Tesoureiro do PT teria cobrado propina também em Itaipu

Segundo denúncia de um dos operadores do mensalão, João Vaccari teria pedido até 12% de “comissão” para abastecer campanhas do partido

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Da redação

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O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, acusado de arrecadar propina no esquema de corrupção da Petrobras que teria beneficiado a campanha de Dilma Rousseff em 2010, também estaria envolvido em operações irregulares dentro da Itaipu Binacional e do fundo de pensão da empresa, o Fibra, segundo reportagem do jornal “O Globo” desta quarta-feira (22).

De acordo com a publicação, a denúncia contra Vaccari foi feita pelo operador financeiro Lúcio Bolonha Funaro, identificado como um dos operadores do esquema do mensalão.

Em pelo menos duas ocasiões, segundo o “Globo”, Funaro acusou Vaccari de cobrar propina em operações com fundos de pensão – na CPI dos Correios, em 2006, e na das ONGS, em 2010. Questionado pelo Ministério Público Federal, o operador disse que o tesoureiro do PT chegava a cobrar 12% de “comissão”. O dinheiro serviria para alimentar o caixa dois das campanhas políticas do Partido dos Trabalhadores.

Em 2010, Funaro sugeriu à CPI dos ONGS que Vaccari – nomeado para o conselho de administração de Itaipu por Dilma em 2003, quando ela era ministra de Minas e Energia – fosse investigado por seus negócios dentro da empresa e de seu fundo de pensão. Na ocasião, segundo o jornal, o operador disse que o tesoureiro do PT tinha um relacionamento “umbilical” com o grupo Schahin, que tem contratos bilionários com a Petrobras e com Itaipu Binacional.

A empresa de Foz do Iguaçu cedeu terrenos e projetos para a construção da Universidade Latino Americana, a cargo do consórcio Mendes Junior/Schahin, ao custo de R$ 241 milhões, com aditivos posteriores de R$ 13,9 milhões. A obra foi paralisada pelo consórcio sob o argumento de “desequilíbrio financeiro”. O TCU conclui que a falha estava no projeto feito por Itaipu.

Fonte: www.istoe.com.br

Mentira de Dilma II – Cai a farsa petista da vacina de cavalo!

Conselheiro citado por Dilma esclarece o que este blog antecipou e detona a presidente: ela “citou como se fosse um assunto tão grave como os assaltos do seu governo na Petrobras”

Sylo

A frase do ex-conselheiro do Tribunal Contas do Estado de Minas Gerais Sylo Costa usada pela presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) no debate da Record para atacar a gestão de Aécio Neves (PSDB) no governo estadual deu o que falar. O marqueteiro do PT, João Santana, a pinçou da ata de uma sessão extraordinária do TCE mineiro de 2005:

“É duro engolir que vacina para cavalo seja contabilizada como gasto em saúde”, dissera Sylo na ocasião.

19out2014---a-presidente-dilma-rousseff-pt-candidata-reeleicao-e-aecio-neves-candidato-do-psdb-a-presidencia-participam-de-debate-do-segundo-turno-das-eleicoes-promovido-pela-record-1413765560504_956x500Santana sabia que atirar a frase sem contexto na TV lançaria contra o candidato tucano ares de desconfiança quanto ao mau uso do dinheiro público, coisa que Dilma precisa fazer para tentar igualá-lo ao PT neste quesito, em meio aos escândalos consumados de corrupção do partido, especialmente na Petrobras.

A mentira tem perna curta, sim, mas braços longos. Os petistas sabem que o desmentido quase nunca tem a mesma força que o embuste original – e contam com isso para semear a confusão.

Em artigo publicado nesta quarta-feira no jornal O Tempo, do qual é colunista, o próprio ex-conselheiro esclareceu o que este blog antecipou no post Funed desmente Dilma. Vacina para cavalo é gasto com saúde, sim. Veja por quê. Sylo simplesmente questionara o que havia julgado ser um erro natural de secretarias, tanto que ele mesmo se posicionou a favor da aprovação das contas, tendo em seguida recebido da Funed a explicação de que o gasto era mesmo com saúde. Tratou-se de uma discussão interna comum, como escrevi aqui, da qual Dilma se valeu para fins eleitoreiros. Reproduzo abaixo (com grifos meus) o texto completo de Sylo Costa, no qual ele critica a presidente e reforça o seu apoio a Aécio Neves.

