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CULTO EVANGÉLICO TRANSFORMADO EM AULA DE PERSONAL STYLIST

ESTÁ EXPLICADO QUE TIPO DE CRISTÃO EVANGÉLICO VOTA NO PRESIDIÁRIO

A sintonizar um canal de televisão que se apresenta com cristão, na noite desta quinta-feira, na transmissão que deveria ser de culto, uma personal stylist ocupou o horário para ministrar uma aula.

E, tudo isto, utilizando irmãos e irmãs como modelos para sua aula.

Se você não sabe o que faz um personal stylist, explico:

O personal stylist é o profissional que presta serviços como a indicação da melhor maneira que uma pessoa deve se vestir e se apresentar na sociedade, de acordo com seu estilo pessoal, sua personalidade, sua profissão e sua projeção.

Então, tá explicado os responsáveis pelos números de uma pesquisa que apontam que o presidiário, sim, ele mesmo, é o candidato mais votado entre os evangélicos no Brasil.

Hora, quando a turma, inclusive na televisão, deixa de ministrar a Palavra de Deus, para orientar sobre tendências de moda, então, facilita a vida de candidatos que defendem aborto, casamento gay, drogas, sexo & rock in rol e roubalheira do poder público.

Vergonha alheia…

BRASIL: OS CAPITÃES NA POLÍTICA

OPINIÃO

POR PAULO AFONSO LINHARES

Paulo Linhares é jurista e diretor geral das Rádios Difusora de Mossoró e Costa Branca de Areia Branca

