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Ninguém acredita na versão de Bolsonaro

A farsa continua

Merval Pereira ridicularizou a versão de Jair Bolsonaro de que, na reunião ministerial, ele só manifestou preocupação com a segurança de seus familiares:

“Essa versão, que surgiu do nada, de repente, após a exibição do vídeo, foi corroborada pelo chefe do Gabinete Civil, General Braga Neto. Mas não casa com o que aconteceu depois da reunião. O então ministro Sergio Moro, logo depois da reclamação do presidente em termos agressivos, deixou a reunião.

Depois, procurou os três ministros de origem militar que trabalham no Planalto – General Augusto Heleno, General Braga Neto e General Luiz Eduardo Ramos – para mostrar sua indignação com a tentativa de Bolsonaro de intervir na Polícia Federal. Segundo confirmação nos depoimentos, os ministros palacianos pediram que ele se acalmasse, e aceitasse as mudanças.

Se tivessem entendido que a preocupação do presidente era com sua segurança pessoal, por que não tentaram acalmar Moro dizendo que a reclamação não era contra ele, mas contra o General Heleno?”

ESPAÇO DO GIVVA

OPINIÃO

POR GIVANILDO SILVA

IMPRENSA 

A imprensa tá muito parecida com os juízes de direito das antigas que, de tanto escrever em latim, não conseguiam se comunicar com a sociedade.

Então, por que ao invés de lockdown, não se diz CONFINAMENTO, já que a língua do lugar é um traço de conhecimento marcante?

Nenhum país avançado despreza a sua identidade cultural, por entendê-la como escora indispensável à evolução educacional.

DERRUBADA

Nos Estados Unidos, a pandemia do coronavírus dá sinal de que pode derrubar o galegão Donald Trump.

Mas isso, na eleição presidencial de novembro vindouro, e não como desejam setores retrógrados da sociedade do Brasil em relação ao capitão Jair Bolsonaro.

PIB

Cada semana de quarentena custa ao Brasil 0,3 por cento do produto interno bruto, tudo que o país gera durante o ano, em bens e serviços, o que equivale a cerca de vinte bilhões de reais, segundo fonte ligada à área econômica do governo.

ESPAÇO DO GIVVA

OPINIÃO

POR GIVANILDO SILVA

Givanildo Silva é advogado-jornalista-radialista

FALASTRÃO 

O coronavírus-19 passou, pelo menos, um mês circulando, no Brasil, livremente, sem, portanto, qualquer barreira a contê-lo.

A leniência chega a ser tão grave que poderá deixar, como consequência, o país devastado, levando longos anos para ressurgir das ruínas.

A propósito, por que a polícia ainda não foi pegar o falastrão Mandetta?

TRAGÉDIA ANUNCIADA

Autoridades sanitárias começam a admitir que o novo coronavírus já estava no Brasil durante o carnaval.

E, inclusive, caiu na avenida, ao lado dos governadores dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco e Ceará, principalmente, embora os clarins, o tempo todo, com som ruinoso aos ouvidos, predizendo uma grande desgraça.

A verdade é, incrivelmente, teimosa. Por isso, mesmo, irrita tanto a rapaziada que acredita ter muitas e raras qualidades.

DEDICAÇÃO 

A Globo, definitivamente, está decidida a derrubar o presidente Jair Bolsonaro. Ou melhor, eliminá-lo.

Quem assiste ao Bom Dia Brasil está sendo obrigado a se afastar da televisão, para não levar chumbo na cara.

 

ESPAÇO DO GIVVA

OPINIÃO

POR GIVANILDO SILVA

MÃE

Não é excesso de pieguice, nem ridiculamente sentimental dizer-se que ser mãe é padecer no paraíso. Não, de jeito algum.

Porque, entre todas as responsabilidades humanas, nenhuma é mais difícil de ser realizada ou cumprida do que a de cuidar dos filhos.

E felizes são aqueles que acham-se protegidos.

Parabéns, MÃE!

UMBROSO 

Só sei que o tempo presente é umbroso.

E escuridão é da lavra de satanás, corporificado num amontado de sem-vergonhas que leva a vida, unicamente, deturpando, desfigurando a coisa pública.

