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BOLSONARO TERÁ QUE DIVIDIR CARGOS COM PARTIDOS

DO CONTRÁRIO NÃO TERÁ COMO QUERER APOIO PARA APROVAR REFORMAS

Considero equivocado o discurso do presidente eleito, Jair Bolsonaro e de seus aliados, sobre a forma como estão tratando o relacionamento com os partidos e, a consequente busca de apoio para aprovação das reformas necessárias.

Defender uma nova forma de fazer política, é o que o eleitorado aprova, por exemplo, na maneira como foram nomeados os ministros.

Todavia, como pode Bolsonaro querer e, precisar, dos votos de parlamentares para aprovação de reformas, e ao mesmo tempo descartar dividir o poder com os partidos?

Essa conta não vai bater e, não considero que os partidos vão votar com o governo, simplesmente, por ser Bolsonaro presidente.

Se não dividir uma parte da estrutura com os partidos, com quem Bolsonaro espera contar?

 

Crítico da mídia, Bolsonaro elogia texto de Alexandre Garcia, da TV Globo

Aprovou ‘reflexão’ de jornalista. Agradece por ser mencionado

Jair M. Bolsonaro

@jairbolsonaro

Grato pela menção e reflexão, @alexandregarcia ! Um forte abraço!

Alexandre Garcia

@alexandregarcia

Mesmo antes da posse, a ideia vencedora começa a assumir.

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O presidente eleito, Jair Bolsonaro, compartilhou em seu Twitter 1 texto publicado por Alexandre Garcia, da TV Globo. Na rede social, o militar agradece a “menção e reflexão” do jornalista.

Bolsonaro referia-se ao texto “Nunca Antes”, publicado por Alexander Garcia no Facebook em 30 de novembro de 2018. Na publicação, o jornalista da Globo escreveu que sua mãe, aos 99 anos, “nunca viu nada igual ao que está testemunhando” ao avaliar que “antes mesmo de o vitorioso tomar posse, as ideias vencedoras da eleição já se impõem”. Leia a íntegra:

“Em dois meses, minha mãe completa 100 anos de vida e diz que nunca viu nada igual ao que está testemunhando hoje. Ela passou pela ditadura Vargas, pelas tentativas comunistas de tomada do poder, a começar em novembro de 1935, depois por tantos governos diferentes e tantos planos de salvação nacional, mas nunca viu uma reação como agora, contra o estado de coisas em que enterraram o país. Uma reação popular e pacífica, de uma maioria que cansou de ser enrolada, ludibriada, enganada – desculpem usar tantos sinônimos para a mesma mentira. Eu mesmo, em meus quase 80 anos de Brasil, nunca vi nada igual. Eu diria que se trata de uma revolução de ideias, tal a força do que surgiu do cansaço de sermos enganados.
Mencionei a primeira tentativa comunista de tomada do poder, há 83 anos. Naquele 1935, houve reação pelas armas. Nas outras tentativas, no início dos anos 60, a reação veio das ruas, que atraiu as armas dos quartéis. A última, veio pelo voto, na mesma linguagem desarmada, com que começou a sutil tentativa tucana, para desaguar nos anos petistas, já com a tomada das escolas, dos meios de informação, da cultura – com aquela conversa que todos conhecemos. De repente, acordamos com a família destroçada, as escolas dominadas, os brasileiros separados por cor e renda, a cultura nacional subjugada, a História transformada. Mas acordamos.
Reagimos no voto, 57 milhões, mais alguns milhões que tão descrentes estavam que nem sequer foram votar. O candidato havia sido esfaqueado para morrer, nem fez campanha, não tinha horário na TV, nem dinheiro para marqueteiro. Mas ficou à frente do outro em 10 milhões de votos. Ainda não se recuperou da facada, a nova intentona; precisa de mais uma cirurgia delicada, mas representou a reação da maioria que não quer aquelas ideias que fracassaram no mundo inteiro, que mataram milhões para se impor e ainda assim não se impuseram.
O que minha mãe nunca viu é que antes mesmo de o vitorioso tomar posse, as ideias vencedoras da eleição já se impõem. Policiais que tiram bandidos das ruas já são aplaudidos pela população; juízes se sentem mais confiantes; pregadores do mal já percebem que não são donos das consciências; as pessoas estão perdendo o medo da ditadura do politicamente correto, a sociedade por si vai retomando os caminhos perdidos, com a mesma iniciativa que teve na eleição de outubro, sem tutor, sem protetor, sem condutor. Ela se conduz. O exemplo mais claro desse movimento prévio ao novo governo é a retirada cubana, no rompimento unilateral de um acordo fajuto, de seus médicos, alugados como escravos ao Brasil. Cuba “passou recibo” na malandragem e tratou de retirá-los antes que assumisse o novo governo, na prática confessando uma imoralidade que vai precisar ser investigada no Brasil, para apontar as responsabilidades, tal como ainda precisam ser esclarecidos créditos do BNDES a ditaduras, doação de instalações da Petrobras à Bolívia, compra de refinaria enferrujada no Texas, e tantas outras falcatruas contra as quais a maioria dos brasileiros votou em outubro.”

