1 milhão de reais para “Gripado” ou “Pino”

José Agripino é “Gripado” ou “Pino” e o filho é “Pininho”

Cláudio Melo Filho relatou aos procuradores da Lava Jato que, em 2014, Aécio Neves pediu a Marcelo Odebrecht que desse a José Agripino 1 milhão de reais.

Como Agripino poderia ser ministro se Aécio vencesse a eleição, Marcelo Odebrecht mandou pagar.

Leiam o trecho:

“Além disso, quando a mídia ventilou que, em eventual vitória de Aécio Neves na campanha presidencial de 2014, o Senador José Agripino poderia ser postulante ao cargo de Ministro de Minas e Energia, estive com o parlamentar. O material foi um estudo sobre a problemática da crise energética no Brasil e eu levei este material ao Senador, pedindo a ele que olhasse com carinho, especialmente no que diz respeito aos impactos da energia sobre o Nordeste.

Por ocasião ainda da campanha de 2014, a pedido de Marcelo Odebrecht, comuniquei ao Senador que a companhia iria fazer um pagamento a ele no valor de R$ 1.000.000,00. Destaco que o Senador José Agripino não era candidato a cargo eletivo nas eleições de 2014. Segundo me foi dito por Marcelo Odebrecht, esse valor teria sido solicitado a ele pelo Senador Aécio Neves como uma forma de apoio ao DEM, que era presidido à época pelo Senador José Agripino.”

Agripino é “Gripado” ou “Pino”. O filho dele é “Pininho”.

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Após transferência, Sérgio Cabral chega a carceragem da PF em Curitiba

Ex-governador do Rio de Janeiro foi preso pela Operação Calicute
MP-RJ denunciou visitas irregularidades de amigos e familiares de Cabral

Sérgio Cabral ficará preso na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba (Foto: Rprodução/ RPC Curitiba)

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) chegou à região de Curitiba por volta das 16h20 deste sábado (10). O político foi preso pela Operação Calicute e estava detido no complexo penitenciário de Bangu, no Rio de Janeiro, desde o dia 17 de novembro.

Ele desembarcou no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana da capital paranaense, e foi levado ao Instituto Médico-Legal de Curitiba para exame de corpo de delito. Em seguida, o ex-governador foi para Superintendência da Polícia Federal, onde estão 12 presos da Operação Lava Jato.

O ex-governador ficará na mesma carceragem que, por exemplo, o deputado cassado e ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o ex-ministro Antônio Palocci e Marcelo Odebrecht.

Cabral foi transferido por ordem do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. O Ministério Publico do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou de que o ex-governador estava recebendo visitas de amigos e familiares irregulares.

Fonte: www.g1.com.br

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Odebrecht diz que pagou R$ 300 mil em dinheiro a Jorge Viana

O mesmo executivo do grupo baiano disse que Tião Viana recebeu da Odebrecht R$ 2 milhões de caixa dois para sua campanha ao governo do Acre em 2010

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Por Bela Megale e Letícia Casado, na  Folha:
A Odebrecht relatou no acordo de delação premiada com a Lava Jato que o senador Jorge Viana (PT-AC) recebeu R$ 300 mil em dinheiro vivo da empreiteira.

Um dos executivos do grupo que se tornou delator há duas semanas, junto a outros funcionários da empresa, disse à Procuradoria-Geral da República que se encontrou com o senador, hoje vice-presidente do Senado, em 2014, no L’Hotel, em São Paulo, para acertar o pagamento.

O dinheiro, segundo o funcionário da Odebrecht, foi entregue em espécie ao senador.

Naquele ano, seu irmão, Tião Viana (PT), foi reeleito governador do Acre. Não há, por enquanto, vinculo direto entre os dois fatos –os R$ 300 mil e a campanha eleitoral de 2014.

O mesmo executivo do grupo baiano disse que Tião Viana recebeu da Odebrecht R$ 2 milhões de caixa dois para sua campanha ao governo do Acre, em 2010.

Pessoas ligadas à investigação afirmaram à Folha que a empreiteira confirmou que o codinome “menino da Floresta”, que aparece na planilha “POSICAO – ITALIANO310712MO.xls” atrelada ao pagamento de R$ 2 milhões em 2010 se referia à campanha de Tião Viana.

Segundo relato nas negociações de delação, o pedido do dinheiro foi do irmão, Jorge, que saiu vitorioso na eleição ao Senado em 2010.