É mais uma farsa petista que cai do cavalo. Repito: já passou da hora de o Brasil se vacinar contra os embustes dessa gente.

Explicação necessária sobre o óbvio [22/10/2014]
Sylo Costa, no jornal O Tempo

“Das coisas que não posso entender/ uma é o sol nascer de dia, quando não devia ser/ Devia nascer de noite, para a noite esclarecer/ Se o dia já é claro, que vem o sol fazer?”

Essa quadrinha do folclore sertanejo é um belo exemplo do óbvio. Outro exemplo é este que vou explicar: o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) tem suas competências estabelecidas no art. 76 e seguintes da Constituição Estadual. O inciso I do art. 76 diz que compete ao tribunal “apreciar as contas prestadas anualmente pelo governador do Estado e sobre elas emitir parecer prévio, em 60 dias, contados de seu recebimento”.

E o que faz um conselheiro do Tribunal de Contas? Fiscaliza as contas públicas. Indicado conselheiro do TCE-MG pelo governador Hélio Garcia, tomei posse em 1994 e me aposentei compulsoriamente em 2006, com quase 47 anos de serviços públicos. Nesses 14 anos em que estive no tribunal, fui relator das contas do governo mais de uma vez. Uma delas, em 2005, quando me couberam a relatoria das contas governamentais do exercício fiscal de 2004 e, nessa condição, a análise da prestação de contas para a emissão do parecer prévio, peça de natureza técnico-jurídica que o Tribunal de Contas encaminha à Assembleia Legislativa para subsidiar o julgamento das contas. Sim, é o Poder Legislativo que julga as contas, não o Tribunal de Contas.

Bem, quase caí da poltrona durante o debate do último domingo, quando ouvi Dona Dilma, com ar triunfal, declarar que eu teria dito, na qualidade de relator das contas do então governador Aécio Neves, que vacina para cavalo foi contabilizada como despesa de saúde. O que ela pretendeu fazer – como de hábito, aliás – foi manipular os fatos, numa tentativa de atacar seu adversário. Explico: como relator, orientado por minha assessoria, mandei retirar da conta da Secretaria de Saúde uma fatura de compra de vacinas sem especificação e lançá-la na conta da Secretaria de Agricultura, erro material que não afetava o cumprimento do índice constitucional da saúde. Tanto que me posicionei pela aprovação das contas. O parecer prévio sobre as contas do governador foi aprovado por unanimidade. Posteriormente, recebi da Secretaria de Agricultura a informação de que a compra das vacinas era mesmo para a saúde, já que se tratava de vacinas contra aftosa para experimentos da Fundação Ezequiel Dias. Quanto à existência de ressalvas – as quais, diga-se, sempre se referem à presença de erros materiais, que, constatados a tempo e a hora, podem ser corrigidos –, isso é mais que comum numa prestação de contas com mais de 40 mil itens.

Foi esse pequeno erro material que Dona Dilma citou como se fosse um assunto tão grave como os assaltos do seu governo na Petrobras e em quase tudo o que o governo federal mete o nariz. Parece coisa de gente que se faz de louca…

O Brasil vai ter que trabalhar uns 20 anos para pagar a conta desses governos do PT. Mas, no domingo, milhões de tucanos ou apartidários como eu estarão enchendo as urnas para o bem do Brasil.

Fonte: www.veja.com.br

Mentira de Dilma I – Defesa de doleiro diz que ‘laranja’ mentiu ao citar propina ao PSDB

Advogado de Alberto Youssef nega que o doleiro mantivesse negócios com o ex-presidente do partido, Sérgio Guerra

Crime perfeito: em depoimentos à Polícia Federal e ao Ministério Público, o doleiro Alberto Youssef relatou que as “doações legais” das empreiteiras foram a fórmula criada para esconder a propina

A defesa do doleiro Alberto Youssef, pivô do megaesquema de lavagem de dinheiro desmontado na Operação Lava Jato, afirmou que vai apresentar nesta quarta feira à Justiça Federal em Curitiba (PR) um pedido de impugnação do depoimento de Leonardo Meirelles, o “testa de ferro” do doleiro em negócios. Em depoimento à Justiça na segunda-feira, Meirelles afirmou que Youssef tinha negócios com o PSDB e com o ex-presidente do partido Sérgio Guerra (PE), morto em março deste ano.

