ENTREVISTA: FERNANDO GABEIRA

POR PARTES

DA REVISTA CRUSOÉ

A Crusoé perguntou a Fernando Gabeira se Jair Bolsonaro pode pacificar o Brasil.

Ele respondeu:

“As primeiríssimas frases pacificadoras pareciam ter sido proferidas contra a sua vontade. Na linha de ‘vamos pacificar essa merda porque tem que pacificar’. Acho que, com o tempo, à medida que o processo político se desenvolve e você é obrigado a se abrir para a complexidade do Brasil e a diversidade de opiniões e pressões, a pessoa tende a ficar mais sábia e compreensiva. A experiência permite que ela até conheça um pouco melhor a humanidade do que conhecia antes de assumir o poder. Mas você nunca sabe como as coisas vão se passar. Tenho a expectativa de que ele será um cara tranquilo e acho que deveríamos contribuir para que haja essa tranquilidade. Bolsonaro tem muito bom humor e é um cara brincalhão, pelo menos comigo. É preciso estimular esse lado. Vamos domar a fera, não é? Não tem jeito.”

Fernando Gabeira, em sua entrevista à Crusoé, explicou por que as mentiras da esquerda fracassaram contra Jair Bolsonaro.

A revista perguntou:

“A esquerda propôs o embate entre civilização e barbárie, entre democracia e ditadura”.

Ele respondeu:

“Isso foi uma construção. A esquerda criou no Bolsonaro uma determinada ameaça à democracia e se colocou imediatamente como defensora e guardiã dos princípios democráticos. Era uma tática, não uma estratégia, e uma tática que não deu certo porque não era a democracia que estava em jogo, embora ela tenha importância clara e essencial. A democracia não era questão porque Bolsonaro queria chegar ao governo através de um processo eleitoral, não de um golpe de estado. Foi uma eleição com todos os recursos democráticos em pleno funcionamento. A comparação com a ditadura militar, portanto, não era correta. Lá, houve o uso da força para tomar o governo.”

Leia o resto da entrevista aqui.

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