Fonte: www.veja.com.br

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STF, o mérito era o menos importante e a preocupação consiste no reiterado descumprimento de decisões Brasil afora

Mas, a Justiça é feita por servidores e juízes de todo o Brasil, não individualmente, e sim como instituição que sempre prezará o cumprimento de suas decisões

POR HERVAL SAMPAIO

Sempre tive e continuarei tendo o cuidado de não incidir em infração administrativa e possivelmente criminal[1], quanto à proibição de não comentar decisões de colegas, ressalvadas as críticas acadêmicas na qualidade de professor, contudo até mesmo nesse último ponto, sou conservador, justamente para evitar problemas, pois o nosso interesse em sempre trazer textos, reside em difundir valores que possam melhorar no sentido mais amplo possível, a qualidade de nossa democracia.

Entretanto, pela peculiaridade da situação, ousarei não a comentar a decisão em si, como tive o cuidado de já no título enfocar a abordagem, mas sim a repercussão da mesma no futuro da própria atividade jurisdicional, pois a partir do patente descumprimento da decisão do STF por sua Excelência, o Presidente do Senado[2] e a mesa diretora da casa, passamos a perceber, não só pelas outras entidades, órgãos e autoridades, mas principalmente pelos colegas juízes, que talvez seja melhor não prolatar a decisão, do que ter a mesma não cumprida e isso é extremamente prejudicial para a proteção dos direitos assegurada em nosso artigo 5º inciso XXXV, na qual nada fica de fora de apreciação do Poder Judiciário.

Inicialmente, após a indispensável ressalva do escopo do texto, vamos contextualizar os leitores sobre todo o ocorrido. Na segunda-feira (05.12), o ministro Marco Aurélio Mello havia determinado, em decisão liminar, a saída de Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado. A decisão foi tomada em uma ação da Rede Sustentabilidade, que questionava a incompatibilidade do peemedebista em permanecer na linha sucessória da Presidência da República, mesmo depois de tornar-se réu no STF, por conta de uma acusação de receber propina (em forma de pensão para sua filha) da construtora Mendes Júnior em troca da aprovação de emendas que beneficiariam a empreiteira.

Após o descumprimento de Renan em não receber a intimação judicial[3], atitude que foi classificada pelo Min. Marco Aurélio como “inconcebível, intolerável, grotesca”, e o apoio da Mesa do Senado em não acatar a ordem judicial, o Supremo Tribunal Federal (STF) reverteu, por 6 votos a 3, em sessão plenária desta quarta-feira (07.12), a decisão liminar. A maioria dos ministros da mais alta Corte de Justiça entendeu que o fato de o senador ser réu em uma ação penal o impede de permanecer na linha sucessória da Presidência da República, mas não o impossibilita de continuar no comando do Senado. Com essa decisão, Renan Calheiros segue como presidente do Senado Federal.

Sem adentrar especificamente no mérito da decisão liminar, alguns juristas tentaram justificar o seu não cumprimento, alegando que havia sido uma decisão monocrática do Min. Marco Aurélio. Ora, como bem falou o ex-ministro do STF, Eros Grau:

A argumentação (da Mesa Diretora, que reclamou se tratar de decisão monocrática) é inteiramente absurda, por uma razão muito simples: o ministro do Supremo fala por todo Supremo. Foi tomada uma decisão judicial que deveria ser cumprida. A única forma de passar por cima dela é obter uma outra decisão judicial que a anule. A partir do momento que você abre mão de uma regra como esta, vira bagunça.

Ayres Britto, também ex-ministro do Supremo, completou dizendo que:

A Constituição não trabalha com a hipótese de desobediência da ordem judicial a pretexto de preservar a independência dos Poderes. Não é à toa que o artigo 2º da Constituição diz que “são os poderes da União, independentes e harmônicos entre si: Legislativo, Executivo e Judiciário”. Não se pode impedir o Judiciário de falar por último. O ato da Mesa do Senado diz que não vai cumprir a decisão enquanto o pleno não se manifestar, mas essa hierarquia não existe. As decisões do STF se dão em três planos: plenário, com todos os ministros, turma, com uma parte deles, ou monocraticamente. O Supremo existe por qualquer dessas três formas.