O tema foi explorado pela presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) para atacar o adversário tucano, Aécio Neves, em debates na televisão.

O advogado Antônio Figueiredo Basto, que defende Youssef, também informou que solicitará uma acareação entre os dois réus. “Meu cliente afirma peremptoriamente que nunca falou comSérgio Guerra, nunca teve negócios com ele e nunca trabalhou para o PSDB”, disse Basto. “Estamos pedindo uma impugnação do depoimento do Leonardo e uma acareação entre eles”, completou.

Segundo a Operação Lava Jato da Polícia Federal, Meirelles era o laranja do doleiro no comando do laboratório Labogen, uma fábrica de remédios falida usada por Youssef para obter contratos milionários com o Ministério da Saúde, na gestão do então ministro da Saúde Alexandre Padilha – a pasta diz que o contrato não assinado. O negócio firmado entre o Ministério e o doleiro havia sido intermediado pelo deputado federal André Vargas.

Fonte: www.veja.com.br

O Velho Apache Antenado anuncia: dois apoios de peso para Aécio Neves

Senador eleito pelo Rio de Janeiro, Romário, com mais de quatro milhões de votos grava para propaganda eleitoral 

Eu e Romário

O editor deste blog com Romário – Fotos: Arquivo

Por: Lauro Jardim

Depois de muitas negociações e recuos, Romário finalmente decidiu apoiar Aécio Neves. Ontem, os dois selaram o acordo.

Romário gravou hoje em Brasília, sem alarde, um depoimento que será exibido amanhã à noite, no programa de TV do tucano.

Romário, eleito senador com 4,6 milhões de votos no Rio de Janeiro, é visto na campanha de Aécio como um trunfo para a busca de votos nestes últimos dias no terceiro maior colégio eleitoral do Brasil.

DO BLOG: A foto acima é só para o rilex da galera que anda estressada – ehehehe…

Fonte: www.veja.com.br

Prefeito de Mossoró recebe representação americana

Equipe do consulado americano visita Mossoró

Francisco José Júnior em audiência representação do consulado americano – Fotos: Raul Pereira

Por: Fidel Nunes
Fotografia: Raul Pereir

O prefeito Francisco José Júnior recebeu nesta quarta-feira, 22, os representantes do consulado americano. A equipe que veio para Mossoró é formada por Richard Reiter, cônsul geral; Paloma Gonzales, cônsul de assuntos políticos e Moacir Rodovalho, especialista em assuntos comerciais. O trio representa oficialmente os Estados Unidos em todo o Nordeste e está fazendo um tour por algumas cidades da região. O objetivo da visita é conhecer de perto as potencialidades econômicas e comerciais da cidade.

A recepção da equipe do consulado foi feita pelo próprio prefeito no Salão dos Grandes Atos, do Palácio da Resistência. Logo após uma recepção de cortesia e uma reunião informal, o cônsul geral dos EUA, Richard Reiter, e sua comitiva conheceram alguns pontos turísticos da cidade. O secretário Luis Antônio, responsável pela Secretaria de Transparência Pública e Relações Interinstitucionais, acompanhou a comitiva do consulado americano nos pontos turísticos.

O Museu do Petróleo, localizado na Estação das Artes Eliseu Ventania, foi o primeiro local visitado pela equipe do consulado americano. Depois de conhecer a história do petróleo na cidade e as técnicas de extração do produto, os representantes dos EUA no Nordeste conheceram o Museu Lauro da Escóssia. Lá os visitantes receberam informações sobre o cangaço e a história mossoroense como um todo.  O trio do consulado ainda visitou o Memorial da Resistência, o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) e a empresa Halliburton.

Fonte: Assessoria

O Eterno Prefeito Dix-huit Rosado

Jornalista relembra história do Velho Alcaide

Por: César Santos 

O Velho Alcaide

Poucos homens públicos amaram tanto a sua terra quanto Jerônimo Dix-huit Rosado Maia. Não há exagero na assertiva. Foi esse amor que por vezes o próprio Dix-huit chamava de obsessão e que o fez trabalhar até os últimos dias de sua vida por Mossoró.