A palavra capitão é derivada da palavra “caput”, do latim, que significa “cabeça”. Na linguagem erudita dos historiadores era comum dizer que “Aníbal foi o grande capitão de Cartago, herói da guerra contra Roma” ou “ Alexandre, o grande capitão dos exércitos macedônios”. Nesses casos, sempre para enaltecer as qualidades guerreiras de certos chefes militares que tiveram papéis relevantes na História.
Outras acepções de “capitão” não interessam aqui, a não ser a que se refere ao posto presente em muitas organizações militares e que designa, na maioria dos exércitos do mundo, ou um categoria de oficiais subalternos ou, na melhor hipótese, de oficiais intermediários, que comandam companhias de soldados.
Nessa condição de intermediar ações entre a oficialidade superior e estamentos inferiores nas organizações militares, os capitães se fazem essenciais na execução de operações militares a ponto de assumirem papel até mais destacado que oficiais que exercem postos superiores.
Por isto é que na História do Brasil tem ocorrido participações de capitães do Exército em destacadas aparições no cenário da política nacional. No passado, a presença do capitão Luiz Carlos Prestes a comandar o movimento conhecido como Coluna Prestes, na década de 1920.
Aliás, não é demasiado recordar que o cooptado pelo Estado brasileiro para combater a Coluna Prestes, o bandoleiro Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, em 12 de março de 1926, recebeu a patente de ‘capitão’ do Exército Patriótico das mãos de Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, Ceará, além de fartas provisões em armas e munições. Lampião deixou de cumprir o combinado e não enfrentou a Coluna Prestes, embora tenha envergado essa estranha patente de capitão até sua morte em 1938, na Fazenda Angicos, no sertão de Sergipe.
Mais recentemente, ocorreu a dissensão do capitão Carlos Lamarca que se tornou líder de uma das organizações de esquerda que se confrontou militarmente com o aparato repressivo da ditadura militar e, na década de 1970, foi morto melancolicamente no interior da Bahia. Reverenciado no campo das esquerdas brasileiras, todavia, até hoje sua memória é alvo da execração máxima de “traidor” por membros das Forças Armadas deste país.
Nos dias que correm, igualmente ganhou notoriedade, embora no campo oposto do espectro político-ideológico com relação a Prestes e Lamarca, o capitão-deputado federal Jair Messias Bolsonaro, de quem o insuspeito “The Economist”, em matéria recentemente publicada, fala cobras e lagartos, e o classifica como incapaz de encabeçar um novo governo brasileiro após a eleição presidencial de 2018.
Certo é que Bolsonaro, capitão da reserva do Exército, tenta incorporar a descrença nos políticos e na política como expressão das forças armadas brasileiras. Claro, a despeito de colacionar entusiasmados apoios em meios castrenses, inclusive, para trazer um general como seu vice, não representa as Forças Armadas em sua postulação. No entanto, nem a passagem e tampouco a saída de Bolsonaro do Exército podem ser todas como exemplares: segundo noticiou a Folha de São Paulo, com base em documentos obtidos junto ao Superior Tribunal Militar, o deputado Jair Bolsonaro admitiu, em 1987, ter cometido atos de insubordinação e deslealdade com seu superiores hierárquicos.
Uma das atitude de Bolsonaro foi planejar, juntamente com mais quatro colegas, a explosão de bombas-relógio em unidades militares do Rio de Janeiro, e, protesto às condições remuneratórias dos militares. Enfim, típico ato que noutros tempos outra denominação não mereceria que não a de “terrorismo”. Sem saída, Bolsonaro literalmente “negociou” a sua passagem para a reserva do Exército, quando resolveu abraçar uma carreira política que, décadas após, mostrou-se um palpita acertado: cumpre o seu sétimo mandato de deputado federal eleito pelo Partido Progressista, o mais corruptos dos partidos envolvidos na Operação Lava Jato, o que não ao deixa de ser mais um dos seus cruciais paradoxos.
O papel que Bolsonaro irá desempenhar ainda é impreciso; embora conte com a simpatia de militares de todas as extrações,certo é que ele não estará como representante das Forças Armadas na corrida presidencial, segundo declarações incisivas de lideranças que comandam essas forças, a exemplo do general Villas Boas, do Exército Brasileiro.
A atuação política de Prestes, mesmo após o fim da Coluna que levava o seu nome, teve grande importância na política brasileira, mormente quando se tornou o principal líder da esquerda, no comando do Partido Comunista brasileiro, nas décadas seguintes à de 1920. Com o fim da ditadura do Estado Novo, Luiz Carlos Prestes foi eleito senador pelo Distrito Federal e como tal atuou na Constituinte de 1946 e liderou o Partido Comunista do Brasil, posto este na ilegalidade em 1947, nas décadas seguintes. Anistiado na década de 1980, com o fim da ditadura militar, encerrou uma vigorosa presença na cena política que perdurou por seis décadas. O capitão Carlos Lamarca sucumbiu no confronto armado contra seus antigos companheiros de farda e adquiriu a condição de anti-herói execrado na História escrita pelos vencedores de 1964.
Assim, é paradoxal que, três décadas depois, em pleno chão democrático, registre-se o surgimento da figura do capitão Jair Bolsonaro na cena política brasileira, como representante de uma pauta política conservadora radical que cresce nos espaços aberto pelo fracasso das forças políticas de centro e da esquerda, dos governos tucanos e petistas, sobretudo, após virem a público graves revelações de envolvimentos de partidos e lideranças políticas com práticas de corrupção no seio da Administração Pública federal.
Os capitães, investidos na pele de típicos xerifes, mexem com o imaginário político das massas: encarnam a figura da ‘autoridade’ que dita os padrões de comportamento que emanam da Casa-Grande, embora Prestes, Lampião e Lamarca claramente tenha seguido o caminho inverso, o da Senzala. Por isto, Bolsonaro parece representar o que há de mais reacionário no atual espectro político brasileiro que vai do exacerbado e démodé anticomunismo às posturas conservadoras tocantes às relações familiares e de gênero, ademais do racismo e da intolerância política antidemocrática. É esse o ‘capital’ que dá impulso à sua ação política e que pode colocá-lo como inquilino do Palácio do Planalto, pelos próximos quatro anos. Lamentável, mas, verdadeiro.
Afinal, foi o desencanto com a política e políticos que entronizou recentemente o capitão de empresas Donald Trump na presidência dos Estados Unidos da América, cuja atuação tem sido um pesadelo para o seu país e para o mundo. Por aqui, resta saber o que soberanamente decidirá o povo brasileiro nas urnas de outubro de 2018. Bolsonaro, a versão tupiniquim de Trump, está bem posicionado nesse jogo, embora não seja nem um arremedo daquele que, a despeito de tudo tem alcançado ganhos na política econômica dos EUA, inclusive, com a recuperação de milhares de empregos para os norte-americanos. Tramp cisma e realiza, aprove-se ou não dos seus gestos e métodos caricatos.
Assim, resta torcer para que, pesadas e medidas todas as circunstâncias, não precise este Brasil de mais capitães para abraçar e vencer os desafios que a adversa conjuntura lhe impõe. Seguirá o seu destino manifesto. No chão da democracia, da modernidade e dos costumes republicanos. Vencerá.