QUEM É ALEXANDRE GARCIA

O jornalista de 78 anos soma mais de 50 anos de profissão. Natural de Cachoeira do Sul (RS), atuou na sucursal do Jornal do Brasil em Porto Alegre. No final dos anos 1970, mudou-se para Brasília.

Depois de 10 anos no Jornal do Brasil, assumiu o cargo de secretário de imprensa do governo de João Baptista Figueiredo, então presidente da República.

No fim do mandato de Figueiredo, já pela TV Manchete em Brasília, entrevistou o militar em 24 de janeiro de 1985. O encontro só foi possível após uma tentativa de visita de Alexandre “como amigo” ao presidente no período da ditadura militar, que estava internado devido a dores nas costas.

Ao ser barrado por ser repórter, recebeu 1 cartão de Figueiredo com o seguinte conteúdo: “Meu caro Alexandre, estou muito alegre com a sua carta, venha me visitar como amigo e não tenha receio de se portar como jornalista”. O episódio é relatado por Alexandre Garcia ao início da entrevista.

Assista:

 

COTAÇÃO DE ROGÉRIO MARINHO

POTIGUAR PODE ASSUMIR SECRETARIA NO GOVERNO BOLSONARO 

O deputado Rogério Marinho é um dos cotados para assumir Secretaria Adjunta do Trabalho e Previdência, dentro do Ministério da Economia. Foi relator da reforma trabalhista. Um dos melhores quadros do Congresso.

O PARAÍSO DE FÁTIMA BEZERRA

NO RN NÃO HAVERÁ “GÓRPI”

O que é isso, “cumpanheira”?

Sim, “cumpanheira” – deles petistas -, Fátima Bezerra, o que é isso?

Que história é esta de antecipar que vai aumentar a alíquota da Previdência do Estado?

E essa conversa de que “a situação é pior do que imaginávamos”?

Não, não, não, “cumpanheira” Fátima…

O que o povo do Rio Grande do Norte espera, é que a senhora e seu partido, o PT, façam o que sempre cobraram de todos os governadores do Estado de quem foram adversários – quando não estavam mamando nas tetas estaduais.

O que esperamos é que além de pagar rigorosamente em dia os salários dos servidores, a “cumpanheira” conceda generosos reajustes salárias. De forma indiscriminada.

O que aguardamos e, na certeza que a “cumpanheira” o fará, é que nos postos de saúde, não faltem médicos e muito menos, medicamentos.

Que no Rio Grande do Norte, a partir de 1º de janeiro, não exista nenhum trabalhador desempregado.

Que não exista aluno fora da sala de aula, com todos recebendo merenda, almoço e janta.

Que os impostos sejam reduzidos.

