Governo do RN entrega equipamentos de informática às delegacias móveis do estado

Todas as 23 unidades receberam um kit 

Novos equipamentos informática estão sendo entregues às unidades de delegacia móvel do Estado. Todas as 23 unidades receberam um kit com lanterna, notebook, monitor, moldem para internet e tablet. Os investimentos somam das 23 bases móveis somam 5,9 milhões mais R$ 125 mil dos equipamentos de informática, ambos são oriundos do Governo Cidadão, por meio do Acordo de Empréstimo com o Banco Mundial.

As bases móveis foram entregues em abril deste ano às entidades de segurança pública dos municípios de Natal, Parnamirim, Mossoró, Caicó, Pau dos Ferros, Nova Cruz, Assú e Macaíba.

“Primeiro adquirimos as bases móveis das polícias, agora equipamos com tecnologia. Esses investimentos em segurança preventiva permite um policiamento na rua capaz de resolver os problemas da população”, comenta Vagner Araújo- sec. de Gestão Metas e Projetos e coordenador do Projeto Governo Cidadão.

Além de tratar das questões policiais, as unidades também servem como ponto estratégico para o contato com outras unidades de segurança pública. A partir delas, é possível entrar em contato com o corpo de bombeiros, SAMU, STTU, entre outras instituições.

Segundo o Cap. Couceiro, coordenador da Ronda Cidadã, as bases móveis são uma nova ferramenta para substituir as delegacias fixas. “Dessa forma, a polícia se aproxima da população e consegue garantir uma melhor atividade na manutenção da segurança das ruas”, explica.

Com os novos equipamentos de TI, as vans terão acesso às câmaras de monitoramento, internet, arquivo e tudo o que for necessário para agilizar a atividade dos policiais e o acesso da população.

“As bases são multifuncionais e se localizam em localidades inteligentes, sejam pela quantidade de fluxo de pessoas, sejam pela quantidade de ocorrências policias. Esses novos equipamentos, unidos à estrutura oferecida pela unidade móvel, ajudaram as bases na hora de cumprir seu dever para com a sociedade”, completa o secretário da Sethas e coordenador do Projeto Governo Cidadão Vagner Araújo.

Investimentos na segurança pelo Governo Cidadão

A melhoria da segurança pública e da defesa social faz parte do componente de melhoria dos serviços públicos do Projeto Governo Cidadão. O Projeto vem investindo na qualidade da segurança do RN e já investiu mais de R$ 39 milhões em infraestrutura tecnológica. Além dos equipamentos de TI, há também as capacitações dos servidores e apoio à programas como o PROERD.

Torquato Jardim: “Esse é o discurso petista que eu recuso e não subscrevo”

Sobre Moro no Ministério da Justiça 

A Folha de S. Paulo entrevistou Torquato Jardim sobre Sergio Moro, seu sucessor no ministério.

Leia um trecho:

O substituto do senhor foi criticado por ter deixado a função de juiz federal para virar ministro. Ele acertou? 

Acho que sim. Ele tem 46 anos de idade e 22 anos de magistratura. Por que não tentar algo novo? Ficar até os 75 anos na mesma cadeira, fazendo a mesma coisa? Eu acho que é ousadia e coragem. Eu aplaudo.

O fato de ele ter aceitado o cargo em um governo que é abertamente adversário de um dos réus condenados por ele não coloca em dúvida sua postura?

Esse é o discurso petista que eu recuso e não subscrevo (…).

Desmerecer ou desconstruir as decisões judiciais, tecnicamente corretas e confirmadas em segundo e terceiro graus, é um discurso político subjetivo.

Não coloca em risco a credibilidade da Lava Jato? 

Não, absolutamente não. Por que colocaria?