NETFLIX

Em tempos sombrios de isolamento e de consumição pela incerteza, somente não peguei, ainda, uma baita depressão, por obra e graça dos musicais do cinema indiano.

Uma beleza!

INGLÊS

Estou sendo empurrado para aprender inglês, o mais rápido que puder.

Senão, como hei de entender a fala dos insignes apresentadores da televisão “brasileira”?

 

ESPAÇO DO GIVVA

OPINIÃO

POR GIVANILDO SILVA

PENSADORES

O momento atual tem sido muito rico para os pensadores.

Inclusive, comporta perguntas, aparentemente, absurdas.

Quem foi que disse que o povo brasileiro morre de amores pela democracia, se a tal “liberdade” que acha-se posta não consegue lhe trazer felicidade?

E qual o sentido da vida, senão obter o bom êxito, o sucesso?

PANDEMIA

Evitar que uma pandemia provoque tragédia descontrolada, certamente, não exige mais conhecimento científico, nem mais dinheiro, do que requer a colocação de um satélite espião à volta da terra, onde há milhares escarafunchando a vida de todos nós.

Tudo é questão de escolha, de prioridade.

Como um cidadão que ganha 1.050 reais por mês e contrata um plano de saúde por 800 reais, preferindo a iniciativa privada, sem se importar com a deterioração do serviço público, que, verdadeiramente, lhe pertence.

E que, agora, se fiscalizado pela sociedade, desde sempre, não estaria tão impotente, desmunido de condições mínimas a evitar o ocaso; e sendo quase apenas um laboratório de cobaias, à medida que não conta com nenhuma droga, comprovadamente, eficaz.

CANDIDATO

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, já está em campanha.

Ontem, durante quase uma hora, meteu o pau no capitão, com aparência de quem engoliu sabão.

Neste momento, de novo na CNN BRASIL, a cara inchada denuncia outra coisa.

E assim, caminha o nosso país com a sua democracia relativa. Ou melhor, seletiva, em que um magote de filhos da mãe, uma elite pode até comer merda, desde que diga que é do coco a polpa macia.

PODRE

Pipocando notícias de desvio de dinheiro destinado às ações de enfrentamento da crise sanitária, no Amazonas, em Santa Catarina e em São Paulo.

A desvirtuação é o que conserva o miolo do Brasil. Então, o que se esperar de um país que possui o tutano podre?

Moro não se demitiu, emitiu uma sentença condenatória contra Bolsonaro

OPINIÃO

POR JOSIAS DE SOUZA

Dizer que Sergio Moro pediu demissão do cargo de ministro da Justiça é muito pouco para traduzir o que aconteceu em Brasília no final da manhã desta sexta-feira, 24 de abril de 2020. Moro não se demitiu, ele se reinvestiu na condição de juiz para emitir uma sentença contra Jair Bolsonaro. Condenou o presidente pelo crime de tramar o uso político da Polícia Federal para abafar investigações, inclusive inquéritos que correm no Supremo Tribunal Federal.

Desde o início da crise do coronavírus, quando Bolsonaro começou a conspirar contra si mesmo de forma mais intensa, o país receava que surgisse uma encrenca terminal, capaz de empurrar a conjuntura para o caos. Temia-se o aparecimento de um fato que justificasse o uso do ponto de exclamação que se escuta quando as pessoas dizem “não é possível!” Pois bem, o sinal foi dado.

A saída de Moro, chutando a porta, ficará gravada no enredo da tragicomédia em que Bolsonaro transformou a sua Presidência como um marco da derrocada. De agora em diante, tudo é epílogo para o capitão. Na prática, Moro cancelou a primeira posse de Bolsonaro. Sua despedida marca a reinauguração do governo. O presidente é o mesmo, só que virado do avesso.

Ao esmiuçar as conversas antirrepublicanas em que Bolsonaro lhe disse que desejava aparelhar a Polícia Federal para anestesiar os inquéritos que rondam o clã presidencial, Moro arrancou da cena o cordeiro antissistema que prevaleceu na campanha de 2018. Materializou-se na sentença do agora ex-ministro um lobo sistêmico que aparelha a PF e negocia com a alcateia corrupta do centrão uma a blindagem política contra o derretimento do seu mandato.