E, igualmente, que milhares de novos policiais, todos concursados, sejam colocados nas ruas e, dessa forma, acabemos com o crime…inclusive os praticados por bacanas engravatados iguais ao presidiário-condenado-corrupto, Lula. 

Esperar isto, não seria nada além do que o PT sempre prometeu e, defendeu, com unhas, dentes e, principalmente, muita greve.

Sim, e se isto não ocorrer, contamos com os sempre aguerridos, independentes e imparciais sindicatos, cutistas ou não.

Se tudo isto e mais um bocado de regalias não forem oferecidas ao povo do Estado, então, o Velho Apache Antenado estará no direito de acreditar, e gritar: “é górpi” – eheheh…

 

ESPAÇO DO GIVVA

“IDIOTAS FANTÁSTICOS” 

POR GIVANILDO SILVA

A esquerda do RN precisa ser mais econômica quanto à expectativa que está tentando gerar em torno do governo da professora Fátima Bezerra, a instalar-se em 1 de janeiro próximo.

Porque somente um milagre, considerando-se a conjuntura hostil, a impedirá de um desgaste monumental, mesmo antes dos primeiros cem dias se completarem, a ponto do piadista Robinson Faria cantar de felicidade, a despeito de nem toda saudade fazer um samba rock ou de partido alto..

E ainda existe, para completar a arrogância especada na ausência de parcimônia, uma grosa de “adivinhos”, figuras carnavalescas, ridículas, grotescas já dizendo o que irá acontecer na sucessão municipal de 2020, como que, por bruxaria, fossem dotados de habilidade a colocar a maré em descompasso com o balanço do mar.

Idiotas fantásticos.

GIVANILDO: “JORNALISMO DA RPC PRECISA DAMINHAR MAIS ALINHADO COM O GOVERNO ROSALBA”

JORNALISTA REVELA QUE HORDA DE LEVIANOS DA IMPRENSA ATACA GESTÃO MOVIDA POR “INTERESSES BASTARDOS”

“Setores levianos da imprensa andam plantando contra a administração municipal, todos, sem exceção, movidos por interesses bastardos”. É o que escreve, o jornalista-radialista-advogado, Givanildo Silva, que assim, define: “Horda viciada em extorsão. Na verdade, turma de sem-vergonhas boa de peia”.

Confira o artigo, assinado em sua página no Facebook

POR GIVANILDO SILVA

O jornalismo da RPC precisa caminhar mais alinhado com o governo da prefeita Rosalba Ciarlini, como ocorreu, no programa de Lilian Santana, hoje. Excelente entrevista do doutor Aldo Fernandes, secretário do Planejamento.

A emissora do Alto da Pelonha constitui instrumento de comunicação valioso ao grupo da chefe do Executivo e, logo, capacitada a rebater as notícias falsas que setores levianos da imprensa andam plantando contra a administração municipal, todos, sem exceção, movidos por interesses bastardos.

Horda viciada em extorsão. Na verdade, turma de sem-vergonhas boa de peia.

UM ROTEIRO PARA O MEC

ARTIGO DO NOVO MINISTRO DA EDUCAÇÃO

“Um Roteiro Para O MEC”. Este é o título de artigo assinado pelo novo ministro da Educação, Ricardo Vélez-Rodrigues, em seu blog Rocinante – referência ao nome do cavalo de Dom Quixote de La Mancha, do clássico de Miguel de Cervantes. No texto publicado no dia 7, Vélez-Rodrigues revela que teve seu nome sugerido para ministro, ao presidente eleito, Bolsonaro, pelo professor Olavo de Carvalho, conselheiro do presidente eleito e guru e seus filhos. O texto revela o que pensa o futuro ministro sobre a educação no Brasil.