REUNIÃO DE PAUTA

OS ANTAGONISTAS 

Câmara estimula doações para Fundo para Infância e Adolescência

Legislativo reforçou apoio a fundo em reunião na Justiça, hoje

POR REGY CARTE

Presidente Izabel defende mais doações ao FIA em reunião, nesta segunda-feira Foto: Regy Carte/CMM

Instituições e entidades discutiram fortalecimento do Fundo para Infância e Adolescência (FIA) em Mossoró em 2019, na Vara da Infância e Juventude (Fórum Des. Silveira Martins), nesta segunda-feira (3). A reunião tratou de reforço a doações ao FIA, por meio da declaração anual de Imposto de Renda de pessoas física e jurídica.

O FIA é um fundo público para financiar projetos em prol dos direitos da criança e do adolescente, para o qual os contribuintes podem fazer doações de até 6% do imposto devido. Em Mossoró, a arrecadação saltou de R$ 28 mil no ano passado para R$ 137 mil este ano – aumento de 471%, o maior do Brasil.

O potencial de arrecadação no município, entretanto, é de cerca de R$ 4 milhões, segundo o promotor da Infância e da Juventude, Sasha Alves, que participou da reunião. “Daí, a importância da divulgação, do trabalho de formiguinha, para que as pessoas tomem conhecimento e façam doação”, observa.

Nesse sentido, a presidente da Câmara, Izabel Montenegro (MDV), apresentou a recém-criada Resolução nº 10, de sua autoria. “Com essa Resolução, instituímos o Selo Contador (a) Amigo (a) da Infância e da Adolescência, a ser concedido a profissionais de Contabilidade, em Mossoró, que mais indicarem pessoas e empresas para doação ao FIA”, informa a vereadora.

A proposta foi bem recebida na reunião. “O selo é uma ferramenta importante nesse trabalho coletivo de retomada e expansão do FIA em Mossoró”, reconhece a titular da Vara da Infância e Juventude, juíza Anna Izabel de Moura Cruz.

Encaminhamento

O Conselho Regional de Contabilidade no Rio Grande do Norte (CRC-RN), representado na reunião pelos contabilistas Antônio Paula da Silva e Maurílio Melo, comprometeu-se em realizar treinamento com contadores em Mossoró, em fevereiro de 2019, a fim de capacitá-los na orientação de clientes para doação ao FIA.

O encontro também definiu estratégias de divulgação do Fundo, mobilização de categorias profissionais em prol de doações, diálogo com entidades de classe, entre outras ações, com ênfase em fevereiro – mês que antecede o período de declarações do Imposto de Renda, que vai de março a abril.

Também participaram da reunião o presidente do Conselho Estadual de Defesa da Criança e do Adolescente (CEDCA), Francisco Diassis Santiago Júnior, presidente do Conselho Municipal de Defesa da Criança e do Adolescente (CEMCA), Irenice de Fátima, e coordenadora do Centro de Integração Escola Emprego (CIEE) Mossoró, Flávia Fernanda Lopes Soares. A Delegacia da Receita Federal em Mossoró também apoia a mobilização.

Cachorro que acompanhava George H.W. Bush é visto deitado ao lado do caixão

Sully é um labrador altamente treinado 

POR G1

Labrador Sully acompanhou o ex-presidente George W.H. Bush   — Foto: Twitter Jim McGrath/ Reprodução

O labrador que acompanhou o ex-presidente George H.W. Bush nos últimos meses foi fotografado deitado ao lado do seu caixão no domingo (2). “Bush pai”, como ficou conhecido após a eleição do filho para presidência americana, morreu no sábado (1º), aos 94 anos.

A foto de Sully publicada pelo assessor do ex-presidente Jim McGrath com a legenda “Missão Completa” comoveu internautas. A família planeja levá-lo para Washington para dar o último adeus ao ex-presidente, de acordo com a CNN.

Sully é um cachorro de dois anos altamente treinado que pode obedecer a vários comandos como atender o telefone, buscar itens, abrir e fechar portas. George H.W. Bush sofria de vários problemas de saúde, incluindo um tipo de Mal de Parkinson que obrigava a utilizar uma cadeira de rodas para se locomover. O cão foi morar com H.W. Bush depois que a ex-primeira-dama Barbara Bush morreu, em abril.

