O escândalo do mensalão estancou à porta do Palácio do Planalto. E se o da Petrobras forçar a entrada?

E se o da Petrobras forçar a entrada?

Por Ricardo Noblat

 

Eis a quCorrupção custa caro (Foto: Arquivo Google)

Eis a questão: o que fazer com as empreiteiras que comprovadamente corromperam ou se deixaram corromper em negócios com a Petrobras?

Bastará multá-las? Ou multá-las, obrigando-as também a devolver o dinheiro público desviado?

Ou seria o caso de, além disso, declará-las inidôneas?

Quer dizer: elas não poderiam mais fazer negócios com os governos e suas empresas durante certo tempo.

Ou não: as empresas seriam deixadas em paz. Seus donos e executivos atuais é que seriam proibidos de negociar para sempre com os governos. Que tal?

Não daria para puni-las suspendendo a execução de outras obras para o Estado. A não ser que se conclua que também houve corrupção fora do âmbito da Petrobras. O que seria possível, convenhamos.

Tais indagações fornecem uma pálida ideia do tamanho da confusão que a Justiça e o governo terão pela frente.

A confusão será tanto maior quanto for a indignação crescente do distinto público com roubalheiras.

E, passada a etapa atual que culminou com o arrastão de donos e executivos de empreiteiras detidos pela Polícia Federal…

E quando o Congresso se achar diante da tarefa de cassar dezenas de deputados e senadores?

O corporativismo dos políticos acabará vencendo?

O país será sacudido por novas manifestações de ruas pedindo cadeia para os culpados?

Por último: a investigação do escândalo do mensalão estancou à porta do Palácio do Planalto. Dali não passou por falta de interesse da Justiça e da oposição ao governo.

Novamente assistiremos ao mesmo filme?

Fonte: Blog do Noblat

O amadorismo do Planalto

Colunista da Veja comenta erro de Dilma e Lula

Brandão: amadorismo do Palácio

A recusa de Luiz Trabuco ao convite para assumir o Ministério da Fazenda é mais uma trapalhada de Dilma Rousseff (ou dos que a aconselham) na condução do dia a dia do governo.

Receber Lázaro Brandão no Palácio do Planalto na terça-feira para (leia mais aqui ) comunicar sua pretensão ao presidente do Conselho do banco, inflando assim as expectativas de todos com uma possibilidade de um nome classe A para o cargo e, no final das contas, chegar ao anticlímax da recusa é algo perto do amadorismo.

Em resumo, Brandão só deveria ter ido ao Palácio para dar a resposta positiva sobre o seu subordinado, com quem já teria obviamente conversado – é assim que funciona o ritual do jogo político competente. Qualquer outra resposta significa desgaste. É o que está acontecendo.

E ainda fragiliza quem for o escolhido. A justificativa-padrão que será apresentada ao distinto público, a de que Trabuco ajudará mais o governo fora do governo, dispensa comentários.

Fonte: www.veja.com.br

Fundador das Casas Bahia, Samuel Klein morre aos 91 anos em SP Empresário estava internado no Hospital Albert Einstein.

Klein morreu de insuficiência respiratória

Samuel Klein em dezembro de 2004, O proprietário e fundador das Casas Bahia, Samuel Klein (d), na abertura da 'Super Casas Bahia', no Pavilhão do Anhembi, Zona Norte de São Paulo (Foto: Eduardo Nicolau/Estadão Conteúdo/Arquivo)

Samuel Klein, o fundador da rede de lojas de departamento Casas Bahia, morreu na manhã desta quinta-feira (20) em São Paulo. Ele estava internado há 15 dias no Hospital Albert Einstein. O corpo foi velado no Cemitério Israelita do Butantã, onde o enterro ocorreu no começo desta tarde.

Samuel Klein havia completado 91 anos em 15 de novembro. Polonês naturalizado brasileiro, ele deixou a Europa durante a Segunda Guerra Mundial e se estabeleceu em São Caetano do Sul, no ABC.