POR RICARDO VÉLEZ-RODRIGUES 
Amigos, escrevo como docente que, através das vozes de algumas pessoas ligadas à educação e à cultura (dentre as quais se destaca o professor e amigo Olavo de Carvalho), fui indicado para a possível escolha, pelo Senhor Presidente eleito Jair Bolsonaro, como ministro da Educação.
Aceitei a indicação movido unicamente por um motivo: tornar realidade, no terreno do MEC, a proposta de governo externada pelo candidato Jair Bolsonaro, de “Mais Brasil, menos Brasília”. Acho que o nosso Presidente eleito ganhou definitivo apoio da sociedade brasileira no pleito eleitoral recente, em decorrência de um fator decisivo: ele foi o único candidato que soube traduzir os anseios da classe média, que externou a insatisfação de todos os brasileiros com os rumos que os governos petistas imprimiram ao país ao ensejar uma tresloucada oposição de raças, credos, nós contra eles, como se não pudêssemos, os habitantes deste país, sedimentar alguns consensos básicos em relação ao nosso futuro. Jair Messias Bolsonaro foi eleito em razão deste fato: traduziu, com coragem e simplicidade, os anseios da maioria dos eleitores. A sua campanha, carente de tempo na mídia e de recursos, ameaçava não decolar. Decolou, e, mais ainda, ganhou as praças e ruas, através de meios singelos de comunicação como o Smartphone e a Internet, coisas que o brasileiro comum utiliza no seu dia a dia desta quadra digital da nossa sociedade tecnológica. 
Como professor e intelectual que pensa nos paradoxos estratégicos do Brasil, apostei desde o início no candidato Bolsonaro. Achei a sua proposta de escutar o que as pessoas comuns pensam uma saída real para a insatisfação e a agonia que as sufocavam, nesses tempos difíceis em que se desenhava, ameaçadora, a hegemonia vermelha dos petistas e coligados. Graças a Deus o nosso candidato saiu vencedor, numa campanha agressiva em que foram desfraldadas inúmeras iniciativas de falseamento das propostas e de fake news, e em que pese o fato de que ele próprio tivesse de pagar um preço alto com a facada de que foi vítima em Juiz de Fora, desferida por um complô do crime organizado com os radicais de sempre.
Enxergo, para o MEC, uma tarefa essencial: recolocar o sistema de ensino básico e fundamental a serviço das pessoas e não como opção burocrática sobranceira aos interesses dos cidadãos, para perpetuar uma casta que se enquistou no poder e que pretendia fazer, das Instituições Republicanas, instrumentos para a sua hegemonia política. Ora, essa tarefa de refundação passa por um passo muito simples: enquadrar o MEC no contexto da valorização da educação para a vida e a cidadania a partir dos municípios, que é onde os cidadãos realmente vivem. Acontece que a proliferação de leis e regulamentos sufocou, nas últimas décadas, a vida cidadã, tornando os brasileiros reféns de um sistema de ensino alheio às suas vidas e afinado com a tentativa de impor, à sociedade, uma doutrinação de índole cientificista e enquistada na ideologia marxista, travestida de “revolução cultural gramsciana”, com toda a coorte de invenções deletérias em matéria pedagógica como a educação de gênero, a dialética do “nós contra eles” e uma reescrita da história em função dos interesses dos denominados “intelectuais orgânicos”, destinada a desmontar os valores tradicionais da nossa sociedade, no que tange à preservação da vida, da família, da religião, da cidadania, em soma, do patriotismo.
Na linha dos pre-candidatos ao cargo de ministro da Educação foram aparecendo, ao longo das últimas semanas, propostas identificadas, uma delas, com a perpetuação da atual burocracia gramsciana que elaborou, no INEP, as complicadas provas do ENEM, entendidas mais como instrumentos de ideologização do que como meios sensatos para auferir a capacitação dos jovens no sistema de ensino. 
Outra proposta apareceu, afinada com as empresas financeiras que, através dos fundos de pensão internacionais, enxergam a educação brasileira como terreno onde se possam cultivar propostas altamente lucrativas para esses fundos, mas que, na realidade, ao longo das últimas décadas, produziram um efeito pernicioso, qual seja o enriquecimento de alguns donos de instituições de ensino, às custas da baixa qualidade em que foram sendo submergidas as instituições docentes, com a perspectiva sombria de esses fundos baterem asas quando o trabalho de enxugamento da máquina lucrativa tiver decaído. Convenhamos que, em termos de patriotismo, essas saídas geram mais problemas do que soluções.
Aposto, para o MEC, numa política que retome as sadias propostas dos educadores da geração de Anísio Teixeira, que enxergavam o sistema de ensino básico e fundamental como um serviço a ser oferecido pelos municípios, que iriam, aos poucos, formulando as leis que tornariam exequíveis as funções docentes. As instâncias federal e estaduais entrariam simplesmente como variáveis auxiliadoras dos municípios que carecessem de recursos e como coadunadoras das políticas que, efetivadas de baixo para cima, revelariam a feição variada do nosso tecido social no terreno da educação, sem soluções mirabolantes pensadas de cima para baixo, mas com os pés bem fincados na realidade dos conglomerados urbanos onde os cidadãos realmente moram. 

Essa proposta de uma educação construída de baixo para cima foi simplesmente ignorada pela política estatizante com que Getúlio Vargas, ao ensejo do Estado Novo, pensou as instituições republicanas, incluída nela a educação, no contexto de uma proposta tecnocrática formulada de cima para baixo, alheando os cidadãos, que passaram a desempenhar o papel de fichas de um tabuleiro de xadrez em que quem mandava era a instância da União, sobreposta aos municípios e aos Estados.

“Menos Brasília e mais Brasil”, inclusive no MEC. Essa seria a minha proposta, que pretende seguir a caminhada patriótica empreendida pelo nosso Presidente eleito.
Fonte: Rocinante 

OBRA: LIVRO DE RICARDO VÉLEZ RODRIGUEZ

NOVO MINISTRO ASSINA “A GRANDE MENTIRA – LULA E O PATRIMONIALISMO PETISTA 

Para quem deseja conhecer o novo ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, a dica do blog é a leitura de sua obra “A Grande Mentira – Lula e o Patrimonialismo Petista”:

Numa coleção de estudos sobre a recente situação política do Brasil, o professor e cientista político Ricardo Vélez-Rodríguez resgata as raízes do atual desgoverno operante no país: o patrimonialismo, tradição arraigada da política nacional, o neopopulismo bolivariano e sua relação com o lulopetismo, e, como pano de fundo da ação política do Partido dos Trabalhadores, as estratégias ligadas à “revolução cultural gramsciana”. O professor explica como o PT conseguiu potencializar as raízes da violência, que já estavam presentes na formação do nosso Estado patrimonialista, e que se reforçaram com o narcotráfico e a ideologia de revolução cultural gramsciana.

(RE)TWITANDO

OPINIÃO  

Bolsonaro está dando uma aula à Lula (para não falar em Dilma) a respeito de como se escolhe um ministério e o primeiro escalão de um governo sério, limpo e competente. Salvo uma ou outra polêmica inevitável, todos os indicados têm recebido aplauso geral. Nem o PT fala mal.

Enquanto Bolsonaro brada “Deus Acima de Todos”, Dilma afirma que vai fazer aliança com o Diabo para combater o Presidente Eleito. Não se trata mais de Direita contra o Comunismo, se trata do Bem contra o Mal.

Lula constrói com método sua própria Waterloo

Presidiário-corrupto-condenado presta depoimento hoje

POR JOSIAS DE SOUZA

Lula frequenta o processo sobre o sítio de Atibaia como um imperador às avessas. Isso acontece porque o réu permite que seus advogados o apresentem como uma espécie de Napoleão se descoroando. Executada com método, a descoroação é tão bem sucedida que o soberano petista tornou-se um exemplo raro de inocente indefeso.

O caso do sítio é muito parecido com o do tríplex, que rendeu a Lula uma condenação de 12 anos e um mês de cadeia. Com uma diferença: o apartamento do Guarujá Lula desistiu de comprar depois que virou escândalo. A propriedade de Atibaia virou escândalo porque Lula utilizou mesmo sem comprar.

