Educação se prepara para receber alunos com microcefalia

Parceria com Secretaria de Saúde localiza público alvo

A Secretaria Municipal de Educação, Esporte e Lazer (SEMEEL) está se preparando para receber no Ano Letivo 2018 alunos com microcefalia que nasceram entre 2014 e 2015 durante o surto de Zika Vírus entre as gestantes que ocasionou no nascimento das crianças com a condição neurológica em que a cabeça e o cérebro são significativamente menores do que os de outras crianças da mesma idade. A Secretaria de Educação está em parceria com a Secretaria de Saúde para localizar essas crianças e garantir a elas o direito à educação.

“As crianças que nasceram com microcefalia durante aquele surto que deixou as autoridades de saúde preocupadas estão chegando neste ano de 2018 com idade suficiente de entrar na Educação Infantil, na modalidade Maternal II, também conhecida como creche. Diante disso estamos em parceria com a Secretaria de Saúde para localizar essas crianças e trazê-las para a nossa rede de ensino”, explicou a secretária Municipal de Educação, Esporte e Lazer, Magali Delfino.

As crianças com microcefalia estão na classificação de crianças com deficiência, transtorno global do desenvolvimento ou altas habilidades. Isso faz com que a SEMEEL monte estratégia para receber essas crianças e possa oferecer a elas educação de qualidade atendendo às suas necessidades particulares dentro do Ensino Regular.

“Durante o mês de novembro realizamos a matrícula para as crianças e adolescentes com deficiência em nossa rede de ensino, desde a Educação Infantil até a o último ano do Ensino Fundamental. E mesmo com o prazo encerrado ainda poderemos matricular essas crianças com deficiência em qualquer período. Entretanto é importante que o pai ou a mãe faça essa matricula o mais breve possível para que a gente tenha tempo hábil de montar a estrutura que essa criança merece para estudar e se educar”, completou a secretária.

Além de matricular a criança com microcefalia no Ensino Regular é indispensável também que os pais matriculem os filhos nas salas de Atendimento Educacional Especializado (AEE). O atendimento acontece no contraturno com profissionais especializados e equipamentos necessários para o desenvolvimento desses alunos.

“Mesmo com o pai ou a mãe exercendo a responsabilidade de matricular seu filho ou filha com microcefalia, tanto no Ensino Regular como também no Atendimento Educacional Especializado, esses pais precisam entender a importância de manter essa criança na escola com frequência necessária para que ela possa se desenvolver cognitivamente. Nosso trabalho agora é de conscientizar os pais sobre a necessidade de manter seus filhos na escola”, destacou a coordenadora da Educação Especial da SEMEEL, Selma Bedaque.

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