George Bush

@GeorgeHWBush

A great joy to welcome home the newest member of our family, “Sully,” a beautiful — and beautifully trained — lab from @AmericasVetDogs. Could not be more grateful, especially for their commitment to our veterans.

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Sully recebeu esse nome em homenagem ao ex-piloto de aviação Chesley B. “Sully” Sullenberger III, que ficou famoso por pousar um avião de passageiros danificado no rio Hudson e salvar todos os 155 passageiros e tripulantes, em 2009. Ele tinha uma conta própria no Instagram, com mais de 80 mil seguidores.

A menos de um mês, em novembro, o cão acompanhou o ex-presidente quando ele foi votar nas eleições legislativas.

Jim McGrath

@jgm41

The 41st President accompanied by his two best friends — Jim Baker and Sully — discharging his civic duty and voting today.

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Com a morte de George H.W. Bush, ele irá para o Centro Médico Militar Nacional Walter Reed e irá ajudar outra pessoa, segundo o ex-presidente George W. Bush, que é filho de George H.W. Bush.

“Por mais que nossa família vá sentir falta desse cachorro, ficamos reconfortados em saber que ele trará a mesma alegria para sua nova casa, Walter Reed, que trouxe ao 41º presidente”, afirmou.

OFERTA DE EMPREGO

CONCURSO DA POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL 

Estão abertas as inscrições para o concurso da Polícia Rodoviária Federal(PRF), com 500 vagas distribuídas em todo Brasil. A remuneração inicial é de R$ 9.473,57. Para participar, é necessário ter nível superior em qualquer área, habilitação categoria B e idade entre 18 e 65 anos.

Há vagas nos seguintes estados: Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima, Rondônia, São Paulo e Tocantins.

Provas

O concurso será composto de provas objetivas, divididas em três blocos, redação, testes físicos, avaliação de saúde, psicológica, de títulos e investigação social.

No dia 3 de fevereiro DE 2019, os candidatos farão as avaliações objetivas e a discursiva. Eles terão 4 horas e 30 minutos para resolver as questões e elaborar o texto dissertativo.

No exame de capacidade física, os candidatos serão submetidos a testes de flexão em barra fixa, abdominal, impulsão horizontal e de corrida de 12 minutos.

A seleção é organizada pelo Cebraspe. Os interessados podem se inscrever até o dia 18 de dezembro. A taxa de participação custa R$ 150.

Metrópoles

ENTREVISTA: BÁRBARA PALOMA

PRIMEIRA PARTE

Em entrevista exclusiva, a presidente eleita da OAB Mossoró, Bárbara Paloma, fala sobre como foi a disputa, os projetos e prioridades para sua gestão.

Confira a primeira parte da entrevista:

DELAÇÃO DO FIM DO MUNDO

NOVAS OPERAÇÕES NO FORNO 

Investigadores da PF disseram ao Estadão que “boa parte do que Antonio Palocci delatou já foi comprovada”.

Aqueles que, no início, diziam não se tratar de uma “delação do fim do mundo agora silenciam sobre o resultado alcançado”.

ENTREVISTA: ELVIRO REBOUÇAS

“PETROBRÁS FAZ PARTE DO PASSADO DA HISTÓRIA DE MOSSORÓ”

Por César Santos/JORNAL DE FATO

O economista e empreendedor Elviro do Carmo Rebouças Neto, presidente do Instituto da Previdência de Mossoró, tem se empenhado para melhorar a assistência aos idosos acolhidos pelo abrigo Amantino Câmara. Foi dele a ideia de criar uma campanha de arrecadação de alimentos, produtos de higiene e limpeza e de dinheiro para amenizar as dificuldades enfrentadas pela mais antiga instituição em atividade na cidade.

A campanha Previ Solidário é um sucesso e deve arrecadar neste ano três toneladas de alimentos e produtos.

Nesta entrevista, Elviro Rebouças fala sobre a solidariedade dos mossoroenses, da importância do Amantino Câmara, mas também mergulha em outros temas importantes, como economia. Elviro Rebouças é empresário do ramo de factoring e indústria salineira e também faz parte da Associação Comercial e Industrial de Mossoró (ACIM) e da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).

 

A CAMPANHA Previ Solidário chega ao segundo ano para atender o Abrigo de Idosos Amantino Câmara. Há um apelo muito forte, não apenas pelo período em que as pessoas estão mais solidárias, mas pela própria necessidade da instituição. Como é que a sociedade está respondendo à convocação da Previ?

EM PRIMEIRO lugar, eu quero dizer que nós instituímos essa campanha no ano passado junto aos 500 aposentados da Previ (hoje, são 760) e chegamos ao Instituto Amantino em junho de 2017 com 460 quilos de alimentos. Arrecadamos junto a funcionários, aposentados e pensionistas da Previ. Fomos recebidos festivamente pela presidente do abrigo, dona Edy Lima Moura, que é uma pessoa do mais alto conceito na cidade de Mossoró, pelos abrigados, e fizemos a doação. O abrigo passava, como ainda passa, por uma crise financeira de grandes proporções, e a nossa ideia aliviou a situação. Neste ano, nós decidimos não chegar em junho em função das eleições, para não confundir uma campanha de tanta benemerência com política, já que a Previ é uma autarquia ligada à Prefeitura. Portanto, deixamos passar as eleições e resolvemos fazer uma coisa com maior amplitude, convocar a sociedade por inteiro para se associar a essa causa nobre em favor do Abrigo Amantino Câmara, uma instituição que desde 1936 (há 82 anos), ininterruptamente, presta relevantes serviços a Mossoró. Hoje, são 79 abrigados, homens e mulheres, recebendo acolhimento com apartamentos simples, mas confortáveis, higiênicos, assistência médica e odontológica, com plantão 24 horas por dia na enfermaria e alimentação para café da manhã, almoço e jantar.

 

COMO as pessoas podem participar?

CHAMAMOS a sociedade, fizemos a parceria com os supermercados Cidade, Queiroz e Rebouças para a arrecadação da campanha. Nas lojas desses supermercados tem uma gôndola, na qual a pessoa encontrará um funcionário da Previ ou aposentado distribuindo folhetos e pedindo a contribuição das pessoas para essa campanha. Além disso, endereçamos uma correspondência ao comércio, à indústria de Mossoró, aos empresários, solicitando doação em dinheiro para o abrigo. Uma conta aberta no Banco do Brasil (agência 4687-6, conta corrente 8088-8) está recebendo as doações. Quem reside fora de Mossoró, pode fazer o depósito nessa conta, a partir de R$ 10,00. O dinheiro cairá em favor do Instituto Amantino Câmara. Portanto, teremos doação em alimentos, produtos de limpeza e em dinheiro que vai amenizar, e muito, o sofrimento por que passa aquela instituição.

 

É POSSÍVEL afirmar que o resultado deste ano vai superar o que foi arrecadado na primeira edição?

NÓS pretendemos encerrá-la no dia 17 de dezembro e no dia seguinte, 18, estaremos às 16h no Abrigo Amantino Câmara para fazermos a entrega. Teremos a presença da prefeita Rosalba Ciarlini, do bispo diocesano dom Mariano Manzana, dirigentes da Previ, representantes de entidades que se associaram como partícipes da campanha e de toda a imprensa. A essa altura, eu posso afirmar que a campanha arrecadará três toneladas de alimentos e produtos de higiene.

 

O SUCESSO da campanha, que já está confirmado, se justifica no sentimento solidário das pessoas?

NÓS não temos dúvida que o mossoroense é solidário. Também observamos que a credibilidade da campanha, da forma como ela está sendo encetada, conta muito em favor disso. Aqui nós estamos vendo única e exclusivamente o apoio à assistência ao abrigado, a homens e mulheres acolhidos e que recebem bom tratamento. Também é preciso reconhecer a importância da instituição fundada por dom Jaime de Barros Câmara, primeiro bispo de Mossoró, que com recursos próprios construiu o abrigo, hoje ampliado e melhorado, mas partiu dele, que era catarinense, de uma família rica financeiramente, realizar essa grande obra social para a cidade. Então, essa generosidade está se refletindo hoje, com a solidariedade do povo indo aos supermercados para participar da campanha Previ Solidário.

 

NÃO resta dúvida a importância da campanha que a Previ desenvolve no momento. Mas, não seria melhor que o abrigo de idosos de Mossoró recebesse a atenção dos governos, tivesse fonte de receita permanente, para não precisar recorrer à boa vontade das pessoas, através de campanhas?

VOCÊ tem razão. Em conversa com dona Edy Moura, ela tem me falado sobre as dificuldades que tem passado o Amantino Câmara. É pouco assistido pelos governos, Estadual e Municipal. As contribuições aparecem vez por outra, insuficientes para garantir a sua sustentação. Dona Edy tem me dito, e a palavra dela para mim é verossímil, que tem tirado dinheiro do próprio bolso para arcar muitas vezes com contas do abrigo, suprir necessidades que são várias naquela casa de acolhimento. Ela é presidente da instituição há 40 anos, já está com a idade avançada. Por isso, precisamos de pessoas que possam no futuro próximo realizar esse trabalho sacerdotal. O abrigo Amantino Câmara é a instituição mais antiga em funcionamento da cidade. Então, por tudo, deveria receber melhor tratamento das instituições públicas.

 

VAMOS mudar desse assunto agora e tratar de temas que o senhor, como economista, tem uma visão qualificada. A Petrobras está repassando 34 concessões do polo Riacho de Forquilha (região de Mossoró), os chamados poços maduros, para a iniciativa privada. Houve reações contrárias e a favor. Como o senhor avalia esse novo cenário?

HÁ dois tipos de análise. A primeira análise é negativa, porque significa dizer que a Petrobras está desinteressada pela exploração de petróleo do Rio Grande do Norte. Nós temos petróleo abundante em terra e na plataforma continental. Em 1958, há 60 anos, logo após a criação da Petrobras (1953, por Getúlio Vargas), geólogos e engenheiros americanos acorreram a Mossoró e, à altura da Gangorra, no limite do município com Tibau, perscrutaram o primeiro poço de petróleo em terra no Brasil e descobriram que nós tínhamos inesgotáveis reservas de petróleo. Isso ficou adormecido; só na década de 80 foi que realmente o petróleo virou esse boom e Mossoró se transformou no Texas brasileiro em produção. Nós já chegamos a produzir 160 mil barris/dia no Rio Grande do Norte, e hoje talvez não produzimos mais do que 50 mil barris/dia.

 

POR QUE há esse desinteresse, mesmo o senhor afirmando que o estado é uma fonte inesgotável de petróleo?

TEMOS petróleo e muito, entretanto a Petrobras voltou as suas vistas para a zona do pré-sal, que vai do Espírito Santo até São Paulo, chegando ao Paraná e Santa Catarina. No momento, estão sendo explorados poços na plataforma continental entre Espírito Santo e São Paulo, na chamada zona do pré-sal, e o Rio Grande do Norte, por ser um estado do Nordeste, de pouca representatividade política, passou a ser, digamos assim, o primo pobre da Petrobras.

 

E QUAL a segunda análise? É positiva?

PODE ser que essas empresas que estão ganhando essas concessões venham a produzir nos campos maduros e incrementem, quem sabe, uma nova realidade. Mossoró precisa disso, a economia local e regional espera que a produção de petróleo volte aos seus melhores momentos. Agora, precisam ser empresas de porte, que tenham capitais fabulosos, porque o petróleo é uma matéria prima importante, é o nosso ouro negro, e que a sua exploração exige que as empresas estejam capitalizadas. Se as empresas que estão ganhando essas concessões tiverem esse perfil, é bom para Mossoró. Entretanto, eu tenho as minhas dúvidas se isso vai ocorrer.

 

NÃO é de hoje que a Petrobras desacelerou os investimentos no Rio Grande do Norte e iniciou o processo de saída do estado. Daí, questiona-se: os setores da economia potiguar, principalmente a de Mossoró, se prepararam para enfrentar novo ciclo?

ENTENDO que a Petrobras é uma página virada da história de Mossoró. Nós tivemos aqui, no passado, um contingente de três mil pessoas trabalhando indiretamente para a Petrobras; hoje, deveremos ter 300 pessoas. Tivemos 800 empregados da própria Petrobras, como geólogos, engenheiros, superintendentes, advogados, de pessoas de alto nível de renda até o chamado “peão”, que trabalham diretamente na perscrutação do petróleo. Isso diminuiu consideravelmente. Talvez, hoje a Petrobras tenha 200 funcionários trabalhando em Mossoró. A perda desses salários causou um buraco muito grande na economia local. Perdemos três mil pessoas empregadas, 150 empresas de grande, médio e pequeno porte que se desinteressaram, abdicaram de seus contratos e foram embora. Esses salários eram investidos em Mossoró, na habitação, na alimentação, no lazer, enfim, ganhavam todos os setores da economia. A cidade teve um debacle considerável. Veja, por exemplo, por onde você passa na cidade tem uma casa ou apartamento com placa de vende-se ou aluga-se, sinal que houve uma exclusão de um quadro econômico representativo para a nossa economia.

 

QUAL é a saída, então? O novo ciclo?

MOSSORÓ vai se acabar? Claro que não. Mossoró do passado tinha o algodão, que foi totalmente extinto pela praga do bicudo; tivemos a época da cera de carnaúba, da oiticica, das peles de animais… Então, a cidade não vai se acabar. Surge resplandecentemente agora a educação em terceiro grau. Nós temos seis universidades em Mossoró, atraindo estudantes da Bahia ao Maranhão. São três cursos de Medicina a partir de 2019, com autorização dada agora pelo Ministério da Educação à Facene. Temos a UnP, a Diocesana, a Unirb (ex-Mater Christi) e duas universidades públicas (Uern e Ufersa) que recebem estudantes de todo o país. Então, é um polo educacional de terceiro grau que me parece ser o mais importante do Nordeste e do Brasil para cidades do porte de Mossoró. Isso está trazendo para cá técnicos, professores e alunos de diversos estados, o que fortalece o setor econômico da cidade.

 

MAS, o senhor não acha que as atividades produtivas estão devendo uma resposta mais urgente para que a economia local possa suprir a falta da Petrobras?

VOCÊ tem razão. Falta, sim, essa resposta do setor produtivo. Também é importante que os governos Estadual e Municipais, nessa ordem, proporcionem incentivos e estímulos para que nós tenhamos aqui outras atividades. O turismo, por exemplo, se fala muito nessa atividade em Mossoró, mas ainda precisa muito. Tivemos o êxito agora na luta por um voo comercial diário (companhia aérea Azul) entre Recife (PE) e Mossoró. Esse voo chega e sai lotado diariamente. Precisamos ampliar essas possibilidades, porque passamos muitos anos sem contar com linhas comerciais.

 

É DIFÍCIL falar no fortalecimento da atividade turística numa cidade que passou uma década sem voos comerciais e que tem um aeroporto que opera com limitações…

É VERDADE. Como é que se faz turismo sem avião? O turista que sai da Europa para Natal ou Fortaleza (CE), que poderia vir conhecer os poços de petróleo de Mossoró, as nossas águas termais, salinas, que é coisa rara de se vê no Brasil, além das nossas praias bonitas, não vai viajar três horas de carro. Temos a Costa Branca, de um esplendor a toda prova, que enche a vista de Tibau até Macau, mas que não recebe qualquer investimento, seja público ou privado. Qual o empreendimento turístico que foi erguido para dar sustentação ao turismo? Absolutamente, nenhum. De Tibau e Macau, você não encontra nem habitação, nem hotéis, nem pousadas, nem barracas que possam atrair o turista. Esse cenário precisa mudar, e só muda com investimento dos setores público e privado.

Fonte: Defato.com

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