Nascido em Lublin em 1923, ele foi o terceiro de nove irmãos. Chegou a ser preso aos 19 anos pelos nazistas e enviado com o pai para o campo de concentração em Maidanek, na Polônia, enquanto a mãe o cinco irmãos foram exterminados no campo de Treblinka.

Ele relatava que, no campo de trabalhos forçados, sobreviveu graças às habilidades de carpinteiro. Samuel conseguiu fugir durante uma transferência de presos em 1944. Depois, foi para Munique em busca do pai. Após um período vendendo artigos para as tropas aliadas, se mudou em 1951 para a América do Sul.

Na década de 1950, Samuel Klein começou a vender roupas de cama, mesa e banho de porta em porta pelas ruas de São Caetano do Sul. Em 1957, ele comprou sua primeira loja na cidade, e a batizou de Casas Bahia em homenagem aos imigrantes nordestinos (Foto: Divulgação/Casas Bahia)Na década de 1950, Samuel Klein começou a vender roupas de cama, mesa e banho de porta em porta pelas ruas de São Caetano do Sul. Em 1957, ele comprou sua primeira loja na cidade, e a batizou de Casas Bahia em homenagem aos imigrantes nordestinos (Foto: Divulgação/Casas Bahia)
A riqueza do pobre é o nome. O credito é uma ciência humana, não exata. Não importa se o cliente é um faxineiro ou um pedreiro, se ele for bom pagador, a Casas Bahia dará credito para que ele resgate a cidadania e realize seus sonhos”
Samuel Klein

Seu primeiro destino no continente foi a Bolívia. Ao Brasil, chegou em 1952 trazendo a mulher Ana e o filho Michael, então com dois anos e que tinha nascido na Alemanha.

Em São Caetano começou a atuar como mascate revendendo roupas de cama, mesa e banho de porta em porta usando uma charrete. À época, segundo relato da família, já adotava a possibilidade de pagamentos parcelados, cuja contabilidade era executada pela mulher.

A primeira loja foi adquirida em 1957 e ficava no Centro de São Caetano, no número 567 da Avenida Conde Francisco Matarazzo. Ela recebeu o nome de Casa Bahia em homenagem aos nordestinos que se deslocaram para o ABC para atuar na indústria. Com a ampliação para outras unidades, o nome da primeira loja ganhou o plural, Casas Bahia, e batizou o empreendimento.

Ontem foi ontem, já passou. Hoje é hoje e é o que nos importa. Amanhã, o futuro, a Deus pertence”
Samuel Klein

Pensamentos
No livro “Samuel Klein e Casas Bahia – Uma Trajetória de Sucesso”, lançado em novembro de 2003, Samuel Klein registrou suas memórias.

Veja abaixo alguns de seus pensamentos:

“Acredito no ser humano. Caso contrário, não abriria as portas das minhas lojas todos os dias. O que ajuda a me manter vivo é a confiança que tenho no próximo.”

“Em nossa vida profissional, não podemos falhar. São justamente nossos erros que estragam nossos acertos.”

“Ontem foi ontem, já passou. Hoje é hoje e é o que nos importa. Amanhã, o futuro, a Deus pertence.”

De um bom namoro sai um bom casamento. Da boa conversa, sai um bom negócio.”
Samuel Klein

“Que país abençoado esse Brasil. O povo também é pacato e acolhedor. O Brasil é um país que dá oportunidades para quem quer trabalhar e crescer na vida. Cresci junto com o Brasil. Não fiquei parado vendo o país crescer.”

“De um bom namoro sai um bom casamento. Da boa conversa, sai um bom negócio.”

“O segredo é comprar bem comprado e vender bem vendido.”

“A riqueza do pobre é o nome. O credito é uma ciência humana, não exata. Não importa se o cliente é um faxineiro ou um pedreiro, se ele for bom pagador, a Casas Bahia dará credito para que ele resgate a cidadania e realize seus sonhos.”