Moro como que retirou do baralho de Bolsonaro a carta da reeleição. Acomodou no lugar o curinga do impeachment. Içado ao primeiro escalão do governo como símbolo do combate à corrupção, Moro ofereceu no seu último ato no ministério farto material para o enquadramento de Bolsonaro no crime de responsabilidade. Deu a Bolsonaro uma aparência de sub-Lula ao realçar que nem mesmo os governos do PT ousaram converter a PF num órgão companheiro.

Ao informar que vai ao mercado à procura de emprego, Sergio Moro declarou que continuará à disposição do país. Com a popularidade na casa dos 50%, contra cerca de 30% atribuídos ao agora ex-chefe, Moro deixou no ar o aroma de um flerte com as urnas de 2022. Bolsonaro criou um pesadelo do qual terá dificuldade para despertar.

 

CRISE E LIDERANÇA

OPINIÃO

POR SANTOS CRUZ

A crise do corona vírus se instalou em pouco tempo e mudou a vida profundamente, pelo menos por um bom tempo. Essa é uma crise de grandes proporções, ainda com consequências imprevisíveis. A medicina, a ciência e os governos navegando no meio da neblina.

Qualquer crise exige liderança e coordenação. Quanto maior a crise, maior necessidade de liderança, definição de responsabilidade, coordenação e harmonia.

Sem entrar no mérito, o governo e os ministérios, com destaque para Saúde e Economia, estão adotando medidas para salvar vidas, proteger os mais vulneráveis, as empresas, as atividades econômicas.

A população, naturalmente com medo, está tentando proteger sua própria saúde, os empregos e seus meios de subsistência. Ela observa e segue as orientações governamentais, normalmente transmitidas pelo Ministério da Saúde, sobre procedimentos e protocolos.

O distanciamento social recomendado mundialmente para ganhar tempo e não sobrecarregar as instalações do sistema de saúde e altera drasticamente a rotina de vida. Essa medida tem sido adotada mundialmente vida e tem apresentado resultados. Mas os governos não são vendedores de ilusões. Eles têm precisam assumir a liderança e a responsabilidade, centralizar decisões e orientações, se colocar acima das disputas partidárias, eleitoreiras e ideológicas. O sistema de saúde precisa funcionar harmônico nos três níveis – federal, estadual e municipal, pois existe expectativa de sobrecarga.

O descumprimento das recomendações do governo por qualquer pessoa investida de responsabilidade governamental, com comportamento oposto ao recomendado por ele mesmo, traz insegurança, cria conflitos, dá mau exemplo de coordenação e dificulta a avaliação da população para conciliar suas necessidades de proteção da vida e do retorno ao trabalho, às atividades econômicas e ao relacionamento social.

A solução não é fácil e é complexa. O governo é o responsável por promover a união e as ações para salvar vidas, preservar a economia e fazer as recomendações técnicas. O tempo precisa ser utilizado para discussões sérias, concentração em medidas de saúde e econômicas e não em brigas, ataques pessoais, e a instituições, tentativa de criminalização do Congresso e do STF, de adversários políticas, governadores e prefeitos e politização até mesmo e assuntos técnicos como procedimentos e uso de medicamentos.

O Presidente da República é a autoridade máxima em nosso país. Ele tem o poder de decidir e a responsabilidade das decisões. Se o presidente não é a favor da adoção de determinados procedimentos, ele tem a obrigação de não permitir a divulgação. Não deve haver autorização para divulgar orientações e procedimentos que ele mesmo não acredita e desautoriza. Nada impede um presidente de substituir um ministro ou um auxiliar em função de confiança e isso pode ser feito perfeitamente dentro da ética. Se a autoridade tem convicção do que quer, substitui, nomeia alguém que justifica a sua linha de pensamento, justifica, dá ordens e orientações claras, assume a responsabilidade e “assina embaixo” da sua diretriz.

A população não pode ficar insegura, assistindo brigas políticas e desorientação de procedimentos. Ela precisa cuidar da saúde individual e coletiva e trabalhar. Mas para isso, precisa de orientação segura. É importante que ela veja as autoridades focadas, atentas nas avaliações e nas correções de rumo.
Quando cresce o problema, aparece o líder que cresce mais que a crise, centraliza as ações, as decisões, as orientações e assume a responsabilidade.

