neto para substituir Carlos Langoni, atingido pelo caso Coroa-Brastel, considerando um dos maiores escândalos financeiros do regime militar.

 

Após reunião, clima no PL volta a ser favorável à filiação de Bolsonaro

Cúpula do partido liderado por Valdemar Costa Neto se reuniu hoje para tentar ajustar as resistências a uma possível entrada do presidente da República
Após reunião, clima no PL volta a ser favorável à filiação de Bolsonaro

Apesar dos recentes atritos entre Jair Bolsonaro e Valdemar Costa Neto (foto), dirigentes do PL reforçaram, na reunião de hoje, o interesse da cúpula do partido em chegar a um acordo para a filiação do presidente da República.

Segundo apurou O Antagonista com participantes do encontro, o clima votou a ser mais favorável à filiação de Bolsonaro.

Os dirigentes, no entanto, discutem os detalhes de um provável acordo. É muito pouco provável que algum novo anúncio oficial batendo o martelo sobre filiação ou não seja divulgado hoje.

Como temos noticiado, ainda persistem vários empecilhos, como resistências nas bancadas de estados como Piauí e Alagoas e o imbróglio que envolverá o comando do PL em São Paulo.

A ala paulistana do partido reafirmou no encontro de hoje, a portas fechadas, em Brasília, que não pretende abrir mão de apoiar Rodrigo Garcia, candidato de João Doria ao governo local em 2022.

Moro: “O que vimos no governo Lula foram os maiores escândalos da história”

Na entrevista a Pedro Bial, exibida nesta madrugada, o ex-juiz também responsabilizou o Supremo pelo enfraquecimento do combate à corrupção

Moro: “O que vimos no governo Lula foram os maiores escândalos da história”

Na entrevista a Pedro Bial, exibida nesta madrugada, Sergio Moro (foto, à direita) disse que nunca teve “uma questão pessoal com Lula” e apenas cumpriu seu “papel de juiz” durante a Lava Jato, que descortinou o petrolão. E lembrou o caso do mensalão.

O que nós vimos durante o governo dele foram os maiores escândalos da história. O mensalão não foi julgado por mim. Foi descoberto um esquema de compra de votos para apoiar o Governo Federal, e quem era o presidente da época? A Petrobras foi dia e noite saqueada como nunca antes na história desse país. Isso não é mito, não é ficção, Temos provas e reconhecemos o maior esquema de corrupção da nossa história.”

Moro também responsabilizou o Supremo pelo enfraquecimento do combate à corrupção.

“Houve mudanças no STF. Eu tenho grande respeito por Luiz Fux, acho um grande homem público, mas infelizmente nos últimos anos o STF ajudou a enfraquecer o combate à corrupção. E tudo isso acaba confrontando o sentimento de justiça, com criminosos sendo soltos. E o povo brasileiro pensa ‘mas espera aí, não existe justiça? Não existe verdade?’ A verdade é uma só, não acredito em fatos alternativos.”