Sobram nos autos evidências de que Lula usufruía do sítio como dono. Na condição de ex-presidente, faz jus a assessores remunerados pela União. Entre 2012 e 2016, esses servidores receberam 1.096 diárias para viajar a Atibaia. Funcionários do sítio trocaram e-mails com o Instituto Lula. Batida da PF encontrou espalhados pela casa roupas e objetos pessoais de Lula e de sua mulher Marisa.

Lula é proprietário oculto do imóvel, acusa a Lava Jato. Os verdadeiros donos são dois sócios do filho do imperador, o Lulinha, rebate a defesa. Coisas estranhas passaram a acontecer desde que Lula se apropriou do sítio.

Membros do consórcio Odebrecht-OAS-Bumlai —duas notórias empreiteiras e um pecuarista-companheiro— aplicaram mais de R$ 1 milhão em verbas de má origem numa reforma do sítio. É dinheiro roubado da Petrobras, sustenta a força-tarefa de Curitiba. Não, não. Absolutamente, nega a defesa.

Como de hábito, alega-se que Lula nem sabia que o sítio seria reformado. Nessa versão, contratos comprovariam que as despesas correram por conta dos “donos” do imóvel. Um deles, Fernando Bittar, prestou inusitado depoimento à juíza Grabriela Hardt, substituta de Sergio Moro. Nele, disse que não gastou um mísero tostão.

No processo do tríplex, Lula disse que jamais passou uma noite no imóvel. Admitiu ter visitado o apartamento porque Marisa cogitara comprá-lo. Mas desistiu. Como se sabe, essa lorota deu cadeia. No caso do sítio, recorre-se ao mesmo erro para ver se dá certo. Amigos como Paulo Okamotto e Gilberto Carvalho disseram à Justiça que Lula pensou em adquirir o sítio. Mas não levou a ideia adiante.

A engenhosidade dos advogados transformou Lula num sujeito que mantém ligação sobrenatural com os imóveis. Basta que ele pense em comprar uma propriedade para que a OAS, a Odebrecht ou as duas providenciem os confortos. Assim mesmo, do nada, sem que ninguém solicite.

No tríplex, surgiram um elevador, uma cozinha de luxo, uma sauna, um piso novo… No sítio, outra cozinha, a reforma da sede, a construção de anexos, melhorias no lago, pedalinhos… De repente, quando a coisa vira escândalo, Lula foge pela porta de incêndio: ”Não é meu, não tenho nada a ver com isso.”

Esse tipo de enredo divide os brasileiros em duas categorias: há os cínicos, que conseguem usufruir graciosamente de um sítio paradisíaco, do tamanho de 24 campos de futebol. Há também os azarados como você, caro leitor, que não dispõe de amigos tão generosos. A um desconhecido chamado Fernando Bittar, os mandarins da Odebrecht e da OAS não dariam nem bom dia. A um imperador popular, entregariam a própria alma.

O que estragou o universo de gente como Lula foi uma ferramenta jurídica aperfeiçoada por uma lei que a companheira Dilma Rosseff sancionou quando ainda estava no Planalto. Chama-se colaboração judicial. Permite que amigos se convertam em delatores. E faz com que gente poderosa fique impotente.

Foi assim que amigos como Emílio Odebrecht e Léo Pinheiro jogaram água no chope de Lula. Odebrecht ainda teve a delicadeza de atribuir a encomenda das obras do sítio a “dona Marisa”, que já morreu. Mas Pinheiro, língua em riste, disse ter ouvido a solicitação dos lábios do próprio Lula.

Com o laborioso auxílio dos seus advogados, Lula dedica-se no processo sobre o sítio de Atibaia a desconstruir a imagem que erguera durante uma vida. É como se o imperador petista, no papel de anti-Napoleão, planejasse sua própria Waterloo. Sob atmosfera burlesca, um Lula descoroado vai à presença da juíza Gabriela Hardt, nesta quarta-feira, no papel de duque de Wellington de si mesmo.