Meu lema é confiar. Confiar no freguês, nos fornecedores, nos funcionários, nos amigos e, principalmente, em mim”
Samuel Klein

“Temos que amar o País em que vivemos. A palavra crise não existe no meu dicionário. Eu sempre comprei por 100 e vendi por 200.”

“Meu lema é confiar. Confiar no freguês, nos fornecedores, nos funcionários, nos amigos e, principalmente, em mim”.

“Eu vivo e deixo os outros viverem”

O empresário Samuel Klein e seu filho Michael Klein durante a inauguração do Centro de Tecnologia da Organização, em São Caetano do Sul, região metropolitana de São Paulo, em novembro de 2005 (Foto: Sebastião Moreira/Estadão Conteúdo/Arquivo)O empresário Samuel Klein e seu filho Michael Klein durante a inauguração do Centro de Tecnologia da Organização, em São Caetano do Sul, região metropolitana de São Paulo, em novembro de 2005 (Foto: Sebastião Moreira/Estadão Conteúdo/Arquivo)

Negócios
Em 2009, o Grupo Pão de Açúcar anunciou que havia fechado um acordo de fusão com as Casas Bahia. Segundo comunicado divulgado ao mercado na ocasiaão, o contrato visava a integração dos seus negócios no setor de varejo e de comércio eletrônico. Com isso, a associação uniu as operações do Ponto Frio (Globex), das Casas Bahia e do Extra Eletro (Grupo Pão de Açúcar) em uma única e nova sociedade.

De acordo com a nota, a empresa resultante da operação teria, na época, 1.582 lojas, em 337 municípios, incluindo super e hipermercados. As unidades estão em 18 estados e no Distrito Federal. O faturamento anualizado da Companhia em 2008 com Ponto Frio e Casas Bahia estava ao redor de R$ 40 bilhões.

No site da Via Varejo, a informação atual é de que a rede tem mais de 56 mil funcionários e 620 lojas e está presente em 17 estados (SP, RJ, ES, MG, GO, MT, MS, BA, SC, PR, SE, CE, TO, PE, RN, AL e PB), além do Distrito Federal. A marca Casas Bahia foi avaliada em US$ 420 milhões e é considerada a 6ª marca de varejo mais valiosa da América Latina e a 2ª do Brasil, segundo ranking “Best Retail Brands”, divulgado pela consultoria Interbrand.

Empresa ressalta empreendedor
Em comunicado divulgado à imprensa, a a empresa lamentou o falecimento do fundador e ressaltou seu “espírito empreendedor”, destacando sua contribuição para o desenvolvimento do varejo brasileiro.

“Foi a visão e o pioneirismo de Samuel Klein na oferta de crédito às camadas populares da população que possibilitou a realização dos sonhos de milhões de famílias brasileiras”, informa a nota.

Samuel Klein nasceu em Lublin, na Polônia, em uma família judaica. Aos 19 anos, foi enviado pelos nazistas a um campo de concentração. Após a guerra, viveu na Alemanha e Bolívia, até chegar a São Caetano do Sul, no Grande ABC (Foto: Divulgação/Casas Bahia)Samuel Klein nasceu em Lublin, na Polônia, em uma família judaica. Aos 19 anos, foi enviado pelos nazistas a um campo de concentração. Após a guerra, viveu na Alemanha e Bolívia, até chegar a São Caetano do Sul, no Grande ABC (Foto: Divulgação/Casas Bahia)
Samuel Klein, em imagem de destaque na página que traz seu perfil no site das Casas Bahia (Foto: Divulgação)Samuel Klein, em imagem de destaque na página que traz seu perfil no site das Casas Bahia (Foto: Divulgação)
Samuel Klein, executivo fundador das Casas Bahia (Foto: Divulgação)Samuel Klein, executivo fundador das Casas Bahia (Foto: Divulgação)