Só que o maior problema nisso tudo não são os aspectos jurídicos que envolvem a decisão judicial, mas o aspecto institucional do descumprimento absurdo, injustificável e desrespeitoso de uma ordem do STF, a partir de um ato aviltante, deselegante e afrontoso do Poder Legislativo, no qual pode ser negativamente reproduzido pelas Assembleias e Câmaras de todo o país.

Se o Poder Judiciário é, constitucionalmente, o responsável por dizer o direito por último, o Supremo Tribunal Federal é quem dá a cartada final e mesmo que alguns doutos, assim não concebam, esta é a realidade e indiscutível, a partir da organização de nosso ordenamento jurídico. As decisões judiciais podem sim serem questionadas, através de seus meios próprios, por quem a proferiu ou por instância superior, mas enquanto ela tiver validade, terá legitimidade e eficácia, devendo ser cumprida, sob pena de se instalar uma insegurança jurídica, sem qualquer sentido, desnaturando a própria essência da atividade jurisdicional, que deve ser materializada enquanto não alterada ou até mesma suspensa por recurso ou outra medida judicial, mas nunca ao sabor de quem deve cumpri-la, como infelizmente ocorreu com o Senador recalcitrante, falastrão e agora com todo respeito “Cara de Pau”, pois afirmou, no outro dia, que ordem do STF deve ser cumprida e não comentada ou questionada, logo o próprio Senador concorda com a premissa aqui trazida.

Quando uma ordem judicial, então, deixa de ser efetivada, mais do que se prejudicar, de imediato, a parte vencedora do pleito, é a sociedade que se ressente da gravidade do fato: um Poder Judiciário enfraquecido a ninguém favorece, além de levar o cidadão a descrer da Justiça, possibilitando o retrocesso anterior ao ideal democrático, a vingança privada e principalmente o próprio receio dos magistrados em geral de prolatarem suas decisões, pois se a de um Ministro da mais alta Corte não é cumprida, imagine, por exemplo, de um Juiz de primeiro grau.

Com todo respeito que nutro a nossa Corte Suprema, mas os Ministros deveriam ter se preocupado com esse exemplo negativo e que com certeza contaminará todo o nosso país, pois já vimos que alguns órgãos, entidades e autoridades já passaram a questionar a autoridade do Poder Judiciário e não tenho a menor dúvida que daqui para frente muitos Presidentes de Poder Legislativo e autoridades em geral não cumprirão imediatamente as ordens judiciais aguardando a confirmação dos demais integrantes do Tribunal, o que é inadmissível e repito gerará um receio da própria prolação das decisões e, por conseguinte, muitos direitos deixando de serem protegidos pela própria ineficácia da prestação jurisdicional.

Por mais que praticamente todos os Ministros tenham ressaltado que não se concebe o descumprimento de ordem judicial e até mesmo elogiado o Ministro Marco Aurélio pela sua decisão, não se viu nada de concreto quanto à atitude afrontosa a todo o Poder Judiciário, pelo contrário, o referido Ministro ficou “mal na fita” como se diz, pois além de não ter sido cumprida a sua decisão, o que não é concebível pelo nosso ordenamento jurídico, ainda teve sua decisão reformada e o pior de tudo isso, o afastamento não se concretizou em nenhum momento, tendo o referido Senador após ainda de certa forma zoado com o Judiciário, ao afirmar que ordem judicial deve ser cumprida, em especial do STF, só não por ele, que se escondeu do oficial de Justiça, confabulou com seus colegas de mesa diretora, materializou um ato sem precedente, assistiu de camarote na residência da Presidência do Senado a sessão plenária do STF, que por 6×3 o manteve na Presidência, e ao final ainda concede entrevista como se nada tivesse acontecido. Qual o limite para a “Cara de Pau” de sua Excelência?

O STF, por outro lado, com todo respeito, não pode ser um Tribunal Político na acepção do que se entende como tal em nosso país e principalmente quando o ordenamento jurídico deixa de ser observado. Ele está ali pra fazer valer a Constituição Federal, e defender o Estado Democrático de Direito. Essa recente decisão despertou na população total indignação com a Corte, ao tempo em que a própria sociedade questiona a competência da Corte, o que é inadmissível, pois quem conhece o Direito, sabe que o STF é o guardião da Constituição. Josias de Souza, escreveu no portal UOL que:

A decisão do ex-Supremo foi 100% política. Resultou de uma costura que envolveu os chefes dos três Poderes: Michel Temer, Cármen Lúcia e o próprio Renan. Partiu-se do pressuposto de que o afastamento do réu alagoano do comando do Senado arruinaria a governabilidade, comprometeria a aprovação da emenda constitucional do teto de gastos e agravaria a crise econômica. Com esse entendimento, as instâncias máximas da República como que convidam o brasileiro a se fingir de bobo pelo bem do país.