Mesmo com atraso, ainda é hora de elevar a conduta.

*Santos Cruz é general e ex-ministro de Jair Bolsonaro

ESPAÇO DO GIVVA

OPINIÃO

POR GIVANILDO SILVA

HISTÓRIA 

A história não comporta rascunho. Por isso mesmo, não se refaz a história.

Todos (PAN), neste momento de alteração repentina, encontram-se elaborando história, porque a história pertence a cada um.

E é para sempre, pois o que não fica pode até ser narrativa, mas, certamente, não é história.

LUCIDEZ 

Já agora de madruga, uma médica, cujo nome não me ocorre, concedeu excelente entrevista ao SBT.

Na verdade, uma das poucas palavras lúcidas acerca do novo coronavírus, em tempos de heresia televisiva.

SECTARISMO 

O sectarismo político nacional tem polarizado, infelizmente, o Brasil, também na doença.

Os números levantados sobre o isolamento social mostram isso, claramente.

É chegada a hora dos prefeitos – a vida é um fato local – entrarem em ação mais fortemente, na busca do equilíbrio, para que a intolerância não seja elemento contributivo ao agravamento da situação.

 

ARREPENDEI-VOS – IV

REFLEXÃO

POR CARLOS SKARLACK

Arte: Karla Viegas

“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham, assim, os tempos de refrigério pela presença do Senhor”. Este foi o conselho que, o apóstolo Pedro, deu ao povo que assistiu ao primeiro grande milagre operado por Deus, em nome de Jesus (Atos 3.19), no limiar da Igreja Primitiva. Foi ao subir, com o também apóstolo, João, ao templo à hora da oração. Ao ser interpelado por um paralítico, que pediu uma esmola, Pedro sentenciou: “Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou: Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda”. Arrependimento, e conversão, foram às primeiras alocuções feitas pelos apóstolos que, com efeito, provocaram a conversão de quase cinco mil pessoas. Igualmente, revoltou a casta de líderes religiosos, que tomados de inveja, prenderam os dois apóstolos. Mensagem de arrependimento, que já fora admoestada, antes, pelo próprio Pedro, no pós Pentecoste. Depois de insinuarem que os cristãos estavam embriagados, ao ouvirem os mesmos falarem em outras línguas (Atos 2.1-4), e serem ministrados por Pedro, sobre o que realmente ocorrera, os do povo, perguntaram aos apóstolos: “Que faremos, varões irmãos?” (Atos 2.27). Então, Pedro, disse-lhes: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos 2.38). A mensagem do arrependimento, segundo a qual Deus está sempre certo e, o homem, equivocado, foi propagada, na Igreja Primitiva, também pelo apóstolo Paulo. Ao encontra-se em Atenas, o apóstolo foi instado ao debate com os Judeus e religiosos e tantos outros que se apresentavam, na Sinagoga. E, depois de contenderem com Paulo, filósofos Epicureus (que afirmavam que a gratificação dos apetites e prezares era o fim primitivo da vida) e Estóicos (que ensinavam que o homem não deve ser comovido nem pelo gozo nem pela tristeza), tomando-o, o levaram ao Areópago (refere à Colina de Marte que dava frente à Acrópoles; esta era a Corte Suprema de Atenas). Ao ser confrontado pelos Juízes da Corte Suprema de Atenas, a respeito de sua pregação sobre o Deus Pai (Criador) e Deus Filho (Jesus Cristo o Salvador), Paulo, depois de fazer ponderações, instou que os mesmos se arrependessem: “Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância; anuncia agora a todos os homens, em todo lugar, que se Arrependam” (Atos 17.30). Todavia, Paulo não restringiu sua mensagem sobre o valor inequívoco e, inquestionável, do arrependimento, aos atenienses. Isto fica patente, pelas palavras do própio apóstolo, quando em autodefesa contra falsas acusações dos Judeus, durante audiência em Cesaréia, perante o governador, Pórcio Festo; o rei Agripa e sua irmã Berenice, tribunos e principais da cidade, onde encontrava-se preso, declarou: “Antes anunciei primeiramente aos que estão em Damasco, e em Jerusalém, e por toda a terra da Judéia, e aos Gentios, que se emendassem, e se convertessem a Deus, praticando obras dignas de arrependimento” (Atos 26.20). Consoante, o escritor francês, Balzak Honoré, filosofa, que contra todo pecado e, força do mal, existe apenas uma arma: “O arrependimento é uma força que põe termo a tudo”.
Só Cristo Salva!

ARREPENDEI-VOS

REFLEXÃO

POR CARLOS SKARLACK

A imagem pode conter: texto

Arte: Karla Viegas

“Porque não tomo prazer na morte do que morre, diz o Senhor Jeová; convertei-vos, pois, e vivei”. Esta assertiva de Deus, descrita pelo profeta Ezequiel, no versículo 32, do capítulo 18 de seu livro, soa como que uma resposta ao questionamento retórico que, o próprio Senhor, fizera no verso 18: “Desejaria eu, de qualquer maneira, a morte do ímpio?” Deus externa seu desejo, também expresso no versículo 30 do capítulo em foco: Que o pecador converta-se. Com propósito de deixar claro que a responsabilidade é individual e, não algo hereditário, a palavra do Senhor veio a Ezequiel, objetivando acabar com o provérbio que imperava em Israel, segundo o qual “os pais comeram as uvas verdes, mas os dentes dos filhos é que se embotaram”. Depois impor um xeque-mate nesse pensamento, Deus encerra o ensinamento, exortando: “Convertei-vos”. Retroagindo ao primeiro texto que principiou esta série sobre arrependimento, recordemos que a primeira palavra proferida por Jesus Cristo, ao iniciar seu Ministério (Mateus 4.17), é: Metanoie-te. Esse vocábulo muitas vezes é traduzido por: Convertei-vos, tradução da palavra hebraica Teshuvá – que significa voltar para si mesmo, voltar para sua terra. Em sua raiz etimológica, a palavra grega arrependimento, significa conversão. E, isto, é o que Deus – o Pai –, entre 593 e 751 a. C. (quando foi escrito o livro de Ezequiel), já proclamava: “Convertei-vos”. Em seu arrazoado, o Senhor alerta, que até mesmo o justo, desviando-se da sua justiça e cometendo iniquidade, morreria por ela – verso 27. Todavia, pondera que, convertendo-se até mesmo o ímpio da sua impiedade que possa ter cometido e praticando o juízo e a justiça, conservará este a sua alma. Neste tempo em que o mundo é assolado pela pandemia da Covid-19, assistimos um clamor mundial pela cura do coronavírus. Todavia, é inquestionável a falta de arrependimento da humanidade por cada um dos seus pecados, e por todas as suas iniquidades praticadas contra o Criador. A conclamação ao arrependimento começa sendo feito ao povo de Deus. Conforme o escritor cristão, Jonh Gill, a expostulação, “Por que razão morreríeis?” não é feita com todos os homens; nem pode ser provada que tenha sido feita com alguém que eventualmente não foi salvo, mas com a casa de Israel, que são chamados os filhos e o povo de Deus. Isto posto, a afirmação, “Eu não tenho prazer na morte do que morre”, que é algumas vezes traduzida com um juramento (Ezequiel 33.11) “Vivo eu, diz o Senhor Deus, que não prazer na morte do ímpio”, jamais opera contra um ato de preterição; pelo qual alguns são deixados justamente por Deus a perecer em/e por suas iniquidades, ainda conforme Giil. Assim como Israel chorava, lamentava-se, embora sua calamidade se devesse totalmente a eles, que não eram gratos a Deus, lamenta o mundo hodierno. Sim, a despeito da ingratidão da humanidade, Ele (Deus) se deleita no exercício do julgamento e da justiça. Igualmente, em demonstrar misericórdia, e se ri da calamidade dos ímpios, zombando quando o temor deles se apresenta (Jeremias 9.24; Provérbios 1.26). Deus não tem prazer na morte do que morre: em suas guerras, contendas, misérias, calamidades, pandemias ou coisas similares. Porém, que se converta e se arrependa, e tenha vida abundante em Jesus Cristo. Afinal, Só Cristo Salva!!