O fundador das Casas Bahia, Samuel Klein (dir.), posa com o ator e garoto propaganda da marca, Fabiano Augusto, durante a abertura da 'Super Casas Bahia', em São Paulo, em dezembro de 2004 (Foto: Eduardo Nicolau/Estadão Conteúdo/Arquivo)O fundador das Casas Bahia, Samuel Klein (dir.), posa com o ator e garoto propaganda da marca, Fabiano Augusto, durante a abertura da ‘Super Casas Bahia’, em São Paulo, em dezembro de 2004 (Foto: Eduardo Nicolau/Estadão Conteúdo/Arquivo)

Fonte: g1.com.br

Salatiel de Souza, Adenúbio Melo, Carlos Santos, Renato Dantas, Geraldo Ramos e Aluísio Machados são condenados

Ex-vereadores de Natal tem condenações por corrupção passiva mentidas pela Justiça nesta quinta-feira, 2o

Por Dinarte Assunção

Os ex-vereadores Carlos Santos, Adenúbio Melo e Salatiel de Souza também tiveram as condenações por corrupção passiva mantidas.

As interceptações telefônicas, registrou o relator da matéria, Glauber Rêgo ,demonstraram que os três atuaram no grupo criminoso. Os demais desembargadores, Gilson Barbosa e Ibanez Monteiro, seguiram o entendimento.

Ao considerar as condutas do ex-vereadores Aluísio Machado, Renato Dantas e Geraldo Ramos dos Santos Neto, o relator do processo da Operação Impacto, Glauber Rêgo, também manteve as condenações de primeira instância.

Todos tiveram as condenações por corrupção passiva mantidas. Os demais membros da Câmara Criminal, Ibanez Monteiro e Gilson Barbosa, seguiram o entendimento.

Fonte: www.portalnoar.com

Fim de cadastramento biométrico

Servidores da Prefeitura de Mossoró terão até esta sexta-feira para se cadastrarem

O cadastramento biométrico para servidores efetivos e comissionados da Prefeitura Municipal de Mossoró termina amanhã, 21. Como o prazo não será prorrogado e o cadastramento é obrigatório a todos os servidores municipais, os funcionários que ainda não fizeram o cadastramento terão apenas mais um dia para se legalizar perante o Município.

A Secretaria de Administração informa que vai tomar as medidas cabíveis com os trabalhadores que não fizerem o cadastramento e a primeira será a abertura de uma sindicância para que o servidor possa se defender e justificar a sua ausência no período da biometria. Dos 6.155 servidores municipais que devem participar da biometria, 5.170 já participaram do cadastramento biométrico. Até o encerramento do prazo, 985 servidores ainda devem comparecer ao auditório da Estação das Artes.

“Até o fim da manhã desta quinta-feira, tivemos uma boa participação dos servidores. É importante que todos venham para a biometria. O fluxo de pessoas está tranquilo, a gente até achou que seria mais tumultuado por ser a última semana do cadastramento, mas tem sido bem tranquilo. A equipe está preparada para atender aos servidores”, avisa Keith Oliveira, coordenadora da biometria

Câmara Criminal condena ex-vereador Edivan Martins

Justiça reforma sentença em primeiro grau

A Câmara Criminal decidiu pela condenação do ex-vereador Edivan Martins pelo crime de corrupção passiva. A decisão reforma a sentença em primeiro grau que absolveu o ex-presidente da Câmara Municipal de Natal.

De acordo com o relator do processo da Operação Impacto, o desembargador Glauber Rêgo, não há dúvidas sobre a participação de Edivan Martins de forma velada no esquema de recebimento de propinas durante a votação do Plano Diretor de Natal em 2007. “Não tenho dúvida que o apelado se disponibilizou a votar com o grupo. A participação de Edivan ocorreu de forma velada”, disse Rêgo.

Segundo a Câmara Criminal, o ex-vereador participava do grupo que votaria em troca de vantagem pecuniária e só não votou contra o veto porque almejava a indicação para ser líder do prefeito na Câmara.

De manhã, o promotor Paulo Roberto Souza Leão pediu a condenação de Martins durante a suspentação do Ministério Público.divan Martins foi absolvido em primeira instância. Na época, o juiz Raimundo Carlyle, não haviam provas suficientes para condenar o ex-parlamentar.