ESPAÇO DO GIVVA

OPINIÃO

POR GIVANILDO SILVA

Givanildo Silva é radialista, jornalista e advogado

CAMPANHA

No Brasil, campanha política é como copa do mundo. Começa fria. Depois, amorna e em seguida, esquenta.

O caráter latino não comporta apatia, não suporta indiferença.

PROPAGANDA

Quem pensa que a propaganda, no rádio e na televisão, terá extraordinária influência, é bom lembrar-se de que somente serão 15 dias para governador e outra quinzena para presidente.

Portanto, o tempo urge, tem urgência. E pode ser fatal mínima imprevidência.

POLUIÇÃO

Poluição visual não é propriamente problema de um ente público. Seria, sim, se o mundo não fosse imundo.

IMPRENSA

E a imprensa brasileira, até agora, pelo menos, completamente perdida, girando sem transferir movimento. Já determinados marqueteiros andam confundindo o vento da desgraça com a fortuna do vento.

O BRASIL QUE TEMOS…

OPINIÃO

  1. O mero fato de estarmos discutindo se um presidiário pode ser candidato à Presidência da República nos define como país.

NOTA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

SOLIDARIEDADE

O Poder Legislativo do Rio Grande do Norte lamenta o falecimento do jovem Luiz Benes Leocádio de Araújo Júnior, filho do servidor licenciado do legislativo estadual Benes Leocádio, e solidariza-se com toda a sua família.

Em nome dos servidores, dos deputados estaduais e do presidente, Ezequiel Ferreira de Souza, a Assembleia Legislativa abraça seus familiares e amigos e roga a Deus que conforte os seus corações neste momento de dor.

Palácio José Augusto
Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte

(RE)TWITTANDO

OPINIÃO

Agora que Lula retirou o recurso em que pedia para o STF o libertar, já dá pro PT e o MST acabarem com o teatrinho da greve de fome dos seis militantes gordinhos. O próprio Lula desmoralizou a tal greve, ao abrir mão da sua liberdade em troca de continuar a farsa da candidatura.

A chapa com Lula, Haddad e Manoela D’Ávila está sendo chamada de “Triplex”. O perigo é do Boulos ficar sabendo e querer invadir.

DECEPCIONADOS COM TIÃO?

O EMPRESÁRIO APENAS TOMOU UMA POSIÇÃO

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e texto

 

Diante de tantos analistas, comentaristas, opinadores etc & tal, o Velho Apache Antenado, mormente, se abstém de meter o bedelho opinativo na maioria dos casos da politica provinciana.

Todavia, porém, entretanto, no entanto, em face do desespero de alguns especialistas – os meninões & meninonas opinam até sobre o sexo dos anjos -, o Velho Apache quer levar um dedo de prosa com “vossemecê”.

O fato em epígrafe é a decisão do empresário Tião Couto – o Tião da Prest -, de aceitar o convite do governador do Estado, Robinson Faria, como vice na chapa majoritária.

Pelo prisma da moçada – aquela que tem uma opinião para todo e qualquer assunto -, Tião cometeu um suicídio político.

Ora, cara pálida, o empresário apenas repensou uma posição, e decidiu voltar ao proscênio político-partidário-eleitoral.

E daí se ele andou alisando os costados do governador com um porrete de jucá no tempo pretérito? Coisas da politicalha.

E, logo que algum apressadinho suponha que comercializei a pena, já vou avisando que continuo fora – com prazer -, da folinha do  homem.

Vamos parar de mimimi e nhenhenhém e contar os votos…

Deixem de ser ingratos, façam jus a velha e boa milharina – como diria meu patrão Manoel Ribeiro…eheheh…

 

 

 

STAND-UP: PAÍS DAS MARAVILHAS

LULA INVENTA A “FAKE CHAPA”

POR JOSIAS DE SOUSA

Aos pouquinhos, as cartas redigidas no bunker carcerário de Curitiba vão transformando a participação do PT na sucessão de 2018 num enredo de fazer inveja a Lewis Carrol. No País das Maravilhas de Lula, o papel de Alice esta reservado à Justiça Eleitoral.

Em sua penúltima carta, o prisioneiro petista inventou uma ‘fake chapa’. Nela, nada corresponde à realidade. Mas quem ousa constatar que Lula aprisionou seu partido num universo de fantasia é tachado de “golpista” ou acusado de patrocinar uma “perseguição judicial”.

