Lula e Alckmin desmarcam encontro

Reunião seria amanhã

Uma nova reunião entre Lula e Alckmin prevista para quarta-feira acabou de ser desmarcada. A conversa, que aconteceria na casa do ex- secretário Gabriel Chalita, em São Paulo, foi suspensa após o fato ser publicado na imprensa.

Foi na residência de Chalita que aconteceu a primeira reunião entre o petista e o ex-governador tucano, realizada em julho. Chalita é amigo em comum dos dois e também de um dos principais patrocinadores dessa aproximação, o ex-prefeito Fernando Haddad.

O petista e o tucano, que está prestes a deixar o PSDB, têm discutido a possibilidade de firmar uma aliança. A ideia é que Alckmin seja vice de Lula na chapa que disputará à Presidência em 2022. Uma nova agenda deve ser marcada.

Como informou O GLOBO, em reunião nesta segunda-feira, Alckmin ouviu um apelo de dirigentes de centrais sindicais para que aceite ser vice de Lula. O ex-governador disse que essa hipótese caminha.

MÚSICA DE BOLSONARO CITA LULA NA CADEIA E CHAMA CIRO DE “ZÉ RUELA”

Baila das poderosas

Mais cedo, no ato de filiação de Jair Bolsonaro ao PL, em Brasília, os convidados chegavam ao som de uma versão do funk “Baile de Favela” que ataca feministas, cita Jean Wyllys, Maria do Rosário, Jandira Feghali, Luciana Genro e Manuela D’Ávila.

A letra também chama Ciro Gomes de “Zé Ruela” e faz referência a Lula na cadeia.

Eis:

“Ele veio quente e hoje tá fervendo
Quer desafiar? Não tô entendendo
Para votar Bolsonaro minha mão já tá tremendo

Dou para CUT pão com mortadela
E pras feministas ração na tigela
As mina de direita são as top mais bela
Enquanto as de esquerda têm mais pelo que cadela

Moro ironiza negacionismo petista ao falar de 1,5 bilhão em multas da Lava Jato

PT sem resposta
Moro ironiza negacionismo petista ao falar de 1,5 bilhão em multas da Lava Jato
No Twitter, o ex-juiz comenta o valor arrecadado pela operação. “São acordos relacionados aos desvios na Petrobras, aqueles que o PT diz que não ocorreram”

Sergio Moro comentou no Twitter a soma de R$ 1,5 bilhão arrecadada com multas aplicadas pela Lava Jato em 120 acordos de colaboração premiada homologados pelo Supremo, como O Antagonista publicou ontem.

“Até o final de novembro de 2021, foram arrecadados cerca de R$ 1,5 bilhão no pagamento das multas fixadas em 120 acordos de colaboração premiada homologados pelo STF na Operação Lava Jato. São acordos relacionados aos desvios na Petrobras, aqueles que o PT diz que não ocorreram.

“Espero que o PSDB não saia do PSDB”

O Globo perguntou a Eduardo Leite (foto) se ele vai sair do PSDB

“Espero que o PSDB não saia do PSDB”

Ele respondeu:

“Não considero sair do PSDB. Espero que o PSDB não saia do PSDB, que não perca sua conexão nem se afaste ainda mais da origem”.

Sobre a candidatura de João Doria, ele disse que é preciso “entender que rumos ele pretende colocar”.

E mais:

“A eleição de 2022 é talvez a mais importante da nossa História recente. Não entendo que a gente possa entrar nesse processo simplesmente para defender um nome ou para defender o próprio partido. A gente tem que ajudar o país a encontrar alternativa para furar essa polarização. Vamos buscar viabilizar essa candidatura, mas temos que ter disposição para discutir com outras forças políticas. Aí que digo que temos estilos diferentes. Eu quero ajudar, mas não se consegue ajudar quem não presta ajuda a si mesmo. Importante que haja disposição do candidato agora escolhido na construção dessa convergência do centro”.

Para se aliar a Sergio Moro, ele disse que, antes de tudo, é necessário um projeto em comum:

“Ele é uma figura conhecida e, naturalmente, pelas escolhas que fez em sua vida política, também tem uma rejeição que precisa ser trabalhada. Mas é um ator que protagoniza o processo hoje e a conversa com ele é muito importante. Agora, é fundamental que se tenha discussão sobre projetos. Se for para ter algum tipo de aliança, será em torno do quê? Não pode ser apenas em torno de quem”.

Presença de Moro em 22 pautará combate à corrupção e excessos

.OPINIÃO
POR GUILHERME AMADO
O candidato à presidência Sergio Moro concede coletiva no Senado Federal para apoiar o posicionamento do Podemos a favor dos programas de transferência de renda
candidatura de Sergio Moro pautará o tema do combate à corrupção na eleição de 2022, bem como os erros que foram cometidos em nome dele. Até a chegada de Moro, nenhuma campanha que havia se apresentado demonstrara predisposição de debater o tema.

Quando perguntado, o PT diz que essa não é uma aspiração do brasileiro — de fato, não é da maioria. Bolsonaro limita-se a dizer que lidera um governo limpo, por mais que os fatos apontem o contrário e ele tenha sido fundamental para o desmonte em curso do sistema de combate à corrupção. Moro agora chega com propostas nessa área e algo para mostrar. E é aí que começa a discussão.

Neste Diagnóstico, quadro da coluna com análises em vídeo, lembro que a Vaza Jato, conjunto de reportagens publicadas pelo Intercept Brasil e outros veículos com diálogos entre o então juiz e procuradores da Lava Jato, será ressuscitada ao longo da campanha como uma (grande) mancha no currículo de Moro. Sempre que falar em combater a corrupção, Moro será instado a responder sobre sua suspeição em relação a Lula e ao PT.

Por isso, o combate à corrupção é ao mesmo tempo um ativo e uma armadilha para o ex-juiz, o que fará com que Moro não o torne o principal argumento de sua campanha. Segundo um importante aliado, Moro vai focar mais no combate à fome, que as pesquisas indicam serem o tema de maior preocupação hoje da população.

Júri popular de acusados de matar policial penal federal em Mossoró começa nesta terça (30)

Cinco réus julgados

 Henry Charles era lotado no presídio federal de Mossoró. — Foto: Divulgação / PM

POR G1RN

Começa nesta terça-feira (30) o julgamento dos acusados pela morte do policial penal federal Henri Charle Gama e Silva, ocorrido no dia 12 de abril de 2017, em Mossoró. Cinco réus vão a júri popular, acusados de execução, relacionada ao exercício da função da vítima, segundo denúncia do Ministério Público Federal.

O Juiz Federal Orlan Donato Rocha, titular da 8ª Vara, será o presidente do júri, que acontecerá no Fórum Desembargador Silveira Martins, em Mossoró.

Para participar do júri, o magistrado promoveu uma audiência onde foram sorteados 25 jurados titulares e outros 25 substitutos.

Os réus são Eduardo Lapa dos Santos, Maria Cristina da Silva, Jailton Bastos de Souza, Gilvaneide Dias Mota Bastos e Edmar Fudimoto. O júri será transmitido ao vivo, a partir das 8h, pelo canal do Youtube da Justiça Federal do Rio Grande do Norte.

O caso

Henry Charles Gama e Silva foi assassinado no dia 12 de abril de 2017, quando estava em um bar no bairro Boa Vista, na cidade de Mossoró, região Oeste do RN. Quatro bandidos chegaram em um carro e atiraram contra ele.

A análise do juiz aponta que a materialidade do crime de homicídio ficou comprovada após o laudo do exame necroscópico. “Considerando, dessa maneira, o fatos apresentados, as alegações defensivas dos réus e as provas angariadas na investigação, observa-se que existem indícios suficientes de envolvimento dos réus no homicídio do agente Henry Charles Gama e Silva, capazes de levá-los ao julgamento em plenário pelo Tribunal do Júri”, escreveu o juiz Orlan Donato Rocha.

Na decisão, o magistrado manteve a prisão preventiva de três acusados, além da prisão domiciliar de outras duas acusadas do assassinato.

Henry Chaves era agente penitenciário do Presídio Federal de Mossoró.

Plano para matar agentes

Em julho de 2017 foi deflagrada a Operação Força e União, que, segundo a PF, visava desarticular um movimento organizado dentro de presídios federais com o objetivo de matar agentes penitenciários federais. Cerca de 30 policiais federais cumpriram oito mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em São Paulo, além de mandados de condução coercitiva no Rio de Janeiro e mandados de prisão preventiva em Mossoró e São Paulo.

À época, os investigadores apontaram que a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) assassinou dois agentes penitenciários federais em menos de um ano: Alex Belarmino Almeida Silva, em setembro de 2016, na cidade de Cascavel (PR), e Henry Charles Gama Filho, em abril de 2017, em Mossoró (RN).

No decorrer da investigação do homicídio de Alex Belarmino foi descoberto que a facção tinha planos de executar dois agentes públicos por unidade prisional. Já em relação a Henry, as investigações indicaram que sua morte havia sido planejada em 2016 na cidade de São Paulo, e que teve início através de integrantes do PCC envolvidos na coleta de dados, preparo da ação e com participação de pessoas próximas da vítima.

LIVRO DE MORO: Relatório do Coaf assombrava o governo

Revelações de Moro

livro - Reprodução - Reprodução

A divulgação em dezembro de 2018 do relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) que retratava operações financeiras atípicas, suspeitas de lavagem de dinheiro, feitas pelo ex-assessor de Flavio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, é citada por Moro como episódio que assombraria o governo desde o seu início, “com consequências para a agenda anticorrupção e para minha permanência como ministro”, ele relata.

Não que o episódio fosse definidor da relação de Moro com o presidente, na época da sua divulgação. Afinal, o então ministro diz que ainda se fiava no que Bolsonaro lhe havia dito ao ser perguntado sobre o que faria caso se deparasse com mal feitos envolvendo pessoas próximas a ele.

Foi no primeiro encontro pessoal que tiveram, logo após as eleições. Na ocasião, Bolsonaro lhe teria dito que não protegeria ninguém que cometesse crimes.

“Não creio que ele pudesse dizer algo diferente, mas, pelo menos naquele momento, soou sincero para mim. O conhecimento sobre o futuro não estava disponível naquele momento”, escreveu Moro.

 

Em livro, Moro ataca Bolsonaro e Lula e se prepara para a disputa eleitoral

Revelações de Moro

10.nov.2021 - Ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro, durante evento de filiação ao Podemos - Mateus Bonomi/AGIF/Estadão Conteúdo

Pré-candidato do partido Podemos à Presidência da República, o ex-juiz e ex-ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, escolheu como alvos principais de seu livro de memórias o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), prováveis adversários na disputa pelo Planalto em 2022.

No livro “Contra o sistema da corrupção” (288 págs, Editora Sextante), que será lançado nesta quinta-feira (2), Moro descreve os dois políticos como figuras com problemas no campo da ética e seguidoras de “uma cartilha populista de sinal trocado: um de esquerda, outro de direita”.

Desde a filiação ao Podemos no início deste mês, em ato realizado em Brasília, o ex-juiz vem cumprindo agenda pública e realizando contatos no campo de centro-direita para viabilizar-se como terceira via nas urnas para a disputa presidencial do próximo ano.

Em seu livro, Moro defende-se de críticas à sua atuação como juiz em casos que tiveram o ex-presidente Lula como réu e declara-se arrependido de ter aceitado o convite de Bolsonaro para o ministério, por conta da sua falta de comprometimento com a agenda anticorrupção e alianças com partidos do Centrão.

“Talvez, por estimularem o culto à própria personalidade, tenham tantos seguidores que fecham os olhos para sua verdadeira natureza”, escreveu Moro sobre os dois políticos.

Moro deixou o governo Bolsonaro em abril de 2020, acusando o então presidente de tentar interferir na Polícia Federal e nomear para a superintendência da corporação no Rio de Janeiro um delegado de confiança, como forma de se proteger de eventual apuração que envolvessem aliados e sua família.

No livro, ele relata em detalhes o recrudescimento das suas divergências com Bolsonaro no período em que esteve no governo, que levaram à sua fritura pública e pedido de demissão.

No livro, ele relata em detalhes o recrudescimento das suas divergências com Bolsonaro no período em que esteve no governo, que levaram à sua fritura pública e pedido de demissão

 

DE SABOYA

DO TWITTER

POR CRISTIAN DE SABOYA 

Eu nunca serei um fio condutor da maldade.

Eu nunca divulgarei a dor do outro.

Fofocas não me cabem, latejos só me chegam quando existe a real necessidade deu sanar.

A vida gira.

E Deus está atento aos nossos atos – a todo instante.

África 🖤

Urgente: Câmara aprova ‘golpe do orçamento secreto’

Substitutivo do senador Marcelo Castro estabelece uma trava nas emendas de relator-geral, mas omite parlamentares que já foram beneficiados

Urgente: Câmara aprova ‘golpe do orçamento secreto’

Câmara dos Deputados aprovou há pouco, com 268 votos a favor e 31 contra, o projeto de resolução do Congresso Nacional que regulamenta o orçamento secreto. Para virar lei, o PLN ainda precisará ser aprovado pelo Senado.

De acordo com o substitutivo do senador Marcelo Castro (MDB-PI), as indicações e solicitações feitas ao relator-geral devem agora ser fundamentadas e publicadas pela internet no site da Comissão Mista de Orçamento. Entretanto, a norma valerá apenas para os recursos que ainda não foram liberados.

Além disso,como mostramos, o parecer de Castro estabelece uma trava nas chamadas emendas de relator-geral. Pelo texto, o limite das emendas tipo RP9 não poderá ultrapassar a soma das emendas individuais e as de bancada.

De acordo com a consultoria legislativa do Senado e especialistas em transparência e controle, o projeto de resolução pouco avança em relação ao que já acontece atualmente. Segundo a Consultoria de Orçamento, Fiscalização e Controle do Senado, a proposta “é um passo no atendimento da decisão do STF, mas está longe de cumpri-la”.

“[O projeto] Dá ao relator-geral a prerrogativa de formalizar ou não indicações, deixando em aberto a simples omissão nesse registro.”