Por mais que todos os Poderes, em uma patente crise institucional que se vive, deva se preocupar com a boa relação entre as autoridades, não se poderia preferir o convívio momentâneo das autoridades com a credibilidade de um Poder, pois não podemos agir em tal patamar, a partir das pessoas e sim dos cargos por elas ocupados, em especial com as próprias instituições e neste caso o Judiciário restou totalmente fragilizado em prol de uma suposta relação harmoniosa que deveria sempre ocorrer, mas nunca ao reboque da desmoralização de um Poder, como foi o caso.

Durante a sessão plenária, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot criticou a postura da Mesa Diretora do Senado, ao afirmar que “Desafiar uma decisão judicial é como desafiar as noções fundamentais de um Estado democrático de direito, é aceitar que uns poucos cidadãos podem mais, podem escolher arbitrariamente quando e se se submeterão aos fundamentos legais e constitucionais”, Para Janot, a situação pedia que a Casa demonstrasse que, conforme o ditado popular “pau que bate em Chico tem que bater em Francisco”, fazendo menção a incidência da lei sob todas as pessoas, indistintamente.

O procurador ainda pediu aos ministros que confirmassem a decisão liminar do Ministro Marco Aurélio Mello, classificando-a como “legítima” e “proferida por órgão judicial competente”. Ele também considerou “preocupante” a atitude da Mesa do Senado de não acatar ao mandado de Mello, que não era de sua pessoa, como a maioria dos políticos pensam e levam para esse lado e sim do Poder Judiciário em sua maior instância, contudo não serviu de nada, a não ser agora de muito deboche.

O relator da ação, Marco Aurélio, alertou para esse preocupante descumprimento que pode abrir um precedente negativo em todo o país: Nós temos uma situação jurídica extravagante que pode se repetir em inúmeros casos. Isso é péssimo em termos de segurança jurídica. O Ministro ainda acrescentou que Renan fez “um deboche institucional:

Faço Justiça ao senador Renan Calheiros, faço justiça ao dizer que ele não me chamou de ‘juizeco’. Tempos estranhos, presidente, os vivenciados nesta sofrida República. […] A decisão do Supremo vale para todos, mas não para o senador Renan Calheiros […] A que custo lhe valerá está blindagem judicial neste momento?

O Min. Luís Roberto Barroso, apesar de não ter participado da sessão porque a ação é assinada por advogados do seu antigo escritório, também se manifestou dizendo que “Deixar de cumprir uma decisão judicial é crime de desobediência ou golpe de Estado“. Nesse sentido, trago ainda aqui um texto do colega juiz goiano Eduardo Perez Oliveira, de título Quem é o país? onde diz em determinado trecho:

Eu não poderia dormir sem publicar isso, porque estou vendo meus amigos tristes, desmotivados, descrentes da Justiça.

A Lei Orgânica da Magistratura me proíbe de comentar a decisão causadora da celeuma, por isso, em substituição, trago aqui um texto de MARK TWAIN que gostaria que lessem (traduzido, mas aconselho fortemente que busquem o original): “Em uma República, quem é o País?

É o governo?

Ora, o governo é meramente um servo temporário; não pode ser a sua prerrogativa determinar o que é certo e o que é errado, nem decidir quem é patriota e quem não o é. Sua função é obedecer ordens, não originá-las.”

Mas não pense que o Poder Judiciário está enfraquecido. Ele não está. Mesmo com todas as tentativas de retaliação, ele segue forte na tentativa de fazer justiça. Apesar dessa triste situação de descumprimento e do “Receio o amanhã caso prevaleça visão acomodadora, dando-se o certo pelo errado, o dito pelo não dito”, como afirmou o ministro Marco Aurélio, não podemos nunca deixar de acreditar no Judiciário.