Queria morrer no ambiente de trabalho, em seu gabinete no Palácio da Resistência, e por pouco não concretizou o desejo. Ele estava em casa no momento em que o coração parou de pulsar. Dia 22 de outubro de 1996, quando cumpria o último ano do terceiro mandato de prefeito.

O 18.º filho do farmacêutico Jerônymo Rosado com Isaura Rosado Maia, nascido em 21 de maio de 1912, viveu para servir ao seu povo e sua terra.

Vocação herdada do berço.

Missão cumprida, com a coragem e a determinação de um vencedor, em mais de 60 anos de vida pública. A solidez de sua obra explica – hoje – o desenvolvimento da cidade, pois nela fincaram-se os alicerces para o futuro. O prefeito das “milobras” – como se autodenominava – fez muito mais, uma vez que as obras de suas três administrações – uma, a cada dez anos, a partir de 1973 – foram decisivas para colocar Mossoró nos trilhos do desenvolvimento.

A dicotomização e a tricotomização do rio Mossoró merecem um destaque especial. Ao construir os “braços” do rio, na década de 1980, o prefeito solucionou em definitivo o problema das enchentes que tomavam o centro comercial da cidade, arrastando a nossa economia a cada período de chuvas intensas, provocando prejuízos irrecuperáveis.

Saúde, educação, cultura e desenvolvimento social tiveram, pelas mãos de Dix-huit, o zelo que precisavam. Antes de se eleger prefeito pela primeira vez, nas eleições de 1972, Dix-huit já olhava e fazia muito por sua terra, na condição de deputado estadual (duas vezes), deputado federal (duas vezes), senador da República e presidente do Instituto Nacional de Desenvolvimento Agrário (INDA), que tinha status de ministério. Foi à frente desse órgão que ele fundou a Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM), hoje Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA).

Para ser um grande administrador, como o foi, Dix-huit teve de ser um vencedor na política, avocando a saga iniciada pelo velho Jerônymo: “O que eu não puder fazer, um filho meu fará.”

Deixou a medicina, afastou-se da condição de militar, para enfrentar os desafios da política. A partir do final dos anos 1940, já deputado estadual, filiado à UDN, ele abraçou a causa de Eduardo Gomes, elegendo-se deputado federal Constituinte, e intensificou a carreira política vitoriosa concluída em 1996, quando morreu administrando Mossoró pela terceira vez.

Há 18 anos.

Fonte: Blog de César Santos/Defato.com

Lahyre Rosado Neto defende participação direcionada em orçamento

Vereador diz que sem orçamento impositivo, seria importante participação direcionada

Lairinho Rosado

A forma como será aplicado o orçamento do município de Mossoró pela prefeitura em 2015, foi ponto de discussão pela Câmara Municipal, levantado pelo vereador Lahyre Neto. A princípio ele esperava que sua proposta de orçamento impositivo, aproveitando diretamente as sugestões apresentadas pelos vereadores, fosse acatada. Como não aconteceu, propõe um novo formato para melhor aproveitar as sugestões que nascem no Poder Legislativo, por sugestões diretas da comunidade.

“Lembro que o deputado Henrique Alves propôs o orçamento impositivo no Congresso Nacional, pois hoje só se atende às propostas dos parlamentares ligados a presidência da República e, com o orçamento impositivo essa situação do, toma lá, da cá, seria evitada. E foi isso que tentamos evitar em Mossoró”, lembrou o vereador. Como nova sugestão, Lahyre Neto defende que os vereadores possam utilizar recursos disponíveis no orçamento de forma específica, indicando uma obra a ser feita. Com isso, por exemplo, se tem verba direcionada para ações sociais, o vereador poderá indicar uma instituição a receber determinado valor ou, se o recurso se destina a obra pública, o vereador poderia indicar a construção de uma praça, entre outros.

Pesquisa com aprovação do governo Rosalba?

Se alguém tiver os dados oficiais e registrados é só mandar que publicamos 

Um internauta quer saber o que levou ao blog a não publicar os dados de uma suposta pesquisa em que o governo Rosalba Ciarlini aparece aprovado, na educação, saúde, segurança e noutras áreas mais.

Simples: não tivemos conhecimentos de publicação de nenhuma pesquisa, ao menos oficialmente, sobre esse estudo.

Mas, ainda é tempo de a governadora do Estado, Rosalba Ciarlini (DEM) fazer publicar a suposta pesquisa.

Ela até dispõe de uma Rede de Rádios e de um bocado de gente nos meios de comunicação que faturou os tubos durante sua gestão e, que, evidente, não se furtariam a publicizar os números.

Então, se a pesquisa for publicada, informando instituto, mapa dos locais pesquisas, data, etc & tal, faremos repercutir com o máximo prazer.

Aqui, todavia, porém, entretanto no entanto, não nos pautamos por conto de fada.

Em respeito aos nossos internautas.

 

Genivan Vale denuncia remanejamento de R$ 2 milhões da Saúde e Agricultura

Prefeitura de Mossoró divulga Nota Oficial com sua posição sobre a denúncia

Polêmica.

O vereador Genivan Vale (PROS) anunciou, através de sua assessoria de comunicação, que a Prefeitura de Mossoró retirou R$ 2 milhões e 248 mil de áreas como Saúde e Agricultura, e remanejou os recursos para limpeza urbana.

A Prefeitura Municipal de Mossoró, por intermédio de sua assessoria de Comunicação, emitiu Nota Oficial contestando os dados.

Confira as duas versões sobre o caso:

POSIÇÃO DE GENIVAN VALE

Prefeitura remaneja mais de R$ 2 milhões de áreas como Saúde e Agricultura para a limpeza urbana

Por: Adriana Morais

A Prefeitura de Mossoró retirou R$ 2 milhões e 248 mil de áreas como Saúde e Agricultura, e remanejou os recursos para limpeza urbana. O remanejamento foi feito por meio do decreto 4.395/14, publicado no Jornal Oficial do Município (JOM) de 10 de outubro de 2014.

A maior parte dos recursos remanejados saiu do Fundo Municipal da Saúde, um total de R$ 850 mil. A verba seria utilizada para reforma e ampliação de Unidades Básicas de Saúde (R$ 350 mil), implantação de Unidades de Saúde (R$ 350 mil) e aquisição de equipamentos para a Saúde (R$ 150 mil).

Também foram remanejados recursos no valor de R$ 850 mil da Secretaria Municipal de Recursos Hídricos, atingindo o orçamento previsto para o programa Água Viva (R$350 mil) e a ações de apoio ao homem do campo (R$ 130 mil).

O vereador Genivan Vale (PROS) lamenta mais um exemplo de inversão de prioridades dado pelo Executivo municipal. “Hoje a saúde está em crise. Temos exemplos de postos de saúde que estão fechados, sob riscos de desabarem, além de unidades que estão precisando urgentemente de reformas e manutenção, e diante disso o prefeito retira recursos destinados a estes serviços e remaneja para a área de serviços urbanos (coleta de lixo)”, diz o parlamentar, acrescentando que a limpeza pública é importante e necessária, mas é preciso otimizar os investimentos públicos, pois a coleta de lixo conta com R$ 30 milhões por ano, e a saúde deve estar entre as áreas prioritárias.

Com relação à Agricultura, o vereador também critica o remanejamento de recursos desta pasta. “Mossoró vivencia uma das suas piores secas dos últimos anos e em vez de suplementar recurso para a secretaria, a prefeitura faz é retirar do orçamento da Agricultura para investir em outras áreas”.

Além da Saúde e Agricultura, os créditos suplementares para a limpeza pública foram remanejados do Fundo Municipal de Assistência Social (R$ 200 mil), Fundo do Desenvolvimento Econômico Integrado e Sustentável (R$ 168 mil) e da própria secretaria de Serviços Urbanos, relocando recursos previstos para a construção do cemitério público do grande Alto de São Manoel e da manutenção do aterro sanitário para investir no serviço de limpeza pública.

“A construção do cemitério público no grande Alto de São Manoel é um anseio da população desta área, além de ser uma real necessidade para o município, haja vista que os dois cemitérios da cidade estão superlotados. E mais uma vez, a obra está sendo preterida pelo poder público. O prefeito vem fazendo como nas gestões anteriores não dando a devida importância para a obra na região”, observa Genivan Vale.