“O presidente Lula pediu que eu convidasse o PCdoB para integrar a sua chapa, […] indicando a Manuela D’Ávila para ser candidata a vice-presidente”, disse a dirigente petista Gleisi Hoffmann, no início da madrugada desta segunda-feira. “Decidimos também colocar como candidato a vice, nesse momento, o companheiro Fernando Haddad”.

Quer dizer: Lula é candidato à Presidência do país da fantasia. Mas sua foto não estará na urna, pois a Lei da Ficha Limpa proíbe que corruptos de segundo grau disputem eleições. Manuela foi convidada para ocupar a vice. Aceito. Mas o PT informará ao TSE, nesta segunda-feira, que o vice de Lula é Haddad. Por quê? Alguém precisa representar Lula na campanha ”enquanto a situação judicial não se regulariza”, disse Gleisi. Melhor que seja “um companheiro petista”.

É como se Lula enxergasse uma Alice em cada ministro do Tribunal Superior Eleitoral. Enfiado nos sapatos da Rainha criada por Lewis Carrol, o condenado petista ordena ao seu partido: “Cortem-lhes as cabeças, para que não vejam minha ficha suja.” Mas a Justiça Eleitoral logo desafiará o petismo, restabelecendo a realidade: “Vocês não passam de um baralho de cartas.”

A isso foi reduzido o PT: um baralho de cartas. No mundo real, Lula é um corrupto inelegível, Haddad é um poste e Manuela será sua vice. A margem de manobra da chapa Haddad-Manuela cresce na proporção direta da diminuição do prazo de validade da fantasia concebida no bunker carcerário.

 

 

KOTSCHO: “LULA APEQUENA O PT, ARROSTA A JUSTIÇA E HUMILHA OS VELHOS ALIADOS”

ESTE É O TITULO DE ARTIGO DO JORNALISTA RICARDO KOTSCHO QUE FOI ASSESSOR DE LULA

“LULA APEQUENA O PT, ARROSTA A JUSTIÇA E HUMILHA OS VELHOS ALIADOS”.Este é o título de artigo não de um desafeto de Lula, mas do seu ex-secretário no governo, o jornalista Ricardo Kotscho, que o acompanha  desde a fundação do PT. Confira o artigo:

POR RICARDO KOTSCHO

O que está acontecendo com o ex-presidente Lula, o maior líder político do país após Getúlio Vargas?

Em poucas horas, no final da tarde de sexta-feira, ele conseguiu fazer strike contra ele mesmo e o partido que criou 30 anos atrás.

De uma só tacada, Lula apequenou o PT, a sua direção, os militantes reunidos na convenção nacional em São Paulo, humilhou possíveis aliados e advogados de defesa, e arrostou novamente a Justiça, onde tem perdido todas as paradas.

Preso há quatro meses numa cela solitária em Curitiba, Lula parece ter perdido contato com a realidade, lamento muito ter que dizer.

Apenas uma semana depois daquele belíssimo festival de música e democracia em defesa do Lula Livre!, no Rio, que reanimou a militância petista, já estavam todos comemorando a indicação de Manuela D´Ávila, do PCdoB, como vice de Lula, que seria anunciada na tarde deste sábado.

A notícia dada primeiro pela agência Reuters agitou as redes sociais e eu mesmo até me animei a bolar um slogan para a chapa Lula-Manu: “A esperança voltou”.

Durou pouco a alegria, como costuma acontecer. Voltou a tristeza.

Ao ser informado sobre o andamento da convenção, que estava fechando a chapa presidencial, Lula chamou às pressas a Curitiba a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, e mandou dizer que não havia nada definido.

Decidiu sozinho que o partido não acataria o prazo da Justiça Eleitoral para a inscrição das chapas até segunda-feira, dia 6, o que pode até impedir a participação do PT nestas eleições.

No momento em que o PT parecia sair do isolamento para transformar a convenção nacional numa grande festa, voltou tudo à estaca zero.

Lula queria mais prazo para tentar ainda uma aliança com Ciro Gomes porque acredita que só haverá espaço para um candidato do campo da esquerda nesta eleição.

Mais ou menos na mesma hora, Ciro tinha divulgado uma carta aos brasileiros na rede social em que acenava para um possível diálogo com o PT, se Lula puder ser candidato.