Memória

Deflagrada em meados de 2007, a Operação Impacto investigou suposto envolvimento de vereadores, assessores e empresários em esquema de recebimento de propina para a aprovação de emendas ao Plano Diretor de Natal. As emendas em questão permitiriam maiores construções em áreas originalmente limitadas pelo projeto enviado pelo Poder Executivo, além de alterar valor de outorga onerosa e trâmite dos pedidos de licenciamento ambiental.

Fonte: www.tribunadonorte.com.br

Grande imprensa

Uma série para entrar para a história 

Em uma certa província de um Estado que temo como símbolo um Elefante, os meninos & e meninas da mídia estão deliciando-se com o enredo do momento.

O script é o seguinte.

Um político pautou um de seus assessores – daqueles que recebem a grana, mas de público posa de independente – para que, com base em um relatório, produzir uma série especial de matérias.

Claro, que tudo muito imparcial e independente.

Então, o assessor passa alguns dias produzindo uma matéria, negócio rebuscado, e manda pro ar.

No dia seguinte o patrão faz uso do material com grande estardalhaço.

E, como se a trapaça não fosse de domínio público, patrão e empregado – leia-se assessor -, tentam arregimentar apoios ao projeto.

Brincadeira…

Juiz fala sobre auditoria na folha de pessoal da Prefeitura de Mossoró

Magistrado escreve que a imprensa de Mossoró está silente

“O Judiciário de Mossoró sempre deu resposta rápida e precisa à corrupção. Nada de silêncio. Mas não pode o Judiciário acionar. Função do Ministério Público”.

Foi o que postou o juiz da 3ª Vara Criminal de Mossoró, Cláudio Mendes Júnior, através de seu Twitter, nesta quinta-feira, 20.

Ele se referia a cobrança para a Justiça se posicione sobre supostas irregularidades na Prefeitura de Mossoró, constatada em recente auditoria de técnicos da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern).

–  No sistema acusatório, o Ministério Público é parte. O Judiciário é inerte e imparcial – , escreve.

Mendes Júnior lembra que cabe a imprensa denunciar, ao MP e a Polícia investigarem, e ao Judiciário a competência é de julgar. “Mas apenas os processos que chegam a ele! Agora, sair da posição de inércia, e ir instaurar processo de oficio, não dá. Vivemos democracia, cada um com sua posição processual”, cita.

Para reafirmar que o Judiciário em nível local não é omisso o magistrado lista exemplos como condenações na Operação Sal Grosso e a cassação de políticos da cidade ocorridas recentemente.

Antes o juiz já havia se pronunciado, também pelo Twtter.

– Interessante como a “imprensa local” não fala uma palavra sobre essas denúncias da auditoria na Prefeitura Municipal -, escreveu.

E acrescentou:

– Será possível que ninguém está vendo isso?

O Velho Apache Antenado anda gargalhando

Tem bobo na corte que vai perder o reinado e não aprende a lição

O Velho Apache Antenado deu uma sonora gargalhada ao ler em um blog de Natal, que o governador eleito, Robinson Faria (PSD), teria tido uma reunião com o chefe da Casa Civil do Governo Rosalba Ciarlini, Carlos Augusto Rosado.

Recordou quando, há cerca de três anos, quando Robinson Faria rompeu com Rosalba e Carlos Augusto Rosado e foi para a oposição.

Neste período, sempre que vinha cumprir agenda em Mossoró, Robinson Faria era tratado por alguns meninos de recado de Carlos Augusto Rosado de “forasteiro”.

E os poucos jornalistas que tinham o mínimo de independência e, coragem – naquele tempo – de entrevistar Robinson, eram colocados em uma certa lista negra, em Mossoró e, dizem, que a listinha era encaminhada para um certo gabinete em Natal.

Os rosalbistas defendiam que todo e qualquer jornalista tratasse Robinson como forasteiro ou do contrário era tripudiado.