POSIÇÃO DA PREFEITURA

Prefeitura de Mossoró emite Nota de Esclarecimento

Por: Assessoria de Comunicação

Nota de esclarecimento

A Prefeitura de Mossoró esclarece que não retirou R$ 2 milhões da Secretaria de Saúde para a Secretaria de Serviços Urbanos, como foi noticiado neste espaço jornalístico. O que aconteceu foi uma substituição de fonte orçamentária, que teve como objetivo facilitar a execução do orçamento e pagamento de despesas.

 

O decreto 4395/2014 permitiu o remanejamento de R$ 850 mil da Saúde, referente à fonte 102, da arrecadação dos royalties do petróleo. Porém, o decreto 4396/2014 (JOM de 10 de outubro de 2014) permitiu o remanejamento de R$ 2.159,000 para o custeio da Saúde dentro da fonte 100, ou seja, dos recursos próprios da Prefeitura, tornando a ação muito mais vantajosa para a pasta.

Além disso, a Saúde dispõe de recursos da fonte 103 que são oriundos do Ministério da Saúde. Somente neste ano, a Prefeitura já realizou remanejamento de R$ 7 milhões para a pasta e tem previsão de realizar mais R$ 4 milhões, dentro do que permite a lei, como forma de dar maior atenção a esta área que é prioridade para a gestão do prefeito Francisco José Júnior.

Secretaria da Comunicação Social da Prefeitura de Mossoró

Presidente da Câmara Francisco Carlos defende orçamento para educação

Peça orçamentária do Executivo não cumpre Lei de Responsabilidade Educacional

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A Prefeitura de Mossoró enviou para a Câmara Municipal a Lei Orçamentária Anual para o ano 2015, na qual ficou constatado que o Executivo não contempla a Lei de Responsabilidade Educacional integralmente. O projeto idealizado pelo vereador Professor Francisco Carlos, destina 30% (trinta por cento) das receitas próprias da prefeitura para a educação.

O orçamento geral para 2015 prevê uma receita de R$ 670.461.618,00, sendo que as receitas próprias (compostas pela arrecadação com IPTU e ICMS, entre outras), totalizam uma previsão igual a R$ 331.265.621,00. Desse valor, é calculado o percentual mínimo de 30% para a educação previsto na Lei de Responsabilidade Educacional, igual a R$ 99.379.686,30. No orçamento enviado para a Câmara, está previsto apenas 29,55%.

Segundo o vereador Professor Francisco Carlos, o percentual aparentemente pequeno de 0,45% provoca um prejuízo de R$ 1.480.663,30 (um milhão, quatrocentos e oitenta mil, seiscentos e sessenta e três reais e trinta centavos). “Lutamos para que a Lei seja cumprida na íntegra, já que estamos tratando de um valor básico do cidadão, que é o direito a educação de qualidade”.

Professor Francisco Carlos defende envio do complemento para educação infantil e séries iniciais

Ao mesmo tempo em que cobra o cumprimento integral da lei municipal de responsabilidade educacional, o vereador professor Francisco Carlos propõe que a prefeitura destine os recursos que faltam (R$ 1.480.663,30), para garantir o cumprimento integral de outra importante lei: Lei nº 11.738/2008, que fixa o piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica.

A Prefeitura cumpri o piso salarial da educação, porém a carga horária dos professores da educação infantil e das séries iniciais seguem sendo descumprida. Pela lei, “Na composição da jornada de trabalho, observar-se-á o limite máximo de 2/3 (dois terços) da carga horária para o desempenho das atividades de interação com os educandos”. Assim, de uma carga horária de 30 horas semanais, o professor deverá permanecer 20 horas em sala de aula, dedicando o restante do tempo para planejamento e outras atividades, o que não vem sendo observado.

Com essa desobediência, o professor da educação infantil e séries iniciais estão permanecendo em sala de aula mais tempo que a orientação legal. “Considero justo que esse valor que falta para completar os 30% da educação seja destinado aos professores da educação infantil e séries iniciais, fazendo justiça a esses educadores e, cumprindo na íntegra a Lei de Responsabilidade Educacional e a Lei Nacional do Piso”, reforçou o professor Francisco Carlos.