Ao sair do presídio, falando em nome de Lula, Gleisi deu o primeiro sinal:

“Não tem nada fechado, é uma possibilidade (Manuela como vice). Nós temos o PDT como aliado. Acho que Ciro Gomes seria um bom vice para o presidente Lula”.

Pelo que conheço de Ciro, isso deve ter deixado o ex-ministro de Lula ainda mais irado com a direção do PT.

Como assim, vice de Lula, se a candidatura de Ciro já tinha sido oficialmente lançada pelo PDT esta semana?

E, ainda por cima, apresentada, assim de passagem, por Gleisi Hoffmann, a repórteres incrédulos que aguardavam a saída dela do prédio da Polícia Federal.

De mais a mais, a única pessoa que poderia conversar com Ciro sobre a formação desta chapa seria o próprio Lula.

Mas por que só agora, que está se esgotando o prazo legal para a formação de chapas?

Por que os dois não conversaram antes, se tantos líderes políticos já tinham estado na cela de Lula em Curitiba discutindo a formação de uma frente de esquerda?

Ciro não quis ir lá ou Lula não aceitou receber o antigo aliado? Quem vai saber…

A esta altura, quem ainda pode acreditar numa chapa Lula-Ciro disputando a eleição no dia 7 de outubro?

A única consequência prática de toda esta lambança, até o momento em que escrevo, foi humilhar o eterno aliado PCdoB e sua a presidenciável Manuela D´Ávila, que toparia retirar sua candidatura para ser vice de Lula.

Querem agora que ela espere no banco de reservas até o dia 15, quando Lula e o PT finalmente vão decidir o que pretendem fazer da vida?

Só falta agora Ciro conseguir trazer Manuela para ser vice dele, o que já se estava especulando na manhã deste sábado, em que o PCdoB também está fazendo a sua convenção.

No fim, vai acabar sobrando para o PT fazer uma chapa puro sangue, sem Lula, o que colocará em risco a própria sobrevivência do partido.

Para completar, nesse meio tempo, sem quase ninguém perceber, o diretório nacional do PT derrubou por 57 votos a 29 o recurso de Marília Arraes para manter sua candidatura a governadora de Pernambuco, que foi rifada pelo partido no acordo tabajara com o PSB, só para isolar Ciro Gomes.

Com isso, conseguiram apenas rachar o PT de Pernambuco, que homologou a candidatura de Marília, e o PSB de Minas, que deveria retirar a candidatura de Márcio Lacerda para apoiar o petista Fernando Pimentel, mas vai recorrer à Justiça

A semana chega ao fim com a convenção do PT esvaziada de sentido, sem a presença do candidato a presidente, que continua preso, e sem vice definido.

Para mim, que acompanho a longa história de Lula e do PT desde o início, é simplesmente inacreditável e inexplicável o que aconteceu nos últimos dias e horas.

Se não consigo entender, como poderia explicar?

Me lembrei de um artigo do português José Saramago, Nobel de Literatura, publicado no jornal espanhol El País, em que ele escreveu:

“Até aqui eu cheguei. De agora em diante, Cuba seguirá seu caminho, eu fico por aqui”.

Saramago considerou imperdoáveis as execuções de três dissidentes cubanos acusados de terrorismo e rompeu com Fidel, por achar que “discordar é um direito escrito com tinta invisível em toda declaração de direitos humanos”.

“Tem coisa que pode e tem coisa que não pode”, simplesmente, já filosofava o sábio Frederico Branco nos anos 60 do século passado, na velha redação do Estadão.

Desse jeito, Lula e o PT estão deixando sem argumentos até os mais fiéis militantes que ainda os defendiam após o golpe parlamentar que derrubou Dilma e levou o ex-presidente à prisão.

Em vez de voltar ao poder, correm agora o risco de assistir a uma disputa entre direita e extrema-direita no segundo turno.

Não era este o final que eu imaginava no começo desta história.

Vida que segue.

 

ESPAÇO DO GIVVA

GREVE DE FOME TERCEIRIZADA COM CARDÁPIO VARIADO

POR GIVANILDO SILVA

Givanildo Silva e radialista-jornalista-advogado

“Greve” de fome com direito a cardápio variado. O circo está armado.

Tem feijoada? Tem sim, senhor. E queijo com goiabada? Também, senhor. E abstinência? Somente para o velho palhaço que há pouco mais de cem dias não sabe o que é um gole, nem sequer um leve trago.

Fonte: Face do Givva