O pior é que mesmo depois das “voltas que o mundo deu”, com Robinson Faria sendo governador eleito, em Mossoró, ainda tem uns e outros que não entendem que esse jornalismo em que os profissionais de imprensa elegem “aliados” e “adversários” não funciona mais.

Político é político e jornalista é jornalista.

Quando jornalista quer assumir as dores de seus patrões, então, pode anotar que não termina bem.

Chicão Tatoo sofreu mais de 40 punhaladas dos assaltantes, sendo que uma no coração

Assassino de tatuador revela detalhes do crime praticado com um comparsa menor

Equipe da Polícia Civil apresenta assassino de tatuador – Fotos:O Câmera

 Por Cezar Alves

O tatuador Francisco de Assis Costa Soares, o Chicão, de 28 anos, sofreu mais de 40 facadas, sendo que uma no coração. Teria ficado agonizado por algum tempo e perdido os sentidos. Sávio Emanuel da Silva, de 18 anos (foto), e o menor, o mataram para roubar tênis, roupa, pouco dinheiro e algumas joias de baixo valor.

O menor já conhecia Chicão Tatoo de vista e que isto teria facilitado o acesso. “Chegamos ao local, chamamos, entramos e anunciamos o assalto”, relatou Sávio, acrescentando que ele ficou com Chicão Tatoo rendido enquanto o menor pegava os pertences da vítima.

Inicialmente Chicão ficou deitado no chão na entrada da casa. Depois o assaltante disse que o levou para o primeiro piso e lá, segundo o assaltante, a vítima reagiu, tentando desarmá-lo e foi esfaqueado por ele e pelo menor.  “Num reaja não, se não você morre”, disse Sávio.

Em seguida Sávio disse que se limparam no banheiro. Na verdade, os dois tomaram banho na casa da vítima, afirma o delegado José Cleiton Pinho de Sousa, da Delegacia de Homicídios de Mossoró, que reconstituiu a ocorrência ainda durante a madrugada desta quinta-feira, 20.

Após se limparem, os dois saíram tranquilamente da casa e local de trabalho do tatuador e foram para suas casas, na Favela do Pirrichil, levando duas bolsas de produtos roubados. Eles haviam entrado na residência às 8h. Ficaram lá até às 9h30. O corpo foi encontrado por uma aprendiz às 14h, que chamou a Policia Militar.

Há sinais que Chicão teria ficado vivo no local e teria se debatido por mais de uma hora antes de perder os sentidos e morrer. Estes detalhes serão confirmados ou descartados pela perícia médica realizada pelo Instituto Técnico-científico de Policia (ITEP) no local e no corpo da vítima.

O delegado Cleiton Pinho e a delegada Liana Aragão, que também trabalhou na investigação, disseram que os acusados deixaram vários rastros no local, que possibilitaram, com trabalho de investigação, chegar aos nomes dos suspeitos. Era só uma questão de localiza-los.

Foi o que aconteceu por volta de meia noite. Sávio estava numa casa usada por viciados para consumo de drogas. Não reagiu. Confessou o crime e espontaneamente passou a contar os detalhes de como tudo aconteceu, inclusive no local da ocorrência.

“Chamamos o perito do ITEP Renildo Marcelino para fazer uma mini reconstituição na casa do tatuador”, conta o delegado Cleiton Pinho. “O que ele narrou não nos deixa dúvidas de que foi ele mesmo que praticou o crime, que caminha para se configurar latrocínio”, diz o perito.

Diante das evidências, Sávio foi autuado em flagrante por latrocínio, ou seja, assalto seguido de morte da vítima. O menor, que já foi identificado, está sendo procurado. “Conversamos com os pais dele e também não nos resta mais dúvidas”, destaca o delegado Cleiton Pinho.

Sávio foi enviado para a Cadeia Pública de Mossoró, onde vai aguardar julgamento.

 

Velório

O corpo de Chicão Tatoo foi examinado no Instituto Técnico-científico de Policia (ITEP) na noite desta quarta-feira, 19, e liberado para velório e sepultamento: