Entrevista: Aécio Neves

Candidato a presidente da República começa campanha

BELO HORIZONTE – O candidato do PSDB Aécio Neves passou toda a manhã e o início da tarde desta segunda-feira em seu apartamento, em Belo Horizonte, recebendo telefonemas de apoios e discutindo com coordenadores e apoiadores estratégias para o segundo turno em todo país. A avaliação otimista, na campanha, é que as próximas pesquisas já vão mostrar um empate técnico entre o tucano e a presidente Dilma Rousseff. Ele embarcou à tarde para São Paulo, onde faz a primeira reunião com o comando da campanha, que deve estar na rua já nessa terça-feira.

Ao jornalista Paul Kiernan, do Wall Street Journal, ele confirmou a disposição de cortar à metade o número de ministérios e criar uma pasta para a Infraestrutura e um superministério da Agricultura, envolvendo o Ministério da Pesca. Ao GLOBO Aécio rejeitou a tese de que o PSDB é “freguês” do PT nas disputas de segundo turno e disse que o “fantasma do passado” com o qual a campanha de Dilma procura carimbá-lo, na verdade são os 12 anos de administração do PT.

O GLOBO: Fala-se que o PSDB, desde 2002, é freguês do PT nas disputas no segundo turno. Por que seria diferente nessa disputa?

AÉCIO NEVES: Você pode ter outra leitura, que o PT é freguês do PSDB no primeiro turno, porque ganhamos deles duas vezes. São eleições completamente diferentes. É muito mais do que a candidatura de um partido político. Essa é candidatura do sentimento de mudança da sociedade brasileira. Minha responsabilidade é encarnar esse sentimento. Por isso estamos trabalhando para ampliar o leque de apoios a nossa candidatura.

Marina tem colocado que é preciso haver um encontro programático (para um eventual apoio).

É um bom caminho. Vamos aguardar que ela se manifeste. Eu não estou com pressa. Estou dando tempo ao tempo. Estou reunindo hoje a coordenação da campanha para falar de São Paulo. Sobre as manifestações de apoio elas dependem muito menos de mim e mais das outras lideranças. Obviamente tudo que tiver convergência com nosso programa de governo pode ser discutido e acertado. Mas não cabe a mim essa iniciativa nesse momento. Temos que aguardar que os outros candidatos e ela própria se sinta confortável para esse entendimento. Mas as conversas devem ser sempre no campo programático.

Dilma começa a falar em fantasmas do passado…

O problema da presidente Dilma é que ela se esquece que o passado é o PT que governou o País durante 12 anos. Nós somos a garantia de um futuro melhor para todo o Brasil.

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