O jurista Rui Barbosa certa vez disse que “A justiça não se enfraquece, quando o poder lhe desatende. O poder é que se suicida, quando não se curva à justiça.” Portanto, decisão judicial há de ser cumprida e será pelos homens e mulheres que respeitam o nosso Estado Constitucional Democrático de Direito, que sempre colocam o bem coletivo acima dos seus interesses pessoais e quando não for cumprida, com certeza saberemos que são pessoas mal intencionadas, como o Senador falastrão, recalcitrante às ordens judiciais e ainda “Cara de Pau”, o que deverá receber da Justiça de todo o país, mesmo que com dificuldade, a pronta resposta da maior efetividade possível, pois um exemplo negativo não poderá manchar um Poder que indiscutivelmente cresce em termos de credibilidade, justamente porque começa a punir indistintamente todos os corruptos desse país.

E se o STF não agiu bem nesse caso, que procure a pronta recuperação de sua imagem em outros, porém, a Justiça do Brasil não se restringe ao seu maior órgão e sim ao conjunto de vários atores, em especial os seus servidores e juízes, que juntos formam uma instituição séria, em sua grande maioria, que por obra do destino não teve o que comemorar ontem, no seu dia, mas que com certeza comemorará no futuro, ao ver os bandidos corruptos, todos presos e até mesmo aqueles que hoje zombam, não estarão livre dessa mesma Justiça, que pode até tardar, mas nunca falha e é justamente isso que moveu o povo brasileiro ao ir às ruas, ironicamente pedir a saída do referido Senador.

E mesmo que não se deva sair só por isso, pois a vontade do povo não é absoluta, como sempre venho dizendo, pode vir a sair pelo cumprimento da Constituição e das leis reputadas constitucionais, que simplesmente foram ignorados no caso comentado e que não se pode permitir que prevaleça sob a ordem jurídica do voluntarismo de quem quer que seja, em especial de quem já é réu em uma ação justamente no STF e responde a diversos outros inquéritos, logo não está acima da Lei no sentido mais amplo do termo.

E finalizo com mais uma contradição do citado Senador, que quer a fina força que a Lei, no sentido amplo referido, seja cumprida por todos, inclusive de “boca cheia” aos Juízes, mas não por ele, porque será?

Eu respondo, porque para ele a lei depende de sua vontade e sempre é interpretada, junto com seus capachos, para fins escusos e tanto é verdade que ao longo de sua vida pública, sempre respondeu e responde a vários processos, daí o nítido interesse em querer intimidar os que investigam e punem os malfeitores e só não continuou, nessa mesma semana, o malfadado projeto de lei de abuso de autoridade, porque a sua “Cara de Pau” não deve ser tanta, cedendo justamente a um possível acordo momentâneo, que com certeza tem marco certo ao final de seu mandato como Presidente ou até quando o próprio STF resolver ser mais ágil em todos os processos que envolvem políticos, pois com todo respeito aos meus colegas, a Justiça deve ser célere e assegurar a duração razoável do processo em todos os graus e instâncias, incluindo a maior de todas.

Portanto, mesmo não dependendo a credibilidade da Justiça como um todo pela do STF, quando este age, como infelizmente agiu, sem se preocupar com a Justiça como um todo, esta tem que reagir e não tenho duvida que fará, porque o povo está do lado dela, da moral, da retidão e principalmente do cumprimento de suas ordens, porque estas, certas ou erradas, devem sempre prevalecer, como soberania do Estado Constitucional Democrático de Direito, pilar maior de nossa convivência harmônica e não os interesses momentâneos de quem quer que seja, inclusive do que se acha acima de tudo e que no tempo certo receberá a força dessa mesma lei, que em uma batalha perdeu, mas a luta continua e já sabemos quem vai vencer, o povo brasileiro que não mais aceita corrupção alguma e que o Poder Judiciário, hoje, faz sentir a força da lei para todos os criminosos, incluindo os famosos de “colarinho branco”.

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DELAÇÃO: A PRIMEIRA JÁ DETONOU TEMER, DILMA E OUTROS FIGURÕES

AINDA FALTAM OUTRAS 70

Não sobrará nenhuma liderança política nacional.

É o que se depreende pela primeira de mais de 70 delações de executivos da Odebrecht.

Confira, na íntegra, o que delatou Cláudio Melo Filho: DELAÇÃO

 

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Assessor de Dilma recebia mesada da Odebrecht

Anderson Dornelles, o “Las Vegas”, ex-secretário particular da ex-presidente, teria recebido sete parcelas de 50 000 reais

Anderson Braga Dornelles, ex-assessor da Presidente Dilma Rousseff

Anderson Braga Dornelles, ex-assessor da Presidente Dilma Rousseff (Joel Silva/Folhapress)

A ligação do governo petista de Dilma Rousseff com o esquema de corrupção do qual participava a empreiteira Odebrecht está cada vez mais próxima. De acordo com a delação do lobista Claudio Melo Filho à Lava Jato, que VEJA traz na edição desta semana, o departamento de propinas da empresa pagou sete mesadas, de 50 000 reais cada uma, a Anderson Dornelles, o “Las Vegas”, ex-secretário particular da ex-presidente da República.

Marcelo Odebrecht se reuniu com Anderson Dornelles, que trabalhava com a senhora presidente Dilma Rousseff e era responsável pela agenda de trabalho da mesma. Marcelo recebeu um pedido de apoio financeiro a Anderson, autorizando que se realizassem os pagamentos de 50 000 reais”, relatou o ex-executivo da empreitera.

Para ler a reportagem na íntegra, compre a edição desta semana de VEJA no iOS, Android ou nas bancas. E aproveite: todas as edições de VEJA Digital por 1 mês grátis no Go Read.

Fonte: www.veja.com.br

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A pedido de Dilma, Odebrecht pagou R$ 4 milhões a Gleisi

Marcelo Odebrech revela participação de Dilma em esquema que beneficiou Gleise

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Em depoimento, Marcelo Odebrecht disse que fornecerá a Lava Jato detalhes de como repassou a quantia milionária para saldar dívidas de campanha de Gleisi Hoffmann em 2014. O recurso, transferido a mando da ex-presidente, não foi declarado e saiu do setor de propinas da empresa

EXCLUSIVO – DELAÇÃO MARCELO ODEBRECHT

Na última semana, Marcelo Odebrecht deu início aos tão aguardados depoimentos à Procuradoria-Geral da República. Acompanhados dos advogados do empresário, homem-chave da chamada mãe de todas as delações, três procuradores tomaram as confissões detalhadas do empreiteiro na sede da Superintendência da Polícia Federal de Curitiba, onde ele está preso há um ano e seis meses. Lá, Marcelo começou a esmiuçar as histórias que se comprometeu a contar nos anexos assinados com a PGR, na sexta-feira 2. Dentre elas, a denúncia, antecipada por ISTOÉ com exclusividade em 11 de novembro com base nos preâmbulos da delação de Marcelo, de que o ex-presidente Lula recebeu propina da Odebrecht em dinheiro vivo. Nos próximos dias, em mais uma de suas inúmeras revelações bombásticas, muitas delas capazes de colocar a República de ponta cabeça, o empresário irá envolver a ex-ministra da Casa Civil, senadora Gleisi Hoffmann (PT), numa trama nada republicana. Nas preliminares do depoimento, Marcelo Odebrecht já informou aos procuradores que detalhará como repassou a Gleisi mais de R$ 4 milhões não declarados para saldar dívidas de sua campanha ao governo do Paraná em 2014. O dinheiro saiu do setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, conhecido como o “departamento de propina”. Conforme apurou ISTOÉ junto aos investigadores, a transferência do montante ocorreu a mando da então presidente da República, Dilma Rousseff.

Endividada, Gleisi havia pedido socorro a Dilma, depois de amargar a derrota nas urnas, quando ficou em terceiro lugar com apenas 14,87% dos votos válidos atrás do senador Roberto Requião (PMDB) e do governador Beto Richa (PSDB). O PT negou-lhe ajuda. A prioridade da legenda era investir em candidatos competitivos, que ainda precisavam de apoio financeiro para seguir na disputa pelo segundo turno. Àquela altura, Dilma tentava se reeleger presidente da República e, para isso, contava com vultosos recursos à disposição. Tanto pelo caixa oficial como por fora, conforme apontam as investigações em curso. Gleisi, então, lhe contou que precisava de mais de R$ 4 milhões a fim de saldar pagamentos pendentes. Dentre eles, a fatura com o marqueteiro responsável por sua campanha, Oliveiros Domingos Marques Neto, dono da Sotaque Brasil Propaganda. Dilma ouviu a história e se compadeceu. Em retribuição à fidelidade incondicional devotada pela paranaense durante os anos de trabalho no Executivo e depois também no Legislativo, como senadora, Dilma, então, resolveu ajudar Gleisi.

O enredo foi confirmado à ISTOÉ por pessoas ligadas ao PT e Dilma. O primeiro passo da presidente foi procurar o intermediador da negociação: o tesoureiro de campanha, Edinho Silva (PT), hoje prefeito eleito de Araraquara (SP), e homem forte do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no seio da campanha presidencial. Na conversa com Edinho, Dilma explicou a situação de Gleisi e disse que não haveria outra saída senão procurar a Odebrecht. E que caberia a ele a tarefa. Edinho cumpriu as ordens da chefe sem titubear, como era de costume.

Negócio fechado

Dias depois de ter relatado a história aos executivos da empreiteira, a mando de Dilma, Edinho recebeu a visita de Fernando Migliaccio Silva. Ali, tudo ficou resolvido. A aparição de Fernando era sempre sinônimo de repasse de dinheiro graúdo. Ele era um dos executivos responsáveis por comandar o Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, alcunha pomposa para denominar o metodicamente organizado departamento de distribuição de propina da empreiteira, responsável por irrigar as arcas de ao menos 300 políticos brasileiros. Com autorização da chefia, leia-se Marcelo Odebrecht, Fernando Migliaccio entrou em contato com a turma de Gleisi e do publicitário de sua campanha, a fim de agendar uma reunião.

O encontro foi marcado no escritório da Odebrecht em São Paulo. O publicitário Oliveiros não quis ir pessoalmente ao compromisso. Preferiu enviar em seu lugar um dos seus sócios Bruno Martins Gonçalves Ferreira. Mas Bruno não iria só. Antes de comparecer à sede da empresa, foi orientado pelo marqueteiro a ir buscar no aeroporto de Congonhas (SP) Leones Dall’Agnol, que fora chefe de gabinete de Gleisi Hoffmann na Casa Civil e também serviu, na mesma função, o marido dela, o ex-ministro das Comunicações Paulo Bernardo. Ao entrar no carro de Bruno, da Sotaque Brasil Propaganda, Leones orientou o motorista a tocar para o escritório da Odebrecht. Ao chegar lá, os dois selaram o acerto com Fernando Migliaccio, qual seja, o repasse de R$ 4 milhões não declarados para a campanha de Gleisi. São esses os pormenores que Marcelo Odebrecht se comprometeu a revelar no complemento de sua delação.

Bruno Martins Gonçalves Ferreira apareceu pela primeira vez aos investigadores da força-tarefa da Lava Jato em uma planilha confeccionada pela Odebrecht. Nela, constava o nome, endereço e telefone do publicitário, ladeados por uma anotação indicando repasse de R$ 500 mil, com a referência ao codinome Coxa e a senha Marron. Os procuradores têm a convicção de que Coxa seja a senadora Gleisi Hoffmann. Para apurar esse repasse, a PF conduziu coercitivamente Bruno Ferreira, durante a operação Xepa, para prestar depoimento no dia 22 de março de 2016 na superintendência regional da Polícia Federal em São Paulo. ISTOÉ teve acesso à íntegra do depoimento. De acordo com o texto, o depoente disse “que apenas acompanhou o que estava sendo conversado (durante a reunião na Odebrecht), asseverando que estavam falando sobre verbas de campanha da senadora Gleisi Hoffmann, a qual disputava o governo do Paraná”. O depoimento indica ainda que ele não recebeu e nem viu a entrega de dinheiro, mas que, sim, na conversa eles tratavam de valores: “Que não se recorda da monta discutida, mas pode dizer que se tratava de muito dinheiro; que o declarante assevera que não viu o sr. Leones recebendo nenhum valor em dinheiro, nem mesmo nenhuma mala a qual poderia ter dinheiro em seu interior”.

 

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Padilha operacionalizou dinheiro para Temer, diz delator

Lobista relata que escritório de ministro da Casa Civil foi utilizado para entregas de pagamentos da maior empreiteira do país

POR VEJA

O presidente da República, Michel Temer, e o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, durante cerimônia de anúncio de futuras medidas para a economia, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF) - 27/10/2016

O presidente da República, Michel Temer, e o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, durante cerimônia de anúncio de futuras medidas para a economia, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF) – 27/10/2016 (Andressa Anholete/AFP)

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB-RS), tem um capítulo especial nas 82 páginas da delação explosiva do lobista da Odebrecht em Brasília, Claudio Melo Filho, revelada por VEJA em sua edição atual. Segundo o ex-executivo da empreiteira, Padilha era o operador dos repasses da empresa destinados a Temer. “Para fazer chegar ao presidente Michel Temer os meus pleitos, eu me valia de Eliseu Padilha ou Moreira Franco, que o representavam. Essa era uma via de mão dupla, pois o atual Presidente da República também utilizava seus prepostos para atingir interesses pessoais, como no caso dos pagamentos que participei, operacionalizado via Eliseu Padilha”, diz Melo Filho.

“Sempre soube que Eliseu Padilha representava a figura política de Michel Temer”, diz o lobista. Por essa razão, Cláudio Melo fazia questão de estar em contato permanente com o peemedebista, seja em reuniões no Instituto Ulisses Guimarães ou no escritório da empreiteira em Brasília. Essa relação tinha laços comerciais. Quando inaugurou o seu escritório de advocacia em Porto Alegre, Padilha solicitou que Melo o indicasse para a Odebrecht, o que foi feito, segundo o delator. O escritório do ministro da Casa Civil, de acordo com o lobista, foi “o local de entrega de pagamento a título de contribuição” feito pela empreiteira para o PMDB.

Reportagem de VEJA desta semana conta que Padilha, cujo apelido é “Primo”, recebeu da Odebrecht 4 milhões de reais dos 10 milhões de reais da ajuda financeira solicitada por Temer ao empreiteiro Marcelo Odebrecht, num jantar realizado no Palácio do Jaburu em maio de 2014. Desses recursos, 1 milhão de reais foi repassado por Padilha ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, preso na Operação Lava-Jato. A outra parte foi entregue no escritório do advogado José Yunes, amigo íntimo e assessor especial de Temer.

Procurada, a assessoria do presidente Michel Temer e do ministro da Casa Civil Eliseu Padilha apresentou o seguinte esclarecimento: “O presidente Michel Temer tratou diretamente com Marcelo Odebrecht do pedido de doação. O presidente não se recorda da participação de Claudio Melo na conversa e reafirma que a doação solicitada foi regularmente declarada em acordo com as regras eleitorais. As informações imputadas por Claudio Melo ao ministro Eliseu Padilha e ao assessor José Yunes são absolutamente inverídicas e sem amparo na realidade”.

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GIVANILDO SILVA: “E O PESSOAL DA SAL GROSSO…”

….QUE SEGUNDO DECISÃO DO MAGISTRADO, METEU A MÃO, VEZ ENGENHOCA MISTURA DE DINHEIRO E POSA DE PADRÃO DE BELEZA?”

POR GIVANILDO SILVA

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Prender Lula? Não estaria-se ferindo o princípio da isonomia, com ele e apenas mais uns cinco ou seis, no xadrez?

E o resto? E o pessoal da Sal Grosso de Mossoró, por exemplo, que, segundo decisão do magistrado, meteu a mão, fez engenhosa mistura de dinheiro e posa de padrão de beleza?

E Renan que afrontou a Justiça e foi promovido a rei do Cangaço, ao invés de ir em cana? E o Supremo que esmoreceu?

E Maria? E José? E os outros? E os três? E os 366? E os 3016? E os 33666? E todo mundo? Quem será que não fez?
E o carcereiro? Terá de ser importado? E se não chegar até o fim do mês?

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Ninguém na Câmara Municipal de Mossoró terá moral para atingir Givanildo Silva

Estarão querendo puxar um profissional honrado para o lamaçal?

giva-grande

Respeitem Givanildo Silva…

Início da noite, sou informado que estariam tentando atingir ao meu amigo, Givanildo Silva, na Câmara Municipal de Mossoró.

Então, pepois do privilégio de ter trabalhado com o mesmo, nas Rádios Gazeta do Oeste, Difusora de Mossoró, Libertadora Mossoroense, Rede Potiguar de Comunicação e na TV Câmara Mossoró, tenho autoridade para atestar a seriedade, a ética, o profissionalismo e, acima de tudo, a humildade e o desprendimento do radialista-jornalista-advogado – meu amigo -, Givanildo Silva

Portanto, respeitem a este profissional e ser humano que é sinônimo de honradez!

Constitui-se em um erro crasso, diria, primário, alguém que esteja atolado no lamaçal da corrupção tentar levar para a pocilga em que se meteu, alguém que, como ninguém, encarna a dignidade humana.

Daqui, certamente, terei algumas historinhas para relatar, se o acinte ao profissional Givanildo Silva, continuar.

 

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